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sexta-feira, 29 de maio de 2020

NOJO



Visando directamente a Itália, Espanha e Portugal, a manchete da revista Elsevier de Amesterdão, na edição que hoje chegou às bancas, diz: «Nem mais um cêntimo para o Sul da Europa...» E se fossem apanhar onde apanham as galinhas?

Imagens da capa e da ilustração do artigo. Clique.

quinta-feira, 16 de março de 2017

DOR DE CABEÇA EM HAIA


Elegendo 33 deputados, o partido liberal VVD, de Mark Rutte, primeiro-ministro desde 2010, ficou em primeiro lugar. Mas o PVV, de Geert Wilders, líder da extrema-direita holandesa, ficou em segundo, com 20 deputados. Depois há dois partidos com 19 deputados cada um: os cristãos-democratas do CDA e os anarquistas radical-chic do D66. Como a soma do VVD com o CDA e o D66 não atinge os 76 deputados necessários para a maioria absoluta, Rutte tem duas hipóteses: ou se coliga novamente com os trabalhistas do PvdA (nove deputados), ou com os ecologistas do GL (catorze deputados). Ter no Parlamento 20 racistas assumidos  não é pêra doce, mas podia ter sido pior.

Clique no gráfico do Telegraaf.

quarta-feira, 15 de março de 2017

NEXIT?

Hoje é dia de eleições gerais na Holanda. Concorrem 28 partidos. Por tradição, 14 conseguem eleger deputados. As últimas sondagens dão empate técnico entre o VVD, ou Volkspartij voor Vrijheid en Democratie, de Mark Rutte, primeiro-ministro desde 2010, e o PVV, ou Partij voor de Vrijheid, de Geert Wilders, líder da extrema-direita.

Rutte tem 50 anos, é solteiro e liberal. Wilders, dissidente do VVD, 53 anos, casado, assumidamente xenófobo e anti-imigração, tenciona propor um referendo para a saída da UE.

Nos últimos cem anos, todos os governos holandeses foram de coligação. E nem sempre o primeiro-ministro sai do partido mais votado. Portanto, a menos que o PVV consiga eleger os 76 deputados necessários para a maioria absoluta, Wilders dificilmente será PM. Mas é evidente que uma votação muito expressiva no seu partido influenciará a condução da política holandesa, qualquer que seja o perfil do governo que venha a ser empossado. Estima-se que o PVV (Wilders) eleja 26 deputados, contra 28 do VVD (Rutte). A ver vamos.

terça-feira, 14 de março de 2017

TURQUIA VS UE

A Turquia não autoriza o regresso a Ankara do embaixador da Holanda. Ausente do país, o embaixador preparava-se para regressar ao seu posto. «Não fomos nós que criámos esta crise», disse Numan Kurtulmus, vice-primeiro-ministro e porta-voz do Governo turco.

domingo, 12 de março de 2017

NAPALM

Lembram-se da tirada famosa de Robert Duvall, martelada ao som da Cavalgada das Valquírias, de Wagner? Esta: «Adoro o cheiro de napalm logo pela manhã.» É a frase mais citada de Apocalypse Now, o filme de Coppola. Aplica-se com propriedade à situação actual na Europa. O que está a passar-se entre a Holanda e a Turquia é de uma gravidade extrema. Na prática, os dois países estão com as relações diplomáticas cortadas: embaixadas encerradas em Haia e Ankara, consulados encerrados em Roterdão e Istambul. Um ministro turco impedido de desembarcar em Amesterdão, uma ministra turca impedida de entrar no consulado do seu próprio país, detida e expulsa de Roterdão. Comícios de apoio ao referendo de Erdogan, cancelados e proibidos na Holanda. Motins de rua desde ontem à noite. Erdogan ameaça proibir o acesso de companhias aéreas holandesas à Turquia. É muita coisa junta.

Na Alemanha, a situação mantém-se dentro de limites razoáveis. Foram autorizados trinta comícios, mas Merkel foi ao Bundestag dizer que não admitia comparações com o regime nazi. Os holandeses, que também não gostaram de ouvir Erdogan dizer que eles têm mentalidade e actuam em função de reminiscências nazis, estão a esticar a corda, até porque no próximo dia 15 há eleições gerais.

ESCALADA


Aumenta a tensão entre a Holanda e a Turquia. A embaixada holandesa em Ankara foi encerrada pelas autoridades turcas, bem como o consulado em Istambul. O ministério turco dos Negócios Estrangeiros aconselhou o embaixador holandês a meter férias longas. Entretanto, Fatma Betül Sayan Kaya, ministra turca dos Assuntos Familiares, foi mesmo expulsa da Holanda. Ahmed Aboutaleb, o presidente da Câmara de Roterdão, foi claro: «Ela foi expulsa para o país de onde veio.» Lembrar que Ahmed Aboutaleb, muçulmano, é um imigrante marroquino com dupla nacionalidade. No Twitter, a governante publicou o statement que a imagem mostra. A violência prossegue nas ruas.

Clique na imagem.

TURNING POINT

A Holanda impediu Mevlüt Cavusoglu, ministro turco dos Negócios Estrangeiros, de entrar no país. Cavusoglu ia participar num comício de apoio ao referendo que aumenta os poderes de Erdogan. Em seu lugar foi Fatma Betül Sayan Kaya, ministra turca dos Assuntos Familiares, que fez a viagem de carro a partir da Alemanha. Mas o presidente da Câmara de Roterdão, Ahmed Aboutaleb (marroquino, muçulmano, imigrante com dupla nacionalidade), mandou bloquear todos os acessos ao centro da cidade e a ministra foi impedida de chegar ao consulado turco. A embaixada da Turquia em Haia, bem como o consulado em Roterdão, foram encerrados. A ministra vai ser deportada. Esta noite, milhares de manifestantes da comunidade turca enfrentaram (e tudo indica que o motim prossiga) a polícia holandesa em vários pontos da cidade. Depois dos incidentes na Alemanha, onde vivem três milhões de turcos, chegou a vez da Holanda desafiar Erdogan. Isto não augura nada de bom.