Mostrar mensagens com a etiqueta Austrália. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Austrália. Mostrar todas as mensagens

sábado, 4 de janeiro de 2020

APOCALIPSE AGAIN


O governador-geral da Austrália, David Hurley, assinou a ordem de mobilização de três mil reservistas do Exército para ajudar as populações afectadas pelos fogos nos Estados de Nova Gales do Sul e Victoria.

A mobilização tem carácter obrigatório e ocorre pela primeira vez no país. Linda Reynolds, ministra da Defesa, declarou que os reservistas «permanecerão no terreno enquanto forem necessários

O navio HMAS Adelaide, o maior da Marinha de Guerra, juntou-se ao HMAS Choules nas operações de resgate de populações.

Scott Morrison, o primeiro-ministro, cancelou as viagens oficiais à Índia e ao Japão, agendadas para esta semana.

Clique na imagem do jornal The Australian.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

O APOCALIPSE

Gladys Berejiklian, primeira-ministra de Nova Gales do Sul (não confundir com o Governo Nacional australiano, chefiado por Scott Morrison), alertou a população das áreas afectadas pelos fogos, cerca de 300 mil pessoas, para a necessidade de abandonarem essas áreas antes do amanhecer de sábado, dia em que se espera um agravamento da situação: «Há uma janela até hoje à noite

Neste momento, no local, começou a madrugada de sexta para sábado: são 00:10h.

Nova Gales do Sul é um dos seis Estados australianos com governo próprio.

Além de 19 pessoas, morreram milhões de animais, uns queimados, outros abatidos pelos proprietários.

Não há palavras para o horror.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

AUSTRÁLIA


A tragédia dos fogos australianos atingiu o ponto de não retorno. Até ao momento: dezassete mortos confirmados, dezenas de milhares de pessoas encurraladas nos Estados de Nova Gales do Sul e de Victoria (a maioria sem água e comida), vinte cidades cercadas pelas chamas, milhares de casas reduzidas a cinzas, milhões de animais queimados, etc. A cidade de Balmoral, a sudoeste de Sydney, praticamente desapareceu do mapa.

As evacuações em massa, muitas delas por mar, não devem evitar o número de vítimas mortais, pois o navio de desembarque militar HMAS Choules transporta apenas oitocentas pessoas de cada vez, e os aviões não chegam aos pontos críticos.

Isto leva-nos a reflectir sobre o futuro que nos espera. Quando a tragédia for global, e esse momento há de chegar, os governos democráticos serão substituídos por ditaduras. Ditaduras não são bolsonarices nem trumpices, são regimes totalitários. Nos romances distópicos de Anna Kavan, Philip K. Dick, Margaret Atwood e outros, podemos antecipar esse futuro negro.

Na imagem, um grupo de pessoas aguarda evacuação na praia de Batemans Bay, em Nova Gales do Sul.

Clique na imagem de El País.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

AUSTRÁLIA


Ontem, dias depois da Nova Zelândia, uma maioria de 62% de australianos disse sim ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em Sydney e Melbourne a média foi de 84%. Num país onde a comunidade LGBT tem tanta força, é extraordinário que só agora o Governo e o Parlamento tenham mostrado vontade de legislar nesse sentido. O diploma final será publicado «antes do Natal», garantiu o primeiro-ministro Malcolm Turnbull. O líder da Oposição, Bill Shorten, afirmou: «Hoje celebramos, amanhã legislamos.» Sir Peter John Cosgrove, governador-geral de Sua Majestade, também se congratulou com o resultado. Várias personalidades já demonstraram o seu entusiasmo, entre elas Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá, Tim Cook, o patrão da Apple, e David Cameron, ex-PM britânico. Gays australianos assumidos, como Ian Thorpe, o campeão olímpico de natação, Penny Wong, a líder dos trabalhistas, e Alan Joyce, CEO da companhia de aviação Qantas, foram alguns dos que se juntaram às manifestações de júbilo nas ruas de Sydney, Melbourne, Camberra e Perth. A Austrália torna-se assim o 26.º país a reconhecer, em todo o seu território, o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Imagem: celebração em Melbourne. Clique.