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quarta-feira, 14 de outubro de 2020

DRAWING ROOM LISBOA


Abre hoje ao meio-dia, na Sociedade Nacional de Belas-Artes, a terceira edição do Drawing Room Lisboa. Desde o início da pandemia é a primeira feira de arte contemporânea com presença de público.

Estão representadas vinte galerias (na visita online são quarenta) e dezenas de artistas de várias gerações, de Paula Rego a Pedro Barateiro, passando por Manuel San-Payo, Helena Almeida, Sergio Mora, Marlene Stamm, Rui Ferreira, Maria Condado, Pedro Tudela, Rosana Ricalde, Martinho Costa, Sara Mealha, José Loureiro, Vera Mota, Nuno Gil, Pedro Calapez e outros.

Mónica Álvarez Careaga, a directora, e Ivânia Gallo, responsável pelas relações institucionais, estão novamente de parabéns. Encerra domingo.

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sábado, 1 de agosto de 2020

OUTROS QUE NOS HABITAM



Vale a pena ir a Setúbal ver a nova exposição de colagens de Maria do Carmo Pais, Outros que nos habitam. Abriu ontem na Casa da Avenida, ou seja, no n.º 286 da Avenida Luísa Todi. No mesmo espaço é possível rever This is Not a Chair, da colecção de design da autora.

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quinta-feira, 9 de abril de 2020

NORONHA DA COSTA 1942-2020


Morreu hoje Noronha da Costa, conceituado artista plástico e cineasta bissexto. 

Representou Portugal nas bienais de São Paulo (1969) e Veneza (1970) e, em 1999, recebeu o Prémio de Pintura atribuído pelo Parlamento Europeu. Estando representado nos mais importantes museus e colecções nacionais, retrospectivas da sua obra, que evoluiu da colagem para a pintura a spray, foram exibidas na Gulbenkian (1983) e no CCB (2003).

Ramalho Eanes ofereceu um quadro seu a Isabel II. 

Noronha da Costa faria 78 anos no próximo dia 17.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

DRAWING ROOM


Abre hoje na Sociedade Nacional de Belas Artes. Pensado e organizado por Ivânia Gallo. Hoje apenas para convidados, de amanhã a domingo para o grande público.

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

SERRALVES


O francês Philippe Vergne, 53 anos, actual director do MOCA, o museu de arte contemporânea de Los Angeles, será o novo director artístico do Museu de Serralves. Assume essas funções em Abril.

Em Março do ano passado, Vergne demitiu a curadora-chefe do MOCA, Helen Molesworth, submergindo o museu numa onda de especulações sobre a real motivação do despedimento. Mas, nos círculos bem informados, há quem refira divergências sobre políticas de identidade sexual e racial.

Num statement publicado em ArtNews após a demissão, Ms Molesworth afirmou: «As directorias dos museus são cada vez mais compostas por pessoas excessivamente ricas que não têm formação filantrópica ou cultural

Antes do MOCA, Vergne passou por museus de Marselha, Nova Iorque e Minneapolis.

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

EGOÍSTA 66


Lugar-comum: a revista Egoísta representa o luxo gráfico da edição portuguesa. Mas, talvez por ser dedicado à literatura infantil — era uma vez —, o número mais recente, o 66, libertou a fantasia dos artistas plásticos convidados.

Pessoalmente tive muita sorte com as ilustrações que Rodrigo Prazeres Saias fez para o meu conto O Menino Malaquias. Mas Rodrigo Prazeres Saias assina outros trabalhos de grande qualidade, como os que acompanham os textos de Lídia Jorge, Mário Claúdio, Inês Pedrosa, Tânia Ganho e Marta Vaz. Também gosto muito Gonçalo F. Santos. Estou a esquecer-me de outros artistas, o que não significa menor estima. E ainda não tive tempo de ler nenhum texto, pois só hoje recebi a revista.

É evidente que nada disto seria possível sem o know-how e o bom gosto da Patricia Reis, sua editora. Parabéns!

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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

FERNANDO LEMOS


Descobri Fernando Lemos quando, em 1963, o Círculo de Poesia da Moraes reeditou Teclado Universal, cuja primeira edição, publicada em 1953 pelos Cadernos de Poesia, não conhecia. Mais tarde foram os extraordinários retratos de O’Neill, Cesariny, Sophia, Vespeira, Glicínia, Arpad & Vieira, Azevedo, Casais, Sena e tantos outros amigos. Não fotografo gente que não conheço bem. A vaidade que o Alberto de Lacerda tinha do retrato que ele lhe fizera. Uma parte da obra de pintor foi-me revelação em 2011, na Fundação Arpad-Vieira.

Ontem, finalmente, pude ver o filme que Jorge Silva Melo levou dez anos a completar — como, não é retrato?. E como valeu a pena! Auditório do CAM da Gulbenkian a rebentar de gente para oitenta minutos de pura magia.

À beira de completar 92 anos, Fernando Lemos é um prodígio de energia. Este homem que Portugal perdeu em 1953, o ano da partida para o Brasil (a convite de Jaime Cortesão), é uma figura incontornável das artes plásticas, também portuguesas, mas sobretudo brasileiras, porque os últimos 65 anos foram brasileiros. Acontece aos melhores: Maria Helena é francesa, Paula inglesa e Lemos brasileiro. Custa, mas é verdade. Não sei se o filme vai ser reposto em sala ou apenas na televisão. A maioria dos portugueses mais novos nunca ouviu falar de Fernando Lemos, fotógrafo excelentíssimo, artista plástico, resistente antifascista, homem de mil interesses. Era bom que o filme o resgatasse do nicho da memória dos happy few.

Imagem: Lemos fotografado por German Lorca. Clique.