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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

COVID 19


Já todos percebemos que a situação é mais grave do que nos fizeram crer. Estamos noutro patamar.

Entretanto, são cada vez mais as vozes (incluindo médicos de todo o mundo) que exigem o afastamento de Tedros Adhanom Ghebreyesus do cargo de director-geral da OMS, considerado por muitos incapaz de gerir a situação.

O etíope é acusado de usar paninhos quentes para não melindrar Pequim nem beliscar os grandes interesses económicos internacionais. Ontem, finalmente, descobriu que o Covid 19 é o inimigo público número um.

As Nações Unidas já receberam um relatório com mais de trezentas mil assinaturas questionando a actuação de Tedros Adhanom Ghebreyesus:

«Em 23 de Janeiro de 2020, ainda Tedros Adhanom Ghebreyesus se recusava a declarar emergência mundial de saúde o surto de vírus na China. A OMS tem de ser neutra em termos políticos. Sem nenhuma investigação, Tedros Adhanom Ghebreyesus acredita apenas nos dados fornecidos pelo Governo chinês. [...]»

Há quinze dias, com um mês de atraso relativamente aos primeiros casos identificados na China, onde tudo começou a 27 de Dezembro, a nova estirpe de coronavírus estava alegadamente controlada.

Hoje sabemos que não está. Pior: o período de incubação não é de 14 dias, mas de 24. Os números oficiais registam 1.115 mortos até ontem, mas na China nem sempre os números oficiais coincidem com a realidade.

Artigos publicados na imprensa chinesa, quem diria, reportam casos de dezenas de famílias infectadas, em Wuhan, as quais estariam sem qualquer tipo de acompanhamento médico.

Quatro navios de cruzeiros estão em regime de quarentena. E só no Diamond Princess, ancorado em Yokohama (Japão) com 2.670 passageiros e mil tripulantes a bordo, foram registados 174 casos de infecção letal.

Sem as amarras da UE, o Reino Unido (oito casos identificados) já decretou emergência de saúde pública.

Clique na imagem.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

PETS & IRS


Por proposta do PAN, aprovada, os medicamentos para animais passam a ser dedutíveis no IRS.

Por falar nisso: as máscaras anti-coronavírus para animais de companhia entram na categoria de medicamento?

Clique na imagem.

domingo, 2 de fevereiro de 2020

ACABOU O FOLHETIM?

Com a chegada, esta noite (20:20), à base militar de Figo Maduro, dos dezassete portugueses repatriados da China, espero que tenha acabado o folhetim do repatriamento de nacionais.

Pela conferência de imprensa que se seguiu, ficámos a saber duas coisas:

— Todos os repatriados se voluntariaram para ficar em isolamento durante 14 dias, uns no Hospital Pulido Valente, outros no Hospital Júlio de Matos, aka Parque da Saúde, ambos de Lisboa.

— Um avião que fazia a ligação entre Hong Kong e Reykjavik foi proibido de aterrar na Islândia, tendo de ser desviado para os Açores, onde os passageiros desembarcaram.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

RESGATE


Partem hoje de Beja três aviões da Hi Fly com a missão de resgatar cidadãos europeus retidos em Wuhan: o primeiro às 10 da manhã, o segundo às 11 e o terceiro às 15. Foi à companhia da família Mirpuri, especializada no fretamento de aviões comerciais, que a Comissão Europeia, através do Mecanismo Europeu de Protecção Civil, os fretou.

O voo das 10 da manhã será feito por um A-380, o maior avião comercial do mundo, com capacidade máxima para 853 passageiros, embora as companhias que o utilizam (casos da Emirates, Etihad, Quatar, Singapore Airlines, Qantas, Lufthansa, Air France, British Airways, etc.) tenham optado pela versão de 520 lugares em três classes. Desconhece-se a versão a utilizar no voo da Hi Fly.

O avião sai de Beja, único aeroporto português onde o A-380 pode operar, com destino a Paris, para embarcar médicos e outros profissionais de saúde, num total de 30 pessoas. De Paris segue para Hanói, sendo a ligação com Wuhan efectuada por outro avião, provavelmente chinês. O voo das 11 horas segue o mesmo percurso. O das 15 não passa por Paris, mas por Bruxelas. O destino final é sempre o Vietname.

Os dezassete tripulantes são portugueses. A partir de Beja, seguem técnicos da direcção-geral de Saúde.

Clique na imagem.

sábado, 25 de janeiro de 2020

CORONAVÍRUS GLOBAL


Por causa do Coronavírus, hoje, dia de Ano Novo chinês, mais de 56 milhões de pessoas estão impedidas de celebrar a data devido às restrições de circulação, não só em Wuhan, mas também em Pequim e noutras cidades.

O que são 56 milhões num país com 1,4 mil milhões de habitantes?, dirão alguns. Em todo o caso, a maior quarentena jamais posta em prática.

Foram cancelados os festejos públicos. A Grande Muralha e a Disneylândia de Xangai foram encerradas por tempo indeterminado, o mesmo acontecendo a templos e feiras de 30 províncias.

Até ao momento, estão reportados casos na China (com 1.372 doentes infectados e 41 mortos), Macau, Hong Kong, Taiwan, Coreia do Sul, Japão, Singapura, Tailândia, Nepal, Malásia, Vietname, Austrália, Estados Unidos e França. 

Vários países, entre os quais Portugal, estão a tomar medidas para retirarem os seus cidadãos (vivem 14 portugueses em Wuhan). O primeiro avião americano, com pessoal médico a bordo e capacidade para 230 passageiros, já aterrou em Wuhan. Mas só nessa cidade vivem mais de mil americanos.

Clique no gráfico do Guardian, que reporta às 15:20 de hoje.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

CIDADE SITIADA


Em Wuhan, na China, cerca de 20 milhões de pessoas (onze milhões no centro da cidade) vivem o terror do Coronavírus.

Sem transportes públicos de qualquer espécie, o aeroporto encerrado e as autoestradas bloqueadas, o pesadelo instalou-se. Fechados nos hotéis, os turistas não podem regressar aos seus países. Trata-se da maior operação de quarentena pública de todos os tempos.

Um novo hospital, com mil camas, começou hoje a ser construído. Prazo limite da obra: dez dias. No próximo 3 de Fevereiro terá de receber os primeiros doentes.

A coreografia das escavadoras antecipa a desmesura. É outra a escala chinesa.

Clique na imagem do Financial Times.