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quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

GISCARD 1926-2020


Vítima de Covid-19, morreu Valéry Giscard d’Estaing, Presidente da França entre 1974 e 1981.

Oriundo da alta burguesia e da École Nationale d’Administration, antigo ministro da Economia e Finanças, europeísta convicto, foi um político reformista e liberal.

Membro da Academia Francesa, é autor de cinco romances e várias colectâneas de ensaios. As suas memórias estão registadas em vários títulos, em especial nos três volumes de Le Pouvoir et la Vie, publicados entre 1988 e 2006.

Charmant como nenhum outro antes ou depois dele, Giscard vem do tempo em que havia Direita civilizada. À sua maneira era um príncipe, o que faz sentido: afinal, a França nunca deixou de ser uma monarquia constitucional...

Morreu nos seus domínios de Authon, em Loir-et-Cher, e a família declinou funeral de Estado.

Clique na imagem.

terça-feira, 19 de maio de 2020

EMIGRANTES SEM QUARENTENA


Depois de falar com Macron, Costa obteve a garantia de que os emigrantes portugueses em França estão dispensados de quarentena após regressarem das férias em Portugal.

Clique no tuíte do primeiro-ministro.

terça-feira, 17 de março de 2020

FRANÇA EM QUARENTENA


Macron: Estamos em guerra.

A partir do meio-dia, a França entra em quarentena. Cem mil polícias, em todo o país, vão controlar a circulação de pessoas.

Rendas de casa, contas de gás, água e electricidade, suspensas.

Segunda volta das municipais adiada sine die.

Clique na imagem do Monde.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

MONSIEUR RETRAITES


Jean-Paul Delevoye, o alto-comissário que desenhou a unificação do sistema de pensões francês, visando acabar com os 42 subsistemas existentes, abandonou hoje o cargo.

Não o fez por causa da tranquibérnia geral, mas por não ter declarado à Alta Autoridade para a Transparência da Vida Pública que exercia outros cargos remunerados.

Delevoye, que não faz parte do Governo, foi escolhido por Macron para virar do avesso a Segurança Social francesa: aumentar a idade da reforma para 64 anos, alterar o cálculo das pensões dos funcionários públicos, acabar com os privilégios dos trabalhadores do sector estatal dos transportes, etc.

Quando é que os europeus adoptam o sistema norte-americano de verificar previamente tudo (mas mesmo tudo) o que se relaciona com a vida dos candidatos a cargos públicos? Evitavam-se estas trapalhadas.

Clique na imagem.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

GREVE GERAL


Por causa da refundação do sistema de segurança social contido no controverso projecto Delevoye (nome do alto-comissário para as pensões), a França está em greve.

Aparentemente, os sectores mais afectados são os transportes, as escolas e os hospitais. Ou seja, o sector público. O trivial em toda a parte.

Não é fácil resumir as variantes da nova lei, com cortes violentos e diferenças entre público e privado. Do que percebi, sublinharia a redução média de 20% no cálculo das novas pensões, a redução do tecto máximo de 320 para 120 mil euros por ano, e o facto de, a partir de 120 mil euros, os empresários deixarem de contribuir para a pensão do trabalhador.

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sábado, 16 de novembro de 2019

DOUCE FRANCE


Cerca de três mil sequazes de Étienne Chouard, o professor do ensino técnico que lidera a ala radical dos Gilets Jaunes, celebraram o primeiro aniversário do movimento instalando o caos na Place d'Italie e outras áreas do 13.º bairro de Paris, mas também fora desse anel, em especial nas Praças da Bastilha e da República.

Os confrontos com a polícia começaram às 10 da manhã e ainda não terminaram.

Barricadas, carros incendiados, cafés, restaurantes e lojas vandalizadas, granadas de gás lacrimogéneo, vinte estações de metro encerradas, dezenas de feridos e mais de duzentas pessoas detidas.

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segunda-feira, 15 de abril de 2019

RECONSTRUIR NOTRE-DAME


Os bilionários franceses François-Henri Pinault, mecenas das artes, chairman e CEO do grupo de marcas de luxo Kering [Gucci, Yves Saint Laurent, Balenciaga, Alexander McQueen e outras], e Bernard Arnault, proprietário do grupo LVMH [Louis Vuitton & Moët Hennessy], vão doar 300 milhões de euros para a reconstrução de Notre-Dame. Pinault, cem milhões, Arnault, duzentos.

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NOTRE-DAME PASTO DAS CHAMAS


A força do incêndio que deflagrou na Catedral de Notre-Dame, de Paris, já fez desabar a torre. Clique na imagem do Le Monde.

quinta-feira, 21 de março de 2019

MACRON & BREXIT


O Presidente francês estaria disposto a aprovar uma extensão do Brexit até 22 de Maio. Uma data posterior contará com o veto da França. Macron foi claro: Estamos prontos para uma saída sem acordo.

Entretanto, Donald Tusk já esteve hoje reunido com Theresa May. E voltou a insistir na aprovação do acordo.

Clique no tuíte de Tusk.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

BARÃO NEGRO


A RTP-2 tem estado a transmitir a série francesa Baron Noir / Barão Negro. Ao pé disto, os episódios mais sórdidos da política portuguesa são peanuts. A segunda temporada começou ontem.

Inspira-se na vida política francesa da última década: corrupção, nepotismo, escândalos, défice excessivo e UE, direitização galopante da sociedade, regressão de direitos sociais, financiamento ilegal de partidos, presidenciais de 2017.

Conta com actores/actrizes conhecidos nos papéis de Emmanuel Macron (a actriz Anna Mouglalis), François Hollande (Niels Arestrup), Manuel Valls (Hugo Becker), Jean-Luc Mélenchon (François Morel), Nicolas Sarkozy (Michel Voïta), Marine Le Pen (o actor Patrick Mille) e outros. Centra-se na figura de Philippe Rickwaert (Kad Merad), o barão negro que não é outro senão Julien Dray, antigo assessor de Mélenchon. Rickwaert é a eminência parda da série.

Todas estas figuras têm nomes fictícios: Macron é Amélie Dorendeu, Hollande é Francis Laugier, Valls é Cyril Balsan, Mélenchon é Michel Vidal, Sarkozy é Jean-Marc Auzanet, etc. Cito estes por serem facilmente identificáveis, mas quem conheça bem a política francesa descobre outros nesta teia ficcional bem urdida. Escrita por Eric Benzekri e Jean-Baptiste Delafon, conta com um naipe de intérpretes excelentes. Oito episódios cada temporada.

Clique na imagem.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

MACRON MICRON

Macron tirou um coelho da cartola. Face à onda de protestos, promete aumentar já em Janeiro o salário mínimo nacional, que corresponde actualmente a 1.498 euros brutos (cerca de 1.140 líquidos), pago nos doze meses do ano, sem subsídios adicionais. Viver em França com 1.140 euros no bolso é mais complicado do que viver em Portugal com 600.

O prometido aumento de 100 euros mensais será pago pelo Estado. Ou seja, os patrões ficam imunes à medida, que será suportada por todos os contribuintes. Isto não vai acabar bem. Por outro lado, Macron promete diminuir a carga fiscal das pensões de valor inferior a dois mil euros.

Sábado, os Gilets fazem o Acte V de la révolution citoyenne.

sábado, 8 de dezembro de 2018

LA DOUCE FRANCE


Com 90 mil polícias mobilizados em toda a França, carros blindados em várias avenidas de Paris, o Exército de prevenção, museus encerrados, monumentos vedados ao público, espectáculos e jogos de futebol cancelados, comércio encerrado, etc., os Gilets Jaunes ficaram com rédea curta.

Mas fizeram divulgar um manifesto. Síntese:

— Uma nova Constituição, redigida pelo povo.
— FREXIT (sair da UE e da zona euro).
— Saída imediata da NATO.
— Regresso imediato a França de militares destacados.
— Fim imediato ao saque da África francófona.
— Fim imediato do fluxo migratório.
— Aumento imediato do salário mínimo: 40%.
— Aumento imediato das pensões: 40%.
— Aumento imediato das prestações sociais: 40%.
— Alteração total do sistema fiscal.
— Tecto máximo de impostos sobre salários: 25%.
— Reforma total do ensino.
— Contratações em massa no sector empresarial do Estado.
— Contratações em massa nas escolas e hospitais públicos.
— Revogação imediata de todas as privatizações.
— Fim da obsolescência planejada nos produtos industriais.
— Quadruplicar o orçamento do poder judicial.
— Proibição imediata de lobbies.
— Proibição imediata de alimentos geneticamente modificados
— Proibição imediata de pesticidas carcinogénicos.
— Fim imediato de monopólios.

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sábado, 1 de dezembro de 2018

PARIS A FERRO E FOGO



Tenho estado a acompanhar a tranquibérnia francesa através da France 24. Imagens terríveis, sobretudo as de Paris, onde estão a ser incendiadas milhares de viaturas particulares, erguidas barricadas, vandalizadas lojas de luxo, cafés, restaurantes e agências bancárias. Macron parece vir a caminho da cimeira do G20, porque, diz ele, não gosta de violência. Entretanto, Édouard Philippe, o primeiro-ministro, cancelou a ida à Polónia onde participaria na cimeira do clima. Para a próxima madrugada está prevista uma reunião do gabinete de crise. Já toda a gente percebeu que chegámos ao turning point.

Os gilets jaunes queixam-se do custo de vida e da carga fiscal. É muito provável que tenham razão. Voltamos a falar quando Marine Le Pen correr com Macron do Eliseu. Será mais rápido do que gostaríamos. Vai acontecer, não por mérito seu (dela), mas porque Macron e a sua clique criaram todas as condições para que assim fosse.

Clique na imagem.

sábado, 14 de abril de 2018

COMEÇOU


Por volta das duas da madrugada, hora portuguesa, os Estados Unidos, o Reino Unido e a França bombardearam os arredores de Damasco e outra localidade a Norte da capital síria. Sabemos como começou, não sabemos como irá acabar. O Senado americano, o Parlamento britânico e o Senado francês autorizaram a operação.

A imagem do New York Times mostra o momento em que os mísseis sobrevoavam Damasco. Clique.

sexta-feira, 23 de março de 2018

TERROR


A França de novo mergulhada no terror. Em nome do Daesh, um homem mantém reféns num supermercado de Trèbes (Carcassone). Até ao momento, dois mortos.

Clique na imagem do Libèration.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

ANDA TUDO DOIDO?


O Festival Nyansapo, um happening feminista para mulheres negras, agendado para 28 a 30 de Julho, em Paris, foi proibido por Anne Hidalgo. A presidente da Câmara proibiu o festival e reserva-se o direito de processar os organizadores por alegada discriminação. O argumento de Madame Higalgo radica no facto de o evento ser proibido a brancos, salvo um número muito restrito de convidados, os quais nem nessa qualidade teriam acesso a todas as áreas do espaço onde decorreria o evento. Clique na imagem do Twitter para ler melhor.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

FILLON AFASTA SARKOZY

Com 44,1 % dos votos expressos, François Fillon, 62 anos, primeiro-ministro de Sarkozy entre 2007 e 2012, venceu a primeira volta das Primárias da Direita francesa. Alain Juppé (28,6 %) ficou em segundo lugar, contra as sondagens que o davam como vencedor absoluto logo à primeira. Sarkozy (20,6 %) em terceiro vê-se afastado da corrida.

domingo, 20 de novembro de 2016

PRIMÁRIAS DA DIREITA EM FRANÇA

Realizaram-se hoje as Primárias dos candidatos de Direita às presidenciais francesas de Abril do próximo ano. Até às quatro da tarde (cinco em França) já tinham votado 2,5 milhões de eleitores. Quando forem 19:30 em Portugal haverá projecções. Se nenhum candidato obtiver 50%, terá de haver segunda volta. Para votar, cada eleitor pagou dois euros.

Candidataram-se:

Alain Juppé, 71 anos, republicano, antigo primeiro-ministro e actual maire de Bordéus, o favorito das sondagens;
Bruno Le Maire, 47, republicano;
François Fillon, 62, republicano, antigo primeiro-ministro;
Jean-François Copé, 52, republicano;
Jean-Frédéric Poisson, 53, democrata-cristão, maire de Rambouillet;
Nathalie Kosciusko-Morizet, 43, republicana;
Nicolas Sarkozy, 61, republicano, antigo Presidente da República.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

O MURO DE CALAIS

Ando desde ontem atordoado com a notícia da construção de um muro em Calais, iniciativa conjunta do Reino Unido e da França, destinada a impedir a entrada de refugiados e imigrantes no reino de Sua Majestade. Robert Goodwill, ministro britânico do Interior, explicou que o muro terá quatro metros de altura, estendendo-se ao longo de um quilómetro, no perímetro de acesso à zona do túnel e dos ferries do Canal da Mancha. Muro e novos “equipamentos” dissuasores. O que significa, exactamente, “equipamentos”? Tudo estará pronto antes do Natal.

Aparentemente, o controlo de fronteiras é insuficiente. Afinal, o Reino Unido nunca fez parte do Espaço Schengen. E, na prática, o Brexit está em vigor (o formalismo do artigo 50.º apenas visa definir o início das negociações formais). A Europa torna-se mais irrespirável a cada dia que passa.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

DIREITOS SELECTIVOS


Em Villeneuve-Loubet é proibido proibir. E nas outras comunas (cerca de trinta) com leis semelhantes em vigor? Sublinhado: «Si l'arrêté de Villeneuve-Loubet se retrouve de facto invalidé, ceux des autres communes restent toujours en vigueur tant qu'ils n'ont pas été contestés devant la justice.» Os representantes da comunidade muçulmana em França esperam que o acórdão faça jurisprudência noutras comunas. Por enquanto, não faz. Imagem do Libération. Clique.