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segunda-feira, 26 de abril de 2021

AUTARQUIAS & PANDEMIA

Para quem tanto barafusta com a dependência do Terreiro do Paço, Rui Moreira deu prova de que o Princípio de Peter se lhe aplica. Ou então é só descaso. Entre uma coisa e outra, venha o Diabo e escolha. Afinal, o Estado central sempre dá muito jeito.

Muito resumidamente: em 2020, a Câmara de Lisboa gastou 6,7% do seu orçamento em acções de combate à pandemia, enquanto a do Porto gastou 1,78%.

Dito de outro modo: em 2020, Lisboa investiu 77,7 milhões de euros, 55 dos quais a fundo perdido (restauração e comércio), enquanto o Porto apenas investiu 5,6 milhões. 

Mais: em 2020, para financiar acções de combate à pandemia, o investimento da Câmara do Porto foi inferior ao das Câmaras de Cascais e Sintra, que investiram, para o mesmo fim, 25 e 20 milhões de euros respectivamente.

O concelho de Lisboa tem cerca de 515 mil habitantes, o de Sintra cerca de 380 mil, o do Porto cerca de 240 mil e o de Cascais cerca de 215 mil.

quarta-feira, 25 de março de 2020

A CADA UM A SUA PARTE

Os portugueses votam nas autárquicas para quê? Ao menor incómodo exigem intervenção do Terreiro do Paço.

O Estado tem obrigações, claro que sim. Mas o Poder Local é uma realidade em democracia. Antes do Governo, compete às autarquias, no cumprimento da Lei, arregaçar as mangas, interagindo com a sociedade civil, desde logo com os Bancos, as grandes empresas, universidades, associações de apoio social, clubes desportivos e outras “forças vivas”, como se dizia antigamente.

Os autarcas das “grandes” cidades (Lisboa e Porto) têm uma rede de contactos mais ampla e, sobretudo, mais influente? É natural que sim. Mas os outros têm a obrigação de se mexer. Foi para isso que foram eleitos. A histeria de alguns serve apenas para alarmismo.