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domingo, 16 de dezembro de 2018

BÉLGICA


Cerca de seis mil manifestantes de extrema-direita, grande parte deles flamengos, adversários do Pacto Global para as migrações, destruíram tudo à sua passagem até à sede da Comissão Europeia, em Bruxelas, onde lançaram petardos. Não querem imigrantes na Bélgica, ponto.

A polícia fez vista grossa, aparecendo praticamente no fim dos distúrbios, com um canhão de água e gás lacrimogéneo.

Clique na imagem do Le Soir.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

AQUARIUS, AGAIN

Lembram-se da saga do Aquarius, que teve um final feliz porque, acabado de empossar, o novo Governo espanhol tinha de passar uma imagem simpática?

Pois bem, a SOS Méditerranée, que fretou o navio, voltou à carga. Anda há quatro dias à deriva, porque nem a Itália, nem Malta, nem a França, nem sequer a Espanha, autorizam atracação. A bordo, 141 migrantes.

Hoje, por decisão do Governo britânico, Gibraltar retirou a bandeira ao navio. Argumento: estando registado como navio de investigação, não pode resgatar migrantes.

Assim vai o mundo, dizia o Pessa.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

BASTA


É altura de dizer basta aos métodos das autoridades americanas de fronteira. A actual política migratória da administração Trump traz de volta velhos fantasmas. O texto supra, da autoria de Richard Zimler, foi subscrito por dezenas de escritores e editores de língua portuguesa.

Clique nas imagens para ler o manifesto e o nome dos signatários, entre os quais me encontro.

domingo, 17 de junho de 2018

AFFAIRE AQUARIUS


Agora vamos ficar todos contentes, porque esta coreografia foi pensada ao milímetro para não perturbar os espíritos sensíveis.

Foi assim:

Distribuídos por três embarcações, o navio Aquarius e dois vasos da Marinha de Guerra italiana, chegaram hoje a Valência os 629 imigrantes que andavam à deriva no Mediterrâneo.

O primeiro chegou quando eram 05:50 em Portugal, e os restantes com intervalos de três horas. O Aquarius foi o último a chegar. Sob orientação da Cruz Vermelha, uma equipa de 2.300 pessoas, formada por polícias, funcionários da Emigração, tradutores, stewards, enfermeiros, médicos e advogados, está a monitorizar o desembarque. Cem jornalistas foram autorizados a permanecer no local. Equipados com macacões de corpo inteiro, luvas, termómetros infravermelhos e máscaras apropriadas para situações de catástrofe e pandemia, os médicos e enfermeiros foram os primeiros a subir a bordo.

Os imigrantes receberam três formulários: um para solicitar autorização de permanência em Espanha, até ao limite de 45 dias, ou seja, um proforma para formalizar o desembarque; outro para solicitar asilo em Espanha; outro para solicitar asilo num país terceiro (a França está disposta a receber os muito qualificados). Entre os 629 imigrantes estão 43 argelinos e 11 marroquinos, grupo que vê o seu futuro com grande preocupação.

Nenhum dos 629 imigrantes está documentado.

Clique na imagem de El País.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

AQUARIUS, AGAIN

Se tudo correr bem, os 629 imigrantes que estavam a bordo do Aquarius chegarão a Valência no próximo domingo. Espanha ofereceu-se para os receber porque o Aquarius permanecia à deriva junto ao limite das águas territoriais italianas. Mas não os vai aceitar como residentes. Magdalena Valerio, ministra do Trabalho, Migrações e Segurança Social, já desautorizou Mónica Oltra, assessora do PSOE com o pelouro da Igualdade e Políticas Inclusivas, que tem falado como se os 629 imigrantes tivessem garantida a condição de refugiados. Nada disso, esclareceu a ministra. Os embarcados serão enviados para um centro de acolhimento (e para hospitais os que estão doentes) controlado pelas autoridades migratórias, onde cada um será avaliado em função de diversos parâmetros. Para a larga maioria, Valência será uma escala antes do regresso ao país de origem. É evidente que, com o bruá do Mundial, os imigrantes vão ser devolvidos à Líbia num ápice.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

AQUARIUS EM ESPANHA


Por razões humanitárias, o Governo espanhol decidiu acolher o navio Aquarios, fretado pela SOS Mediterranee, que estava à deriva no Mediterrâneo com 629 imigrantes a bordo. Valência será a cidade de acolhimento. A decisão de Sánchez reage à proibição decretada pela Itália e por Malta.

Clique na foto de Oscar Corral, para El País.

AQUARIUS


Pela boca de Matteo Salvini, vice-presidente do Governo, a Itália proibiu a entrada do navio Aquarius nas suas águas territoriais. A bordo estão 629 imigrantes africanos, sendo 123 menores desacompanhados, onze crianças e sete mulheres grávidas. Luigi Di Maio, o outro vice-presidente, líder do 5 Stelle, tentou matizar a decisão, mas Salvini, líder da Liga, o partido de extrema-direita que integra a coligação, é para todos os efeitos o chefe do Governo. Giuseppe Conte, o tecnocrata que bateu com a porta mas depois voltou, chefia o Governo para UE ver (não esquecer que foi escolhido e imposto pela Liga). Salvini argumenta que a Itália não tem que aceitar o que Malta, a Espanha e a França não aceitam. A decisão não surpreende. As autoridades de Palermo, capital da Sicília, bem como as de Nápoles, estariam dispostas a receber o Aquarius, mas a Guarda Costeira já fez saber que cumpre ordens de Roma e apenas de Roma.

Clique na imagem de La Repubblica.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

CASO WINDRUSH


Amber Rudd, 54 anos, ministra britânica do Interior, demitiu-se ontem à noite, evitando assim ter de ir ao Parlamento explicar por que razão mentiu sobre a deportação de imigrantes.

O Governo britânico estabeleceu quotas para a deportação de imigrantes com baixo nível de rendimentos, sendo visados os descendentes dos imigrantes entrados no Reino Unido a partir de 1973, ou seja, nos últimos 45 anos, em particular os caribenhos. A ministra alegou desconhecer a existência dessas quotas. Ontem, na carta de demissão, alega ter enganado ‘inadvertidamente’ a Comissão de Assuntos Internos.

Sajid Javid, 48 anos, filho de pais paquistaneses, antigo quadro do Deutsche Bank e, até ontem, secretário da Habitação, é o novo titular do Interior.