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quinta-feira, 16 de maio de 2019

AGITPROP PATRIARCAL


A pretexto da “defesa da vida”, eufemismo de combate ao direito das mulheres interromperem voluntariamente a gravidez, o Patriarcado de Lisboa publicou no seu mural um apelo directo ao voto no CDS, na coligação BASTA e no NÓS CIDADÃOS.

São seis os critérios da Federação Portuguesa pela Vida:

«Vida por nascer / Rejeição da eutanásia / Liberdade de educação / Oposição à ideologia de género / Proibição de barrigas de aluguer / Combate à prostituição».

Voltámos aos tempos em que os padres de Braga mandavam incendiar sedes do PCP?

D. Manuel Clemente, o Patriarca de Lisboa, reconheceu a «imprudência» da publicação, que mandou retirar.

Fica a imagem do Facebook para memória futura. Clique.

domingo, 27 de janeiro de 2019

CRISTANDADE & EUROPRIDE

No Panamá, Marcelo conseguiu convencer o Papa a patrocinar em Portugal, em 2022, as Jornadas Mundiais da Juventude, encontro da cristandade global que dura sete dias. Para o ajudar no trabalho de lobista, meteu na comitiva o presidente da Câmara de Lisboa e o Patriarca de Lisboa. Assunto arrumado. O Vaticano confirmou.

Para o mesmo ano, 2022, Portugal candidatou-se a acolher o EuroPride, o maior evento LGBTI do mundo, que tem a duração de um ano, exigindo um orçamento nunca inferior a 1,5 milhões de euros (o Estado apoiaria com 25%). A candidatura portuguesa distingue-se das outras por ter carácter nacional: abertura no Porto, encerramento em Lisboa, raves na Abrançalha, etc. A Espanha e a Sérvia são os outros países concorrentes. Em Setembro saberemos.

Se ganharmos o EuroPride, haverá uma semana em que os dois eventos coincidem. É capaz de ser a semana mais interessante.

domingo, 29 de maio de 2016

QUEM PAGA?

Os promotores do movimento que defende o financiamento das escolas privadas, na sua maioria católicas, suportadas com o dinheiro dos contribuintes, manifesta-se hoje em Lisboa. Tem do seu lado a hierarquia da Igreja, os sectores ultramontanos da sociedade, os direitolas do PAF e, sem surpresa, os media, que têm manipulado a opinião pública sem resquício de pudor. O Presidente da República desautorizou o movimento. O Tribunal de Contas desmentiu os media («Este Tribunal não se pronunciou, nem tinha que se pronunciar, sobre contratos de associação»), e o Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República deu razão ao Governo no tocante à redução do financiamento a colégios privados com contrato de associação. Facto é que está prevista manif. Segundo os media, foi fretado um comboio e centenas de camionetas. Quem paga essa logística?