domingo, 21 de abril de 2019

PÁSCOA DE SANGUE


Oito explosões em três cidades diferentes, das quais seis em simultâneo (08:45 da manhã em Colombo, no Sri Lanka), e as duas mais recentes nos últimos 50 minutos, fizeram até ao momento cerca de seiscentas vítimas: 185 mortos, um deles português, e mais de 400 feridos.

Foram atacadas três igrejas, quatro hotéis de luxo e uma rua movimentada.

Ruwan Wijewardene, ministro da Defesa, declarou que os autores do massacre, extremistas religiosos, estão identificados. Foi decretado o recolher obrigatório a partir das 18 horas locais, 12:30 em Portugal.

Clique na imagem.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

EUROPEIAS


Sondagem da Aximage hoje divulgada no CM e no Negócios.

Maioria de esquerda = 51%.

Se este estudo for confirmado nas urnas, PS e PSD elegem o mesmo número de deputados.

A soma da Direita [PSD+CDS+ALIANÇA] corresponde a 39,2%.

A tese do puxão de orelha aos Governos, sejam eles quais forem (uma única vez, em 1999, o partido que estava a governar ganhou as Europeias: foi o PS, mas Soares era o cabeça de lista), é equivalente a brincar com o fogo. A ver vamos.

Clique no gráfico do Negócios.

DÉJÀ VU

Chegou esta madrugada ao fim a greve dos motoristas de matérias perigosas. Muita gente não se lembra, mas uma greve igual paralisou o país entre 9 e 11 de Junho de 2008. Déjà vu, portanto.

Daqui até às eleições legislativas de Outubro vai ser assim. PSD, CDS, BE, PCP e PEV tudo farão para evitar a vitória do PS.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

O ESPLENDOR DO CINISMO

Os partidos da Oposição aproveitaram o ano eleitoral para trazer à colação o tema da contagem de tempo dos professores do ensino básico e secundário. Até aqui, nada de novo. Faz parte das regras de jogo da democracia.

Aqui chegados, uma coligação negativa [PSD+CDS+BE+PCP+PEV] permitiria aprovar, imediatamente, a recuperação do tempo de serviço congelado pelo Governo PAF/Troika. Bastaria cada um destes partidos apresentar um diploma nesse sentido. A aprovação estava garantida.

O que fizeram então os estrénuos defendores dos docentes? O PSD e o CDS apresentaram diplomas sibilinos: sim senhor, têm direito aos 9 anos, se as condições económico-financeiras do país (subida do PIB e outros detalhes), na próxima legislatura, o permitirem. Se. A Esquerda chumbou. O BE, o PCP e o PEV querem novas negociações do Governo com os sindicatos com vista a estabelecer um calendário até 2025. A Direita chumbou. Os cinco diplomas baixaram à comissão parlamentar de Educação.

Dito de outro modo, toda a gente se esforçou por garantir que tudo ficava na mesma.

Por que carga de água ninguém teve tomates para apresentar um diploma sem reticências? Medo de que o Governo bata com a porta e provoque eleições antecipadas? É uma possibilidade real. Mas isso é outro campeonato. A Oposição não pode querer comer o bolo e ficar com ele.

FRÉDÉRIC MARTEL


Hoje na Sábado escrevo sobre a obra mais recente do francês Frédéric Martel (n. 1967), No Armário do Vaticano. E começo por notar que certo tipo de publicidade pode induzir em erro. No original, o livro chama-se Sodoma. Enquête au cœur du Vatican. Não se trata, como alguma gente supõe, de um manifesto gay. É uma investigação exaustiva, conduzida durante quatro anos. Para escrever o livro, o autor contou com a colaboração de 80 investigadores espalhados por cerca de quarenta países, que entrevistaram mais de 1500 pessoas. Martel entrevistou ele próprio 41 cardeais, 52 bispos, 45 núncios apostólicos, mais de 200 padres e seminaristas, embaixadores, adidos de imprensa, funcionários do Vaticano e membros da Guarda Suíça. Dividido em quatro partes, o livro aborda o pontificado de vários Papas, as lutas pelo poder, as correntes ideológicas, o predomínio da extrema-direita no pontificado de João Paulo II, a guerra movida por Roma aos defensores da Teologia da Libertação, as idiossincrasias da Igreja em África e na América Latina, a ‘ditadura’ da Congregação para a Doutrina da Fé, a vida dupla de centenas de padres de todos os escalões hierárquicos, os excessos do cardeal guineense Robert Sarah, a biografia mirabolante do cardeal colombiano Alfonso López Trujillo, «essa diva do catolicismo moribundo» que durante dezoito anos presidiu ao Conselho Pontifício para a Família, corrupção e escândalos financeiros na Santa Sé, a reiterada indiferença de Bento XVI face aos relatórios sobre abuso de menores, a clínica Gemelli, onde altos dignitários da Igreja são discretamente tratados de sida e doenças correlatas, o assédio sexual aos membros da Guarda Suíça, o outing do teólogo Krzysztof Charamsa (expulso do Vaticano), a protecção de padres pedófilos, etc. O dia em que Bento XVI sagrou arcebispo o seu secretário particular, Georg Gänswein, último acto oficial antes da renúncia, está fixado em páginas magníficas. Martel explica com minúcia a esquizofrenia que sustenta parte significativa dos altos escalões do Vaticano. O agitprop contra a comunidade homossexual não impede cardeais influentes de organizarem orgias chemsex com prostitutos. O triplo homicídio que envolveu Cédric Tornay, membro da Guarda Suíça, ilustra a bipolaridade. Um documento para a História. Quatro estrelas. Publicou a Sextante.

DIGA 33


Instantâneo de Margarida Araújo, da sessão em que participei ontem à noite no Teatro da Rainha, no âmbito do Diga 33. Duas horas de conversa sobre literatura e memórias pessoais, em ambiente descontraído, com moderação de Henrique Manuel Bento Fialho.

 A grande surpresa foi reencontrar Fernando Mora Ramos, actor e encenador, que não via há 44 anos. Mora Ramos é o actual director artístico do Teatro da Rainha, onde brevemente vai repor O Resto Já Devem Conhecer do Cinema, de Martin Crimp (a partir de Eurípides), uma produção do Teatro Nacional de São João, do Porto, em parceria com o Teatro da Rainha, das Caldas.

Clique na imagem.

terça-feira, 16 de abril de 2019

TEATRO DA RAINHA


Hoje nas Caldas da Rainha.
Clique na imagem.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

RECONSTRUIR NOTRE-DAME


Os bilionários franceses François-Henri Pinault, mecenas das artes, chairman e CEO do grupo de marcas de luxo Kering [Gucci, Yves Saint Laurent, Balenciaga, Alexander McQueen e outras], e Bernard Arnault, proprietário do grupo LVMH [Louis Vuitton & Moët Hennessy], vão doar 300 milhões de euros para a reconstrução de Notre-Dame. Pinault, cem milhões, Arnault, duzentos.

Clique na imagem.

NOTRE-DAME PASTO DAS CHAMAS


A força do incêndio que deflagrou na Catedral de Notre-Dame, de Paris, já fez desabar a torre. Clique na imagem do Le Monde.

CAOS NAS CONSERVATÓRIAS

Perdi três horas na Conservatória da Avenida Fontes Pereira de Melo para levantar o cartão de cidadão. O pedido de renovação, urgente (33 euros), foi feito em casa no passado dia 5.

Hoje, ao fim de 45 minutos de espera, pedi o livro de reclamações. A responsável pelos serviços, com quem pedi para falar, esclareceu-me que a urgência apenas se aplica à manufactura. São alheios a atrasos de correio e, ali na Conservatória, vai toda a gente para a mesma fila.

Isto é uma vigarice. Se as conservatórias não têm pessoal suficiente para garantir canais próprios de assuntos urgentes, têm obrigação de suspender a opção urgente. Vender gato por lebre não dignifica o Estado.

Acaso a senhora ministra da Justiça está ao corrente do caos que reina nas Conservatórias?

domingo, 14 de abril de 2019

FAKE, OF COURSE


A campanha do 69, honi soit qui mal y pense, não pára. Televisões e jornais martelam o tema (resultado de um estudo encomendado por uma Fundação privada) como se estivéssemos perante uma Lei da iniciativa do Governo aprovada pela maioria de Esquerda na Assembleia da República.

A RTP3 ocupou parte da sua programação da tarde com a necessidade de o adoptar, porque na Suécia é o que fazem. Dizem-me que é tempo de antena da Fundação promotora do estudo, titular de espaço alugado na televisão pública. Se é assim, a rubrica devia vir assinalada como publicidade.

Qualquer jornalista sério que faça o trabalho de casa sabe que, em matéria de idade legal de reforma, Portugal tem um dos níveis mais altos (actualmente 66 anos e 5 meses) da UE, dos outros países europeus (na Rússia são 60 anos) e do resto do mundo. Não vale a pena dizer que é preciso chamar o Diabo.

A falta de vergonha contagiou quase todos. Assunção Cristas anda pelos comícios a atribuir ao Governo a responsabilidade da «reforma aos 70 anos», que ela «não quer», mas os malvados dos socialistas querem.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

FAMILYGATE

Com tanto assunto sério para resolver, tais como contratar médicos e enfermeiros para o SNS, agilizar os pedidos de contagem de tempo e reforma da Segurança Social, pôr um travão no descalabro da Refer, aumentar a oferta de transportes públicos, abrir a ADSE a cônjuges de beneficiários, arranjar forma de moderar o sufoco fiscal, etc., o país entretém-se com o familygate.

O PS propõe interditar nomeações até ao 4.º grau, patamar que inclui os filhos dos primos. Mas o Presidente da República, que não pode legislar, vai entregar ao Governo o draft de um diploma sobre nomeações para Belém (Casa Civil, Casa Militar, gabinete do PR, centro de comunicações, segurança, serviço de apoio médico), interditando nomeações até ao 6.º grau, patamar que inclui primos segundos, primos-tios-avós, primos-sobrinhos-netos, tios-trisavós, sobrinhos-trinetos, pentavós e pentanetos.

Não sei se ria se chore.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

ASSANGE PRESO


A Scotland Yard confirmou a prisão de Julian Assange, hoje às 10:35, na embaixada do Equador em Londres (onde se encontrava refugiado desde 2012), minutos após aquele país ter retirado a imunidade diplomática ao hacker australiano que fundou a WikiLeaks.

Assange foi preso e levado para uma esquadra de polícia, onde aguardará ser ouvido por um tribunal. As autoridades britânicas vão cumprir o mandado de extradição emitido pelos Estados Unidos.

A Suécia acusou Assange de violação de menor, mas a acusação foi entretanto retirada. Em Julho de 2015, a França recusou conceder-lhe asilo político (um filho de Assange tem nacionalidade francesa). Em Agosto de 2016, o advogado de Assange no Reino Unido, John Jones, foi assassinado. Em 2018, falhou uma alegada tentativa de ‘extração’, conduzida pelos serviços secretos russos.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos esclarece que Assange é acusado de, em conluio com Chelsea Manning, antiga analista de intelligence do Exército americano, ter acedido ilegalmente a uma rede secreta de computadores do Pentágono, ajudando-a a decifrar uma senha criptografada.

Se for condenado, a pena máxima são cinco anos, sublinha o Departamento de Justiça dos Estados Unidos

Clique na imagem do Guardian.

AGUSTINA BIOGRAFADA


Hoje na Sábado.

Em Janeiro, na presença de Graça Fonseca, ministra da Cultura, a editora Contraponto apresentou na Biblioteca Nacional de Portugal o ambicioso projecto de uma colecção de biografias de Agustina Bessa-Luís, José Cardoso Pires, Natália Correia, Herberto Helder e outros. Os autores destas quatro são, respectivamente, Isabel Rio Novo, Bruno Vieira Amaral, Filipa Martins e João Pedro George. A presença da ministra surpreendeu muita gente e abriu um precedente. Graça Fonseca tenciona doravante caucionar a apresentação de colecções literárias?

A primeira, O Poço e a Estrada. Biografia de Agustina Bessa-Luís, de Isabel Rio Novo, chegou às livrarias em Fevereiro. Feita à revelia da família de Agustina, já comprometida com a editora Relógio d’Água e o historiador Rui Ramos, autor da aguardada biografia canónica, ressente-se da interdição a documentação privada, bem como da ausência de portfolio fotográfico. Isabel Rio Novo teve de fazer o seu trabalho a partir da leitura da obra, da bibliografia passiva, de alguma correspondência publicada, e de recortes de imprensa. A tudo isso acrescentou entrevistas com diversas personalidades, mas nenhuma delas ultrapassa anedotário conhecido e trivialidades domésticas. Talvez por isso, Carlos Maria Bobone tenha escrito no Observador que «O livro está cheio de historietas, descrições de paisagens, sentimentos, que por vezes conseguem ser interessantes, sim; no entanto, são interessantes pelo que Agustina disse ou escreveu sobre eles, não são interessantes por si próprios.» Noutro registo, Mário Santos escreveu no Público: «a leitura do livro é proveitosa e, em geral, prazenteira. Sobretudo, na parte concernente à infância, à juventude e aos primeiros anos do percurso literário da romancista

Sejamos claros: O Poço e a Estrada tem o mérito de exarar factos, datas, endereços, genealogias, equívocos, tensões familiares, a pulsão do Pai pelo jogo, o apoio do marido, a filha (a escritora Mónica Baldaque), os atritos com o crítico Jaime Brasil, as relações com Régio e Ferreira de Castro, a coquetterie inata, o enfado do milieu literário, um breve período depressivo, as adaptações de Manoel de Oliveira, a proximidade com a mulher de Francisco Sá Carneiro, as posições políticas, o ódio de estimação por Natália Correia, as amizades electivas com Sophia de Mello Breyner Andresen e Maria Helena Vieira da Silva. Aqui chegados, podemos presumir que Isabel Rio Novo apenas omite dados constantes dos arquivos pessoais de Agustina.

Escrita com grande desenvoltura narrativa, O Poço e a Estrada lê-se como um romance (o título adapta uma frase de Agustina). São aliciantes as páginas dedicadas à Póvoa de Varzim dos anos 1930. E muito oportuna a lembrança da sua nomeação como directora do Teatro Nacional D. Maria II, de Lisboa, ao tempo em que Santana Lopes era secretário de Estado da Cultura. Foi ali na sala de Garrett que, para escândalo da intelligentsia, Agustina promoveu (em 1991) a exibição da revista Passa por mim no Rossio, de Filipe La Féria.

O livro de Isabel Rio Novo também não esquece a fortuna crítica, as viagens, os prémios, o apoio à despenalização da interrupção voluntária da gravidez e, por fim, o acidente vascular cerebral que obrigou à retirada da vida pública no início de 2007, pouco depois de, no fim de 2006, Agustina ter publicado A Ronda da Noite. Certas zonas de sombra são iluminadas por petite histoire avulsa. Efabulação? A biógrafa conclui: «O enigma de Agustina e da noite em que está encerrada já não pode ser auscultado.» 

O volume inclui índice onomástico e 80 páginas de notas remissivas. A grande falha é a ausência de uma bibliografia de Agustina. Os livros são citados (e muitos analisados), mas uma coisa não dispensa a outra. Porém, isso pode e deve resolver-se em próxima edição.

Publicou a Contraponto.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

SEIS MESES


Depois de quase sete horas de discussão, com jantar pelo meio, os 27 aceitaram prorrogar o Brexit até 31 de Outubro.

Mas Macron exigiu, e fez valer o seu ponto de vista, que em Junho seja feito o ponto da situação do comportamento do Reino Unido. Leia-se, do comportamento dos Comuns. Ou seja: se, antes de Outubro, de preferência antes de 30 de Junho, Westminster aprovar o Acordo negociado com a UE, o Brexit deve ser antecipado.

A intransigência de Macron fez gorar os planos de Tusk, que tentou, sem sucesso, sensibilizar os 27 para um ano de prorrogação. 

Clique na imagem.

GLEN HAGUE NO FAROL


Estava no Porto quando a exposição abriu, mas fui hoje a Cascais ver a nova exposição de Glen Hague, pintor inglês meu amigo, radicado em Portugal desde 1980, cuja obra acompanho há muito.

Os dezassete quadros de On the water estão espalhados pelo lobby, salas e bar do Hotel do Farol, na Avenida Rei Humberto II de Itália, em Cascais.

Clique na imagem.

O DIA D


Quando forem cinco da tarde em Bruxelas, começa a cimeira extraordinária para decidir a nova data do Brexit. Para já, a data em cima da mesa é a próxima sexta-feira, dia 12. Mas Theresa May quer que seja 30 de Junho (e ontem obteve uma vitória no Comuns, que fixaram a data em forma de lei). Junker sugeriu 31 de Dezembro. Mas Tusk, farto das birras de Westminster, prefere 31 de Março de 2020. Não vale a pena especular sobre o que vai acontecer.

Na imagem, May e Macron ontem em Paris. Clique.

terça-feira, 9 de abril de 2019

TERESA ROZA d’OLIVEIRA 1945-2019


Vítima de problemas cardíacos, morreu ontem a Teresa Roza d’Oliveira (1945-2019), artista plástica com lugar cativo nas minhas memórias. Tinha 74 anos.

Fomos amigos desde 1961, estivemos juntos em Lisboa na semana que antecedeu o 25 de Abril, foi ela a autora da capa do meu primeiro livro (1974), e escrevo estas linhas defronte de um dos seus quadros. Natural da Ilha de Moçambique, cedo acompanhou a família para Lourenço Marques. Foi casada com o poeta Lourenço de Carvalho, pai dos seus dois filhos, de quem se separou no fim dos anos 1970.

Teresa Roza d’Oliveira, que fez parte do grupo de artistas revelado pelo Núcleo de Arte de Lourenço Marques, tem obra espalhada por museus de Maputo, Joanesburgo, Pretória e Durban, bem como pelas colecções de arte da Universidade Eduardo Mondlane (Maputo), BNU, Banco Central de Moçambique, Instituto de Crédito de Moçambique, Linhas Aéreas de Moçambique, Petróleos de Moçambique, Banco Pinto & Sotto Mayor, Banco de Fomento Exterior, Portugal Telecom, Petróleos de Angola, Organização Nacional dos Jornalistas (Maputo), Cimpor, outras empresas e coleccionadores particulares. O espólio de arte de Natália Correia inclui obras suas. Entre outros, trabalhou com os pintores João Ayres, Bertina Lopes, José Júlio e Malangatana.

Radicada em Portugal a partir de 1977, depois de uma estadia fugaz na África do Sul, manteve presença discreta no milieu artístico nacional, em exposições individuais e colectivas, na Galeria Moira (Lisboa), na Bienal de Pintura de Óbidos, na Biblioteca-Museu República e Resistência, na Galeria Paula Cabral (Lisboa), na Galeria de Arte Lóios (Porto), na Galeria Arade (Portimão), na Fundação Sousa Pedro (Lisboa), na Cooperativa Árvore (Porto), na Casa da Imprensa, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, etc. Nos anos 1990 voltou a Moçambique, onde permaneceu cerca de um ano. Vivia há largos anos na aldeia do Meco, na companhia de Maria Emília Moraes, sua companheira.

Na imagem, eu e a Teresa, fotografados por Kok Nam, na noite de 2 de Março de 1974, em Lourenço Marques. Clique.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

OMERTÀ, IGNORÂNCIA OU ESTUPIDEZ?


Sabem o que penso das frioleiras do familygate, mas recordo a reportagem suculenta para que remete esta capa de 7 de Fevereiro de 1992 do jornal de Paulo Portas.

Resumindo muito: onze mulheres de ministros e secretários de Estado no governo de Cavaco. Umas como chefes de gabinete, outras como adjuntas, outras como assessoras, e por aí fora.

Entre muitas, as mulheres de Marques Mendes, Fernando Nogueira, Dias Loureiro, Arlindo Cunha, Paulo Teixeira Pinto, Luís Filipe Menezes e Álvaro Amaro.

Mas também irmãos ministros, casos de Leonor e Miguel Beleza (o ministro das Finanças entrou no dia em que a irmã saiu). E pais de ministros em cargos de topo do Estado, mas vamos dar de barato que os papás já estavam nesses lugares.

E com tanta ficha arquivada, tanto notebook, tanto livro de memórias publicado, Cavaco esqueceu-se disto?

Os jornalistas que agora têm 45 anos, tinham 18 à data dos factos. Mas não investigam? Vão atrás do bruaá das redes sociais? Ou têm o rabo preso à omertà...?

Clique na imagem.

sábado, 6 de abril de 2019

PASSAPORTES BRITÂNICOS


Os britânicos que requereram passaporte, ou renovação da validade do actual, começaram a receber os novos. E alguns surpreenderam-se com o desaparecimento (no topo da capa) da expressão 'European Union'.

Mas o Home Office (o ministério do Interior) já disse que é assim mesmo. Mais: enquanto não esgotar o stock, continuam a ser impressos em cartolina bordeaux, mas ainda este ano voltarão ao azul ultramarino que existiu durante mais de cem anos.

Na imagem, os dois passaportes lado a lado. Clique.