Embora vacinado, não resistiu à Covid 19, provavelmente por sofrer de mieloma múltiplo, uma comorbilidade fatal. Tinha 84 anos.
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Embora vacinado, não resistiu à Covid 19, provavelmente por sofrer de mieloma múltiplo, uma comorbilidade fatal. Tinha 84 anos.
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Activista estudantil contra a ditadura, advogado de profissão, fundador do MES (1974), ingressou no Partido Socialista em 1978.
Por nomeação de Soares, chefiou a delegação portuguesa que negociou com a Frelimo o contencioso financeiro com Moçambique. Eleito deputado em 1979, foi líder da respectiva bancada parlamentar, chegando a secretário-geral do PS em 1988, cargo em que se manteve até 1992. Presidente da Câmara de Lisboa (1990-1995) e Presidente da República em dois mandatos (1996-2006), foi uma figura respeitada por todos os quadrantes políticos.
Por escolha das Nações Unidas, exerceu os cargos de Enviado Especial para a Luta contra a Tuberculose (2006) e Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações (2007-2013). Era doutorado honoris causa pelas universidades de Aveiro, Coimbra, Lisboa e Porto.
Casou duas vezes, primeiro com a médica Karin Schmidt Dias, depois com Maria José Ritta, ex-supervisora da TAP, mãe dos seus filhos.
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Oriundo da alta burguesia e da École Nationale d’Administration, antigo ministro da Economia e Finanças, europeísta convicto, foi um político reformista e liberal.
Membro da Academia Francesa, é autor de cinco romances e várias colectâneas de ensaios. As suas memórias estão registadas em vários títulos, em especial nos três volumes de Le Pouvoir et la Vie, publicados entre 1988 e 2006.
Charmant como nenhum outro antes ou depois dele, Giscard vem do tempo em que havia Direita civilizada. À sua maneira era um príncipe, o que faz sentido: afinal, a França nunca deixou de ser uma monarquia constitucional...
Morreu nos seus domínios de Authon, em Loir-et-Cher, e a família declinou funeral de Estado.
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