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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

EM QUE FICAMOS?


E mesmo assim, tendo Fernando Negrão utilizado abusivamente as assinaturas de vários deputados do PSD, o pedido de fiscalização sucessiva segue nesses termos para o Palácio Ratton?

Os deputados cuja assinatura digital foi usada sem o seu conhecimento não exigem que a mesma seja retirada? O CDS aceita partilhar um documento com assinaturas-fantasma?

Rui Rio não tem força para actuar como devia?

Clique na imagem do Observador.

segunda-feira, 4 de março de 2019

FOLHETIM PEDRÓGÃO GRANDE

Numa entrevista hoje publicada no Diário de Notícias, Valdemar Alves, presidente da Câmara de Pedrógão Grande, diz estar convencido de ter feito «tudo bem dentro da lei». Não é uma certeza, é um convencimento. Diz mais: «Tenho a consciência tranquila, não fiquei com um cêntimo de ninguém.» Não terá ficado, mas não é isso que está em causa. Também não percebe a razão pela qual foi constituído arguido.

Sucessivas reportagens de Ana Leal, na TVI, têm ilustrado o desnorte do autarca e o modus operandi da sua camarilha. Mas não só. A Cruz Vermelha Portuguesa não sai ilesa do retrato.

Afinal, quem responde pela incúria? Por que razão continuam por distribuir os 360 mil euros de donativos (em dinheiro depositado no BPI) de particulares?

Por que razão continuam armazenados e a degradar-se os bens que deviam ter sido distribuídos há 20 meses?

As reportagens da TVI são eloquentes. Foram reconstruídas cerca de 150 casas, mas nem todas eram de primeira habitação, como a lei prescreve, tendo algumas sido construídas em lugares onde, antes dos incêndios, repito, ANTES dos incêndios, só existiam ruínas.

No passado 28 de Fevereiro, Ana Leal entrevistou Francisco George, antigo director-geral da Saúde e actual presidente da Cruz Vermelha Portuguesa. Balbúrdia total, com o entrevistado a pôr um fim violento aos ‘esclarecimentos’. Ficámos sem saber quem tinha mandado demolir, e porquê, uma habitação em fase de reconstrução. Lembrar que estão por reconstruir cerca de 30 primeiras habitações.

Face a toda esta trapalhada, causa perplexidade o facto de Valdemar Alves continuar à frente da autarquia. Também é muito estranho que nenhum media ‘de referência’ tenha entrevistado Francisco George. Um alto funcionário (como é o presidente da Cruz Vermelha Portuguesa) não pode, como fez George, arrogar-se o direito de falar off the record. Pode recusar entrevistas, claro que sim. Mas, uma vez concedida, o mais que pode é ficar pelo ‘não comento’.

Fui só eu que fiquei admirado com o silêncio dos media à peixeirada de 28 de Fevereiro? Será que o DN, agora que entrevistou Valdemar Alves, tenciona ouvir o que Francisco George não disse na televisão?

quinta-feira, 19 de julho de 2018

O NOSSO DINHEIRO


Ruínas anteriores aos fogos de Pedrógão Grande foram transformadas em habitações ‘permanentes’ de gente que alterou a morada fiscal para tirar vantagem do estatuto de ‘vítima’. Os dirigentes e técnicos da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro assinaram de cruz?

Entretanto, meio milhão de euros «terá sido canalizado para situações irregulares.» A CCDRC notificou hoje o Ministério Público. Vem tudo na Visão.

Clique na imagem.

terça-feira, 13 de março de 2018

FRAUDE

Afinal não é só parolice. É mesmo fraude. Feliciano José Barreiras Duarte, secretário-geral do PSD, não ficou pelo CV e pelas badanas dos livros. No relatório sobre a actividade profissional (v.g. tese de mestrado) que apresentou, em 2014, à Universidade Autónoma de Lisboa, visando obter o grau de Mestre em Direito, na variante de ciências jurídicas e políticas, também refere o título de “visiting Scholar” da UC Berkeley, cargo que ocuparia desde 2009. Sabemos hoje que é mentira. Busílis suplementar: existe um documento falso.

Como escreve Nuno Garoupa no Facebook: «[...] Trata-se, portanto, de algo objetivamente falso. Terceiro, nos termos do que foi noticiado, Berkeley diz que nem visiting scholar foi. Evidentemente deve ser investigado pelo MP o dito documento. E com consequências potencialmente muito desagradáveis. Inclusivamente para o grau de mestre

O link para o CV de Barreiras Duarte pode ser consultado em vários murais do FB.

A todas estas, Rui Rio põe um ponto final: Já foi corrigido. Então ficamos assim.

quinta-feira, 3 de março de 2016

ERA UMA VEZ

Após cinco meses de investigação conduzida por entidades que fazem a revisão de artigos científicos, a Organização Europeia de Biologia Molecular cancelou a bolsa de 50 mil euros anuais que estava atribuída a uma investigadora portuguesa, Sónia Melo, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde. O instituto, que pertence à Universidade do Porto, suspendeu de imediato as suas funções. Sónia Melo é acusada de manipulação (repetindo imagens microscópicas da mutação genética de um cancro) num artigo publicado na revista Nature Genetics, em 2009. O texto foi retirado. A autora declarou «não ter havido um esforço para cometer fraude». Outros três artigos seus estão agora sob investigação. Lembrar que, no ano passado, Sónia Melo foi uma das laureadas dos prémios L’Oréal Portugal para Mulheres na Ciência, recebendo 20 mil euros.