Mostrar mensagens com a etiqueta Eleições gerais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eleições gerais. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

CHANGE QUÊ?

Tem ideia do que seja o Change UK...? É o partido pró-UE, fundado por dissidentes do Labour e do Partido Conservador, obstinados com a realização de um segundo referendo ao Brexit.

Sem surpresa, nenhum dos seus membros conseguiu ser eleito ontem, repetindo o resultado das eleições europeias de Maio, palco por excelência do programa do partido. Em Maio como ontem, zero mandatos.

Em Maio, onze dos seus membros mais destacados passaram-se para os LibDem. Estão todos bem uns para os outros.

ISLINGTON


Corbyn foi reeleito no círculo de Islington, o coração do Labour.

Foi nesse bairro que, em 1381, o povo lutou contra os impostos de Ricardo II e, em 1791, Thomas Paine escreveu Os Direitos do Homem.

Era também ali que Trotsky e Lenine se encontravam para conspirar. Lenine vivia no bairro, no n.º 30 de Holford Square, e Estaline num pardieiro local.

A História regista que foi numa igreja de Southgate Road que se realizou o V Congresso do Partido Social Democrata da Rússia (antecessor do Partido Comunista) que deu a supremacia aos bolcheviques radicais em detrimento dos mencheviques moderados.

Ironia das ironias, Boris Johnson também ali viveu. Mas quem conhece Londres sabe que Islington é hoje uma zona trendy.

Na imagem, mural de Francis Hastings, 16.º conde de Huntingdon, numa das salas de leitura da Marx Memorial Library, biblioteca pública do bairro. Hastings, político proeminente, foi aluno de Diego Rivera e era conhecido como “o conde vermelho”.

Clique na imagem.

NOTAS SOBRE AS ELEIÇÕES BRITÂNICAS


Vá-se lá saber porquê, os media andaram mais de três anos a impingir a ideia de que os britânicos estavam arrependidos do seu voto no Brexit. Esta tolice fez escola.

A tal respeito, as eleições de ontem foram eloquentes. Os mais estrénuos defensores do segundo referendo (a líder do C-UK, a líder dos LibDem, um terço dos notáveis do Labour, um grupo de tories rebeldes) ficaram sem lugar em Westminster.

Uma delas foi Jo Swinson, líder dos LibDem. A senhora perdeu a cadeira. Por junto, os liberal-democratas, paladinos do um segundo referendo ao Brexit, perderam dez lugares. Então e os milhões de novos eleitores, jovens alegadamente pró-europeus, que iam mudar o curso da História? Foi tudo pelo cano?

Os ingleses (não confundir com britânicos) querem o Brexit e querem-no hard. Boris percebeu isso, fez tudo para chegar ao n.º 10, e foi a votos com um programa claro: sair e depressa.

Clique na imagem.

ACONTECEU


Desde 1987, ou seja, desde Thatcher, que os tories não alcançavam uma vitória tão expressiva. Até Dilyn, o cachorro cruzado com Jack Russell Terrier que habita o n.º 10, ficou perplexo.

Entretanto, Corbyn, o lunático, conseguiu a proeza de transformar o Labour numa anedota. O partido sofreu a maior derrota dos últimos 85 anos.

Clique na capa do Times.

NÚMEROS FINAIS


Resultados oficiais das eleições britânicas.
Clique na imagem do Guardian.

OFICIAL E SIMBÓLICO


O círculo de Blyth Valley, em Northumberland, bastião do Labour desde a sua criação em 1950 (maiorias trabalhistas inequívocas), foi hoje ganho pelos tories. O conservador Ian Levy já foi eleito.

lique na imagem do Guardian.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

A VIDA COMO ELA É


A sondagem à boca das urnas dá maioria absoluta aos tories. Não espanta. A única surpresa é a dimensão da vitória de Boris Johnson face ao trambolhão dos trabalhistas.

Clique na imagem da Sky News,

REINO UNIDO A VOTOS


Os britânicos começaram a votar às 8 da manhã e vão poder fazê-lo até às 10 da noite, hora em que serão divulgadas as sondagens efectuadas à boca das urnas.

Na imagem, vemos Boris Johnson a sair a assembleia de voto do Methodist Central Hall, em Londres.

Clique na imagem do Guardian.