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segunda-feira, 24 de maio de 2021

ALVALADE CAPITAL DA LEITURA


Ainda falta uma semana, mas o programa já pode ser consultado.

Todas as sessões têm assistência, reduzida de acordo com as regras da DGS e sujeitas a marcação prévia através de cultura@jf-alvalade.pt

No Palácio Pimenta, uma vez que a sessão de poesia e música decorrerá nos jardins do museu, o número de espectadores será maior.

Por ser na rua, a inauguração do mural de Vanessa Teodoro, com poema meu, também permite outra folga.

Clique na imagem para ler melhor.

segunda-feira, 10 de maio de 2021

CICLO EM ALVALADE


No passado 23 de Abril, Dia Mundial do Livro, revelei ser eu, este ano, o autor homenageado em Alvalade Capital da Leitura. Hoje acrescento os nomes de quem participará nos vários momentos do ciclo literário, que tem curadoria de Carlos Vaz Marques.

A 31 de Maio | 14:30 | Colóquio sobre poesia, na Biblioteca Nacional de Portugal, com António Carlos Cortez, Fernando Pinto do Amaral, Helga Moreira, Joana Matos Frias, Nuno Júdice e eu próprio. 

A 1 de Junho | 17:00 | Inauguração de mural público, na Rua Flores do Lima. Poema meu, mural de Vanessa Teodoro. 

A 1 de Junho | 21:30 | Debate sobre crítica literária, no Mercado de Alvalade, com Helena Vasconcelos, Isabel Lucas, Manuel Frias Martins, Pedro Mexia e eu próprio. Moderação de Carlos Vaz Marques.

A 2 de Junho | 21:30 | Noite Laurentina (memórias coloniais), na Galeria 111, com Eugénio Lisboa, Isabela Figueiredo, José Gil e eu próprio. Moderação de Maria João Seixas.

A 3 de Junho | 21:00 | Exibição, no auditório do Caleidoscópio, do filme The Untold Tales of Amistead Maupin, de Jennifer M. Kroot, seguido de debate sobre literatura LGBT — Fractura exposta —,  com Ana Luísa Amaral, Marinela Freitas e eu próprio. Moderação de Miguel Vale de Almeida.

A 4 de Junho | 21:30 | Noite de poesia e música, nos jardins do Museu Palácio Pimenta, com Maria João Luís e Manuel Wiborg. Leitura de poemas de Alberto de Lacerda, Fiama Hasse Pais Brandão, Herberto Helder, Jorge de Sena, Luiza Neto Jorge, Mário Cesariny, Reinaldo Ferreira, Rui Knopfli, Sophia de Mello Breyner Andresen e Eduardo Pitta.

A 5 de Junho | 18:00 | No Museu Bordalo Pinheiro, lançamento de Devastação, o meu novo livro de contos, editado pela Dom Quixote. Teresa Sousa de Almeida apresenta e o actor Luís Lucas lerá um conto.

Oportunamente darei detalhes sobre as inscrições de quem quiser assistir presencialmente.

Clique na imagem.

sexta-feira, 23 de abril de 2021

ALVALADE CAPITAL DA LEITURA


Agora que é oficial, torno público: este ano serei o autor homenageado em Alvalade Capital da Leitura.

A semana começa no dia 31 de Maio, com um colóquio na Biblioteca Nacional de Portugal, terminando no dia 5 de Junho com o lançamento do meu livro Devastação, no Museu Bordalo Pinheiro, onde será apresentado pela professora Teresa Sousa de Almeida e o actor Luis Lucas lerá um dos contos.

Estou naturalmente feliz por se terem lembrado de mim. Sobretudo por suceder a três dos mais ilustres dos meus pares — José Cardoso Pires (2018), Aquilino Ribeiro (2019), Lídia Jorge (2020), todos antigos ou actuais moradores em Alvalade —, reunindo à minha volta um conjunto de personalidades que admiro: poetas, ficcionistas, ensaístas, críticos, professores de Literatura, cientistas sociais, actores, especialistas em estudos de género, jornalistas e gestores culturais.

Além do colóquio de abertura, sobre poesia, a realizar na BNP, e do lançamento do livro, haverá sessões temáticas: crítica literária, literatura LGBT, memórias de Lourenço Marques. Mas também uma noite de poesia e um mural público, de Vanessa Teodoro, inspirado num dos meus poemas. Tudo isto em locais icónicos de Alvalade, que divulgarei assim que o programa estiver impresso.

Embora estejam todos confirmados, não revelo nomes por enquanto. Uma coisa sei: não podia estar em melhor companhia.

Carlos Vaz Marques é o curador do evento.

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sexta-feira, 6 de novembro de 2020

O PRÉMIO


No passado 27 de Outubro foi anunciada a atribuição do Prémio Camões 2020 ao ensaísta Vítor Manuel de Aguiar e Silva. O júri desta 32.ª edição do prémio foi constituído pelos portugueses Clara Rowland e Carlos Mendes de Sousa, pelos brasileiros Antonio Cicero e Antônio Hohlfeldt, pelo guineense Tony Tcheka e pelo moçambicano Nataniel Ngomane.

Não tenho por hábito comentar prémios (aos amigos laureados felicito-os privadamente), excepto três: o Nobel da Literatura, o Camões e o Pessoa.

Ignorando o passado do professor de Coimbra, pessoa sobre quem toda a vida ouvi elogios, vindos de gente de Esquerda, sobretudo da Esquerda marxista, na sua maioria académicos de universidades de Lisboa, Porto, Braga e Coimbra, a distinção pareceu-me ajustada. Estava errado.

Aqui chegados, apercebi-me com surpresa da indignação gerada pela atribuição do prémio. Intelectuais que admiro, como Mario de Carvalho, Luis Filipe Castro Mendes e Jorge Silva Melo (nenhum dos três com propensão para delírios persecutórios) reagiram com violência, ora pedindo a demissão da ministra da Cultura, ora denunciando o conúbio do laureado com o Estado Novo, durante a crise académica de 1969, e mais tarde no III Congresso da Oposição Democrática (Aveiro, 1973). Amigas minhas, antigas alunas de Aguiar e Silva, também relataram episódios funestos da misoginia do professor.

Em Moçambique nunca ouvi falar de Aguiar e Silva. Quem se interessava por teoria da literatura comprava o livro de René Wellek e Austin Warren, no original (1948) ou na tradução da Europa-América. Já em Portugal, um catedrático amigo aconselhou-me a obra de Aguiar e Silva. Anos mais tarde, professores mais jovens, oriundos da extrema-esquerda, enfatizavam o carácter único, excelentíssimo, da obra. Os conservadores ignoravam o homem. Dito de outro modo: em 45 anos de gossip, nunca ouvi nada contra o carácter do laureado.

A controvérsia prossegue. A maioria lamenta a infelicidade do prémio, mas Manuel Alegre e Vítor Serrão (entre outros) consideram-no muito merecido. Tudo isto é lamentável. Ficaria bem ao laureado recusar o prémio. Não seria o primeiro e encerrava o assunto.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2020

MUDANÇA DE CICLO


Soube-se hoje: em Setembro, Manuel Alberto Valente abandona o cargo que ocupa há doze anos no Grupo Porto Editora (o de director da Divisão Editorial Literária de Lisboa). Palavras suas:

«A Porto Editora proporcionou-me 12 anos de trabalho editorial quando outros me consideravam já “velho” para me adaptar às novas realidades desse mundo. Só isso bastaria. Mas ajudar a salvar ou recuperar chancelas como a Sextante, a Assírio & Alvim e a Livros do Brasil — e fazê-lo sem constrangimentos de qualquer espécie e com o apoio e a cumplicidade de todos — foi realmente a cereja no topo do bolo

Manuel Alberto Valente, de quem sou amigo há quase trinta anos, marcou como poucos a edição portuguesa: primeiro na Editorial Inova (1969-1981), depois como director editorial da Dom Quixote (1981-1991), a seguir como director-geral da Asa (1991-2008), desde 2008 na Porto Editora. A partir de Setembro será consultor do Grupo.

Para o seu lugar entra Vasco David, o editor que garantiu o padrão de qualidade da Assírio & Alvim. Dispensa mais apresentações.

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sexta-feira, 28 de junho de 2019

HÉLIA CORREIA


Com Um Bailarino na Batalha (2018), Hélia Correia venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores.

Recorde-se que a autora recebeu em 2015 o Prémio Camões.

Nascida em Fevereiro de 1949, Hélia Correia é autora de doze romances, duas novelas, uma colectânea de contos, dois livros de poesia, cinco peças de teatro e um livro de histórias infantis.

Constituído por Clara Rocha, Cristina Robalo Cordeiro, Fernando Pinto do Amaral, Maria de Lurdes Sampaio, Salvato Teles de Menezes e, em representação da APE, José Manuel de Vasconcelos, o júri deliberou por unanimidade.

Parabéns, Hélia!

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sexta-feira, 14 de junho de 2019

ESTUÁRIO


Com Estuário (2018), Lídia Jorge acaba de vencer o Grande Prémio de Literatura DST.

Faz hoje exactamente um ano, publiquei na Sábado um texto de que transcrevo um breve excerto:

«A ficção portuguesa sofreu uma guinada quando Lídia Jorge publicou o primeiro livro. É bom verificar que, ao fim de 38 anos, a obra permanece incólume. O título mais recente, ‘Estuário’, mantém a pujança inaugural. Dominando na perfeição todos os recursos narrativos, a autora constrói o romance a partir da figura de Edmundo Galeano, um jovem regressado do inferno de Dadaab, um dos campos de refugiados que o ACNUR mantém no Quénia [...] Lídia Jorge é muito hábil na forma como ilustra o contraponto das premências. De um lado, os equívocos da ajuda humanitária. Do outro, o desajuste das famílias. [...]»

Parabéns, Lídia.

Foto de António Pedro Ferreira para a Visão. Clique.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

SENA EM COLÓQUIO


O Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho está a organizar um Colóquio comemorativo do centenário do nascimento de Jorge de Sena, a realizar no campus de Gualtar, em Braga, nos próximos 21 e 22 de Novembro.

Fazem parte da comissão organizadora Ana Ribeiro, Carlos Mendes de Sousa, Isabel Cristina Mateus, Micaela Ramon, Rita Patrício e Sérgio Sousa. A Obra seniana será analisada nos diversos eixos em que se desenvolve: poesia, ficção, dramaturgia, ensaio, historiografia literária, correspondência, tradução, recepção crítica e relação com outras artes.

A Comissão Científica é composta por Orlando Grossegesse, director do CEHUM, Vítor Aguiar e Silva, da Universidade do Minho, Osvaldo Manuel Silvestre, da Universidade de Coimbra, Eduardo Lourenço, da Fundação Calouste Gulbenkian, Luís Adriano Carlos, da Universidade do Porto, Jorge Fazenda Lourenço, responsável pela edição da Obra do autor, Kenneth David Jackson, da Yale University (USA), Gilda Santos, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Maria Lúcia Outeiro Fernandes, da Universidade Estadual Paulista (Brasil), e João Camilo dos Santos, da University of California Santa Barbara.

Ainda não são conhecidos os autores das comunicações a apresentar, uma vez que o prazo de entrega só termina no próximo dia 30.

Na imagem, Sena retratado (1949) por Fernando Lemos. Clique.

terça-feira, 4 de junho de 2019

O ANO DO CENTENÁRIO


Passam hoje 41 anos sobre a morte de Jorge de Sena (1919-1978), figura maior da Literatura portuguesa de todos os tempos. Sena morreu em Santa Bárbara (Califórnia), com 58 anos. Os restos mortais foram trasladados para Lisboa em Setembro de 2009.

Em Novembro próximo passam cem anos do seu nascimento. Mas a Academia exonerou-se de assinalar a data com o congresso internacional que lhe é devido.

Como escrevi nas minhas memórias, «Sena teve o destino dos exilados: morrendo longe, a pátria assobiou para o lado. A imprensa da época encheu primeiras páginas com artigos de fundo e retratos. [...] Mas o foguetório durou pouco. Sena veio a Portugal pela última vez a convite de Eanes, para as cerimónias do 10 de Junho de 1977. Mas nem a democracia o livrou dos anticorpos. A universidade portuguesa, sempre generosa com os tolos, foi incapaz de lhe oferecer um lugar. Pior: o establishment boicotou essa possibilidade

Seria pleonástico sublinhar a importância de Sena na poesia, na ficção (conto, novela e romance), no teatro, no ensaio, na teoria e crítica literária, nos estudos camonianos, na exegese pessoana, na historiografia literária, na diarística, nos mil e um prefácios de livros próprios e alheios, na correspondência, nas traduções, etc. Sena atingiu um patamar que condena à irrelevância a larga maioria das glórias nacionais.

Na imagem, Sena retratado (em 1949) por Fernando Lemos. Clique.

PENSADORA ENTRE AS COISAS PENSADAS


Em Abril de 2008, Agustina foi doutorada honoris causa pela Universidade Tor Vergata, de Roma.

Na imagem, capa do volume bilingue que colige o elogio da autora feito por Aniello Angelo Avella, a Lectio Magistralis escrita por Agustina, um dos retratos que Alberto Luís fez da mulher, e o facsimile do diploma.

Clique na imagem.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

DIGA 33


Instantâneo de Margarida Araújo, da sessão em que participei ontem à noite no Teatro da Rainha, no âmbito do Diga 33. Duas horas de conversa sobre literatura e memórias pessoais, em ambiente descontraído, com moderação de Henrique Manuel Bento Fialho.

 A grande surpresa foi reencontrar Fernando Mora Ramos, actor e encenador, que não via há 44 anos. Mora Ramos é o actual director artístico do Teatro da Rainha, onde brevemente vai repor O Resto Já Devem Conhecer do Cinema, de Martin Crimp (a partir de Eurípides), uma produção do Teatro Nacional de São João, do Porto, em parceria com o Teatro da Rainha, das Caldas.

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terça-feira, 16 de abril de 2019

TEATRO DA RAINHA


Hoje nas Caldas da Rainha.
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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

ARY

Brevíssima Antologia da Poesia Com Certeza
J.C. ARY DOS SANTOS / 1973

Morramos todos por isso
Mais por isto e por aquilo:
no açougue do toutiço
a poesia morre ao quilo.
/
Carne gorda carne magra
raramente entremeada
com açorda com vinagre
poucas vezes com mostarda
cheira mal diz a comadre
cheira bem fareja o frade
e logo responde o padre
em tom de falso derriço:
Morramos todos por isso
atados como o chouriço!
/
Só a textilopoesia
nesta meada das letras
muitas vezes desenfia
um colar de contas pretas:
Dona Ernesta vai à missa
toda bordada a missanga;
faz poemas com alpista
tira fonemas da manga
e devotada e artista
diz em tom de lenga-lenga
a oração concretista
da melhor raça podenga:
Deuspeus paipai é quepe
estes poemas fezpez:
— Melo e Caspa faz poemas
como quem tem dores nos pés.
/
Diz o Alexandre O'Neill
que às vezes lhe falta um til.
Ora ponha-o na cabeça
para ver como se acaba
o que depressa começa
quando a chegada desaba!
Mas se não fosse o O'Neill
Portugal não tinha Abril.
— Ai meu adeus pequenez
o que será deste mês
se nos não chove de vez?
Bem choveu. Ele que fez?
Tropeçou-nos de ternura
a todos como bem quis.
Em Lisboa amor procura
Alexandre Português
que é gaivota e não o diz.
/
Já o mesmo não direi
— que me desculpe o Pacheco —
de dona-fiama-irei-
-ao-fundo-do-mar-a-seco.
/
Descobriu monstros marinhos.
É certo. Mas foi por eles
que errando pelos caminhos
ficou cecília mais reles.
/
Vila do Conde é maior
que todo o fundo do mar
e o Zé Régio é o melhor
descobridor a cantar.
Se a poesia é uma ostra
em Portalegre cidade
acha a pérola quem mostra
a invenção da verdade.
Na varanda do suor
em tristalegre saudade
José Régio fez um filho
que lhe nasceu por amor
e já de maior idade.
/
Também Natália é parida
do parto de suas dores
e faz poemas que dançam
toucados de mosto e flores.
/
Natália ninfa nascida
na ilha de seus amores
quando Camões lhe deu vida
por outros descobridores.
/
Sei bem que tal não agrada
a Dom Frei Gastão da Cruz
que só não é agostinho
por falta de água e luz.
/
Mas um poeta mesquinho
a própria água reduz
quando mija em vez de vinho
desperdícios de alcatruz.
— Pois que mije a toda a hora
e que vá puxando à nora...
/
Mas há coisas que se puxam
que não podemos saber
coisas que nascem estrebucham
antes de alguém as dizer:
Viva o Zé Gomes Ferreira
quando inventa uma roseira.
Viva o Manuel da Fonseca
quando nos fala da seca
e viva Miguel que outorga
as livre mesmo que morda.
/
E tu e tu que me pões
um mago dentro da cama
filho do pai de Camões
Mário de rosas e lama
Cesariny Vasconcelos
nomes que a choldra não grama
porque tu não vais com eles
e ficas em verde rama
tocando no bolso esquerdo
os nomes de quem te chama.
/
Só é poeta quem perde
o corpo de quem mais ama
— Isto o dirá em verdade
o grande Eugénio de Andrade.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

OITENTA ANOS


Faz agora 80 anos foi publicado Indícios de Oiro, de Mário de Sá-Carneiro (1890-1916), poeta maior da língua portuguesa em qualquer época. Foi portanto em 1937 que estes poemas pela primeira vez se publicaram em livro. Nos anos 1970, 80 e 90 seriam publicados, em livro, outros inéditos do poeta. Convém lembrar a efeméride: oitenta anos.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

UM HOMEM SENSATO


O escritor britânico Terry Pratchett (1948-2015), que terá uma dúzia de livros publicados em Portugal, dos mais de cem que escreveu, viu agora satisfeito um desejo testamentário: o disco rígido do seu computador deveria se destruído num rolo compressor, para evitar a divulgação de obras inacabadas, rascunhos, notas pessoais, etc. O desejo foi agora cumprido. Pratchett está publicado em 70 países e 40 línguas, tendo vendido, enquanto vivo, mais de 85 milhões de exemplares dos seus livros. Nos anos 1990 foi mesmo o autor mais vendido no Reino Unido. O canibalismo post mortem tem feito muitos estragos na história literária.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

ARMANDO, OF COURSE


Com A Sombra do Mar (2015), Armando Silva Carvalho, 79 anos, poeta e ficcionista, venceu o Prémio Literário Casino da Póvoa, atribuído hoje no decorrer da sessão de abertura do festival Correntes d’Escritas. O júri era constituído por Almeida Faria, Ana Gabriela Macedo, Carlos Quiroga, Inês Pedrosa e Isaque Ferreira. Da shortlist faziam parte livros de Nuno Júdice, Luís Filipe Castro Mendes, António Carlos Cortez, Daniel Jonas e Miguel-Manso. O Presidente da República e o ministro da Cultura assistiram à cerimónia. Com obra publicada desde 1965, Armando Silva Carvalho é um dos mais importantes poetas portugueses contemporâneos.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

PAUL BEATTY


Com The Sellout, uma saga distópica, Paul Beatty, 54 anos, tornou-se o primeiro americano a ganhar o Man Booker Prize. Entre 1969 e 2013 o prémio foi atribuído exclusivamente a autores do Reino Unido e dos países da Commonwealth. Desde então é irrelevante a origem do autor, desde que o livro esteja publicado em língua inglesa no Reino Unido. Beatty, que começou a publicar em 1991, é autor de quatro romances e dois volumes de poesia. Lembrar que The Sellout já havia sido premiado com o National Book Critics Circle Award. Quanto sei, nenhum livro seu está traduzido em Portugal.

Na imagem (BBC), Beatty com a Duquesa da Cornualha.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

O VOLUME QUE FALTAVA


Quando forem seis da tarde, será lançado no Centro Nacional de Cultura o segundo volume das memórias de Eugénio Lisboa — Acta Est Fabula —, referente aos anos 1947-1955, período em que o autor veio estudar para Lisboa. Era o volume que faltava, pois estão publicados o primeiro (1930-1947), o terceiro (1955-1976), o quarto (1976-1995) e o quinto (1995-2015). A apresentação será feita por Liberto Cruz.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

PRÉMIO CAMÕES 2016

O brasileiro Raduan Nassar, 80 anos, venceu o Prémio Camões 2016. Nassar publicou apenas três livros: o romance Lavoura Arcaica (1975), a novela Um Copo de Cólera (1978), títulos que em 1980 foram reunidos num único volume, e a colectânea de contos Menina a Caminho (1994). Em Portugal, os seus livros estão publicados pelas editoras Relógio d’Água e Cotovia.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

A FEIRA

Telefonema da TSF. O jornalista quer saber o que tenciono comprar na Feira do Livro. Digo-lhe que este ano nem por lá devo passar (não publiquei nenhum livro em 2015), que não gosto da Feira, e que só lá fui a dúzia de vezes em que por obrigação contratual tinha de cumprir o ritual dos autógrafos. Contracorrente? Paciência. Não gosto.

Expliquei porquê: abomino estar sentado ao sol, ficar encharcado dos pés à cabeça porque o toldo do stand não aguentou a bátega, ir a correr para o Hospital da Luz porque a cadeira do Jorge caiu de um estrado com quase um metro, tropeçar em berços do tamanho de caravanas, ficar com um pólo estragado porque uma criança ao colo dos pais deixou cair o gelado em cima de mim, ter que ir ao Ritz se me apetecer urinar, suportar poeira e vento agreste, aturar tontos, etc. Isto dito, das vezes que fui, até tive a companhia de bons amigos, editores e escritores. Não cito nomes porque o risco de esquecer alguém é muito grande. Quanto à Feira, estamos conversados.