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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

NHS SEGUE FILME


Viram Contagion (2011), o filme de Soderbergh com argumento de Scott Z. Burns e Matt Damon como protagonista?

Entre nós chama-se Contágio e quem não viu nas salas pode vê-lo na Netflix.

Matt Hancock, ministro britânico da Saúde, viu. E não tem complexos em assumir que, no Reino Unido, o plano de vacinação e gestão de stocks que tem estado a ser seguido pelo NHS foi inspirado no filme.

Ah!, os brits... Se não existissem tinham de ser inventados.

Clique na imagem do filme.

domingo, 26 de julho de 2020

UK BLOQUEOU ESPANHA

Os media britânicos registaram a notícia de El País (os mortos em Espanha, por Covid-19, eram ontem 45 mil e não apenas os 28 mil dos boletins oficiais) e o Governo britânico tomou a decisão de imediato: desde as zero horas de hoje, todos os viajantes regressados de Espanha, cidadãos britânicos incluídos, têm de cumprir quarentena.

Dominic Raab foi explícito: «We took the decision as swiftly as we could... And we can’t make apologies for doing so. We must be able to take swift, decisive action, particularly in relation to localised [surges], or internationally in relation to Spain or a particular country, where we see we must take action. Otherwise, we risk reinfection into the UK, potentially a second wave here and then another lockdown

Conhecida ontem a seguir ao almoço, a medida apanhou de surpresa as companhias aéreas, as agências de turismo e os turistas britânicos em Espanha, pois muitos arriscam-se a perder o emprego se não se apresentarem ao serviço na data estabelecida. Entretanto, em poucas horas, foram canceladas mais de metade das reservas para Agosto. Ansiedade geral, desorientação e caos.

Se estiver a ser cumprida, a decisão vira do avesso a vida de quem foi apanhado de calças na mão. Porém, como os viajantes oriundos de Portugal estão ameaçados do mesmo há três semanas e ainda nenhum foi incomodado, pode ser que tudo não passe de uma manobra inócua, e de mau gosto, do Governo de Sua Majestade.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

O CORREDOR DE BORIS

Parece estar por dias a mudança de agulha do Governo britânico em matéria de corredores aéreos. Dito de outro modo: os viajantes oriundos de Portugal (cidadãos britânicos incluídos) vão deixar de ter de cumprir quarentena à chegada ao UK. Esta é a versão oficial. Porque ninguém, oriundo de Portugal, foi sujeito ao vexame.

Esta treta nunca funcionou. Conheço gente que foi (nos últimos 15 dias) de Lisboa para Londres e Oxford e ninguém lhes ligou peva à chegada. Alguns são portugueses em viagem de férias.

Tudo não passou de uma directiva não respeitada? Com que intuito? Para além de desviarem a inglesada com destino ao Algarve, propósito foleiro, não vejo outro.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

NONSENSE


Fotos como esta, obtida anteontem numa rua de Londres, correm mundo. A reabertura de bares, restaurantes, cinemas, etc., teve como consequência ajuntamentos assim, sobretudo numa área boémia como é o Soho. Até aqui, nada de novo. Vêem-se dois patuscos de máscara (se não estão a beber deviam ter ficado em casa, ou ido passear para os jardins da periferia), mas o resto das pessoas comporta-se como é de regra.

Quando oiço, e já ouvi várias vezes, os locutores de televisão execrarem a falta de distanciamento social no desconfinamento de Londres, fico com vontade de lhes perguntar que raio de distanciamento social querem que se mantenha num bar. Ou na cama, já agora. Nem toda a gente é obrigada a conhecer o tamanho standard de um pub inglês, nem o hábito de beber na rua, mas um mínimo de bom senso exigiria recato no tremendismo.

Por alguma razão, em Portugal, bares e discotecas permanecem de portas fechadas.

Clique na imagem.

sábado, 27 de junho de 2020

NONSENSE


Como é que um país com 43.514 mortes em hospital (as únicas registadas) tem o topete de impor regras a países terceiros?

Diz a BBC que o Reino Unido abrirá as suas fronteiras no próximo 6 de Julho, impondo quarentena a pessoas oriundas de vários países, entre eles Portugal. A medida inclui, portanto, os cidadãos britânicos regressados de férias no estrangeiro.

Aguardar para ver o que decide, de facto, o Governo britânico.

Clique no gráfico do Worldometer.

sábado, 9 de maio de 2020

UK APERTA CONTROLO


Com mais de duzentos mil infectados, o Reino Unido aperta o controlo de fronteiras.

Boris Johnson explica amanhã os detalhes da “quarentena” que será imposta aos nacionais e estrangeiros que entrem no país a partir da próxima segunda-feira, dia 11. A medida inclui chegadas por comboio (o Eurostar), navio e avião.

As únicas excepções são as pessoas oriundas das ilhas anglo-normandas, da Ilha de Mann e da República da Irlanda. Todos os outros terão de preencher um formulário electrónico, com indicação de morada fixa, para efeito de controlo policial.

Clique na imagem do Times.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

BORIS VOLTOU


Boris Johnson voltou hoje ao n.º 10. E já falou ao país sobre a crise actual: «O maior desafio desde a II Grande Guerra

Clique na imagem do Guardian.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

LUÍS & JENNY


Nos seus noticiários de hoje, a Sky News destaca Luís Pitarma, o enfermeiro de Aveiro que a PAF  (o Governo Passos & Portas) empurrou para fora do país, e de Jenny McGee, a neo-zelandesa que também tratou de Boris Johnson.

Imagem da Sky News. Clique.

domingo, 12 de abril de 2020

BORIS SAIU DO HOSPITAL


Boris Johnson saiu hoje do St Thomas’Hospital, de Londres, tendo feito um elogio rasgado a dois enfermeiros que cuidaram de si, a neo-zelandeza Jenny e o português Luís:

«That is how I also know that across this country, 24 hours a day, for every second of every hour, there are hundreds of thousands of NHS staff who are acting with the same care and thought and precision as Jenny and Luis...»

Luís Pitarma, o enfermeiro português que zelou por Boris, é um dos mais de dois mil enfermeiros empurrados para a emigração pelo Governo PSD-CDS: «Não sejam piegas e saiam lá da vossa zona de conforto...» Lembram-se?

Luís licenciou-se em 2013 e seguiu à risca a recomendação do Governo Passos/Portas: em 2014 já estava em Londres.

O primeiro-ministro britânico vai agora repousar para Chequers, a residência de campo dos chefes do Governo britânico.

Clique na imagem do Guardian.

terça-feira, 7 de abril de 2020

PM INTERINO


Dominic Raab, 46 anos, First Secretary of State (vice primeiro-ministro) e Secretary of State for Foreign and Commonwealth Affairs (ministro dos Negócios Estrangeiros), assumiu hoje o cargo de primeiro-ministro interino do Reino Unido.

Oriundo de uma família de emigrantes checos fugidos ao nazismo, formado em Oxford e Cambridge, cinturão-negro em karatê, magistrado especializado em crimes contra a Humanidade, deputado desde 2010, defensor activo de um Brexit sem acordo, adversário declarado da discriminação positiva baseada no género, Raab vai fazer parecer Boris Johnson um anjinho.

Clique na imagem.

domingo, 5 de abril de 2020

STARMER SUCEDE A CORBYN


Sir Keir Starmer, 57 anos, advogado (especializado em direitos humanos), conselheiro da rainha e antigo procurador-geral da Inglaterra e do País de Gales, foi ontem eleito líder do Labour por 56,2% de votos.

O sucessor de Jeremy Corbyn tem uma tarefa hercúlea pela frente, porque os Conservadores têm a taxa de aprovação mais alta dos últimos 70 anos.

Durante as negociações do Brexit, Starmer foi o ministro-sombra do Labour. Agora é o chefe da Oposição.

Clique na imagem.

sábado, 28 de março de 2020

COVID-19 NO REINO UNIDO


Teremos sido bem sucedidos se as mortes ficarem abaixo de vinte mil. Foi isto que disse Stephen Powis, director do NHS britânico.

Clique na imagem do Guardian.

sexta-feira, 27 de março de 2020

BORIS JOHNSON INFECTADO


Covid-19 chegou ao n.º 10. A notícia é do Guardian. Clique na imagem.

terça-feira, 10 de março de 2020

COVID-19 NO N.º 10


Nadine Dorries, 63 anos, ministra britânica da Saúde, está infectada com o Covid-19. Recolheu imediatamente a casa.

Imagem: tuíte da ministra. Clique.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

AT LAST


Hoje é o dia do Brexit.
Na imagem do Guardian, o Mall de Londres. Clique

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

DONE


Por 621 votos a favor, 49 contra e 13 abstenções, o Parlamento Europeu aprovou hoje os termos do Brexit. 

Na imagem do Guardian vêem-se eurodeputados britânicos a celebrar no plenário. Clique.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

PE RENOVADO

A três dias do Brexit, começaram a chegar ao Parlamento Europeu os deputados, oriundos de catorze países, que vão substituir os britânicos. França e Espanha são os Estados-membros mais beneficiados com a redistribuição.

A representação portuguesa não sofre alteração.

O PE já tinha sido desenhado para, a partir das eleições de 2019, ter apenas 705 lugares. Os percalços do Brexit alteraram tudo, uma vez que os britânicos acabaram por ter de votar. Agora que saiem, volta-se ao número de 705.

Portanto, dos 73 lugares do Reino Unido, apenas 27 são preenchidos pelo método da proporcionalidade degressiva, ficando distribuídos assim: França (+5), Espanha (+5), Itália (+3), Países Baixos (+3), Irlanda (+2), Suécia (+1), Áustria (+1), Dinamarca (+1), Finlândia (+1), Eslováquia (+1), Croácia (+1), Estónia (+1), Polónia (+1) e Roménia (+1).

Os restantes 46 desaparecem.

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

TURNING POINT


A decisão tomada pelos duques de Sussex, Harry e Meghan, transcende o anedotário dos tablóides e da imprensa cor-de-rosa. Desde Eduardo VIII que a monarquia não sofria um abanão de tal monta. Pelo andar da carruagem, Carlos chegará a rei, se chegar, daqui a seis ou sete anos (mas Camila, duquesa da Cornualha, nunca será rainha). Será, provavelmente, o fim da monarquia inglesa.

Harry, 6.º na linha de sucessão, percebeu isso e adiantou-se. O comunicado emitido no passado dia 8 diz tudo. Alegadamente terá apanhado a rainha de surpresa, o que não deixa de ser estranho. A ausência de Sandringham, onde a família se junta durante cinco dias no Natal, era um sinal claro. O facto de Harry e Meghan terem passado as Festas em Vancouver, onde decidiram residir em permanência, não tem duas leituras. Também não foi por acaso que o filho de ambos permaneceu em Vancouver, sem a mãe, que veio a Londres com Harry, na semana passada, mas voltou para o Canadá ao fim de três dias.

Ontem, Isabel II juntou os filhos e os netos em Sandringham (onde ainda permanece), tendo Meghan acompanhado o encontro por videoconferência.

O statement da rainha é claro:

«Hoje, a minha família teve discussões muito construtivas sobre o futuro de meu neto e da sua família. A minha família e eu apoiamos totalmente o desejo de Harry e Meghan de criar uma nova vida [...] Embora tivéssemos preferido que continuassem a trabalhar como membros da Família Real a tempo inteiro, respeitamos e entendemos o desejo de viver uma vida mais independente [...] Harry e Meghan deixaram claro que não querem depender de fundos públicos [...] São assuntos complexos para a minha família resolver e há mais trabalho a fazer, mas solicitei que as decisões finais fossem tomadas nos próximos dias

Pode-se dizer que a Firma atingiu o turning point.

Na imagem, o statement da rainha, na íntegra. Clique.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

BREXIT, OF COURSE

Por 330 votos contra 231, a Câmara dos Comuns aprovou o Brexit (sem emendas) esta tarde. Deste modo, às 23:00 horas do próximo dia 31, o Reino Unido deixa de fazer parte da União Europeia. No dia seguinte começam as negociações do acordo comercial, que terão de estar concluídas até 31 de Dezembro.

Para alinhavar as negociações, Ursula Von der Leyen, presidenta da Comissão Europeia, esteve reunida com Boris Johnson no n.º 10 de Downing Street. É eloquente o contraste com as deslocações de Theresa May a Bruxelas. Como sói dizer-se, se a montanha não vai a Maomé, vai Maomé à montanha... Ambos foram colegas no mesmo colégio em Bruxelas, e devem ter aproveitado a ocasião para recordar o tempo em que jogavam à macaca.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

DONE


Por 358 votos a favor e 234 contra, o Parlamento britânico aprovou ao princípio da tarde a Lei que permite o Brexit.

Seis deputados do Labour votaram ao lado do Governo e 32 abstiveram-se.

O documento aprovado inclui mudanças significativas relativamente aos projectos sucessivamente chumbados de Theresa May, mas também relativamente aos diplomas que Boris Johnson apresentou em Setembro e Outubro.

Antes das eleições, visando conseguir o apoio da Oposição, o primeiro-ministro fez concessões que foram retiradas do diploma hoje aprovado. Entre outras:

— Os deputados perderam o direito de aprovar uma extensão do período de transição, possibilidade (a extensão) que fica agora proibida.
— Desapareceram as cláusulas que, em matéria laboral e de direitos dos trabalhadores, garantiam alinhamento do Reino Unido com a UE.
— O Governo fica com novos poderes para legislar sobre a Irlanda do Norte.

Foi no que deu a esquizofrenia da legislatura anterior.

Clique na imagem do Guardian.