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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

CHICANA INDIGENTE

Rio e Cristas querem que o Parlamento volte a discutir o Caso Tancos, desejo bizarro, uma vez que a acusação já foi deduzida pelo Ministério Público. O que ambos de facto pretendem é introduzir ruído na campanha eleitoral.

Nem por isso o PSD deixou de solicitar a convocação da comissão permanente da Assembleia da República, tendo Ferro Rodrigues convocado para esta manhã uma conferência de líderes

Feita a conferência, PS, BE, PCP e PEV decidiram que o assunto seria discutido depois das eleições, nunca antes. PSD e CDS não conseguiram agendar a pretendida sessão extraordinária da comissão permanente da AR.

Cereja em cima do bolo foi a extravagante exigência de Cristas ao Presidente da Assembleia da República: enviar ao MP as declarações que Azeredo Lopes e António Costa prestaram no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito.

Depois de fazer notar que o pedido fora feito de forma «inapropriada, incorrecta e injustificada», Ferro Rodrigues teve de lembrar à presidente do CDS que são públicos — estando disponíveis online na página do Parlamento na Internet — todos os documentos relativos à referida CPI.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

TROPEÇOU NA BÍLIS

Mais depressa eu escrevesse sobre a estratégia de Rui Rio na campanha eleitoral — afastamento dos trauliteiros saudosos de Passos, discurso de bom senso, aparente frieza no raciocínio, profissão de fé nos princípios —, mais depressa o presidente do PSD tropeçava na sua verdadeira natureza.

A pretexto da acusação, divulgada esta tarde, sobre o Caso Tancos, Rui Rio perdeu a compostura encenada até ontem. Em conferência de imprensa, fazendo coro com o desvario da líder do CDS — Querem dar o voto a criminosos? É isso que querem?, disse a passionária do Caldas —, ameaçou mandatar o PSD para convocar a Comissão Permanente da Assembleia da República. E ainda a procissão vai no adro.

O primeiro-ministro foi claro na resposta: «Não mudo de princípios de dois em dois dias». 

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

BRANCO É, GALINHA O PÕE

Não toleraremos que se repita o uso das Forças Armadas por interesses pessoais ou de grupo e jogos de poder... — disse o Presidente da República no discurso que ontem fez na Avenida da Liberdade.

O recado vai em linha recta para os promotores da Comissão Parlamentar de Inquérito ao Caso de Tancos, que pretende, por essa via, envolver o Governo e a Presidência da República.

Pode ser que me engane, mas os deputados (interessados em saber quem sabia do encobrimento que afinal não houve, porém desinteressados do alegado roubo) vão ficar a falar sozinhos.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

TANCOS

Por que será que toda a gente, em especial o CDS, quer saber quem sabia o quê sobre o encobrimento do Caso Tancos? O natural seria quererem saber (como eu também quero) quem roubou o material de guerra, e para quê. Mais: por que razão só apareceu parte do armamento roubado? O que é feito do resto?

Sem esclarecer o pecado original (o roubo), nunca perceberemos a necessidade do encobrimento.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

ROVISCO SAI

O general Rovisco Duarte, Chefe do Estado-Maior do Exército, demitiu-se esta tarde, alegando, em comunicado distribuído às Forças Armadas: «As circunstâncias políticas assim o exigiram.» Exactamente o contrário do que diz o site da Presidência da República: «Invocando razões pessoais, pede a resignação do cargo...»

Não esquecer que, ontem mesmo, Carlos César, membro do Conselho de Estado, presidente do PS e líder da bancada parlamentar socialista, disse à TSF que a saída de Azeredo Lopes não punha um ponto final no caso de Tancos: «Espero consequências do ponto de vista das Forças Armadas, em particular, do Exército

Foi o empurrão decisivo.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

DEMISSÃO ANUNCIADA

Azeredo Lopes demitiu-se esta tarde. Então e as chefias militares? O caso fica resolvido com a demissão do ministro da Defesa? O Presidente da República, que é também comandante supremo das Forças Armadas, considera-se esclarecido?

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

COISAS SÉRIAS

As armas furtadas em Tancos no passado 27 de Junho apareceram anteontem, 18 de Outubro, na Chamusca. Entre as duas datas, chefias do Exército e outros militares (um deles foi Vasco Lourenço) alertaram para a possibilidade de não ter havido furto. As armas ‘desaparecidas’ fariam parte de um lote abatido ao stock mas não registado como tal. Acontece muito, repetiu gente insuspeita. Fui dos que aceitaram a tese como boa. Mas eis que as armas surgem do nada após denúncia anónima. Dando de barato o facto de o seu desaparecimento e ulterior aparecimento terem ocorrido no pós-Pedrógão Grande e no pós-Domingo Negro, respectivamente, curiosa coincidência, o factor Chamusca muda tudo. Ou não?

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

TANCOS

Entrevistado esta manhã pela TSF, o primeiro-ministro foi claro:

«Eu cumpri serviço militar, e lembro-me das minhas obrigações de oficial de dia, e tenho a certeza absoluta que se houvesse algum incidente desta natureza em primeiro lugar a responsabilidade seria minha. Há uma pessoa que eu sei que não seria, que era do ministro da Defesa que seguramente nem sabia o que se estava a passar nem pode saber, nem tem que saber o que se está a passar em cada uma das unidades

Elementar.

domingo, 24 de setembro de 2017

O FAKE DO EXPRESSO

Hoje, em Belém, o Presidente da República foi peremptório: «Não há relatório oficial algum, nem da parte do Estado Maior General das Forças Armadas, nem do SIS [Serviço de Informações de Segurança], nem do SIED [Serviço de Informações Estratégicas de Defesa]», sobre Tancos e o ministro da Defesa.

«É importante saber de quem é a autoria do documento, com que intenção foi elaborado e com que objectivos, aparentemente políticos, foi divulgado como sendo das secretas...», disse por sua vez Azeredo Lopes.

Não obstante, Passos e Cristas insistem na patranha.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

TANCOS & TRUQUES

A realidade começa a vir à tona. O Expresso já concede que o propagado assalto a Tancos não passou de um embuste. Uma encenação para disfarçar o descaminho de material que nunca chegou a entrar na base. Ou, alternativa possível, se alguma vez lá esteve, foi furtado em anos anteriores. O Jornal de Notícias diz mesmo que é essa a pista, e consequente investigação, do Ministério Público. Nada disto é novidade. Vasco Lourenço disse-o na televisão com todas as letras: Vocês [os pivôs] não sabem porque são muito novos, mas o 11 de Março aconteceu por causa da chamada Matança da Páscoa. (cito de cor). Claro como água.