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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

BEIRUTE, O HORROR


Subiu para mais de cem o número de mortos da tragédia ocorrida ontem. Entretanto, aos mais de quatro mil feridos somam-se centenas de pessoas desaparecidas.

Desde o 11 de Setembro que não se viam imagens tão terríveis em cenário urbano.

A foto é de Wael Hamzeh para o NYT. Clique.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

TRAGÉDIA EM BEIRUTE


Cerca de 80 mortos e mais de quatro mil feridos é o balanço, até ao momento, de duas explosões registadas hoje ao fim da tarde na capital do Líbano. A segunda explosão, ouvida e sentida em Chipre, teve magnitude equivalente a um sismo de grau 3,3 na escala de Richter. Tudo terá começado com um incêndio num armazém onde estavam guardadas 2.750 toneladas de nitrato de amónio.

Num raio de vários quilómetros ficaram destruídos dezenas de edifícios e milhares de automóveis. O Hospital St George, um dos maiores da cidade, com todos os andares danificados, teve de ser evacuado.

Nizar Najarian, secretário-geral do Kataeb, partido político democrata-cristão, encontra-se entre os mortos. O partido, conhecido no Ocidente como Falange, estava reunido ao mais alto nível no momento das explosões.

Entre os feridos estrangeiros estão militares (capacetes azuis) da ONU, uma portuguesa, e pessoal de várias embaixadas.

Imagem: NYT. Clique.

sábado, 11 de janeiro de 2020

A CULPA NÃO MORRE SOLTEIRA


«Assumo total responsabilidade...», disse na televisão o brigadeiro-general Amir Ali Hajizadeh, comandante da secção aeroespacial dos Guardas Revolucionários do Irão.

Acrescentou: «Preferiria ter morrido a ser testemunha de um acidente semelhante. [...] O soldado encarregado das operações confundiu o avião de passageiros com um míssil de cruzeiro.» 

Na imagem, momento em que Hajizadeh fala na televisão estatal iraniana. Clique.

ABATE CONFIRMADO


Hassan Rouhani, Presidente do Irão, assumiu publicamente o abate do vôo 752 da Ukraine International Airlines: «Disastrous mistake

Terá sido convencido por Putin? Sabe-se que Moscovo ia alinhar com a denúncia de Trump, Trudeau e Boris Johnson.

Khamenei, o aiatola (o líder supremo), também já pediu desculpa. Javad Zarif, ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, afirmou: «A sad day. [...] Human error at time of crisis caused by US adventurism led to disaster.» A Guarda Revolucionária do Irão emitiu um comunicado sobre o erro.

Ali Abedzadeh, chefe da aviação nacional iraniana, ainda não se pronunciou. E devia: ninguém percebe por que razão o aeroporto de Teerão não foi encerrado na noite do lançamento de mísseis para Bagdade.

O erro imperdoável causou a vida a 176 pessoas, sendo 167 passageiros e 9 tripulantes, de várias nacionalidades: 82 iranianos, 63 canadianos, 11 ucranianos (a tripulação e dois passageiros), 10 suecos, 4 afegãos, 3 britânicos e 3 alemães.

Imagem: tuíte de Rouhani. Clique.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

DANOS COLATERAIS

Primeiro foi Trump, e muita gente descartou. Mas Trudeau, primeiro-ministro do Canadá, foi peremptório na conferência de imprensa que deu ontem à tarde em Otava: o avião da Ukrainian International Airlines, onde viajavam 63 canadianos, foi abatido por um míssil do Irão, porventura de forma não intencional.

Quase em simultâneo, Boris Johnson declarou: «There is now a body of information that the flight was shot down by an Iranian Surface to Air Missile. This may well have been unintentional. We are working closely with Canada and our international partners and there now needs to be a full, transparent investigation

Pouco depois foi a vez do New York Times divulgar um vídeo que mostra o momento em que o míssil provoca a queda do avião e a morte de 176 pessoas.

sábado, 4 de janeiro de 2020

APOCALIPSE AGAIN


O governador-geral da Austrália, David Hurley, assinou a ordem de mobilização de três mil reservistas do Exército para ajudar as populações afectadas pelos fogos nos Estados de Nova Gales do Sul e Victoria.

A mobilização tem carácter obrigatório e ocorre pela primeira vez no país. Linda Reynolds, ministra da Defesa, declarou que os reservistas «permanecerão no terreno enquanto forem necessários

O navio HMAS Adelaide, o maior da Marinha de Guerra, juntou-se ao HMAS Choules nas operações de resgate de populações.

Scott Morrison, o primeiro-ministro, cancelou as viagens oficiais à Índia e ao Japão, agendadas para esta semana.

Clique na imagem do jornal The Australian.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

O APOCALIPSE

Gladys Berejiklian, primeira-ministra de Nova Gales do Sul (não confundir com o Governo Nacional australiano, chefiado por Scott Morrison), alertou a população das áreas afectadas pelos fogos, cerca de 300 mil pessoas, para a necessidade de abandonarem essas áreas antes do amanhecer de sábado, dia em que se espera um agravamento da situação: «Há uma janela até hoje à noite

Neste momento, no local, começou a madrugada de sexta para sábado: são 00:10h.

Nova Gales do Sul é um dos seis Estados australianos com governo próprio.

Além de 19 pessoas, morreram milhões de animais, uns queimados, outros abatidos pelos proprietários.

Não há palavras para o horror.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

AUSTRÁLIA


A tragédia dos fogos australianos atingiu o ponto de não retorno. Até ao momento: dezassete mortos confirmados, dezenas de milhares de pessoas encurraladas nos Estados de Nova Gales do Sul e de Victoria (a maioria sem água e comida), vinte cidades cercadas pelas chamas, milhares de casas reduzidas a cinzas, milhões de animais queimados, etc. A cidade de Balmoral, a sudoeste de Sydney, praticamente desapareceu do mapa.

As evacuações em massa, muitas delas por mar, não devem evitar o número de vítimas mortais, pois o navio de desembarque militar HMAS Choules transporta apenas oitocentas pessoas de cada vez, e os aviões não chegam aos pontos críticos.

Isto leva-nos a reflectir sobre o futuro que nos espera. Quando a tragédia for global, e esse momento há de chegar, os governos democráticos serão substituídos por ditaduras. Ditaduras não são bolsonarices nem trumpices, são regimes totalitários. Nos romances distópicos de Anna Kavan, Philip K. Dick, Margaret Atwood e outros, podemos antecipar esse futuro negro.

Na imagem, um grupo de pessoas aguarda evacuação na praia de Batemans Bay, em Nova Gales do Sul.

Clique na imagem de El País.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

TRAGÉDIA GRENFELL


O incêndio da Torre Grenfell, no bairro de North Kensington, em Londres, deu-se a 14 de Junho 2017. Fez 72 vítimas identificadas, embora tudo indique que tenham sido mais de cem, ou seja, o número de pessoas nunca encontradas, mas alegadamente residentes no local, em regime de subaluguer, por serem imigrantes ilegais. Os 24 andares da Torre Grenfell eram ocupados por apartamentos arrendados a imigrantes.

Ontem, passados mais de 28 meses sobre a tragédia, foi divulgado o relatório oficial da polícia, entregue na véspera aos familiares das vítimas identificadas.

Esse relatório responsabiliza directamente a London Fire Brigade pela dimensão do desastre, notando que vários bombeiros recusaram participar do inquérito.

North Kensington está para Londres como a Buraca para Lisboa ou o Aleixo para o Porto, e todos sabemos que há uma hierarquia de tragédias.

Familiares de algumas vítimas tencionam processar a LFB enquanto instituição e alguns dos seus membros enquanto profissionais que não cumpriram (ou cumpriram de forma errada) as suas funções. A acusação mais frequente diz respeito ao facto de, em simultâneo, terem ocorrido dois tipos de actuação: enquanto alguns moradores receberam ordem de evacuação imediata, a outros foi dito que deviam permanecer dentro de casa. O resultado ficou à vista de todos.

Convém sublinhar que o inquérito levou 28 meses a concluir.

Clique na imagem da BBC.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

IRONIA TRÁGICA

Toda a gente se lembra do desastre nuclear de Fukushima, em consequêndia do tsunami de Tōhoku, ocorrido a 11 de Março de 2011, o qual provocou no imediato 18 mil mortos e cerca de 7 mil feridos (continuando desaparecidas mais de 3 mil pessoas). Foi há oito anos.

O Governo japonês fez o que pôde, mas o desastre nuclear de Fukushima ficou sem solução.

Mais de um milhão de toneladas de água contaminada começou a ser armazenada, embora a capacidade dos tanques esgote em 2022.

Yoshiaki Harada, ex-ministro do ambiente do Governo japonês, deu no mês passado uma entrevista onde dizia que a única solução era... despejar a água radioactiva no Pacífico.

Não me lembro de ouvir nenhum ambientalista, ou políticos de países da UE, ou políticos de países terceiros, comentarem estas declarações, que podem ser lidas no Guardian do passado 10 de Setembro.

Agora, o Tufão Hagibis começou a resolver o assunto de forma expedita. Destroços contaminados da antiga central nuclear de Fukushima estão a ser arrastados para o mar.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

AMAZÓNIA

Todos os dias as televisões repetem que Bolsonaro enviou 44 mil militares para combater os fogos da Amazónia. Mas a Amazónia tem condições logísticas para que 44 mil militares actuem no combate ao fogo? Quarenta e quatro mil militares é um pequeno exército.

Aliás, o que leio na imprensa brasileira, é que o Governo brasileiro decidiu «mobilizar militares para combater o fogo [...] mas não está claro como as Forças Armadas serão utilizadas e se o seu papel será eficaz

Convinha não confundir os verbos mobilizar e enviar.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

NOVO TIANANMEN?


Ao fim de dez semanas de protestos, a situação em Hong Kong está prestes a atingir o turning point.

A imagem mostra uma parte das centenas de blindados chineses na cidade de Shenzhen, ou seja, na linha de fronteira que separa Hong Kong do resto da China.

Os 300 mil cidadãos britânicos residentes em Hong Kong têm constituído um factor dissuasor, mas vamos ver até quando. As declarações proferidas hoje em Londres pelo embaixador chinês não auguram nada de bom. Trinta anos passados irá Pequim repetir a tragédia?

Clique na imagem do Guardian.

sábado, 23 de março de 2019

CICLONE IDAI


Parece que os portugueses residentes na Beira estão descontentes com os serviços consulares. Conhecendo os caminhos ínvios da burocracia nacional, não me custa admitir que muita coisa funcione menos bem ou mesmo mal.

Mas no caso concreto da tragédia que assola a província de Sofala e, por extensão, a cidade da Beira, não percebo a ira dos portugueses ali residentes. Salvo se quiserem ser imediatamente repatriados para Portugal (ou deslocados para Maputo). Se for esse o caso, a coisa resolve-se por coordenação entre o MNE, a embaixada de Portugal em Maputo e o Consulado na Beira.

Mais do que isso, não vejo como. A ajuda humanitária (alimentação, água potável, medicamentos) não pode privilegiar duas mil pessoas em detrimento do meio milhão que vive ao lado, ou dos dois milhões de habitantes do território moçambicano alagado, uma área equivalente a mais de metade de Portugal.

Como é que uma repartição consular tem condições para repor infraestruturas (as estradas desapareceram debaixo de seis metros de água, pontes aluíram, não há electricidade, a rede de comunicações móveis colapsou, o hospital da Beira ficou inundado) que o próprio Estado moçambicano se mostra incapaz de repor?

segunda-feira, 18 de março de 2019

BEIRA DESTRUÍDA


Estive a ver imagens da cidade da Beira após a passagem do Idai, o ciclone que atravessou o Malawi, o Zimbabwe (antiga Rodésia do Sul) e a província de Sofala, no centro de Moçambique.

Na Beira, que actualmente tem meio milhão de habitantes, e ficou com 90% da área urbanizada destruída, residem cerca de dois mil portugueses. No centro, o número de mortos é de cerca de cem, mas nas periferias e no conjunto da província de Sofala serão aos milhares, estando mais de cem mil pessoas em risco de vida. Por estarem submersas, dezenas de aldeias desapareceram do mapa, pontes e estradas abateram com a força das chuvas e da água dos rios, em especial o Púngué.

No conjunto dos três países atingidos pelo Idai, o número de vítimas é superior a um milhão e meio.

Uma tragédia.

Clique na imagem.

domingo, 23 de dezembro de 2018

INDONÉSIA


Cerca de 250 mortos, 843 feridos graves e centenas de habitações destruídas, número que inclui uma dezena de hotéis, é o balanço provisório do tsunami que esta madrugada abalou a região costeira de Pandeglang, na província de Banten (Java), a duzentos quilómetros de Jacarta.

Clique na imagem de El País.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

TRAGÉDIA NO ALENTEJO


Estão já confirmadas cinco mortes no colapso de parte da estrada que liga Borba a Vila Viçosa. O abatimento desse troço de estrada (ocorrido por volta das 15:40), numa extensão de cerca de duzentos metros, arrastou para dentro de uma pedreira, alagada e com muitos metros de altura, uma retroescavadora, duas viaturas ligeiras e vários operários.

Clique na foto de António Moizão, publicada no Facebook.

sábado, 17 de novembro de 2018

HORROR


São já 71 os mortos de Paradise, na Califórnia. O número de pessoas desaparecidas ultrapassou as mil. A cidade reduzida a cinzas, mais de dez mil viaturas calcinadas. E os animais de companhia não contabilizados? O horror na sua forma mais exacta.

Clique nas fotos de Josh Edelson, da France Press.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

RIO EM CHAMAS


Ardeu por completo o Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Das mais de vinte milhões de peças do espólio, apenas escapou o meteorito Bendegó, uma pedra de 5,6 toneladas descoberta em 1784 no interior da Bahia. Por decisão do imperador Dom Pedro II, o meteorito estava no museu desde 1888.

O palácio da Quinta da Boa Vista foi residência da família real portuguesa (1808-21) e da família imperial brasileira (1822-89). O museu foi fundado em 1818, por D. João VI, mas só em 1892 foi transferido para o palácio da Quinta da Boa Vista. Era um dos mais importantes museus de história natural e antropologia da América Latina. Agora acabou. Ainda bem que o visitei em 1982.

Clique na imagem de El País.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

TRAGÉDIA EM GÉNOVA


Era meio-dia na Itália quando colapsou uma secção de 200 metros da Ponte Morandi, que liga o centro da cidade ao aeroporto. Até ao momento estão confirmados 11 mortos, mas a polícia local diz que o número é cinco vezes superior. Dezenas de pessoas continuam debaixo dos escombros. O tabuleiro, que ruiu de uma altura de 45 metros, caiu numa área ocupada por prédios de apartamentos, centros comerciais, instalações fabris e uma linha férrea, arrastando camiões, autocarros e outro tipo de viaturas.

À esquerda da imagem vê-se um camião parado à beira do precipício. Clique na foto de El País.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

É DO VINHO?

Anteontem, o Expresso descobriu que afinal as vítimas mortais do incêndio de Pedrógão Grande são 65 e não 64: uma mulher terá sido atropelada quando fugia. Mas, hoje, o i, diz que uma empresária fala em mais de 80 nomes e explica como já confirmou 73. E, acrescenta o tablóide, um habitante de Nodeirinho diz que o número é de três dígitos, enquanto o funcionário de uma funerária afirma: «Só eu vi mais de 95 corpos.» É do vinho? A Judiciária já chamou esta gente para provar o que diz, identificando os mortos supostamente não contabilizados? As famílias não vêm à televisão protestar? Se o que certa imprensa diz for verdade, é muito fácil demonstrar que fulano, beltrano e sicrano não constam do inventário oficial.