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segunda-feira, 17 de agosto de 2020

MUDANÇA DE CICLO


Soube-se hoje: em Setembro, Manuel Alberto Valente abandona o cargo que ocupa há doze anos no Grupo Porto Editora (o de director da Divisão Editorial Literária de Lisboa). Palavras suas:

«A Porto Editora proporcionou-me 12 anos de trabalho editorial quando outros me consideravam já “velho” para me adaptar às novas realidades desse mundo. Só isso bastaria. Mas ajudar a salvar ou recuperar chancelas como a Sextante, a Assírio & Alvim e a Livros do Brasil — e fazê-lo sem constrangimentos de qualquer espécie e com o apoio e a cumplicidade de todos — foi realmente a cereja no topo do bolo

Manuel Alberto Valente, de quem sou amigo há quase trinta anos, marcou como poucos a edição portuguesa: primeiro na Editorial Inova (1969-1981), depois como director editorial da Dom Quixote (1981-1991), a seguir como director-geral da Asa (1991-2008), desde 2008 na Porto Editora. A partir de Setembro será consultor do Grupo.

Para o seu lugar entra Vasco David, o editor que garantiu o padrão de qualidade da Assírio & Alvim. Dispensa mais apresentações.

Clique na imagem.

sábado, 18 de julho de 2020

PEQUENOS FORMATOS


São difíceis de arrumar, os pequenos formatos. Hoje andei às voltas com este octecto. De cima para baixo e da esquerda para a direita:

— O 90.º volume, publicado em 2015, da colecção Livrinhos de Teatro, dirigida por Jorge Silva Melo. Três peças de Albee, duas traduzidas por Rui Knopfli [The Zoo Story e The Sandbox] e uma por Egito Gonçalves [The Death of Bessie].

— Um conto de Susan Sontag sobre a Sida, The way we live now (1986), publicado no Brasil em 1995.

— Primeira edição de O Morto. Ode Didáctica, de João Pedro Grabato Dias. Lourenço Marques, 1971.

— Primeira edição de A Arca. Ode Didáctica na Primeira Pessoa, de João Pedro Grabato Dias. Lourenço Marques, 1971.

Insónia em Segunda Mão, 2010, poesia de Jorge Aguiar Oliveira, com argumento de Henrique Manuel Bento Fialho.

— Dois contos do século XI recolhidos da tradição oral celta Mabinogion [The Lady of the Fountain e The Dream of Macsen Wledig]. Phoenix, 1996.

— Edição autónoma, publicada no Brasil em 2002, do capítulo dedicado à Revolução Francesa no livro A Era das Revoluções (1962), de Eric Hobsbawm.

— Primeira edição de O Vale dos Malditos, de Ana Teresa Pereira. Black Son Editores, 2000.

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

EQUÍVOCO


Lamento ir contra a corrente, mas Grande Sertão: Veredas de João Guimarães Rosa estava publicado em Portugal há vários anos, na colecção de obras fac-similadas vendida pelo Público e disponível em livrarias.

Na imagem, é o exemplar da direita, que reproduz a edição original (1956) da Livraria José Olympio Editôra, do Rio de Janeiro.

A minha amiga Isabel Lucas, que é uma mulher culta, no texto que hoje dedica à obra, fala de edição («só agora tem edição em Portugal...») e não de publicação. A mudança dos substantivos tem significado.

Mas, na cabeça de muita gente, persiste a ideia de que só em Outubro de 2019 o livro foi impresso em Portugal. Errado.

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quinta-feira, 2 de maio de 2019

POESIA MALDITA


Voltou às livrarias, desta vez numa edição extremamente cuidada da editora Ponto de Fuga, a famosa Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica organizada por Natália Correia em 1965. O volume inclui as ilustrações originais de Cruzeiro Seixas.

São 94 autores, nascidos entre 1230 e 1938, sendo mulheres apenas quatro. Vivos à data de publicação eram 23. Natália organizou, seleccionou os autores, anotou e prefaciou a obra, que a ditadura apreendeu e proibiu.

O processo-crime por abuso de liberdade de imprensa ocupou o Tribunal Plenário durante sete anos e cinco meses (1966-73). Curiosamente, dos 23 autores vivos em 1966, apenas cinco foram julgados e condenados: Natália, Cesariny, Ary dos Santos, Melo e Castro e Luiz Pacheco. Fernando Ribeiro de Mello, editor da Afrodite, editora responsável pela publicação, também se sentou no banco dos réus. O mesmo aconteceu a Geraldo Soares, pela cedência de alegados inéditos de António Botto (mas o jornalista morreu no decurso do processo), e Francisco Marques Esteves, por ter feito o mesmo com inéditos de Carlos Queiroz.

Vladimiro Nunes, editor da Ponto de Fuga, e Francisco Topa, docente da Universidade do Porto, assinam longos textos introdutórios, intercalados de iconografia atinente, tais como fac-símiles de requerimentos, autos, despachos e correspondência. Ambos fazem o levantamento exaustivo das circunstâncias que rodearam a edição da antologia e peripécias judiciais subsequentes: acidentes processuais, testemunhas, advogados, etc. Uma edição histórica.

Clique nas imagens da capa e do fac-símile do auto de destruição.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

POESIA


Chegaram hoje da tipografia os primeiros exemplares. Deu-me muito prazer organizar em volume único toda a poesia de António Botto (1897-1959), publicada entre 1921 e 1959. 

São 22 livros: os quinze que compõem Canções — Adolescente / Curiosidades Estéticas / Piquenas Esculturas / Olimpíadas / Dandismo / Ciúme / Baionetas da Morte / Piquenas Canções de Cabaret / Intervalo / Aves de Um Parque Real / Poema de Cinza / Tristes Cantigas de Amor / A Vida Que Te Dei / Sonetos / Toda a Vida —, e ainda Motivos de Beleza, Cartas Que Me Foram Devolvidas, Cantares, O Livro do Povo, Ódio e Amor, Fátima. Poema do Mundo, e o livro póstumo Ainda Não Se Escreveu. Nas suas 815 páginas, o volume inclui também os poemas escritos para o filme Gado Bravo (1934), de António Lopes Ribeiro.

A magnífica foto da capa, que desconstrói por completo a imagem de dandy associada ao poeta, é da autoria de Mário Novais. 

Numa livraria perto de si a partir do próximo 9 de Novembro.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

CRONOLOGIAS


Saiu o primeiro volume de Cronologias do Portugal Contemporâneo, obra que assinala os 45 anos do Círculo de Leitores. A edição resulta de uma parceria do Círculo com a Fundação Francisco Manuel dos Santos e a RTP. Idealizada por António Barreto, que lançou o projecto e convidou os autores (Paulo Silveira e Sousa, António J. Ramalho e Octávio Gameiro), a obra divide-se em cinco volumes e oito mil entradas, cobrindo o período que vai de 1960 a 2015. O quinto sai em Setembro. A cada ano correspondem cinco secções: Política, Economia, Sociedade, Cultura e Internacional.

Não são só os grandes acontecimentos. Também ficou registada a pequena história, tais como estreias de filmes e peças de teatro, publicação de obras literárias e científicas, inaugurações e concertos, atribuição de prémios em várias áreas, processos judiciais, eventos desportivos, etc. As entradas são em regra curtas, e factuais.

Exemplo: «30 de Agosto de 1960 — O dirigente do PCP Júlio Fogaça é preso numa pensão da vila da Nazaré, juntamente com o seu companheiro, Américo Joaquim Gonçalves, operário fabril. A prisão e a investigação pela PIDE, a sua homossexualidade e as divergências na linha de orientação do partido terão contribuído para a sua posterior suspensão do PCP, em 1961, reforçando assim a direcção política defendida por Álvaro Cunhal. [...] Júlio Fogaça ficará detido em Caxias até Julho de 1970.» 

Extensa bibliografia, inclusivé electrónica, remete o leitor para fontes originais. O volume dispõe de índice onomástico.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

CONVINHA REEDITAR, 8


Mário-Henrique Leiria (1923-1980) vivia chateado em Carcavelos e praticamente só os surrealistas deram por ele: integrou o Grupo Surrealista de Lisboa entre 1949 e 1962, ano em que foi preso pela Pide na sequência da Operação Papagaio, uma performance contra a Guerra Colonial. Exilado no Brasil, regressou a Portugal em 1970. Em 1976 aderiu ao PRP-Brigadas Revolucionárias. É um dos autores da Antologia Surrealista do Cadáver Esquisito (1961), organizada por Cesariny. Morreu aos 57 anos, de degenerescência óssea e em condições de pobreza extrema.

Agora que todo o bicho-careta bebe Gin, talvez seja altura de reeditar os Contos do Gin-Tonic, de preferência acrescentados dos Novos Contos do Gin. Os dois livros cabem num volume único de quatrocentas páginas. Estas edições da Estampa, ambas de 1973, têm capas do autor. Clique na imagem.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

DEMÓNIOS


Gostam de ficção? Sabem distinguir Literatura de xaropadas? Ouviram falar de uns contos de Jorge de Sena há muito esgotados? Podem agora desforrar-se. A Guimarães acaba de dar à estampa Antigas e Novas Andanças do Demónio, décimo primeiro volume das Obras Completas de Sena, editadas com critério por Jorge Fazenda Lourenço. Nas 270 páginas deste volume de capa dura cabem alguns dos melhores contos portugueses do século XX. Enquanto não chega Os Grão-Capitães (1976), o meu preferido, que espero seja o próximo volume, Antigas e Novas Andanças do Demónio — reunião de dois volumes, um de 1960, outro de 1966 — chega e sobra para redimir tanta frioleira em forma de livro. Clique na imagem.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

CONVINHA REEDITAR, 7


Entre outras obras relacionadas com a literatura portuguesa contemporânea, João Pedro George (1972) publicou O Meio Literário Português (2002) no seguimento de uma tese de mestrado em sociologia. O livro estabelece nexos entre o Meio literário e a vida política. Com base na prosopografia, o autor procura definir «o perfil sociológico dos escritores como grupo e reconstituir algumas trajectórias sociais que possam ter estado na base da formação, do prestígio ou da consagração no interior do meio literário.» Fixando essa «biografia de grupo» num conjunto de 41 escritores que «receberam quatro ou mais prémios», o autor ilustra as respectivas «filiações sociais, políticas e económicas». O mesmo se aplica aos membros dos júris. Mas não só. João Pedro George disseca a lógica das instituições, dos intervenientes e dos acontecimentos; recupera polémicas célebres; explica a hegemonia cultural do PCP nos anos 1940-60; expõe «a construção social de um escritor» (Saramago); etc. Além de índice remissivo, o volume inclui cerca de oitenta páginas de anexos com o inventário exaustivo dos mais importantes prémios literários atribuídos em Portugal — quem outorgou, quem recebeu, quem integrou os júris — entre 1960 e 1998. Muito útil para perceber certas consagrações.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

CONVINHA REEDITAR, 6


Repito o que escrevi um dia: a obra de Luiza Neto Jorge (1939-1989) tem a exactidão de um relâmpago. A sua obra poética completa foi publicada em 1993 e, salvo uma antologia de 1997, não me recordo que tenha voltado aos prelos. Em 2006 a revista Relâmpago dedicou-lhe o seu n.º 18, mas hoje quase ninguém fala de Luiza, que morreu aos 49 anos, viveu emigrada em Paris (1962-1970), traduziu Sade, Verlaine, Yourcenar, Genet, Brantôme, Gombrowicz, Bataille, Nerval, Claudel, Artaud, Ionesco, Stendhal, Diderot, Éluard, Goethe e muitos outros, escreveu argumentos e diálogos para cinema, tudo à margem das paróquias catedráticas. Luiza não patrocinou salões literários nem frequentou as capelas Bon Chic, Bon Genre. Em vez disso, deixou uma obra parcimoniosa e um punhado de dispersos, que Fernando Cabral Martins organizou com método. Pela tradução de Morte a Crédito, de Céline, recebeu o prémio do PEN Clube. Se um dia alguém se lembrar de seleccionar os melhores poemas da língua portuguesa, O Poema Ensina a Cair figurará na primeira meia dúzia.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

CONVINHA REEDITAR, 5


Roland Barthes (1915-1980) foi um dos nomes que marcaram a minha geração. À boleia do estruturalismo, que chegou a Portugal, caduco, nos anos 1960, foram traduzidos vários livros seus. O último em data foi Incidents, diário póstumo das deambulações do homossexual discreto que foi até ao fim. É provável que Mythologies (1957) não seja a sua obra mais importante, mas gostava de a ver reeditada. A edição que a imagem mostra é de 1973, já com a breve introdução que Barthes escreveu em 1970. Foi traduzida por José Augusto Seabra, poeta e diplomata. Fazendo a crítica ideológica da linguagem da cultura de massas, as Mitologias vão de Racine ao bifteck com a mesma desenvoltura. Imprescindível.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

CONVINHA REEDITAR, 4


A maior parte dos portugueses nunca ouviu falar de João Pedro Grabato Dias, pseudónimo literário do pintor António Quadros (1933-1994), que começou por ser professor da Escola Superior de Belas Artes do Porto, depois andou por Paris como bolseiro da Gulbenkian, para de seguida radicar-se em Lourenço Marques, onde viveu durante vinte anos (1964-84) e se revelou poeta em 1968. Toda a obra foi publicada em Moçambique. António Quadros, de seu nome completo António Augusto Melo de Lucena e Quadros, é autor da letra de alguns dos maiores êxitos de Zeca Afonso, que também viveu em Moçambique (1964-67), onde, por intermédio de Rui Knopfli, conheceu e fez amizade com o futuro autor de Qvybyrycas.

Com extenso e corrosivo prefácio de Jorge de Sena, que em 1972 andou por Moçambique, Qvybyrycas foi publicado para assinalar os 400 anos da publicação de Os Lusíadas. António Quadros, já então autor de quatro livros assinados como Grabato Dias, publicou a obra com o heterónimo Frei Ioannes Garabatus.  (Em 1975, no auge da descolonização, inventaria outro, Mutimati Barnabé João, suposto guerrilheiro da Frelimo e autor de Eu, o Povo.) Aos 10 cantos e 1102 estâncias do poema de Camões, Garabatus opôs 11 cantos e 1180 estâncias. Esse acréscimo de um canto e 78 estâncias não foi inocente, como Sena explica com detalhe. Não há equivalente na poesia portuguesa mas a crítica universitária assobiou para o lado e a outra não deu por nada.

Em Portugal, Qvybyrycas foi reeditado em 1991, tendo o seu Terceiro Canto sido impresso em 1998 num dos livrinhos da Expo 98. É talvez chegada a hora de voltar a dar o livro à estampa. Clique na imagem.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

CONVINHA REEDITAR, 3


Thomas Edward Lawrence, que passou à História como T. E. Lawrence (1888-1935), ou mais simplesmente como Lawrence da Arábia, foi tradutor de Homero, arqueólogo, militar e agente secreto britânico durante a Revolta Árabe que durou de Junho de 1916 a Outubro de 1918, no Império Otomano. A posteridade fixou o seu nome como autor de Seven Pillars of Wisdom, o livro que escreveu entre 1919 e 1922, ano de publicação da primeira versão da obra, destinada a pouco mais de cem assinantes. O livro que a partir de 1926 foi traduzido e publicado em dezenas de países é uma versão reduzida dessa edição de Oxford. Em 1997, o biógrafo de Lawrence, Jeremy Wilson — Lawrence of Arabia: The Authorized Biography of T. E. Lawrence, 1990 — deu à estampa aquela que é considerada a versão canónica de Seven Pillars of Wisdom, sem as rasuras dos anos 1920.

Razão acrescida para reeditar Os Sete Pilares da Sabedoria que a Europa-América publicou em 1989 (a partir da edição de 1926), de preferência com nova tradução e uma mancha gráfica menos compacta.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

CONVINHA REEDITAR, 2


Tinha 17 anos quando pela primeira vez li A Bastarda, de Violette Leduc (1907-1972). É daqueles livros — o exemplo extremo será Guerra e Paz, de Tolstoi — que temos de voltar a ler depois dos 40. Romance autobiográfico avesso a todas as categorias morais, A Bastarda «mostra com excepcional clareza que uma vida é a conquista de um destino por uma liberdade assumida.» São palavras de Simone de Beauvoir no prefácio da obra. Leduc conquistou esse destino. Oriunda das classes trabalhadoras, filha ilegítima, lésbica assumida, estranha ao beau monde, torna-se amiga de Maurice Sachs, por intermédio de quem conhece Beauvoir, Sartre, Camus, Cocteau, Genet, Sarraute, Jouhandeau e outros. Constrói uma obra parcimoniosa: entre 1946 e 1971 publica dez livros, sendo A Bastarda o mais importante. A tradução da romancista Natália Nunes que vemos na imagem foi publicada em 1966 (a capa só podia ser de João da Câmara Leme). Sejamos claros: esta obra-prima tem de voltar às livrarias.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

CONVINHA REEDITAR, 1


Começo hoje uma nova secção: Convinha reeditar. Tentarei chamar a atenção para obras que desapareceram das livrarias.

Étienne de La Boétie (1530-1563), humanista e filósofo, amigo dilecto de Montaigne, que revela nos seus Ensaios ter o Discours de la servitude volontaire — texto fundador daquilo a que hoje chamamos desobediência civil — sido escrito quando La Boétie tinha entre 17 e 18 anos e era estudante de Direito. Montaigne e La Boétie foram íntimos. Diz o primeiro: «No nosso primeiro encontro, que foi por acaso numa grande festa de sociedade, vimos logo que estávamos tão próximos um do outro, que nos conhecíamos tão perfeitamente, que vimos não haver nada capaz de nos separar.» A tradução portuguesa que a imagem mostra foi publicada em 1986. Convinha reeditar este livrinho fundamental, tanto mais imprescindível no momento em que os valores da liberdade são todos os dias desautorizados.

sábado, 20 de junho de 2015

ORPHEU


Para celebrar os 50 anos de orpheu, Almada Negreiros fez em 1965 um livro de artista, desenhando páginas e letras. Agora, no ano do centenário, a Ática recuperou o livro do poeta-pintor. Porém, em vez de reeditar a obra impressa, imprimiu a maquete em desdobrável. Fernando Cabral Martins, responsável pela edição, explica as razões: a edição de 65 «introduziu diferenças importantes no texto desta maquete [e contém] falhas de muitos tipos.» Uma boa solução.