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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

A BICA FECHOU


Fechou anteontem um dos restaurantes mais conhecidos de Lisboa, o Bica do Sapato. Foi na Bica que se realizou o jantar do meu casamento com o Jorge. Foi também lá que fiz algumas refeições memoráveis (em grande medida pelo prazer de estar com quem me acompanhava), embora a última tenha sido um desastre.

Aberto em 1999 por José Miranda e Fernando Fernandes, teve Manuel Reis e John Malkovich na estrutura accionista. Miranda e Reis já morreram, os mais recentes chefs de cozinha, Pedro Rezende Pereira e Henrique Mouro, não entusiasmavam (nada a ver com os tempos de Fausto Airoldi, Alexandre Silva, Joaquim Figueiredo e João Rodrigues) e, factor porventura decisivo, a Lisboa de 2019 não é a de 1999, porque a média etária dos happy few de 1999 era de 45-50 anos, e hoje é de 65-70.

O restaurante tem novos proprietários e vai alegadamente para obras. Se reabre ou não e se manterá o mesmo nome não se sabe. Certeza: o staff foi dispensado.

Clique na imagem.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

AFINAL FORAM NOVE

A restauração portuguesa não passou de 17 para 34 Estrelas Michelin, como chegou a ser antecipado, mas de 17 para 26. Nada mau.

Dois saltam de uma para duas estrelas: The Yeatman e Il Gallo d’Oro, o primeiro no hotel homónimo de Vila Nova de Gaia, o segundo no Funchal.

Com uma estrela entram Alma (Lisboa), Loco (Lisboa), Lab by Sergi Arola (Sintra), Casa de Chá da Boa Nova (Leça da Palmeira), Antiqvvm (Porto) e William, no Hotel Reid’s Palace do Funchal. O L’And Vineyards de Montemor-o-Novo, que tinha perdido a sua em 2015, volta a ter uma.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

PRÉMIOS & ESTRELAS

Por uma série de razões, as pessoas impressionam-se muito com prémios, sem terem em conta os factores objectivos e subjectivos que os determinam. Isto vale para Literatura, Ciência, Música, Arte, Teatro, Cinema ou Gastronomia. Adiante. Agora estamos na fase Estrela Michelin.

No momento em que escrevo, Portugal detém dezassete estrelas em catorze restaurantes. Três (o Belcanto, o Ocean e o Vila Joya) com duas, os restantes com uma estrela cada. Logo ao fim da tarde são anunciadas as Estrelas 2017 para Portugal e Espanha. Sim, é o que estão a pensar. Existem padrões específicos para cada região: Europa, Reino Unido, Península Ibérica, Estados Unidos, Médio Oriente, Ásia, etc. Consta que Portugal passará das actuais 17 para 34. O dobro, portanto.

Enfim, eu conheço alguma coisa do universo estrelado português (a Fortaleza do Guincho, o Eleven, a Casa da Calçada, o Pedro Lemos, o Ocean, o Henrique Leis, o São Gabriel e o Gallo d’Oro) e, francamente, não percebo um salto desta natureza. A ver vamos. A título de curiosidade: nenhum dos meus restaurantes preferidos faz parte desta lista. Mas gostos não se discutem.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

PAPA MIGAS


As pessoas, e são muitas, que andam a chorar baba e ranho pela morte do Pap'Açorda original (1981-2016), que agora funciona, mal, no primeiro andar do Mercado da Ribeira, podem, se quiserem, ir ao PAPA MIGAS. Continuam lá os famosos lustres, o reposteiro de veludo, o longo balcão, as cadeiras rosa-de-rosa e o resto. Portanto, só não volta ao n.º 57 da Rua da Atalaia quem não quiser. A gerência mudou de mãos, sim, sendo agora da responsabilidade de um conhecido restaurateur do bairro. Não falo de cor: jantei lá ontem, depois da estreia do magnífico Novo Dancing Eléctrico, de Enda Walsh, no Teatro da Politécnica (Artistas Unidos), e foi uma grata surpresa reencontrar o espaço julgado perdido. Para já, só serve jantares. Gostei francamente.