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segunda-feira, 9 de março de 2020

ITÁLIA BLINDADA


Com o número de mortos a aproximar-se dos 500, toda a Itália foi blindada. Deslocações: zero.

Conte anunciou a decisão de surpresa.

Imagem: Corriere della Sera. Clique.

domingo, 8 de março de 2020

ITÁLIA EM TRANSE


Face a cerca de seis mil infectados e 233 mortos até ontem, Giuseppe Conte, primeiro-ministro de Itália, assinou esta madrugada o decreto que interdita a circulação na Lombardia e outras 14 regiões do país, Veneto incluído. A medida afecta directamente 16 milhões de pessoas.

Milão está sitiada.

Estão proibidos todos os eventos públicos, incluindo missas e outras cerimónias religiosas, casamentos e funerais.

A partir de hoje, encerram igrejas, museus, cinemas, teatros, discotecas, bares e ginásios.

O encerramento de estabelecimentos de ensino foi estendido a todo o país.

Com o sistema de saúde à beira do colapso, foram suspensas, em todo o país, as licenças e férias dos profissionais de saúde.

Imagem: tuíte do Governo italiano. Clique.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

COVID-19 IN PROGRESS


— DGS esclarece: Portugal tem, neste momento, duas mil camas disponíveis para isolamento.

— Em Tenerife (Canárias), o Hotel H10 Costa Adeje Palace, com 600 quartos, foi blindado. Motivo: um hóspede italiano infectado. Cerca de 1.500 pessoas, entre hóspedes e trabalhadores, estão impedidos de sair. Os hóspedes nem dos quartos podem sair. Os que estavam fora do edifício não podem regressar. O controlo é feito por militares.

— Com 293 infectados e 7 mortos, a Itália prevê aumentar o número de cidades em quarentena, uma vez que o vírus chegou a Florença, Pistoia (ambas na Toscana) e Palermo (na Sicília).

— A ligação ferroviária entre Milão a Bolonha foi suspensa.

— Ainda em Itália, os jogos de futebol vão realizar-se à porta fechada pelo menos nos próximos 90 dias.

— Na China há cerca de 90 mil infectados e cerca de 3 mil mortos.

— No Irão, o número de mortos subiu para 16. O vice-ministro da Saúde está infectado.

— Na Coreia do Sul subiu para 15.

Na imagem, o hotel de Tenerife. Clique.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

SEXTO


Morreu esta manhã o sexto paciente italiano.

Clique na imagem do Guardian, que mostra o Duomo encerrado, como todas as outras igrejas (e alguns cemitérios) da Lombardia e do Veneto.

domingo, 23 de fevereiro de 2020

VENEZA SEM CARNAVAL


Covid-19 oblige, Luca Zaia, presidente da região do Veneto, decretou esta manhã o cancelamento do Carnaval de Veneza.

Clique na imagem da edição italiana do HuffPost.

CERCO


Já são 11 as cidades italianas em regime de quarentena: Codogno, Casalpusterlengo, Castiglione d’Adda, Fombio, Maleo, Somaglia, Bertonico, Terranova dei Passerini, Castelgerundo, Sanfiorano (estas dez na Lombardia) e Vo Euganeo, no Venetto.

Na sua comunicação ao país, Conte declarou que, por enquanto, a Itália não pretende suspender o Acordo de Schengen que garante livre circulação entre 26 países europeus.

A MIDO, a maior feira de material oftalmológico do mundo, que se realiza em Milão, adiou sine die a sua abertura, inicialmente prevista para o próximo dia 29.

Convém lembrar isto porque dezenas de milhares de portugueses visitam a Itália todos os anos. A partir de Lisboa e do Porto estão disponíveis, por dia, dez ligações aéreas directas.

Na imagem do Guardian vemos a principal rua de Codogno, ontem. Clique.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

WUHAN À ITALIANA


O Governo italiano acaba de criar zonas-tampão para tentar conter a propagação do Covid-19 que, até ao momento, afectou 76 italianos.

O primeiro-ministro Giuseppe Conte esclareceu que as forças de segurança (exército incluído), têm instruções para actuar contra quem desrespeite as directivas que vão regular o quotidiano das pessoas, tais como restrições à livre circulação..

O perímetro de segurança abrange a Lombardia e o Venetto.

Na imagem, tuíte do Palazzo Chigi, a sede do conselho de ministros de Itália, em Roma. Clique.

ITÁLIA EM TRANSE


O Governo italiano encontra-se reunido de emergência para fazer face à situação crítica que se vive na Lombardia por causa do Covid-19.

Giuseppe Sala, o presidente da Câmara de Milão, mandou encerrar os serviços públicos.

Por seu turno, o presidente do Governo Regional da Lombardia, Attilio Fontana, confirmou a existência de 39 casos de pessoas infectadas.

Em toda a Itália são 64, com duas mortes nas últimas 24 horas.

O epicentro do surto epidémico é a comuna de Codogno, uma cidadezinha com dezasseis mil habitantes, que vive desde ontem em estado de emergência, tal como outras dez cidades lombardas que mandaram encerrar o comércio (supermercados incluídos), postos de abastecimento de combustíveis, restaurantes, serviços públicos, museus e empresas de serviços não essenciais. As escolas estão encerradas sine die. Os comboios não páram em nenhuma dessas cidades.

Também foram canceladas missas e eventos desportivos. A decisão partiu de Giulio Gallera, responsável máximo da Saúde na Lombardia. Nas farmácias, as máscaras esgotaram.

Entretanto, no Veneto (onze casos), equipas de protecção civil montaram um acampamento em frente a um hospital para rastrear os doentes.

A Feira da Moda de Milão encerra amanhã, como estava previsto, mas regista avultados prejuízos, pois não compareceram mais de mil empresas da China e de outros países da Ásia.

Lembrar que, em 2019, a Itália foi visitada por mais de cinco milhões de turistas chineses.

Lembrar ainda que esta nova estirpe do coronavírus foi identificada a 1 de Dezembro do ano passado, mas a realidade só foi conhecida na China a 27 de Dezembro, e no Ocidente a 5 de Janeiro. Ou seja: o gap de seis semanas em que nada se fez terá sido fatal.

Clique na imagem.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

LÁ COMO CÁ


Giuseppe Conte, primeiro-ministro de Itália, tinha sempre na ponta da língua a estabilidade, a boa saúde, como ele diz, do sistema bancário italiano. Ainda há três dias o apregoava.

Nós por cá sabemos como foi: Cavaco e Passos disseram o mesmo a semanas da implosão do BES.

Agora, Conte está por um fio. A falência do Popolare di Bari levou o Governo, contra a opinião dos três parceiros de coligação, a injectar cerca de mil milhões de euros no banco. Nada que se compare com os cinco mil milhões de euros injectados em 2016 no Monte dei Paschi di Siena (era Gentiloni primeiro-ministro), mas, em todo o caso, um ónus para os contribuintes.

Infelizmente, não é caso isolado. Nos últimos sete anos, será o 4.º ou o 5.º banco italiano alvo de resgate por parte dos sucessivos governos.

Clique na imagem do La Repubblica.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

ITÁLIA FASCISTA


Matteo Salvini, secretário-geral da Lega Nord e vice primeiro-ministro de Itália — cargo que acumula com o de ministro do Interior —, vai ganhar o braço-de-ferro com Conte, o alegado primeiro-ministro. Conte não conta. É apenas um nome respeitável para UE ver.

Salvini, um gangster fascista, ganhará as próximas eleições. Mesmo coligado com os palhaços, Renzi não tem força nem condições para voltar ao Poder.

Cada novo barco com refugiados são mais cem mil votos a favor de Salvini.

Sergio Mattarella, o Presidente, pode atrasar o calendário, mas não conseguirá impedir uma nova República de Saló.

É trágico (e vergonhoso), mas é a realidade.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

TRAGÉDIA EM GÉNOVA


Era meio-dia na Itália quando colapsou uma secção de 200 metros da Ponte Morandi, que liga o centro da cidade ao aeroporto. Até ao momento estão confirmados 11 mortos, mas a polícia local diz que o número é cinco vezes superior. Dezenas de pessoas continuam debaixo dos escombros. O tabuleiro, que ruiu de uma altura de 45 metros, caiu numa área ocupada por prédios de apartamentos, centros comerciais, instalações fabris e uma linha férrea, arrastando camiões, autocarros e outro tipo de viaturas.

À esquerda da imagem vê-se um camião parado à beira do precipício. Clique na foto de El País.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

TWILIGHT ZONE


Quatro horas passadas desde o gesto de boa-vontade de Sánchez, o Aquarius, navio fretado pela SOS Mediterranee (Médicos Sem Fronteiras) que estava à deriva no Mediterrâneo com 629 imigrantes a bordo, continua parado junto ao limite das águas territoriais italianas. Há jornalistas a bordo: a fotografia que junto é uma das muitas que Oscar Corral fez. Aparentemente, a organização não está interessada em seguir para Espanha. Itália, ou nada. O desembarque em Valência punha ponto final no problema. Isso interessa?

Clique na imagem de El País.

AQUARIUS


Pela boca de Matteo Salvini, vice-presidente do Governo, a Itália proibiu a entrada do navio Aquarius nas suas águas territoriais. A bordo estão 629 imigrantes africanos, sendo 123 menores desacompanhados, onze crianças e sete mulheres grávidas. Luigi Di Maio, o outro vice-presidente, líder do 5 Stelle, tentou matizar a decisão, mas Salvini, líder da Liga, o partido de extrema-direita que integra a coligação, é para todos os efeitos o chefe do Governo. Giuseppe Conte, o tecnocrata que bateu com a porta mas depois voltou, chefia o Governo para UE ver (não esquecer que foi escolhido e imposto pela Liga). Salvini argumenta que a Itália não tem que aceitar o que Malta, a Espanha e a França não aceitam. A decisão não surpreende. As autoridades de Palermo, capital da Sicília, bem como as de Nápoles, estariam dispostas a receber o Aquarius, mas a Guarda Costeira já fez saber que cumpre ordens de Roma e apenas de Roma.

Clique na imagem de La Repubblica.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

COM AVAL DE BERLIM & BRUXELAS


Sergio Mattarella, o Presidente da República, não aceitou que Paolo Savona fosse ministro das Finanças e Economia no executivo chefiado por Giuseppe Conte. E Conte bateu com a porta, sob aplauso dos partidos que iriam formar Governo, a Liga e o 5 Stelle. Isto foi ontem.

Mattarella diz que não é um simples notário, e tem razão, mas o indigitado primeiro-ministro não gosta de ter um chefe de Estado temente a Berlim e Bruxelas, e tem duas vezes razão. O caos está instalado. Paolo Savona, o homem rejeitado pelo eixo Berlim/Bruxelas, é um economista de 81 anos que não gosta do euro, nem da UE.

Melodramático, Luigi Di Maio, 31 anos, vice-presidente da Câmara de Deputados e líder do 5 Stelle, vai propor o impeachment de Mattarella.

Entretanto, o senhor que se segue é Carlo Cottarelli, 64 anos, antigo director do FMI. Mattarella indigitou-o para formar Governo de gestão. Se o executivo passar no Parlamento, Mattarella compromete-se a convocar eleições antecipadas em 2019. Se chumbar, como se prevê, haverá novas eleições já em Outubro. Os dois partidos que até ontem tinham Governo pronto (a Liga e o 5 Stelle) prometem pôr Roma a ferro e fogo.

Na imagem, Carlo Cottarelli. Clique.

terça-feira, 22 de maio de 2018

ANDA TUDO DOIDO


Giuseppe Conte, 53 anos, professor de Direito, ideólogo do Movimento 5 Stelle, deve ser o próximo primeiro-ministro de Itália. Mas antes disso convém corrigir o currículo: a Universidade de Nova Iorque garante que ele, ao contrário do que afirma, nunca lá pôs os pés. O International Kultur Institut, de Viena, e a Universidade de Cambridge (UK), também negam a presença do cavalheiro entre os seus alunos.

terça-feira, 6 de março de 2018

ITÁLIA FASCISTA

Tudo indica que a Itália vá ser governada pela extrema-direita. Só não se sabe ainda quem, entre Luigi Di Maio e Matteo Salvini, será o próximo chefe do Governo. Luigi Di Maio, 31 anos, é o líder do partido mais votado, o M5E. Matteo Salvini, 45 anos, líder da LEGA, encabeça uma coligação de partidos com maioria no Parlamento e no Senado. A ver vamos. Tudo tem que estar decidido até ao próximo dia 23. Di Maio, oriundo de uma família fascista, não gosta da UE mas prefere continuar lá. Salvini, antigo militante da extrema-esquerda, admirador confesso de Putin, Trump, Le Pen e Geert Wilders, quer referendar a saída da Itália da UE. Ambos são anti-emigração. Venha o Diabo e escolha.

segunda-feira, 5 de março de 2018

A PALHAÇADA


A vitória do Movimento 5 Stelle instalou o caos. Luigi Di Maio, 31 anos, é o homem por quem terão de passar todos os entendimentos. Lembrar que o M5E, fundado em 2009 por um palhaço, se autodefine como um não-Partido, assumindo a defesa da democracia directa populista, anti-UE e anti-emigração. O Partido Democrata, do actual primeiro-ministro (como também do anterior), colapsou. Nada se resolverá sem uma coligação, mas o M5E (32,4%) recusa coligar-se com quem quer que seja. E os 18,8% do PD retiram-lhe margem de manobra.

Clique no gráfico do jornal italiano La Repubblica.