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segunda-feira, 18 de outubro de 2021

COLIN POWELL 1937-2021


Vítima de Covid 19 morreu hoje o general Colin Powell, antigo secretário de Estado norte-americano.

Além de responsável máximo pela política externa de Washington entre 2001 e 2005, Powell foi Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos (1987-89) e Presidente da Junta de Chefes do Estado-Maior (1989-93). Uma sua intervenção na ONU, em 2003, deu o tiro de partida para a invasão do Iraque.

Embora vacinado, não resistiu à Covid 19, provavelmente por sofrer de  mieloma múltiplo, uma comorbilidade fatal. Tinha 84 anos.

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sexta-feira, 10 de setembro de 2021

JORGE SAMPAIO 1939-2021


Vítima de insuficiência respiratória, morreu hoje Jorge Sampaio, antigo Presidente da República. Sampaio encontrava-se hospitalizado desde o passado dia 27 de Agosto. Faria 82 anos no próximo dia 18.

Activista estudantil contra a ditadura, advogado de profissão, fundador do MES (1974), ingressou no Partido Socialista em 1978. 

Por nomeação de Soares, chefiou a delegação portuguesa que negociou com a Frelimo o contencioso financeiro com Moçambique. Eleito deputado em 1979, foi líder da respectiva bancada parlamentar, chegando a secretário-geral do PS em 1988, cargo em que se manteve até 1992. Presidente da Câmara de Lisboa (1990-1995) e Presidente da República em dois mandatos (1996-2006), foi uma figura respeitada por todos os quadrantes políticos.

Por escolha das Nações Unidas, exerceu os cargos de Enviado Especial para a Luta contra a Tuberculose (2006) e Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações (2007-2013). Era doutorado honoris causa pelas universidades de Aveiro, Coimbra, Lisboa e Porto.

Casou duas vezes, primeiro com a médica Karin Schmidt Dias, depois com Maria José Ritta, ex-supervisora da TAP, mãe dos seus filhos.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

GISCARD 1926-2020


Vítima de Covid-19, morreu Valéry Giscard d’Estaing, Presidente da França entre 1974 e 1981.

Oriundo da alta burguesia e da École Nationale d’Administration, antigo ministro da Economia e Finanças, europeísta convicto, foi um político reformista e liberal.

Membro da Academia Francesa, é autor de cinco romances e várias colectâneas de ensaios. As suas memórias estão registadas em vários títulos, em especial nos três volumes de Le Pouvoir et la Vie, publicados entre 1988 e 2006.

Charmant como nenhum outro antes ou depois dele, Giscard vem do tempo em que havia Direita civilizada. À sua maneira era um príncipe, o que faz sentido: afinal, a França nunca deixou de ser uma monarquia constitucional...

Morreu nos seus domínios de Authon, em Loir-et-Cher, e a família declinou funeral de Estado.

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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

PRIVACIDADE

Nas democracias, os políticos, eleitos ou nomeados, não gozam do privilégio da privacidade. Isso acabou há cem anos. Tudo é escrutinado, das escolas dos filhos à situação laboral dos empregados domésticos. E, por maioria de razão, a vida conjugal ou para-conjugal. Quem alguma vez viu o programa 60 Minutos conhece as regras. (A compostura dos entrevistadores é outro campeonato.) Podemos achar que beltrana ou fulano são profissionais inquinados, mas para isso há remédio: ficam na rua.

Em 2001, quando Hillary Clinton, finda a presidência do marido, concorreu ao lugar de senadora pelo Estado de Nova Iorque, o casal arranjou casa num subúrbio elegante da cidade. Pois bem, a imprensa de referência (não foram os tablóides) andou semanas a ver à lupa os rendimentos dos Clinton, porque, argumentava o NYT, aquela casa era excessivamente cara para as posses do ex-Presidente e mulher. Teriam tido acesso a crédito por serem quem eram? Como iam pagar? Etc. É aborrecido, eu sei, mas quem corre por gosto não cansa.