Mostrar mensagens com a etiqueta Citações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Citações. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

TIMOTHY GARTON ASH


«Agora somos todos vizinhos. Existem mais telefones do que seres humanos e cerca de metade da humanidade tem acesso à Internet. [...] O que o Facebook fizer tem um impacto mais amplo do que qualquer coisa que seja feita pela França, e a Google mais do que a Alemanha. São superpotências privadas

Isto vem logo na primeira página do livro mais recente de Timothy Garton Ash, 61 anos, historiador britânico, professor em Oxford e Stanford, colaborador regular do Guardian e da New York Review of Books. Muitos dos seus artigos são publicados na imprensa internacional. Quanto sei, Free Speech: Ten Principles for a Connected World, traduzido por Jorge Pereirinha Pires, é o terceiro dos seus livros a ser publicado em Portugal. Os outros são The File: A Personal History, 1997, e History of the Present, 1999. Seria pleonástico insistir na importância do autor.

Já agora, uma nota da página 435: «No segundo trimestre de 2015, o Facebook reportou 1,49 mil milhões de utilizadores activos (os que lá deram entrada pelo menos uma vez por mês), enquanto a população da China estava calculada em 1,3 mil milhões

Publicou a Temas e Debates.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

O RECADO DE COSTA

Schäuble, o ministro alemão das Finanças, intrometeu-se mais uma vez na política portuguesa. E o primeiro-ministro português não perdeu tempo. Disse António Costa:

«Dou sobretudo atenção aos alemães que conhecem Portugal e, por isso, sabem do que falam. Por exemplo, dou muita importância à Volkswagen, que decidiu manter a sua fábrica em Portugal e lançou um novo modelo a partir de Palmela. Mas também dou muita atenção à Bosch, que fez este ano um grande investimento em investigação com a Universidade do Minho, e dou ainda muita importância à Continental, outra grande empresa alemã que lançou uma nova unidade fabril para passar a produzir em Portugal uma nova gama de pneus destinada a máquinas agrícolas. Esses são os alemães a quem eu dou atenção: os alemães que conhecem Portugal, investem, produzem e criam riqueza no nosso país. Quanto aos outros, naturalmente a opinião é livre e cada um segue o seu critério. Eu só costumo falar sobre aquilo que sei e nunca falo sobre outros países sobre os quais não sei nada. O preconceito é muito pouco inspirador para se falar com tino

sábado, 3 de setembro de 2016

DISCURSO DIRECTO, 43

Luís Filipe Castro Mendes, ministro da Cultura, hoje. Excerto:

«Estou um pouco perplexo. Não entendo que o senhor director do Museu Nacional de Arte Antiga, sem me dar qualquer conhecimento, e tendo reunido comigo na semana passada, venha dar alarme na comunicação social, e alarme público, porque não se pode dizer que uma casa não está segura, é quase um convite ao assalto.» 


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

DISCURSO DIRECTO, 42

Valter Hugo Mãe em entrevista ao Diário de Notícias, hoje:

«Que eu saiba, fui o único escritor que assinou uma petição para se exigir que a escola pública fosse defendida em detrimento dos colégios privados... »

Errado. Outros escritores assinaram. Fui um deles. O busílis é que os jornais, na impossibilidade de citarem cem ou duzentos nomes, citam os três ou quatro que na cabecita do repórter de serviço são... ‘os famosos’. Sou amigo do Valter há dezoito anos, acredito que ele não o tenha dito por fanfarronice, mas o seu a seu dono.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

DISCURSO DIRECTO, 40

Bárbara Bulhosa entrevistada hoje pelo Diário de Notícias. Excertos, sublinhados meus:

«[...] Esta nova geração de escritores não é assim tão extraordinária [...] Considero que os livros deveriam ser mais trabalhados antes de serem publicados e que os autores deveriam ter mais tempo para os rever e pensar. Um bom livro só o pode ser depois de muito maturado. [...] Está instalada uma máquina de fazer livros que tem muito pouco a ver com literatura. [...] Publico um livro quando acredito que tem leitores ou pertinência política ou social. Um editor é também um agente de divulgação cultural e política e quem disser o contrário não compreende o que faz. Vivemos em democracia e é preciso honrar a profissão. [...] Ao saírem 14 mil livros por ano, as livrarias estão sempre a receber novidades e a devolver os outros. O tempo de vida de um livro está em três semanas, um mês no máximo. [...] Não vejo grandes autores em Portugal que gostasse de editar. [...]»

Convém ler na íntegra. Ficamos a saber que a Tinta da China vai publicar Nelson Rodrigues, e nada me dá maior prazer.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

REGO EM CASA DELE


Diz o Público — «O director do Museu da Presidência, um historiador de 45 anos, gostava de mostrar a obra aos amigos que o visitavam, a quem garantia que o quadro tinha sido uma oferta da artista. »

O jornal deve ter o telefone da pintora. Já lhe perguntaram se é verdade? Clique na imagem.

terça-feira, 21 de junho de 2016

DISCURSO DIRECTO, 39

José Vítor Malheiros, hoje no Público. Excertos, sublinhados meus:

«[...] Eu era então, como me considero ainda hoje, um europeu e um europeísta. [...] É por isso que, na próxima quinta-feira, quando conhecermos os resultados do referendo no Reino Unido, eu espero ardentemente que o resultado seja a vitória do “Brexit”. Não porque penso que o Reino Unido vá ficar melhor fora da UE. Não porque pense que a UE vai ficar melhor sem o Reino Unido. Mas apenas porque espero que a saída do Reino Unido seja o choque que irá provocar o abalo político, o exame de consciência e o toque a rebate democrático de que a União Europeia precisa para se reformar de forma radical e para se reconstruir, num formato e com regras diferentes, sob o signo da decência. E não penso que isso seja possível sem uma vitória do “Brexit”. [...] A questão é que a UE é uma organização antidemocrática, que não só é governada por dirigentes não eleitos e não removíveis, da Comissão Europeia ao Banco Central Europeu, como construiu ardilosamente uma camisa de forças jurídica, sob a forma de tratados irreformáveis de facto, através da qual manieta e subjuga os Estados-membros e lhes impõe políticas que estes não escolheram, mas não podem recusar. A questão é que a UE e as suas instituições se transformaram na tropa de choque do poder financeiro mundial e da ideologia neoliberal e, apesar das suas juras democráticas, impõem a agenda asfixiante da austeridade e proíbem de facto os países de prosseguir políticas nacionais progressistas mesmo quando elas são a escolha democrática dos seus povos. [...]»

sábado, 30 de abril de 2016

ESPIRITISMO


Ângela Silva no Expresso — «Ocasião para [Marcelo] reencontrar o seu velho amigo Malangatana

Sucede que Malangatana morreu há cinco anos, exactamente no dia 5 de Janeiro de 2011. E morreu em Matosinhos. Clique na imagem.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

TWILIGHT ZONE

Gostei do tom firme como o primeiro-ministro respondeu aos media:

«Ao contrário do que os senhores têm andado a repetir, não vai haver aumento do IVA, não vai haver cortes de salários e pensões, não vai haver aumento de impostos directos sobre os rendimentos do trabalho e das empresas, o IVA da restauração vai baixar [como estava previsto] a partir de 1 de Julho, os salários dos funcionários públicos começaram este mês a ser repostos. Portanto, tudo o que andaram a anunciar de facto não existe. É a busca da notícia que não será notícia. Uma verdadeira obsessão.»

Ainda ontem, falando sobre as metas orçamentais, o Presidente da República afirmou que as opções do Governo são «muito sensatas, muito prudentes e muito realistas.» O PSD ficou a ranger os dentes.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

AFECTOS, DIZ ELE

O subdirector do Colégio Militar, tenente-coronel António José Ruivo Grilo, disse ao Observador na passada sexta-feira:

«Nas situações de afectos [homossexualidade] obviamente não podemos fazer transferência de escola. Falamos com o encarregado de educação para que percebam que o filho acabou de perder espaço de convivência interna e a partir daí vai ter grandes dificuldades de relacionamento com os pares. Porque é o que se verifica. São excluídos.»

Sucede que a Constituição da República (e as leis em vigor) não permite discriminações com base na orientação sexual. O ministério da Defesa já pediu esclarecimentos e o BE quer ouvir no Parlamento a direcção do colégio. Tudo chega atrasado a Portugal, até o conveniente don’t ask, don’t tell...

quinta-feira, 24 de março de 2016

CLARO COMO ÁGUA

Passos Coelho, cujo Governo não mexeu um dedo para evitar ou sequer controlar os colapsos do BES e do BANIF, teve o topete de questionar António Costa sobre a sua legitimidade para interferir no BPI e no BCP. O primeiro-ministro deixou o líder do PSD a falar sozinho. Mas o Presidente da República foi claro. Na presença do primeiro-ministro, Marcelo afirmou:

«Justifica-se essa intervenção a pensar na estabilidade do sistema financeiro, a pensar na afirmação do interesse público. É natural que o Governo, como aliás todos os governos da União Europeia, estejam permanentemente atentos àquilo que é a garantia da estabilidade do sistema financeiro, nomeadamente quando essa liberdade envolve processos legislativos ou pode envolver. [...] A Constituição da República subordina o poder económico ao político e determina que o poder político salvaguarde um conjunto de princípios fundamentais do Estado de direito democrático. E aí justifica-se a intervenção dos órgãos de soberania, naturalmente em articulação com as entidades reguladoras

quarta-feira, 9 de março de 2016

HABEMUS PRESIDENTE


Cavaco Silva saiu de cena. Chegou hoje ao fim um período negro da História de Portugal. O cavaquismo representa tudo o que de pior a Democracia alimenta. Cavaco deixa Belém ao fim de dez anos de facciosismo, intriga e prepotência. O homem que fracturou o país em dois não deixa saudades.

Marcelo Rebelo de Sousa tomou posse perante os deputados da Nação e umas centenas de convidados, entre os quais Filipe VI, rei de Espanha; Filipe Nyusi, presidente da República de Moçambique; Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, um representante do rei de Marrocos e o antigo presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso.

Retenho dois breves períodos do discurso que fez: «Temos de cicatrizar feridas destes tão longos anos de sacrifícios, no fragilizar do tecido social, na perda de consensos de regime, na divisão entre hemisférios políticos. [...] O Presidente da República é o Presidente de todos. Sem promessas fáceis ou programas que se sabe não pode cumprir, mas com determinação constante. Assumindo, em plenitude, os seus poderes e deveres. Sem querer ser mais do que a Constituição permite. Sem aceitar ser menos do que a Constituição impõe

O tom da cerimónia foi dado no modo como chegou à Assembleia da República: a pé. Neste momento, depois dos cumprimentos protocolares, almoça no Palácio de Belém com um pequeno grupo (vinte pessoas) de convidados, entre eles o presidente do Parlamento, o primeiro-ministro, o rei de Espanha e o presidente da República de Moçambique. Passos Coelho, convidado, faltou.

A meio da tarde, Marcelo participará numa celebração ecuménica na Mesquita de Lisboa, cerimónia que juntará representantes de duas dezenas de confissões religiosas.

Às oito da noite, Marcelo será recebido por Fernando Medina na Câmara de Lisboa. Mariza cantará o hino nacional, seguindo-se um concerto popular na Praça do Município, durante o qual actuam Anselmo Ralph, Diogo Piçarra, José Cid, Paulo de Carvalho, Pedro Abrunhosa e a banda HMB.

Foto da Presidência da República. Clique.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

DISCURSO DIRECTO, 38

Ferreira Fernandes, hoje no Diário de Notícias. Excerto, sublinhado meu:

«Este ano letivo político começou a 4 de outubro, quando tanta gente honrada e sábia meteu os pés pelas mãos. Uns disseram "ganhámos", outros "perdemos", e o que se seguiu mostrou que estavam todos enganados. A política é dinâmica, mas deve cumprir aquela leizinha do 116. PSD e PP não ganharam porque não chegaram lá, ponto. Costa serviu-se da dinâmica, fez dos seus 86, em outubro, 122, ontem, e por isso governa, ponto. [...] Geringonça, o tanas! Este governo funciona: 122.»

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

DISCURSO DIRECTO, 37

Francisco Seixas da Costa no Facebook. Excerto, sublinhado meu:

«Devo dizer que fiquei com pena que Mário Centeno não tivesse aproveitado o encontro com os jornalistas, depois do Eurogrupo, em Bruxelas, para dizer algo parecido com isto: Aproveito para agradecer ao meu colega alemão a preocupação que demonstrou com a situação financeira portuguesa. [...] Mas não posso deixar de aproveitar este ensejo para expressar uma palavra de grande solidariedade portuguesa face aos gravíssimos problemas que a banca alemã atravessa. A crise que o principal banco alemão de investimento, o Deutsh Bank, sofre nos dias de hoje, a somar-se à preocupante situação que sabemos persistir na banca de alguns dos Laender alemães, obrigam a que estejamos atentos e, mais do que isso, profundamente solidários com os nossos amigos da Alemanha e as ameaças que possam impender sobre o seu sistema bancário. No que pessoalmente me toca, e em tudo quanto lhe puder ser útil no âmbito europeu, Wolfgang Schäuble sabe que pode contar connosco!’ —»

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

DISCURSO DIRECTO, 36

Viriato Soromenho Marques, no Diário de Notícias. Excerto, sublinhado meu:

«Se em 2011 o BCE tivesse já em vigor o atual mecanismo de apoio condicional, mas “ilimitado”, à compra da dívida pública, Portugal não teria sido empurrado para o resgate. A nossa dívida não teria disparado dos 94% para os atuais 130%. Sem resgate, muito sofrimento e destruição material teriam sido evitados. Os erros do passado corrigem-se não os repetindo. Para onde quer que a Europa vá, seja renovando a UE ou reerguendo-se das suas ruínas, nem mesmo Berlim poderá prescindir de aliados

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

DISCURSO DIRECTO, 35

Jorge Silva Melo, em entrevista ao jornal i conduzida por Nuno Ramos de Almeida.

«A minha autobiografia é aquilo que eu vejo. Eu sou aquilo que vejo, aquilo que oiço, aquilo que me disseram e que eu cumpri ou não cumpri

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

DISCURSO DIRECTO, 34

José Vítor Malheiros, O reino da Dinamarca está podre. O resto da Europa também, hoje no Público. Excerto:

«Independentemente do número de bibliotecas, de universidades e de orquestras que possa possuir, uma Europa indiferente ao sofrimento não é o lugar da cultura mas o lugar da barbárie. Uma Europa egoísta e classista, uma Europa de castas e de privilégios não é a Europa das Luzes nem da democracia. É uma Europa de mercadores e de mercenários que deve ser recusada e combatida

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

DISCURSO DIRECTO, 33


Jorge Sampaio ao Expresso. Excerto:

«Tenho uma boa esperança, sincera, em relação àquilo que o professor Rebelo de Sousa, como Presidente da República, pode fazer pelo país. Uma pessoa com tantas capacidades tem agora esta grande ocasião de demonstrar que pode ser estadista numa situação que é difícil e em que o revigoramento da função presidencial vai estar na ordem do dia

A imagem é do Expresso. Clique.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

DISCURSO DIRECTO, 32


Francisco Louçã, hoje no Público. Excertos, sublinhado meu:

«Ficámos este fim-de-semana pelo menos dois mil milhões de euros mais pobres, apesar de o comunicado seráfico do Banco de Portugal se ter esforçado por apresentar tudo como coisa normal. [...] Pode ainda acrescentar-se que, na realidade, a tramóia já vem de longe e que foi só por razões políticas que a questão do Banif foi escondida, nos termos de um acordo ou de uma concessão do governador do Banco de Portugal às conveniências eleitorais de Passos Coelho. [...] Na última semana, tudo piorou. Alguém lançou o boato da liquidação do bancoe desencadeou assim a corrida aos depósitos. Se não foi um comprador pretendendo tornar irreversível a pressão sobre os representantes do Estado, foi muito bem imitado. Entretanto, a crise exigiu centenas de milhões de euros de empréstimo de liquidez e o prazo para uma solução não podia ser adiado. Acresce finalmente que, por razões enigmáticas, a CMVM só no fim da semana suspendeu as acções em bolsa. Um ano de erros, uma semana de catástrofe. [...] O governador do Banco de Portugal, depois do BES e do Banif, não tira nenhuma conclusão sobre a degradação da confiança na banca, sob a sua liderança e nestes dois casos com a sua responsabilidade directa? [...]»

A imagem é do Público. Clique.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

CRIME, DISSE ELA

Mariana Mortágua, hoje em conferência de imprensa.

«O Governo PSD/CDS cometeu um crime contra os interesses do Estado e do país. Ao longo de três anos, o executivo de Passos e Portas ignorou sucessivos avisos da Comissão Europeia, que recusou nada menos que oito planos de reestruturação apresentados pela administração do BANIF. Já em setembro, avisado pelo auditor do BANIF da necessidade de uma intervenção imediata, o governo optou por nada fazer. Enquanto o governo da Direita, com a colaboração das instituições europeias, se preocupava unicamente em encenar a famosa saída limpa, a real situação do BANIF foi ocultada até se tornar insustentável. O governador do Banco de Portugal não tem as mínimas condições para se manter no lugar. O BE irá propor uma comissão parlamentar de inquérito à gestão e intervenção no BANIF para apurar todas as responsabilidades sobre o caso