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sábado, 21 de dezembro de 2019

ELSA & MAAT


Inaugurado há três anos, o MAAT — Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia, da EDP — não resistiu à depressão Elsa. Não se compreende. As cheias do Douro podem ter sido as maiores desde 2006, mas em Lisboa foi uma tarde e uma noite de Inverno igual a tantas. Complicada pelos estorvos da mobilidade, sem dúvida, mas já vi muito pior.

As medidas de precaução tomadas pelas autoridades (como a supressão das carreiras fluviais entre Lisboa e a margem Sul entre as 16:00 de quinta-feira e as 08:00 de sexta, restrições nas duas pontes, etc.) só se compreendem à luz da síndrome Pedrógão. Admitamos que mais vale prevenir que remediar.

O que se passou no MAAT é bizarro. O viaduto de 124 metros que passa por cima da Avenida da Índia, ligando o museu ao Largo Marquês de Angeja, ficou intacto. Mas a pala da entrada principal ruiu. Estamos a falar de um edifício alegadamente construído com a crème de la crème da tecnologia, por dezassete milhões de euros. Espero que a sinóloga italiana Beatrice Leanza (a directora do museu que sucedeu a Pedro Gadanho) peça responsabilidades à arquitecta britânica Amanda Levete.

Para já, sabe-se que o museu só reabre a 27 de Março, embora a Central Tejo, que faz parte do núcleo do MAAT, continue aberto. Curiosamente, na Central Tejo, que tem mais de cem anos, nem uma chaminé abanou.

Clique nas imagens.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

MAAT


Foi ontem inaugurada, com pompa e circunstância, a extensão do MAAT — Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia, da Fundação EDP. Faz-me confusão que uma obra que só fica pronta daqui a seis meses tenha sido inaugurada. Neste momento, no edifício concebido pela arquitecta britânica Amanda Levete, apenas pode ver-se uma exposição, Pynchon Park (escultura, som, luz, performance), da francesa Dominique Gonzalez-Foerster. A obra insere-se no tema Utopia/Distopia. Em todo o caso, ainda tem doze dias para ver, na Central Tejo, as magníficas fotografias com que Edgar Martins dá corpo a Siloquies and Soliloquies on Death, Life and Other Interludes. Edgar Martins nasceu em Évora, em 1977, mas foi ainda criança para Macau, vivendo ali até 1996, ano em que foi estudar para Londres, onde continua a viver. Actualmente é um dos mais conceituados fotógrafos da sua geração, com obras representadas em colecções e museus dos dois lados do Atlântico. Se clicar na imagem, confere o que pode ver em cada um dos edifícios do MAAT.