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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

POIS


Capa da última Time. Nenhuma surpresa na escolha. O punctum do retrato, feito pelo fotóografo Nadav Kander, está na cadeira Luís XV. Se fosse Hillary provavelmente seria fotografada numa cadeira Mies van der Rohe. Clique na imagem.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

DÉJÀ VU

A simples presença de alguém como Donald Trump nas Presidenciais americanas dá a medida da akrasia universal. Mas não é caso virgem. Quem se lembrar da campanha de 1964 tem na memória a figura sinistra de Barry Goldwater, o candidato oficial do Partido Republicano, defensor acérrimo de que as armas nucleares eram mesmo para usar. E prometeu fazê-lo contra a URSS. Goldwater tinha então 55 anos (Trump tem 70), era e voltou a ser eleito senador (Trump é empresário, sem currículo político). Os sectores moderados do Partido Republicano, que tentaram, sem sucesso, nomear Nelson Rockefeller, preferiram votar na reeleição de Johnson. É verdade que, nos últimos 50 anos, o mundo mudou muito, mas Trump não é uma novidade na vida americana. Os mais novos podem não saber da existência de Goldwater, mas já se esqueceram de Sarah Palin?

quarta-feira, 8 de junho de 2016

MS CLINTON, OF COURSE


Hillary tem a nomeação garantida. Ainda bem. Clique na imagem.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

CONTRADIÇÕES AMERICANAS


É este o ponto da situação nas Primárias americanas. Do lado republicano, o score de Trump representa a vitória da maioria xenófoba, ultrapassando tudo o que podia imaginar-se e deixando às elites conservadores o dilema de, em Novembro próximo, preferirem votar Hillary. Do lado democrata, é curioso verificar como um socialista consequente (Sanders) tem conseguido obter resultados mais do que satisfatórios, embora insuficientes para travar a vitória de Hillary Clinton. Veja a diferença de superdelegados: Hillary com 520 e Sanders com 39.

O gráfico é do New York Times. Clique na imagem para ler melhor.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

O MILHO DOS PARDAIS

A América de 2016 não é a América de 1966. Nem sequer a de 1976. Portanto, não faz sentido olhar para o Iowa e New Hampshire como se estivéssemos nos sixties. O Iowa e New Hampshire têm tanta diversidade cultural como a Quinta da Marinha. São Estados de perfil WASP, com minorias étnicas residuais, que há 50 anos serviam de bitola. Hoje, o Iowa e New Hampshire estão para os Estados Unidos como a Aula Magna para Portugal. E depois há o Vermont, o segundo menos populoso do país e o mais rural de todos. Nos três, Trump ganhou do lado republicano. Não estou com isto a retirar mérito à vitória que Bernie Sanders obteve ontem no New Hampshire: 60% contra 38% de Hillary Clinton. Apenas faço notar que as Primárias se decidem nos grandes Estados. A ver vamos quando lá chegarmos. O primeiro milho é sempre dos pardais. Isto vale para os candidados democratas de que falo aqui, como para os republicanos.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

COMEÇOU

Ontem, no Jornal da Noite da SIC, Clara de Sousa conseguiu dizer, sem se rir, que Donald Trump tem apresentado propostas sensatas que respondem aos anseios da maioria do povo americano. 

Miguel Sousa Tavares, que estava com ela em estúdio, chamou-lhe estúpida sem perder a compostura, e explicou porquê. Como nenhum dos dois se exaltou, nem levantou a voz, a coisa passou. Mas quem quiser conferir só tem de procurar o vídeo. Já agora: Ted Cruz, o senador republicano que disputa as Primárias com Trump, venceu o Caucus do Iowa por 27,7% (contra 24,3% do milionário). Ted Cruz, 45 anos, filho de pai cubano, pertence à ala mais conservadora do partido.

Do lado democrata, Hillary Clinton e Bernie Sanders ficaram praticamente empatados, com 49,9% e 49,5% respectivamente. Hillary, 68 anos, dispensa apresentações. Bernie Sanders, 74 anos, também senador, apresenta-se às Primárias com um programa socialista. Isso mesmo: socialista. É excitante, mas levanta um problema: se, lá mais para o Verão, ganhar a nomeação democrata, a Casa Branca cai no colo dos republicanos.