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sábado, 16 de novembro de 2019

DOUCE FRANCE


Cerca de três mil sequazes de Étienne Chouard, o professor do ensino técnico que lidera a ala radical dos Gilets Jaunes, celebraram o primeiro aniversário do movimento instalando o caos na Place d'Italie e outras áreas do 13.º bairro de Paris, mas também fora desse anel, em especial nas Praças da Bastilha e da República.

Os confrontos com a polícia começaram às 10 da manhã e ainda não terminaram.

Barricadas, carros incendiados, cafés, restaurantes e lojas vandalizadas, granadas de gás lacrimogéneo, vinte estações de metro encerradas, dezenas de feridos e mais de duzentas pessoas detidas.

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segunda-feira, 15 de abril de 2019

RECONSTRUIR NOTRE-DAME


Os bilionários franceses François-Henri Pinault, mecenas das artes, chairman e CEO do grupo de marcas de luxo Kering [Gucci, Yves Saint Laurent, Balenciaga, Alexander McQueen e outras], e Bernard Arnault, proprietário do grupo LVMH [Louis Vuitton & Moët Hennessy], vão doar 300 milhões de euros para a reconstrução de Notre-Dame. Pinault, cem milhões, Arnault, duzentos.

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NOTRE-DAME PASTO DAS CHAMAS


A força do incêndio que deflagrou na Catedral de Notre-Dame, de Paris, já fez desabar a torre. Clique na imagem do Le Monde.

quinta-feira, 7 de março de 2019

EBA VAI PARA PARIS

Nathalie Loiseau, ministra francesa dos Assuntos Europeus, confirmou esta manhã a mudança da sede da EBA de Londres para Paris. A EBA — European Banking Authority —, órgão regulador dos bancos da UE, vai ocupar os andares superiores da Torre Europlaza, localizada na Défense.

A decisão tem efeitos práticos a partir de 29 de Março próximo, mas os cerca de 160 funcionários têm até Junho um prazo para a recolocação. Paris foi escolhida após um inquérito efectuado juntos dos mais importantes bancos europeus.

sábado, 1 de dezembro de 2018

PARIS A FERRO E FOGO



Tenho estado a acompanhar a tranquibérnia francesa através da France 24. Imagens terríveis, sobretudo as de Paris, onde estão a ser incendiadas milhares de viaturas particulares, erguidas barricadas, vandalizadas lojas de luxo, cafés, restaurantes e agências bancárias. Macron parece vir a caminho da cimeira do G20, porque, diz ele, não gosta de violência. Entretanto, Édouard Philippe, o primeiro-ministro, cancelou a ida à Polónia onde participaria na cimeira do clima. Para a próxima madrugada está prevista uma reunião do gabinete de crise. Já toda a gente percebeu que chegámos ao turning point.

Os gilets jaunes queixam-se do custo de vida e da carga fiscal. É muito provável que tenham razão. Voltamos a falar quando Marine Le Pen correr com Macron do Eliseu. Será mais rápido do que gostaríamos. Vai acontecer, não por mérito seu (dela), mas porque Macron e a sua clique criaram todas as condições para que assim fosse.

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sábado, 24 de novembro de 2018

PARIS, HOJE


Unidas, a extrema-direita (Le Pen) e a extrema-esquerda (Mélenchon) francesas, respaldam o movimento dos coletes amarelos que hoje assola Paris. Com a Place de l’Etoile, os Champs-Élysées e a Place de la Concorde interditas a manifestações, porém ocupadas, os confrontos começaram.

Três mil agentes da polícia de choque, blindados equipados com jactos de água, nuvens de gás lacrimogéneo, estilhaços pelo ar, viaturas vandalizadas, lojas a encerrar e caos generalizado, parisienses blasé e turistas barricam-se onde podem. E ainda agora a tarde começou.

Clique na foto do Libération.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

CONTRA O SILÊNCIO


Como os media portugueses omitem a presença e as palavras de Etienne Cardiles na homenagem que Hollande prestou ao seu companheiro Xavier Jugelé, assassinado pelo Daesh no passado dia 20, deixo aqui excertos dessas palavras. Etienne Cardiles, diplomata, disse:

«Xavier, jeudi matin, comme de coutume, je suis parti travailler et tu dormais encore. […] Tu as pris ton service à 14 heures dans cette tenue de maintien de l’ordre dont tu prenais tant soin parce que ta présentation devait être irréprochable. Tes camarades et toi aviez reçu la mission de rejoindre le commissariat du VIIIe arrondissement. […] On t’a désigné comme point de stationnement le 102 des Champs-Elysées, devant l’institut culturel de Turquie. Ce type de mission, je le sais, te plaisait, parce que c’était les Champs-Elysées et l’image de la France. Parce que c’était aussi la culture que vous protégiez. A cet instant, à cet endroit, le pire est arrivé, pour toi et tes camarades. […] Je suis rentré le soir sans toi avec une douleur, extrême et profonde, qui s’apaisera peut-être un jour, je l’ignore. […] Pour ce qui me concerne, je souffre sans haine. J’emprunte cette formule à Antoine Leiris dont l’immense sagesse face à la douleur a tant fait mon admiration que j’avais lu et relu ces lignes il y a quelques mois. C’est une leçon de vie qui m’avait fait tant grandir qu’elle me protège aujourd’hui. Lorsque sont parus les premiers messages informant les Parisiens qu’un événement grave était en cours sur les Champs-Elysées et qu’un policier avait perdu la vie, une petite voix m’a dit que c’était toi. Et elle m’a rappelé cette formule généreuse et guérisseuse: Vous n’aurez pas ma haine. Cette haine, Xavier, je ne l’ai pas parce qu’elle ne te ressemble pas. Parce qu’elle ne correspond en rien à ce qui faisait battre ton cœur, ni ce qui avait fait de toi un gendarme puis un gardien de la paix. Parce que l’intérêt général, le service des autres et la protection de tous faisaient partie de ton éducation et tes convictions et que la tolérance, le dialogue et la tempérance étaient tes meilleures armes. Parce que derrière le policier, il y avait l’homme, et qu’on ne devient policier ou gendarme que par choix: le choix d’aider les autres, de protéger la société et de lutter contre les injustices. […] C’était la vision que nous partagions de cette profession, mais une facette seulement de l’homme que tu étais. L’autre facette de l’homme était un monde de culture et de joie, où le cinéma et la musique prenaient une immense part. […] Une vie de joie et d’immenses sourires, où l’amour et la tolérance régnaient en maîtres incontestés. Cette vie de star, tu la quittes comme une star. […] Je voudrais dire à tous ceux qui luttent pour éviter que ces événements se produisent, que je connais leur culpabilité et leur sentiment d’échec et qu’ils doivent continuer à lutter pour la paix. […] A toi, je voudrais te dire que tu vas rester dans mon cœur pour toujours. Je t’aime. Restons tous dignes et veillons à la paix et gardons la paix

Entre outras personalidades, assistiram à cerimónia de condecoração póstuma o Presidente da República, Hollande, o primeiro-ministro Bernard Cazeneuve, outros ministros, Anne Hidalgo, maire de Paris, o antigo PM Valls, os candidatos Macron e Marine Le Pen, bem como muitos diplomatas, generais e os mais altos representantes das forças de segurança.

A imagem (e transcrição do texto) é do Libération. Clique nela.

terça-feira, 25 de abril de 2017

NÃO CONTEM COM O MEU ÓDIO

Xavier Jugelé, o polícia morto na fusillade do passado dia 20, em Paris, era casado com um homem. Falando na homenagem que a República prestou a Xavier, olhando todos nos olhos, Etienne Cardiles, o viúvo, foi claro:

Vous n’aurez pas ma haine. Cette haine, Xavier, je ne l’ai pas parce qu’elle ne te ressemble pas.

Estavam lá todos: Hollande, que condecorou Xavier Jugelé a título póstumo; o Governo em peso, Macron, madame Le Pen, diplomatas, generais, os mais altos representantes das forças de segurança, etc. Numa França esfrangalhada, isto também é uma espécie de 25 de Abril.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

FUSILLADE


A três dias da 1.ª volta das presidenciais francesas, um atentado reivindicado pelo Daesh fez um morto (um polícia) e dois feridos graves, nos Campos Elísios, em Paris. O ataque deu-se entre a loja Marks & Spencer e a estação de metro Franklin D. Roosevelt. A avenida continua cortada ao trânsito.

Imagem: Le Monde. Clique.

sábado, 14 de novembro de 2015

FUSILLADE


A manhã trouxe os números da tragédia. Os sete atentados ocorridos ontem à noite em Paris deixaram um saldo de 126 mortos. Este número inclui 15 terroristas: oito abatidos pela polícia, sete que se fizeram explodir. Assim que pôs fim à ocupação do Bataclan, a polícia deparou com 87 mortos. Feridos são mais de trezentos, um terço em estado grave. O massacre foi reivindicado pelo ISIS. Com militares na rua, a capital francesa é hoje uma cidade de portas fechadas: a Torre Eiffel, comércio, museus, serviços públicos, instalações desportivas, monumentos, escolas, cafés, bares, restaurantes, cinemas, teatros, ginásios, piscinas, a Disneyland Paris, alguns transportes públicos, etc. Continuam encerradas as fronteiras da França. Londres e Nova Iorque estão em alerta máximo.

Nas imagens: capa do Público e interior do Bataclan. Clique.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

CARNIFICINA


O terror voltou: Paris é uma cidade sitiada. Mortos confirmados (os corpos encontrados na rua após o tiroteio contra o restaurante Petit Cambodge e o bar Le Carillon) são para já 46. No mítico Bataclan, onde actuava a banda americana Eagles of Death Metal, estão sequestradas entre 60 a 100 pessoas, metade das quais terão sido executadas. Hollande, retirado do Estádio de França onde assistia a um jogo de futebol, decretou o estado de emergência em toda a França. As fronteiras foram encerradas e o espaço aéreo interdito. Há notícia de que estão neste momento encerrados os cafés, bares, restaurantes e casas de espectáculos da capital francesa. Esperar o pior.

A imagem é do Libération. Clique.