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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

PRIVADOS & COVID-19


Se dúvidas houvesse... Mas, pelos vistos, meio milhar de milhão de euros saídos dos nossos bolsos são amendoins para a caterva que capturou as televisões.

Clique na imagem.

domingo, 18 de outubro de 2020

MÉDICOS

O BE exige a contratação de mais médicos. Parece-me bom que haja mais médicos, embora Portugal já ocupe um dos melhores lugares (o terceiro) no ranking europeu de médicos por cada cem mil habitantes.

Isto dito, gostaria de saber se existem médicos desempregados no nosso país. Como presumo que não existam, vamos contratar esses médicos onde?

domingo, 19 de abril de 2020

SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE


Convém não esquecer quem votou contra o Serviço Nacional de Saúde, ou seja, contra a Lei n.º 56/79, de 15 de Setembro, vulgo Lei Arnaut.

Embora advogado de profissão, António Arnaut foi, enquanto ministro dos Assuntos Sociais no segundo Governo Soares, o obreiro da maior conquista do 25 de Abril.

O PSD votou contra, incluindo os adversários de Sá Carneiro que votaram como independentes.

A votação foi a 28 de Junho daquele ano, conforme imagem.

Imagem: Diário da Assembleia da República. Clique

sexta-feira, 27 de março de 2020

SERVIÇOS DE SAÚDE

Para surpresa de todos, a pandemia de Covid-19 prova que praticamente nenhum país está preparado para lhe responder.

Exceptuando a China, a Coreia do Sul, Singapura e Taiwan, nenhum país desenvolvido tem sido capaz de gerir a tragédia.

A Itália, tida como detentora de um serviço de saúde exemplar, chocou de frente com a realidade.

Portugal perdeu, entre 2011 e 2015, mais de dois mil médicos e um número superior de enfermeiros, emigrados para outros países.

Espanha vive dias de caos. Madrid tem menos 2.500 médicos do que tinha em 2012.

A Suíça não aparece nos noticiários, mas a resposta médica está à beira do colapso.

A débâcle do serviço de saúde da França ultrapassa as piores previsões.

A situação na Holanda devia fazer corar de vergonha os puritanos do défice.

No Reino Unido, o NHS está ao nível de Marrocos.

Nos Estados Unidos, tudo tem sido pior do que era possível imaginar.

O Irão mergulhou nas trevas da teocracia e as valas comuns ajudam as estatísticas.

São alguns exemplos.

Facto: as sociedades “avançadas” desinvestiram na saúde. Se não for desta que o mundo acorda, não será nunca.

quarta-feira, 25 de março de 2020

PRETO NO BRANCO


Claro como água. Clique na imagem.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

SAÚDE NO REINO UNIDO

Foi ontem divulgado mais um relatório sobre o caos do National Health Service britânico.

Então é assim: entre Novembro de 2018 e Outubro de 2019 registaram-se 4,3 milhões de incidentes de segurança. Número exacto: 4.356.227 pacientes afectados, sobretudo com medicação inadequada, infecções generalizadas, cuidados incorrectos, crianças deitadas no chão por falta de camas, etc. Nove em cada dez directores de serviço queixam-se de falta de condições. Isto acontece no reino de Sua Majestade.

As eleições estão à porta e, lá como cá, a saúde rende.

O caos britânico não nos serve de consolação. Lembrar apenas, a quem não reparou ainda, que a “disfunção” do nosso Serviço Nacional de Saúde não começou ontem. Dura há cerca de vinte anos, embora os media falam dela como se antes de Centeno fosse tudo um mar de rosas. Nunca foi. As urgências continuam a dar resposta eficiente aos grandes sinistrados, mas o resto tem dias, varia consoante a unidade hospitalar e o perfil do paciente, etc. Sempre assim foi e será. O que mudou foi a vozearia dos profissionais e o agitprop militante.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

NHS VS SNS


Os detractores do Serviço Nacional de Saúde ou, mais latamente, todos os que (nunca tendo ido além de Badajoz) repetem o mantra... só no nosso país, devem ler a crónica de Clara Ferreira Alves publicada na edição de hoje da revista do Expresso48 horas no sistema de saúde inglês.

Resumo: a jornalista partiu um pé ao descer as escadas do metro, em Londres, tendo sido observada num hospital universitário, situado perto de Kings Cross, ao fim de quase seis horas de espera. A indispensável cirurgia, suposta ser imediata, foi remetida para as calendas.

«Como é residente em Portugal, recomendamos que viaje para o seu país para se operar...» — foi o veredicto do NHS.

CFA voltou a Portugal, onde foi tratada.

Clique na imagem do Expresso.

terça-feira, 18 de junho de 2019

O QUE SE PASSOU?


Imagino as dúvidas com que se debate a família de Ruben de Carvalho. O jornalista e programador cultural que inventou a Festa do Avante, foi internado no Hospital de Santa Maria (Lisboa), com dores na vesícula, mas morreu em consequência de uma queda. Terá batido com a cabeça onde não devia e, menos de uma hora depois, entrou em coma, estado em que se manteve até morrer ao fim de três semanas. Tinha 74 anos.

O Ministério Público abriu inquérito para apurar se houve negligência médica.

Sofri as mesmas dúvidas em Setembro de 2016. Minha Mãe, internada numa unidade de cuidados continuados que nos ominosos anos PAF ‘exportou’ catorze enfermeiros para Inglaterra, também morreu na sequência de uma queda sofrida no banho. Transferida no mesmo dia para o Hospital de Leiria, o mais próximo, sobreviveu dezassete dias em estado de grande sofrimento. Sim, tinha 96 anos. Mas a dúvida persiste.

Clique na imagem da Blitz.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

PASSO IMPORTANTE

Com os votos favoráveis do PS, BE, PSD, PCP, PEV e PAN, a Assembleia da República aprovou hoje o fim das taxas moderadoras nos Centros de Saúde e nas consultas e exames prescritos por médicos ao serviço do SNS.

O CDS votou contra.

domingo, 31 de março de 2019

CONVINHA EXPLICAR


Já toda a gente sabe que João Vasconcelos, 43 anos, antigo secretário de Estado da Indústria (2015-17), o grande impulsionador da Web Summit, morreu na madrugada do passado dia 26, de ataque cardíaco.

O que nem toda a gente sabe é que João Vasconcelos tinha, dias antes, contactado a Linha Saúde 24, que o encaminhou para o Hospital de São José, onde, após electrocardiograma, foi mandado de volta para casa.

Parece que, em circunstâncias análogas (sintomas de enfarte do miocárdio), o doente tem de repetir o exame ao fim de seis horas, como estabelecem os procedimentos da Via Verde Coronária. Isso não aconteceu. Porquê? Convinha que o hospital explicasse.

Clique na imagem.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

VIDA


Não sou militante do PS, mas votei sempre no PS, com três excepções: nas autárquicas de 1982 (vivia em Cascais, votei em Helena Roseta contra o actor que o PS apresentou) e 2005 (vivia em Lisboa, votei branco, contribuindo para a derrota de Manuel Maria Carrilho), bem como nas presidenciais de 2016, ocasião em que apoiei publicamente e votei em Marisa Matias.

Em 2009 fiz parte do grupo de intelectuais e artistas que apoiaram António Costa para a presidência da Câmara de Lisboa. Em 2014 inscrevi-me para as directas do PS, votando Costa contra Seguro. Não me arrependi de nenhuma destas opções. Estou muito satisfeito por ter António Costa como primeiro-ministro, de cuja comissão de honra faço parte.

Isto dito, estou à-vontade para dizer o que penso.

E penso que o actual Governo, vencedor em domínios importantes como o défice, a dívida pública, o emprego, a descompressão da sociedade portuguesa e o respeito internacional, não pode continuar a olhar para o Serviço Nacional de Saúde como uma prioridade de segunda linha.

Entre 2011 e 2015, o Governo PSD/CDS tentou fazer do SNS uma obra assistencial, vocacionada para pessoas com rendimento inferior ao indexante de apoios sociais (429 euros mensais). Os outros, os que pagam impostos, teriam de recorrer à medicina privada. O actual Governo estancou a hemorragia, mas não repôs o valor do desfalque acumulado. Pior: a área dos Cuidados Continuados colapsou em 2011 e, aparentemente, ninguém se preocupa com o facto. Unidades prontas (edifícios e equipamentos) continuam fechadas há sete anos. Não pode ser. Temos uma carga fiscal de nível dinamarquês e uma rede de cuidados continuados que nos envergonha. Dois terços da população portuguesa não tem condições para suportar os cuidados continuados dos seus ascendentes. Convém não confundir cuidados continuados com asilos de morte.

No momento em que uma parte da classe política se prepara para votar a eutanásia, a omissão do Governo na área dos Cuidados Continuados é uma afronta. Não se admite.

A foto é de Margarida Martins. Mostra o momento do nosso (meu e de outros) encontro com António Costa em 2009. Clique.