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sábado, 16 de novembro de 2019

DOUCE FRANCE


Cerca de três mil sequazes de Étienne Chouard, o professor do ensino técnico que lidera a ala radical dos Gilets Jaunes, celebraram o primeiro aniversário do movimento instalando o caos na Place d'Italie e outras áreas do 13.º bairro de Paris, mas também fora desse anel, em especial nas Praças da Bastilha e da República.

Os confrontos com a polícia começaram às 10 da manhã e ainda não terminaram.

Barricadas, carros incendiados, cafés, restaurantes e lojas vandalizadas, granadas de gás lacrimogéneo, vinte estações de metro encerradas, dezenas de feridos e mais de duzentas pessoas detidas.

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sábado, 22 de dezembro de 2018

COLETES & REDES

O mito das redes sociais como factor de mobilização de massas ficou demonstrado ontem com o flop dos gilets indígenas. As redes sociais criam ilusões. Ponto.

Não vale a pena invocar a manifestação de 15 de Setembro de 2012 contra o anunciado (mas abortado) redesenho da TSU, que punha os trabalhadores a descontar mais 7% do salário bruto e os patrões a pagar menos 5,75% por cada um.

O 15 de Setembro foi o que foi porque os aparelhos do PS, do PCP, do BE, da CGTP e da UGT fizeram o trabalho de casa (com muita eficácia e ainda maior discrição), os bispos tomaram posição, e Manuela Ferreira Leite foi à televisão dizer que também ia à manifestação. Tão simples como isto. Até Cavaco, nas suas memórias póstumas, confessa ter considerado a medida um erro.

Não foram os blogues, nem o Facebook, nem o Twitter, nem o WhatsApp, nem o Instagram que mobilizaram as pessoas. As redes deram visibilidade à indignação. As pessoas mobilizaram-se porque estavam indignadas com o delírio de Passos, Gaspar & Portas.

Hoje temos uma sucessão de indignações tribais. Tumulto nacional é outra coisa.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

MACRON MICRON

Macron tirou um coelho da cartola. Face à onda de protestos, promete aumentar já em Janeiro o salário mínimo nacional, que corresponde actualmente a 1.498 euros brutos (cerca de 1.140 líquidos), pago nos doze meses do ano, sem subsídios adicionais. Viver em França com 1.140 euros no bolso é mais complicado do que viver em Portugal com 600.

O prometido aumento de 100 euros mensais será pago pelo Estado. Ou seja, os patrões ficam imunes à medida, que será suportada por todos os contribuintes. Isto não vai acabar bem. Por outro lado, Macron promete diminuir a carga fiscal das pensões de valor inferior a dois mil euros.

Sábado, os Gilets fazem o Acte V de la révolution citoyenne.

sábado, 8 de dezembro de 2018

LA DOUCE FRANCE


Com 90 mil polícias mobilizados em toda a França, carros blindados em várias avenidas de Paris, o Exército de prevenção, museus encerrados, monumentos vedados ao público, espectáculos e jogos de futebol cancelados, comércio encerrado, etc., os Gilets Jaunes ficaram com rédea curta.

Mas fizeram divulgar um manifesto. Síntese:

— Uma nova Constituição, redigida pelo povo.
— FREXIT (sair da UE e da zona euro).
— Saída imediata da NATO.
— Regresso imediato a França de militares destacados.
— Fim imediato ao saque da África francófona.
— Fim imediato do fluxo migratório.
— Aumento imediato do salário mínimo: 40%.
— Aumento imediato das pensões: 40%.
— Aumento imediato das prestações sociais: 40%.
— Alteração total do sistema fiscal.
— Tecto máximo de impostos sobre salários: 25%.
— Reforma total do ensino.
— Contratações em massa no sector empresarial do Estado.
— Contratações em massa nas escolas e hospitais públicos.
— Revogação imediata de todas as privatizações.
— Fim da obsolescência planejada nos produtos industriais.
— Quadruplicar o orçamento do poder judicial.
— Proibição imediata de lobbies.
— Proibição imediata de alimentos geneticamente modificados
— Proibição imediata de pesticidas carcinogénicos.
— Fim imediato de monopólios.

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