O Sindicato dos Jornalistas quer que a direcção do Expresso revele o nome dos mais de cem jornalistas que fazem parte da lista de ‘alegados’ (alegados?) pagamentos realizados pelo Grupo Espírito Santo. E porquê só os avençados do GES? Os que mamavam noutras tetas não têm sombra de pecado?
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quarta-feira, 27 de abril de 2016
terça-feira, 5 de abril de 2016
IR AO POTE NA ISLÂNDIA
Os portugueses, e foram muitos, que andaram a dizer que na Islândia é que era bom, deviam reflectir nas consequências do populismo. Em 2013, elegeram Sigmundur Davío Gunnlaugsson para resgatar a honra perdida do país. Anteontem descobriram que Gunnlaugsson, o primeiro-ministro “impoluto”, depositou milhares de milhões em offshores. Veio de onde, esse dinheiro? Gunnlaugsson teve que fugir de uma conferência de imprensa que estava a ser transmitida em directo. E a população exige eleições imediatas.
Gunnlaugsson não é o rei da Arábia Saudita, nem sequer Putin. Gunnlaugsson é o primeiro-ministro de um país com menos população que o concelho de Sintra. Gunnlaugsson é o primeiro-ministro de um país cuja dívida, em 2008, representava 900% (novecentos!) do PIB. Gunnlaugsson é o primeiro-ministro de um país que declarou falência porque os seus três maiores bancos (Glitnir, Landsbanki e Kaupthing) colapsaram. A simples lembrança da onda de puritanismo que então se verificou, ainda hoje provoca náuseas. Há portanto uma espécie de justiça poética na revelação de que Gunnlaugsson e o senhor Platini são farinha do mesmo saco.
Publicada por
Eduardo Pitta
à(s)
10:30
segunda-feira, 4 de abril de 2016
PANAMA LEAKS
Isto não se faz ao DCIAP e à CMTV. Então Sócrates, que fez tudo e mais um par de botas, não consta dos Panama Leaks? Nem uma referência de raspão, uma nota de rodapé, uma insinuação de viés, nos mais de onze milhões de registos e ficheiros (1970-2015) coligidos e analisados pelo International Consortium of Investigative Journalists?
Caramba: são cerca de 215 mil empresas com sede em offshores, envolvendo chefes de Estado (entre outros, Putin e o rei da Arábia Saudita), primeiros-ministros (entre outros, os da Islândia e do Paquistão), dezenas de dirigentes políticos de cinquenta países, ministros de vários governos, o pai de David Cameron, familiares próximos do presidente chinês Xi Jinping, o violoncelista russo Sergei Roldugin, nomes de topo do futebol (como Platini e Messi), celebridades avulsas, etc., e o Sócrates não é citado? Alguma coisa não bate certo. O ICIJ até encontrou um português, de seu nome Idalécio de Castro Rodrigues de Oliveira. E no conjunto das offshores investigadas, um total de 107 estão directamente relacionadas com o caso Lava Jato. Se calhar a Operação Marquês nunca existiu.
Publicada por
Eduardo Pitta
à(s)
09:30
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