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segunda-feira, 8 de abril de 2019

OMERTÀ, IGNORÂNCIA OU ESTUPIDEZ?


Sabem o que penso das frioleiras do familygate, mas recordo a reportagem suculenta para que remete esta capa de 7 de Fevereiro de 1992 do jornal de Paulo Portas.

Resumindo muito: onze mulheres de ministros e secretários de Estado no governo de Cavaco. Umas como chefes de gabinete, outras como adjuntas, outras como assessoras, e por aí fora.

Entre muitas, as mulheres de Marques Mendes, Fernando Nogueira, Dias Loureiro, Arlindo Cunha, Paulo Teixeira Pinto, Luís Filipe Menezes e Álvaro Amaro.

Mas também irmãos ministros, casos de Leonor e Miguel Beleza (o ministro das Finanças entrou no dia em que a irmã saiu). E pais de ministros em cargos de topo do Estado, mas vamos dar de barato que os papás já estavam nesses lugares.

E com tanta ficha arquivada, tanto notebook, tanto livro de memórias publicado, Cavaco esqueceu-se disto?

Os jornalistas que agora têm 45 anos, tinham 18 à data dos factos. Mas não investigam? Vão atrás do bruaá das redes sociais? Ou têm o rabo preso à omertà...?

Clique na imagem.

sábado, 16 de dezembro de 2017

IMPORTA-SE DE REPETIR?


Comparar Cavaco Silva com Cary Grant, como a antiga primeira-dama faz no Sol, significa que a Senhora não conhece a biografia do actor. Forçado a viver no armário, Mr Grant casou cinco vezes, mas era bissexual. A sua relação amorosa mais importante foi com o actor Randolph Scott, e durou doze anos: 1932-44. Mas as diabruras de Grant não ficam por aqui. A partir dos anos 1950 tornou-se consumidor de LSD, e terá sido ele a convencer a sua grande amiga Grace Kelly a animar as festas do palácio monegasco com os famosos pacotinhos de cocaína que eram distribuídos aos convidados. Acusações de violência doméstica contra as mulheres também fazem parte do CV do actor. Claro que Cary Grant foi um ícone heterossexual, mas Rock Hudson também, representando ambos, em épocas diferentes, o ideal de beleza masculina. Mulheres de sucessivas gerações sonharam com eles. Mas do que os dois gostavam era de homens. A comparação de Maria é bizarra.

Foto de Cary & Randolph escolhida entre dezenas. Clique.

sábado, 1 de outubro de 2016

IMI CAVACAL


A partir da próxima segunda-feira, dia 3, o Público tem nova direcção. David Dinis, que vem da TSF, é o sucessor de Bárbara Reis. Talvez seja por isso que o jornal resolveu dar hoje um arzinho da sua graça. Esta notícia seria possível daqui a meia dúzia de dias?

terça-feira, 17 de novembro de 2015

ESTADO DE SÍTIO?

Cavaco Silva anda a brincar com o fogo enquanto se entretém a visitar adegas de vinho da Madeira e o Design Centre de Nini Andrade Silva. Ontem mandou recados: «Sei muito bem o que pode fazer um Governo de gestão. Como primeiro-ministro estive cinco meses nessa situação.» Refere-se Cavaco ao período entre 4 de Abril e 17 de Agosto de 1987, quando o seu primeiro Governo se manteve em gestão, após ter sido derrubado no Parlamento por uma moção de censura do PRD, apoiada pelo PS e o PCP. «Até fui a Pequim assinar um tratado internacional sobre a soberania de Macau.» No intervalo (em Julho) houve eleições, que o PSD venceu com maioria absoluta. Cavaco voltou a ser empossado, a tempo de preparar, com calma, o OE 1988. Importante: não havia zona Euro.

Além da sua experiência, cita o exemplo de Sócrates, que se manteve em gestão entre 23 de Março e 21 de Junho de 2011, após ter apresentado a sua demissão na noite em que o PEC IV foi chumbado pelo PSD, CDS, BE, PCP e PEV. Ao tomar posse, o primeiro Governo de Passos teve quatro meses para apresentar o OE 2012.

Agora a situação é diferente. Estamos no fim do ano e Bruxelas espera há dois meses pelo draft do OE 2016. A contra-informação atinge o paroxismo. Passos Coelho disse ontem: «Julgo que daqui a mais duas semanas a nossa situação será definitivamente clarificada. E haverá um novo Governo para negociar com Bruxelas.» O primeiro-ministro demitido falava com Herman Van Rompuy, que veio a Lisboa assistir a uma conferência. Isto enquanto assessores faziam passar para os media a ideia de que um governo de iniciativa presidencial (expediente que a revisão constitucional de 1982 obliterou) estaria iminente, porque, sublinham, «Cavaco nunca dará posse a Costa.» A ver vamos. Não esquecer que existe no Parlamento uma maioria de Esquerda. Ela não está lá por direito divino. Está lá porque os eleitores assim quiseram.

Mesmo que Cavaco fosse buscar um “Monti” indígena (os nomes mais falados são Guilherme d’Oliveira Martins, Rui Vilar e Artur Santos Silva), e mesmo que houvesse gente disposta a integrar um Governo dessa natureza, a solução seria rejeitada pelo Parlamento. Voltava tudo à estaca zero: um Governo impedido de elaborar o OE 2016, impedido de governar, alvo da tranquibérnia geral.

Ou estará Cavaco a preparar-se para decretar o Estado de Sítio?