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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

JAMAICA & MARCELO


Santana Lopes foi ontem ao Jamaica: Um susto. Eu, se morasse aqui, também me sentiria revoltado. A frase soa bem, mas não esquecer que Santana foi primeiro-ministro durante oito meses, entre 2004 e 2005, e o Bairro da Jamaica, em Setúbal, existe pelo menos desde 1989. Mas não é Santana que me interessa. Santana anda em campanha pelo seu partido.

O que me faz confusão é o aparente descaso do Presidente da República. Depois da visita ao Panamá, onde foi assistir a um concílio papal (visita que devia ter sido feita a título particular, nunca com carácter de Estado, na medida em que Portugal é uma República laica), o PR cumpre agenda à revelia dos acontecimentos do Jamaica.

O facto seria natural se a agenda (oficial, oficiosa e privada) do PR não fosse pautada pelo dom da ubiquidade. Sirva de exemplo o descarrilamento do eléctrico da Carris, ocorrido em Dezembro, no cruzamento da Rua de São Domingos à Lapa com a Rua Garcia de Orta, em Lisboa. Minutos após o acidente, Marcelo estava no local.

Estabelecido um padrão, é difícil escapar ao formato sem uma explicação razoável.

Clique na imagem.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

DICKENS ESTÁ DE VOLTA


Primeiro foi o relatório da ONU, publicado o mês passado.

Síntese: «Com as suas políticas de austeridade, punitivas, mesquinhas e muitas vezes insensíveis, o Governo do Reino Unido infligiu grande miséria à população. Embora o Reino Unido seja a quinta maior economia do mundo, os níveis de pobreza infantil não são apenas uma desgraça, mas uma calamidade social e um desastre económico. Cerca de 14 milhões de pessoas, um quinto da população, vivem na pobreza, e um milhão e meio são indigentes, incapazes de arcar com despesas básicas, como alojamento, alimentação e vestuário. É patentemente injusto e contrário aos valores britânicos que tantas pessoas vivam na pobreza. As políticas do Governo conservador em relação aos pobres não foram impulsionadas pela economia, mas por um compromisso em alcançar uma reengenharia social radical

Philip Alston, o relator, cita dados do Instituto de Estudos Fiscais e da Fundação Joseph Rowntree.

Agora foi o inquérito da NUT (National Union of Teachers), dirigido a mais de mil professores britânicos do ensino básico.

Síntese: «Há cada vez mais alunos a passar fome, sem calçado [‘sapatos presos com fita adesiva’] e roupa adequada para o Inverno. O Governo vive alheado da realidade angustiante da vida quotidiana

Clique na imagem do Guardian.

domingo, 31 de dezembro de 2017

MUNDO CÃO


Julga que a imagem é do Rio Janeiro ou São Paulo? Engana-se. A imagem foi obtida no bairro Skid Row, de Los Angeles. Exactamente. A cidade do glamour, onde acaba de ser vendida uma mansão por 500 milhões de dólares (sim, quinhentos). Em Skid Row vivem cerca de 60 mil sem-abrigo, ou seja, mais de 10% do total de sem-abrigo do país, que são 553 mil.

Segundo a OCDE, os países desenvolvidos com maior número de sem-abrigo são o Canadá, com 0,44% da população total, a Suécia (0,36%), o Reino Unido (0,25%) e os Estados Unidos (0,17%). Dá que pensar.

Clique na imagem.