Mostrar mensagens com a etiqueta Centeno. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Centeno. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 15 de junho de 2020

CENTENO


Mário Centeno, 53 anos, professor catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa, deixou hoje o cargo de ministro de Estado e das Finanças que ocupava desde 26 de Novembro de 2015. Presidente do Eurogrupo desde 4 de Dezembro de 2017, manterá essas funções até ao próximo 13 de Julho.

Depois, mas ainda em Julho, tudo indica que ocupará o cargo de Governador do Banco de Portugal, a cujo quadro pertence desde 2000.

Licenciado em Economia pelo ISEG, mestre em Matemática Aplicada pela Universidade de Lisboa, doutorado em Economia por Harvard (USA), Centeno tem integrado os conselhos de governadores de diversos organismos internacionais, tais como, entre outros, o Banco Mundial, o European Investment Bank, o African Development Bank, o European Bank for Reconstruction and Development, a Multilateral Investment Guarantee Agency e a Inter-American Investment Corporation.

A Direita, bem como uma certa Esquerda, nunca lhe perdoará ter posto as contas certas e metido no bolso a maioria dos ministros das Finanças que passaram pelo Terreiro do Paço nos últimos cem anos.

Clique na imagem.

terça-feira, 9 de junho de 2020

CENTENO & EUROGRUPO


Embora abandone o cargo de ministro de Estado e das Finanças no próximo dia 15, Centeno vai manter-se como presidente do Eurogrupo até ao fim do mandato, ou seja, até ao próximo 13 de Julho.

Clique no tuíte do ministro.

JOÃO LEÃO SUBSTITUI CENTENO


João Leão, secretário de Estado do Orçamento, será o novo ministro de Estado e das Finanças a partir do próximo dia 15.

Após 1664 dias no cargo, Centeno demitiu-se hoje depois da aprovação (em Conselho de Ministros) do Orçamento Suplementar ao OE 2020.

Boa escolha. A ver vamos quem João Leão escolhe para a sua equipa.

Clique na imagem.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

EQUÍVOCO


Elementar. Clique na imagem.

BIPOLARIDADE

Metade do país execra Sócrates por, no auge da crise das dívidas soberanas, ter alegadamente conduzido o país à beira do incumprimento.

Agora que temos as contas certas, e um ministro das Finanças respeitado dentro e fora do país, são praticamente os mesmos que pedem a cabeça de Centeno.

Nada disto surpreende. Quatro quintos dos votantes portugueses regem-se pela velha dicotomia Benfica / Sporting. A maioria vota para contrariar, muito poucos por convicções ideológicas.

Repito o já dito: os mais reaccionários dos meus amigos votam todos no BE porque, dizem eles, é a única forma de impedir uma maioria absoluta do PS. Podiam votar no PCP, ou no PSD, partidos transversais à sociedade portuguesa, com base social de apoio bem definida num caso como noutro, mas não o fazem. (Claro que tenho amigos progressistas que votam no BE, mas são uma minoria.) Isto para não falar das contradições entre mais Estado e menos Estado, querela resolvida com a eleição de um deputado liberal.

E assim sucessivamente. De repente, toda a gente exige layoff porque sim, à revelia de procedimentos mínimos. Sabendo nós como se processa o modus operandi da economia portuguesa, todo o relaxe deve ser evitado.

O melodrama à volta do “destino” de Centeno radica nesta bipolaridade.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

CENTENO & NB


Toda a gente se lembra da noite do primeiro domingo de Agosto de 2014, quando Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, anunciou em directo a Resolução do BES. O Grupo Espírito Santo implodia em horário nobre e das cinzas do BES nascia o Novo Banco. Nunca tal se tinha visto na Europa. Embora previsto pelo BCE, foi uma estreia absoluta. No dia seguinte ficou a saber-se que mais de metade dos ministros (era o Governo Passos & Portas) tinham assinado na praia. 

Passaram seis anos. O Fundo de Resolução, constituído pelos Bancos a operar no país, enterrou 3,9 mil milhões de euros no Novo Banco. Mas a venda ao Lone Star, em 2017, não exonerou os compromissos contratuais. Dito de outro modo, os Governos de António Costa não podem assobiar para o lado. Há poucos dias foram mais 850 milhões, devidamente inscritos no OE 2020. Mas ainda faltam mais mil milhões.

Encenar uma ópera-bufa a pretexto de uma verba inscrita no Orçamento de Estado (ou seja, um diploma escrutinado por todos os deputados, aprovado por uma maioria deles, promulgado pelo Presidente da República, referendado pelo primeiro-ministro e publicado em Diário da República), não lembra ao Diabo. Abstenho-me de comentar a polémica em torno de gaps de comunicação.

A Direita, no seu conjunto, e uma parte significativa da Esquerda, julgou ter chegado o momento de abater Centeno, que ainda esta tarde, ouvido no Parlamento, foi claro: «Os senhores fizeram na praia a mais desastrosa Resolução da história da Europa...» Rui Rio pediu a demissão do ministro das Finanças. Deputadas do BE e do CDS deram pinotes de corça. Pivôs de telejornal salivaram com o desfecho da reunião que à mesma hora juntava Centeno e o primeiro-ministro. Nenhuma destas criaturas parou para pensar nas consequências financeiras e reputacionais de um incumprimento?

Mas tudo acabou em anticlímax. Os dois abandonaram juntos a residência oficial e uma nota esclarece:

«O Primeiro-Ministro e o Ministro de Estado e das Finanças tiveram hoje uma reunião de trabalho, no quadro da preparação da próxima reunião do Eurogrupo, que terá lugar sexta-feira, e da definição e calendário de elaboração do Orçamento Suplementar que o Governo apresentará à Assembleia da República durante o mês de Junho. [...] Ficou também confirmado que as contas do Novo Banco relativas ao exercício de 2019, para além da supervisão do Banco Central Europeu, foram ainda auditadas previamente à concessão deste empréstimo. [...] Este processo de apreciação das contas do exercício de 2019 não compromete a conclusão prevista para Julho da auditoria em curso a cargo da Deloitte, relativa ao exercício de 2018, que foi determinada pelo Governo nos termos da Lei n.º 15/2019, de 12 de Fevereiro. O primeiro-ministro reafirma publicamente a sua confiança pessoal e política no Ministro de Estado e das Finanças, Mário Centeno

Clique na imagem.