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segunda-feira, 4 de abril de 2022

O MASSACRE DE BUCHA


Face a dezenas de vídeos e fotografias divulgadas por sites de jornais e televisões de todo o mundo, passei as últimas 24 horas em estupor.

O levantamento do cerco russo a Kiev deixa ver o rasto de devastação que assola as áreas periféricas da capital ucraniana, em especial as cidades de Irpin e Bucha.

Corpos mutilados, cadáveres de mulheres estupradas, crianças com a cabeça esmagada, cães e gatos esventrados, corpos amontoados em valas comuns, homens enforcados, carros incendiados, prédios destruídos, viadutos colapsados, bunkers inutilizados, tanques russos carbonizados, centenas de minas terrestres espalhadas por vias de comunicação, etc. Não há palavras para descrever o horror. Também não há água, nem electricidade, nem mantimentos.

Quando julgávamos impossível a repetição de Srebrenica e dos snipers de Sarajevo, eis que Bucha nos lembra que tudo pode regredir com a rapidez de um fósforo.

Que perante tudo isto haja gente capaz de falar em “encenação”, só acrescenta uma intolerável quota de nojo à realidade. Afinal, se houve (e continua a haver) quem negasse o Holocausto, por que não haveria agora igual número de energúmenos?

Intencionalmente, a imagem é a mais benigna que encontrei. Clique.

sexta-feira, 25 de março de 2022

A ÚLTIMA FRONTEIRA


Estamos todos a pagar a factura da nossa indiferença face à anexação da Crimeia pela Federação Russa em Março de 2014. Quando isso aconteceu, fazendo tábua rasa do direito internacional, a Europa e a administração Obama assobiaram para o lado. O que está em jogo na Ucrânia é o nosso futuro como civilização.

Trinta dias de confronto deram origem a seis milhões de deslocados no seu próprio país, quatro milhões de refugiados no Ocidente, meio milhão de deportados para a Rússia, milhares de civis mortos, corredores humanitários atacados à bomba, cidades destruídas, tráfico de seres humanos, crise económica planetária, etc. Kiev ainda não caiu. Só cairá se a Rússia adoptar a solução final. Se isso acontecer, a NATO intervirá. Não pode ficar de braços cruzados como ficou há oito anos.

Um dia saberemos o que levou Putin a supor que a invasão da Ucrânia seria um remake da libertação de Paris, em Agosto de 1944, quando os franceses receberam os militares americanos com flores, beijos e canções. Quem terá convencido Putin dessa ilusão?

A “operação especial militar” que visava “desnazificar” a Ucrânia foi prevista para durar umas horas, porque, julgavam os idiotas de todos os matizes, a chegada do primeiro tanque ao Donbass levaria Zelensky a fugir para o Ocidente e a população ucraniana a receber os “libertadores” em triunfo. Nada disso aconteceu. A Ucrânia resiste, a Ucrânia vai continuar a resistir, para desgosto dos “pacifistas” que apelam à capitulação de um Estado soberano.

A guerra na Europa atrapalha o querido mês de Agosto? Paciência. 

Na imagem, Tetiana Chornovol, uma militar ucraniana, carrega um míssil anti-tanque. Clique.

quinta-feira, 24 de março de 2022

CIMEIRA DA NATO


A Cimeira da NATO decidiu reforçar todas as suas fronteiras a Leste (em especial nos países bálticos, na Polónia e na Roménia), com mais quarenta mil homens, bem como meios aéreos e navais significativos, aumentando a sua prontidão para ameaças químicas, biológicas, radiológicas e nucleares.

Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO, foi claro: «Concordámos em fornecer à Ucrânia equipamentos e treino que os habilitem a lidar com as consequências de um possível ataque russo com armas químicas, biológicas ou mesmo nucleares

Recordar que Sergei Shoigu, ministro russo da Defesa, não é visto desde o passado dia 11.

Imagem: foto oficial da Cimeira, em Bruxelas. Clique.

ZELENSKY NA CIMEIRA DA NATO


Depois do Conselho da Europa (Estrasburgo), Londres, Otava, Berlim, Washington, Jerusalém, Roma, Tóquio, Paris e Estocolmo, Zelensky dirigiu-se aos 30 líderes da NATO — entre eles António Costa —, reunidos neste momento em Bruxelas.

A Suécia e a Finlândia participam da Cimeira como «observadores», como tem acontecido desde a invasão da Ucrânia.

Biden chegou ontem à capital belga, deslocando-se amanhã a Varsóvia.

O edifício da organização tem as bandeiras a meia-haste em homenagem a Madeleine Albright, falecida ontem.

Clique na imagem.

sexta-feira, 18 de março de 2022

PORQUÊ?

O grande dilema dos historiadores que, no futuro, tentarem perceber a invasão da Ucrânia de 2022 radica no móbil que terá levado Putin a ordenar uma guerra em moldes que, sendo plausíveis há 80 anos ou mais anos, não fazem hoje sentido.

Admitindo que alguém o tenha convencido de que Zelensky fugia para o Ocidente assim que os tanques entrassem no Donbass, mesmo nessa hipótese absurda, havia que contar com a resistência de um povo determinado. Se Zelensky fosse abatido, ou fugisse (como em 2014 fugiu Víktor Yanukóvytch), outro ucraniano anti-Moscovo ocuparia o seu lugar. O mito dos russófilos que receberiam as tropas russas de cravos na mão foi engendrado por quem?

Tentar ocupar a Ucrânia, um país maior do que a França, com 150 mil homens (desconhecedores do terreno) e divisões panzer, ultrapassa toda a lógica. Claro que, como tem estado a ser feito, o país pode ser arrasado de Leste a Oeste e de Norte a Sul. Mas de que servirá uma tão vasta extensão de terra queimada?

Sim, há que contar com os mísseis. E não podemos descartar a hipótese de que, para vergonha de todos nós, Kiev venha a ser a nova Hiroshima. 

«Vou cumprir até ao fim todos os meus objectivos, e sei como fazê-lo», reiterou ontem Putin, no Estádio Luzhniki, de Moscovo, durante o comício em que celebrou a anexação da Crimeia.

domingo, 13 de março de 2022

NOVO PATAMAR


Esta madrugada, quando eram 03:45 em Portugal, a base militar ucraniana de Yavoriv, formalmente designada como Centro Internacional de Manutenção da Paz e Segurança, foi vítima de uma blitz de mísseis russos. A base situa-se a 25 quilómetros da fronteira com a Polónia.

Dito de outro modo, a guerra está a 25km da fronteira da NATO. Até ao momento estão identificados 35 mortos e cerca de 150 feridos. As vítimas são de nacionalidade ucraniana, polaca, norte-americana, britânica, alemã, francesa e australiana. Especula-se que no local também estivessem quatro consultores portugueses.

Consta nos círculos russófilos que o CIMPS estaria a servir de base logística para treino e equipamento dos voluntários estrangeiros que estão a chegar à Ucrânia para lutar ao lado do exército ucraniano.

O eco do bombardeamento ouviu-se em Lviv, onde estilhaçaram os vidros de alguns edifícios. Recordar que foi para Lviv, cidade situada a 80 quilómetros da fronteira polaca, que se transferiram todas as representações diplomáticas estrangeiras, cujo staff foi reduzido ao mínimo.

O ataque representa uma sinistra mudança de paradigma na condução da guerra.

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sábado, 12 de março de 2022

VIOLINOS PELA PAZ


Em apoio do povo da Ucrânia está disponível no YouTube um vídeo realizado pela violinista britânica Kerenza Peacock que junta 94 violinistas de 29 países. 

Colaboram no vídeo a London Symphony Orchestra, a Tokyo Symphony, a Oslo Philharmonic e a Orquestra de Câmara de Munique.

Participam violinistas do Reino Unido, Japão, Noruega, Alemanha, Portugal [Elisabete Gomes], Espanha, França, Bélgica, Irlanda, Países Baixos, Dinamarca, Suécia, Israel, Polónia, República Checa, Moldávia, Geórgia, Índia, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Colômbia, África do Sul, Estados Unidos, Canadá, Ucrânia e outros.

Os ucranianos actuaram a partir dos bunkers onde se encontram refugiados.

O vídeo é patrocinado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

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segunda-feira, 7 de março de 2022

CULTURA VS GUERRA


O que penso acerca da eficácia ou ineficácia da Cultura como sanção. Acabado de pôr em linha pela Página Um.

Transcrevo na íntegra

Cultura highbrow como arma de guerra?

Perguntam-me se Putin pode ser derrotado pelo ostracismo da cultura russa. Admitindo que a cultura russa estivesse a ser ostracizada pelos adversários de Putin (e não me parece que esteja), o tema não afecta o quotidiano da larga maioria do povo russo, elites de Moscovo e São Petersburgo incluídas.

As quebras de contrato que atingiram a soprano Anna Netrebko e o maestro Valery Gergiev, a primeira afastada da Metropolitan Opera de Nova Iorque, o segundo da Filarmónica de Munique, são desaires que afectam a carreira de ambos, artistas de reputação planetária. Mas nenhum deles detém o monopólio da cultura russa.

Dir-me-ão que não são casos isolados. Pois não: atletas russos foram impedidos de participar nas Paralimpíadas de Pequim, universidades de prestígio cancelam cursos de literatura russa, cineastas russos são afastados de festivais de cinema para os quais haviam sido convidados, e até a Federação Felina Internacional proibiu gatos russos de participarem nas competições agendadas para este ano.

Todos os dias surge uma nova forma de boicote. É deprimente, mas não será por aí que Putin verga. O grande mistério radica na razão que terá levado Putin a desencadear uma guerra que terá consequências no quotidiano da população da Rússia, hoje completamente ocidentalizada, dependente do vasto arsenal de bens de consumo que moldam o dia-a-dia da geração pós-Perestroika.

Aparentemente, terá julgado que a ocupação da Ucrânia durava umas horas, graças a hordas de ucranianos russófilos desejosos de afastar Zelensky. Nada disso aconteceu. No trágico ínterim em que todos estamos mergulhados, o povo russo descobre, estupefacto, estar a um passo de regredir cinquenta anos.

A classe trabalhadora russa não quer saber da visibilidade internacional da sua cultura highbrow. Quer saber se vai poder continuar a manter o padrão de vida dos povos das nações industrializadas, a começar pelos seus vizinhos da Finlândia.

sexta-feira, 4 de março de 2022

CARA A CARA


Em vez de ouvirmos Emmanuel Macron a reportar conversas telefónicas com Putin, estratagema porventura útil à campanha presidencial francesa, quem já devia ter ido a Moscovo era o secretário-geral da ONU.

Exactamente, António Guterres. Fosse qual fosse o resultado da conversa, o testemunho do secretário-geral da ONU — que tem a obrigação de zelar pela paz — seria ouvido em todo o mundo.

Com o mundo à beira do precipício ou, na melhor das hipóteses, com uma catástrofe de proporções inimagináveis no centro da Europa, o protocolo das sessões do Conselho de Segurança (onde a Rússia detém o poder de veto) obedece a uma coreografia viciada.

Clique na imagem.

quarta-feira, 2 de março de 2022

ATÉ QUE ENFIM


A SPA sente-se «Revoltada com a grave situação militar e política vivida nestes dias pelo povo ucraniano, invadido pelas forças armadas russas...» 

Honra à Sociedade Portuguesa de Autores, primeira instituição cultural portuguesa a manifestar-se contra a invasão da Ucrânia.

Como seu representado, teria preferido uma tomada de posição entre os dias 25 e 26 de Fevereiro, mas antes tarde que nunca.

Imagem: primeiro parágrafo do comunicado da SPA. Clique.

E VÃO SETE DIAS


Prevista para durar menos de 24 horas, a invasão russa vai no sétimo dia sem que o Governo de Zelensky tenha caído.

O intelligence russo já não é o que era? Quem convenceu Putin de que a operação ficaria resolvida em poucas horas?

Como é que alguém pôde pensar subjugar, de um dia para o outro, um país com mais de quarenta milhões de habitantes (sendo russos 17%), Governo eleito, forte tradição de resistência e apoio de todo o Ocidente?

O que pretende Moscovo fazer de um território maior do que a França depois de destruir todas as suas infraestruturas?

Por exemplo, a cidade de Kharkiv, a segunda maior do país, sob destruição metódica desde o início do conflito, é um importante centro cultural e científico, com treze universidades classificadas entre as melhores da Europa, indústria electrónica de ponta, etc. Comparada com Kharkiv, Lisboa é uma cidade de província.  

O que acontecerá se uma das centrais nucleares ucranianas — nem precisa de ser a de Zaporizhzhia, a maior da Europa — for alvo (intencional ou por dano colateral imprevisto) de um acidente idêntico ao de Chernobyl?

Imagem: fragmento do míssil que atingiu o SBU de Kharkiv, hoje. Clique.

terça-feira, 1 de março de 2022

A VER SE A GENTE SE ENTENDE

Durante a Guerra Colonial (1961-1974), uma larga maioria de portugueses solidarizou-se, sob diversas formas, com os povos das Colónias que lutavam pela independência.

Não quero acreditar que, salvo por parte dos sociopatas do costume, essa solidariedade traduzisse ódio pelos portugueses nascidos e/ou radicados nas Colónias.

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia coloca a mesma questão: a nossa solidariedade com o povo ucraniano em nada diminui igual solidariedade com o povo russo.

É dever dos intelectuais não assobiar para o lado.

SEQUELAS NO MILIEU ARTISTE

UPDATE DO SEXTO DIA DA INVASÃO DA UCRÃNIA

— Kirill Savchenkov e Alexandra Sukhareva, os artistas plásticos escolhidos para representar a Rússia na Bienal de Veneza 2022, desistiram de participar, alegando: Não há lugar para arte quando civis são mortos sob o fogo de mísseis, quando cidadãos da Ucrânia vivem escondidos em abrigos, quando manifestantes russos anti-guerra estão ser amordaçados e presos.

Raimundas Malasauskas, curador do pavilhão russo, também se retirou, subscrevendo a posição de Savchenkov e Sukhareva.

— A Filarmónica de Munique demitiu Valery Gergiev do cargo de maestro-chefe. Amigo pessoal de Putin, Gergiev também viu cancelada a sua presença no Scala de Milão, no Carnegie Hall de Nova Iorque e no Festival de Edimburgo.

— A soprano russa Anna Netrebko, que deveria actuar no MET (Nova Iorque) em Abril, já não o poderá fazer. A senhora escreveu no Instagram o seguinte: «Forçar artistas, ou qualquer figura pública, a expressar as suas opiniões políticas em público, denunciando a sua pátria, é errado.» Peter Gelb, responsável máximo do MET, não se comoveu. A Turandot terá outra solista.

— A Royal Opera House de Londres cancelou a temporada de Verão do Bolshoi Ballet.

— O Festival de Música da Primavera, que se realiza todos os anos em Lucerna (Suíça), este ano dedicado a Mendelssohn e com início marcado para o próximo 8 de Abril, cancelou a presença de todos os artistas russos.

— A Grécia vai suspender a colaboração com todas as organizações culturais russas.

— A Rússia foi expulsa da Eurovisão.

— A Warner Bros, a Disney e a Netflix cancelaram a distribuição de filmes (e as emissões por cabo) na Rússia.

Imagem: o pavilhão da Rússia no Giardini della Biennale, em Veneza.

PEN INTERNACIONAL



Claro que os intelectuais têm de tomar posição. Assinada por mais de mil escritores de todo o mundo (entre eles Joyce Carol Oates, Salman Rushdie, Margaret Atwood, Orhan Pamuk, Svetlana Alexievich, Jonathan Franzen, Lyudmila Ulitskaya, Colm Tóibín, Olga Tokarczuk e Paul Auster), a carta do PEN internacional é clara: solidariedade com o povo da Ucrânia (em especial com os artistas, escritores e jornalistas), condenação da invasão russa e apelo para o fim imediato das hostilidades.

Aos meus pares que não saibam como o fazer, o contacto é este: Aurelia.dondo@pen-international.org

Imagem: excerto das assinaturas, por ordem alfabética (apelido). Clique.

sábado, 26 de fevereiro de 2022

COSTA NA NATO


A declaração do primeiro-ministro foi feita após ter participado na cimeira extraordinária da NATO terminada há pouco.

Putin não gostou de ver a Suécia e a Finlândia participarem na cimeira com o estatuto de Estados observadores, e pôs Maria Zakharova, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros russo, a dizer que lhes aconteceria o mesmo que à Ucrânia.

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

EXPANSIONISMO

Continua a haver muita confusão em muitas cabeças. Há quem continue a supor que a Rússia é um país comunista e, nessa medida, a saudar a invasão da Ucrânia como uma desforra da queda da URSS.

Do mesmo passo, muita gente continua a «achar» que a Bulgária, a antiga Checoslováquia (as actuais República Checa e a Eslováquia), a Hungria, a antiga Jugoslávia (actualmente dividida em sete países), a Polónia e a Roménia, pertenciam à URSS. Errado.

As repúblicas soviéticas eram dezasseis, e apenas três (os países bálticos) fazem hoje parte da NATO.

A URSS era constituída pela Rússia / Arménia / Azerbaijão / Bielorrússia / Bukharan / Cazaquistão / Estónia / Geórgia / Letónia / Lituânia / Moldávia / Quirguistão / Tajiquistão / Turquemenistão / Ucrânia / Uzbequistão.

Convinha não meter os pés pelas mãos. E ter presente que Putin, um czar implacável, marimba-se para o marxismo-leninismo. A ocupação da Ucrânia — uma antiga república soviética — não passa de expansionismo. Não há aqui ideologia nenhuma, a não ser aquela que atropela direitos, liberdades e garantias.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

COMEÇOU


Sem surpresa, a Rússia atacou a Ucrânia esta madrugada praticamente até às fronteiras ocidentais.

Por enquanto, apenas Lviv, no extremo ocidental do país, foi poupada. A razão é simples: é lá que se encontram quase todos os diplomatas estrangeiros, retirados de Kiev assim que a situação atingiu o turning point.

Neste momento, Kiev está sem defesas antiaéreas, que foram destruídas por mísseis russos. Forças russas já entraram em Carcóvia, aliás Kharkiv, capital da Ucrânia entre 1919 e 1934, actualmente a segunda cidade mais importante do país, centro da indústria tecnológica de ponta (electrónica, aeroespacial, nuclear), epicentro da vida cultural e científica ucraniana, onde vivem cerca de dois milhões de pessoas.

O aeroporto militar da cidade já foi bombardeado.

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