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sábado, 25 de janeiro de 2020

IMPERATIVO CATEGÓRICO

Com o argumento, correcto, de que «a Esquerda democrática não pode deixar de comparecer na eleição presidencial...», Francisco Assis defende hoje no Público a candidatura presidencial de Ana Gomes, 66 anos, diplomata de carreira (exerceu funções em Genebra, Nova Iorque, Tóquio, Londres e Jacarta), eurodeputada durante quinze anos (2004-19), activista dos direitos humanos e militante de base do PS.

Sobre uma sua eventual candidatura, Ana Gomes disse há dias na RTP3 que, por querer trabalhar contra a corrupção, é mais importante ter a liberdade de dizer o que diz «sem os constrangimentos institucionais que qualquer cargo político, incluindo o de Presidente da República, impõe

É pena. Seriam umas eleições muito estimulantes.

sábado, 12 de dezembro de 2015

CATAVENTO?

Toda a gente se lembra: Passos Coelho não queria em Belém «um catavento mediático com opiniões erráticas». Isto não foi dito numa feira de enchidos. Consta da moção apresentada ao último Congresso do PSD. Com fair play, Marcelo assumiu publicamente que tinha registado o recado. Era o tempo em que o PSD sonhava com Rui Rio para sucessor de Cavaco. Mas Marcelo avançou e o PSD não teve outro remédio senão recomendar o voto no irrequieto professor. Sobre o tema, a entrevista que Passos Coelho dá hoje ao Público é um exercício de malabarismo digno do Portas mais irrevogável.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

COMO É?

Tenho uma visão minimalista da função presidencial. Representação externa do Estado, chefia honorária das Forças Armadas e pouco mais. Um PR não deve ter programa. Tem apenas a obrigação de respeitar e fazer respeitar a Constituição. Ponto.

A revisão constitucional de 1982, a primeira das sete efectuadas até 2005, tendo retirado poderes ao Presidente da República, ainda lhe deixa a margem de manobra que justifica a eleição por sufrágio directo e universal. Exemplo corrente: poder dissolver a Assembleia da República. Todos o fizeram. Embora o Artigo 195.º admita, desde 1982 nenhum PR demitiu o primeiro-ministro, porque a Constituição é peremptória: «O Presidente da República só pode demitir o Governo quando tal se torne necessário para assegurar o regular funcionamento das instituições democráticas, ouvido o Conselho de Estado.» Não é isto que me preocupa. Um PR sensato abstém-se de tentações caudilhistas.

Por isso não gostei nada de ouvir Marcelo dizer que, sendo eleito, tenciona ouvir permanentemente os partidos, os agentes económicos e os parceiros sociais. Permanentemente. Nenhum Governo se aguenta nesse frenesi. Em Abril, quando Sampaio da Nóvoa avançou, muita gente ficou de pé atrás com o “programa” do candidato.  Daqui até 24 de Janeiro temos todos de saber com o que contamos.

COMEÇOU O CAMPEONATO


Sondagem da Aximage, realizada entre 28 de Novembro e 2 de Dezembro, publicada hoje no Correio da Manhã. Entretanto, Marcelo foi entrevistado pela SIC a 7 de Dezembro, tendo repetido várias vezes que pretende ser um Presidente hiperactivo, ouvindo permanentemente os partidos, agentes económicos e parceiros sociais. Permanentemente. Uma pessoa sensata percebe que isto é uma receita para o desastre.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

DISCURSO DIRECTO, 31


José Pacheco Pereira, no Abrupto, Aviso a tempo por causa do tempo.

«Antes que a comunicação social me torne “propriedade” de qualquer candidatura presidencial, informo que tenho já prevista a participação em debates e colóquios organizados pelas candidaturas de Sampaio da Nóvoa e Marisa Matias e tenho falado pessoalmente sobre a questão presidencial com outros candidatos. Como são conversas privadas ficam privadas. Faço-o com inteiro à vontade, visto que não me furto a discutir Portugal e os portugueses, na medida das minhas capacidades, e considero que estas eleições têm vários candidatos que as dignificam. Não é por ecletismo, a que sou avesso, nem por querer pairar acima das opções políticas concretas. Se entender vir tomar posição pública, toma-la-ei, até lá interessa-me mais a discussão e o debate público que terei o gosto de fazer, para já “ao lado” das candidaturas que me honraram com esse convite

Imagem do jornal i.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

PRESIDENCIAIS


Sondagem do Expresso divulgada há pouco. Clique na imagem.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

DISCURSO DIRECTO, 23

José Pacheco Pereira, na Sábado. Excerto, sublinhado meu:

«[...] Ao proceder como procedeu, Cavaco Silva mobilizou toda a direita para a exigência de que o primeiro acto do novo Presidente seja fazer eleições [...] O clamor será tal que Marcelo, que em condições normais não o faria [dissolver o Parlamento] sem haver uma grave crise de natureza institucional, pode ter que o fazer, mobilizando com esse acto toda uma frente de esquerda que se sentirá não só vitimizada, mas em risco de ser excluída do sistema político. Não vai ser bonito de ver, com responsabilidade directa de Cavaco que envenenou toda a campanha de Marcelo e condicionou os passos iniciais da sua presidência caso ganhe. [...]»

domingo, 25 de outubro de 2015

DISSE


Capa do Diário de Notícias, hoje. Clique.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

ALGUÉM FOI NA ÁGUA DO BANHO

Marisa Matias, 39 anos, socióloga, eurodeputada, foi escolhida por unanimidade pela Mesa Nacional do Bloco de Esquerda para ser a candidata do partido às eleições presidenciais. Falando ontem aos media, Catarina Martins foi clara: «Não se afirmou nenhuma candidatura à esquerda suficientemente mobilizadora e abrangente para fazer frente à Direita nestas eleições.» Não apareceu ninguém capaz de mobilizar o povo de Esquerda? Verdade? Jura!

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

ACABOU O TABU


Cavaco, Passos & Rio não queriam. Mas a realidade tem muita força. Marcelo apresenta hoje a sua candidatura à Presidência da República. A imagem é do Expresso. Clique nela.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

RUÍDO

Francamente, não percebo a tese do ruído. Essa que coarcta o direito de emitir opinião sobre as Presidenciais antes das Legislativas. Lembrar que Jorge Sampaio (contra a vontade de Guterres) anunciou formalmente a sua disposição em candidatar-se à Presidência da República em Fevereiro de 1995, onze meses antes das eleições Presidenciais que venceria logo à 1.ª volta (com 53,9% dos votos, derrotando Cavaco) e, ponto importante, oito meses antes das eleições Legislativas de Outubro de 1995 que deram a vitória a Guterres. Et pour cause...

terça-feira, 18 de agosto de 2015

DISCURSO DIRECTO, 7


Manuel Alegre, hoje no Diário de Notícias. Excertos, sublinhado meu:

«Era minha intenção não me pronunciar sobre presidenciais antes das legislativas, que são, para os socialistas, a prioridade das prioridades. Mas algumas afirmações feitas ultimamente sobre a pessoa de Maria de Belém obrigam-me a tomar posição. [...] Maria de Belém é uma socialista substantiva, com uma longa biografia política e provas dadas na luta pelos valores da liberdade, pelos direitos sociais, pela igualdade de género e pelos serviços públicos que simbolizam a natureza progressista e igualitária da nossa democracia: Serviço Nacional de Saúde, escola pública, Segurança Social. Sabe-se quem é, que posições tomou, que causas defendeu, em quem votou. A sua atividade, tanto nas lutas académicas anteriores ao 25 de Abril como no processo da construção da democracia, foi sempre orientada pela recusa de qualquer forma de ditadura, pela defesa da liberdade e da justiça social. É tempo de Portugal ter uma mulher na Presidência da República. Muitas das críticas a Maria de Belém partem de preconceitos sexistas e machistas. Não há proprietários da esquerda nem monopólio de candidaturas. [...] Apoiarei uma candidatura de Maria de Belém porque não me considero órfão de ninguém nem admito que o PS e a esquerda se resignem a perder a eleição presidencial. [...]»

terça-feira, 11 de agosto de 2015

MEMÓRIA CURTA

As pessoas têm memória curta. Em Julho de 1985, Soares surpreendeu o país ao anunciar a sua candidatura a Presidente da República. Meses depois, com o apoio de Eanes e do PRD, Zenha entrou na corrida. Ângelo Veloso, candidato do PCP, desistiu a favor de Zenha antes da 1.ª volta. E havia também Maria de Lourdes Pintasilgo. Dito de outro modo, quatro candidatos de Esquerda, sendo dois da cúpula do PS. Na 1.ª volta, os resultados foram respectivamente de 25,4% / 20,8% / e 7,3% [Soares-Zenha-Pintasilgo]. Na 2.ª volta, Soares venceu Freitas do Amaral. O pior que nos podia acontecer agora era eleger um Messias. Contudo, a contradição está instalada. As pessoas que aplaudem as «nano-seitas» (como lhes chama o Rui Zink) travestidas em partidos políticos são as mesmas que arrancam os cabelos de cada vez que aparece ou ameaça aparecer alguém disposto a concorrer às Presidenciais de 2016. Não há necessidade.