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quarta-feira, 21 de abril de 2021

BLACK LIVES MATTER


Derek Chauvin, o polícia que a 25 de Maio do ano passado matou George Floyd numa rua de Minneapolis, foi declarado culpado das três acusações de homicídio de que está acusado.

A partir do veredicto do júri, proferido ontem, o tribunal decidirá dentro de oito semanas qual a pena, nunca inferior a 40 anos. 

Neste caso, o crime de homicídio em segundo grau é agravado por três factores: abuso de autoridade / crime de ódio / presença de crianças no local.

Chauvin saiu do tribunal algemado, tendo de aguardar preso a sentença.

O assassinato de George Floyd, um homem de 46 anos, desempregado, que sufocou até morrer deitado no chão de cara para baixo, com o joelho de Chauvin a pressionar-lhe o pescoço durante 9 minutos e 29 segundos, deu origem a manifestações em prol dos direitos civis, em todos os Estados americanos (muitas delas violentas), mas também em sessenta países.

Os três colegas de Chauvin que assistiram à tortura sem nada fazer (os polícias Kueng, Lane e Thao), serão julgados a partir de 23 de Agosto.

Na imagem, Chauvin a sair do tribunal.

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

MUDAR A AMÉRICA


Biden e Kamala Harris foram escolhidos como personalidades do ano pela TIME. A ver vamos se a nova presidência corrobora a legenda, mudando a História da América.

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

SUPREMO TRAVA CUOMO

Por 5 votos contra 4, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos considerou ilegais as restrições impostas, a pretexto da pandemia, aos serviços religiosos, por Andrew Cuomo, governador do Estado de Nova Iorque. O acórdão anula decisões contrárias decididas na Califórnia e no Nevada.

O tribunal foi claro: As restrições violam a protecção da Primeira Emenda ao livre exercício da religião.

As queixas haviam sido apresentadas pela Diocese Católica Romana de Brooklyn e por rabis de cinco sinagogas judaicas.

Agora é só aplicar à realidade portuguesa para perceber o nonsense gerado à volta do Congresso do PCP, ao arrepio do descaso com que foi acompanhada a Convenção Nacional do CHEGA, realizada em Évora há dois meses. Nessa altura ninguém piou.

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

A MULHER CERTA


O índice Dow Jones atingiu ontem o valor mais alto de sempre e, num dos acessos de fanfarronice que têm caracterizado a sua presidência, Trump chamou a si os louros do recorde.

Sucede que a subida dos mercados foi uma reacção imediata à nomeação de Janet Yellen para liderar o Tesouro.

Com efeito, os gurus de Wall Street desdobram-se em elogios entusiásticos à economista que, entre 2014 e 2018, foi Governadora da Reserva Federal. Aliás, a única mulher que ocupou o cargo. Ms Yellen pertencia ao conselho directivo do FED desde 1994, mas Trump fê-la sair. 

Oriunda de uma família de judeus polacos, principal conselheira económica da Casa Branca durante mais de vinte anos, casada com George Akerlof, Nobel da Economia em 2001, Ms Yellen é quase uma estrela pop. Aos 74 anos, a professora emérita de Berkeley vai agora corrigir a pontaria dos últimos quatro anos, dando especial atenção ao desemprego gerado pela pandemia.

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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

NOVO SECRETARY OF STATE


Biden escolheu Antony J. Blinken, 58 anos, para ocupar o cargo de Secretary of State. Antigo conselheiro de Segurança Nacional, Blinken está no Departamento de Estado (MNE) desde a presidência Clinton. Também trabalhou com Obama, e dirigiu o Comité de Relações Externas do Senado entre 2002 e 2008.

Filho de pais judeus, é enteado de um sobrevivente de Auschwitz. Antes de estudar Direito em Harvard e Columbia, frequentou em Paris (onde a mãe vivia com o segundo marido) a École Jeannine Manuel, o liceu privado mais exclusivo da capital francesa. Liberal nos costumes, é casado mas não tem filhos.

Como prioridades, pretende fazer regressar os Estados Unidos à OMS e ao Acordo de Paris, bem como negociar o acordo nuclear com o Irão.

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terça-feira, 27 de outubro de 2020

SUPREMO MAIS REAÇA

A uma semana das eleições presidenciais, o Senado americano confirmou — por 52 votos contra 48 — Amy Coney Barrett como juíza do Supremo Tribunal.

Se os resultados eleitorais forem contestados, caberá ao Supremo, agora com maioria conservadora, desatar o nó górdio.

Ms Barrett, 48 anos, católica ultra-conservadora, antiga líder pastoral das mulheres da seita People of Praise, vai ocupar o lugar deixado vago pela morte da juíza Ruth Bader Ginsburg. 

Ms Barrett é contra o Affordable Care Act (vulgo Obamacare), a imigração, o aborto, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, etc. É a favor do uso de porte de armas, mesmo por pessoas condenadas por crimes de sangue

Nos últimos 150 anos, foi a primeira vez que um juiz do Supremo foi confirmado apenas pelo partido proponente.

terça-feira, 13 de outubro de 2020

UMA FOTO, MIL PALAVRAS


Imagem distópica da audiência, ontem, no Comité Judiciário do Senado, no âmbito da nomeação de Amy Coney Barrett como juíza do Supremo. A juíza, católica fundamentalista, levou com ela o marido e seis dos sete filhos, que se vêem à esquerda da imagem.

Foto de Erin Schaff para o New York Times. Clique.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

KAMALA HARRIS


Kamala Harris, 55 anos, senadora, antiga procuradora-geral da Califórnia, antiga promotora pública de São Francisco, filha de imigrantes (a mãe, cientista e especialista em cancro da mama, nasceu na Índia; o pai, professor emérito de economia na Universidade de Stanford, nasceu na Jamaica), foi a escolha de Biden para a vice-Presidência.

Recordar que Ms Harris, uma progressista moderada, foi a mais dura opositora de Biden nas Primárias do Partido Democrata (está na memória de todos a forma como embaraçou o antigo vice-Presidente nas questões raciais), tornando-se, com esta nomeação, a quarta mulher em toda a História dos Estados Unidos a ser escolhida como candidata a eleições presidenciais. Isto depois de ter sido a segunda mulher não branca eleita para o Senado.

Infelizmente, Trump deve ser reeleito, mas fica aberto o caminho para 2024, então já como candidata a Presidente.

Imagem: NYT. Clique.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

DISTOPIA MACABRA


Agora é oficial: os teatros e outras casas de espectáculos da Broadway vão permanecer encerrados até 3 de Janeiro de 2021. Se houver condições, as reaberturas ocorrerão a partir dessa data.

Lembrar que a Broadway encerrou a 12 de Março.

Está garantido o reembolso do preço dos bilhetes a quem os comprou.

Clique na imagem do New York Times.

terça-feira, 16 de junho de 2020

DECISÃO HISTÓRICA

Por 6 votos contra 3, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu ontem que a Lei dos Direitos Civis de 1964 inclui os trabalhadores gays, bissexuais e transgénero. Por estranho que pareça, só agora, ao fim de meio século de activismo, a Lei de 1964 abrange gays, bissexuais e pessoas transgénero. Dito de outro modo: a discriminação por sexo passa doravante a incluir a orientação sexual e a identidade de género.

Até anteontem, em mais da metade dos Estados, era possível despedir trabalhadores com base na sua orientação sexual, como aliás tem acontecido com homens e mulheres que casaram com parceiros do mesmo sexo.

Neil Gorsuch, nomeado por Trump após acesa controvérsia, foi um dos dois juízes conservadores que votaram a favor, deixando estupefactos os seus apoiantes nos círculos ultramontanos. O outro foi John Roberts, Chief Justice of the United States. Garantindo a maioria, ambos se juntaram aos liberais Elena Kagan, Ruth Bader Ginsburg, Sonia Sotomayor e Stephen G. Breyer.

Ao tomar conhecimento do acórdão, Trump confirmou estar surpreendido, sobretudo com o voto de Gorsuch, mas que as decisões do Tribunal são para cumprir.

terça-feira, 2 de junho de 2020

AMÉRICA VINGA FLOYD

Mais uma noite de protestos violentos em reacção ao assassinato de George Floyd no passado 25 de Maio. O número de mortos subiu para cinco.

Os motins atingem 140 cidades de 21 Estados. Desde ontem, 40 cidades impuseram recolher obrigatório, embora, em muitas delas (caso de Nova Iorque, onde foi saqueado o Macy’s de Herald Square e dezenas de outras lojas de luxo), a ordem não fosse cumprida.

Trump continua a ameaçar pôr o Exército na rua, incitando os governadores estaduais a prenderem os manifestantes, o que já sucedeu em muitos casos, porque foram efectuadas milhares de prisões.

Sucedem-se os atropelamentos deliberados: carros da polícia contra manifestantes, carros de civis contra polícias. Mais de cem feridos de ambos os lados.

Foram bloqueadas várias pontes em várias cidades e os incêndios sucedem-se.

O chefe de polícia de Louisville (no Kentucky) foi demitido após o tiroteio de que resultou a morte de um civil.

Em Washington, helicópteros Black Hawk e Lakota fizeram voos rasantes sobre os bairros étnicos da cidade, obrigando à dispersão de manifestantes. Washington é a única cidade do país em que o Exército pode actuar por decisão unilateral do Presidente.

domingo, 31 de maio de 2020

BLACK LIVES MATTER


São já 75 as cidades americanas onde os motins causados pelo assassinato de George Floyd se traduzem em vandalização generalizada, saques e incêndios. Só em Minneapolis foram destruídos mais de 250 estabelecimentos comerciais.

Neste momento, 25 cidades de 16 Estados estão sujeitas a recolher obrigatório. O número de mortos subiu para 4 (um polícia e três civis), havendo dezenas de feridos hospitalizados, muitos deles polícias.

Os tumultos chegaram aos portões da Casa Branca, onde os manifestantes atacaram um repórter da Fox News. Lafayette Park, perto da residência presidencial, também ardeu. Uma equipa da Reuteurs foi atingida pela polícia com balas de borracha.

Em Nova Iorque, a violência faz-se sentir defronte da Trump Tower, no coração de Manhattan, mas também no Harlem, em Brooklyn e em Queens. Na 5.ª Avenida, a Catedral de St Patrick não escapou ao pichamento, e os incêndios não poupam Times Square.

Em Chicago, o Trump International Hotel and Tower esteve a um passo de ser invadido por mais de três mil manifestantes. Um centro comercial foi vandalizado em São Francisco, o mesmo acontecendo a lojas de luxo da Melrose Av de Los Angeles, tendo ambas as cidades imposto recolher obrigatório.

A polícia tem reagido com gás lacrimogéneo, incluindo a versão pimenta, jactos de água e balas de borracha.

Na imagem do New York Times, o mapa dos principais motins. Clique.

sábado, 30 de maio de 2020

AMÉRICA EM CHAMAS

A ameaça de que o Exército estaria a preparar unidades especiais para conter a insurreição de Minneapolis não inibiu os protestos pela morte de George Floyd.

Pela quarta noite consecutiva, prosseguem os motins, tanto em Minneapolis (obrigada a recolher obrigatório), local do crime e epicentro da revolta popular, como em Nova Iorque, Washington, Atlanta, Los Angeles, San Jose, Chicago, Detroit, Boston, Denver, Las Vegas, Milwaukee, Dallas, Portland, Seattle, Oregon, Houston, New Orleans, etc. Em todo o lado, a multidão grita: Não consigo respirar.

Além de supermercados, lojas de todo o tipo, estações de correio, Bancos, restaurantes e postos de abastecimento de combustíveis, foram incendiadas esquadras e veículos da polícia, o Centro de Justiça do Condado de Multnomah e a sede da CNN em Atlanta.

Desde 1992 que o Exército americano não actua em território nacional, mas Mark Esper, o secretário da Defesa, disse que daria a ordem se o caos prevalecesse. Militares de Fort Bragg (Carolina do Norte) e Fort Drum (Nova Iorque) seriam os primeiros a ser enviados para actuarem juntamente com os efectivos da Guarda Nacional do Minnesota.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

EUA EM TRANSE

Acusado de assassinato em terceiro grau, Derek Chauvin, o polícia que asfixiou George Floyd até à morte, foi finalmente preso. Ao fim de quatro dias, as autoridades do Minnesota fizeram o que deviam ter feito logo no dia 25.

Apesar do recolher obrigatório, Minneapolis mantém-se em pé de guerra, ao mesmo tempo que se sucedem os tumultos em dezenas de cidades em fúria.

NÃO CONSIGO RESPIRAR


Apesar das ameaças de Trump, que mobilizou a Guarda Nacional, estendem-se de costa a costa os protestos, cada vez mais violentos, à morte de George Floyd, assassinado em Minneapolis no passado dia 25.

Floyd, de 46 anos, foi algemado com as mãos nas costas e deitado no chão, de bruços, enquanto um polícia, Derek Chauvin, mantinha o joelho sobre o seu pescoço até o ver morrer por asfixia.

A cena foi gravada e correu mundo, desmentindo a versão da polícia de que Floyd resistira à ordem de prisão.

O presidente da Câmara de Minneapolis, Jacob Frey, quer que os responsáveis sejam julgados por assassinato, mas a polícia limitou-se a demitir quatro agentes: Derek Chauvin, Thomas Lane, Tou Thao e J. Alexander Kueng.

Ontem, foi incendiada a esquadra de polícia a que pertenciam os agentes demitidos.

Entretanto, foram presos os cinco elementos da equipa de reportagem da CNN que fazia a cobertura dos protestos. Mas a pronta intervenção de Tim Walz, governador do Minnesota, levou à sua libertação ao fim de poucas horas.

Menos sorte tiveram as 40 pessoas que se reuniram em Union Square, uma elegante praça de Nova Iorque, para protestar pacificamente contra a brutalidade policial: foram arrastadas para carros celulares.

Na imagem, George Floyd. Clique.

domingo, 19 de abril de 2020

TRUMP SABIA?

De uma forma ou de outra, toda a gente acompanhou as teorias de conspiração relacionadas com o surgimento do Covid-19.

Para os que estão sempre prontos a dizer mal da América, teriam sido os americanos a introduzir o vírus na China. A primeira vez que ouvi a tese foi da boca de um professor catedrático que teria recebido a informação, muito bem fundamentada, de um reputado fellow.

Hoje, com atraso, porque o artigo é de terça-feira passada, li a coluna de Josh Rogin no Washington Post, na qual refere o seguinte: os Estados Unidos estão, desde Janeiro de 2018 — atenção: 2018 —, informados sobre pesquisas de risco em coronavírus de morcegos, na cidade chinesa de Wuhan.

Mais: a Casa Branca recebeu duas advertências oficiais sobre o assunto, assinadas por Jamison Fouss, cônsul-geral em Wuhan, e Rick Switzer, conselheiro de embaixada em Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Saúde.

O artigo prossegue com outras revelações melindrosas para a Casa Branca.

Aqui chegados, cada vez se percebe menos o descaso de Washington face à pandemia.

Lembram-se do famoso relatório, que alegadamente ninguém leu, embora estivesse na secretária (mesa) de Bush desde 6 de Agosto de 2001, sobre um hipotético «mas muito provável...» ataque a Nova Iorque com aviões suicidas?

A história repete-se?

sexta-feira, 17 de abril de 2020

USA EM PÉ DE GUERRA

Com mais de 700 mil infectados e cerca de 40 mil mortos, grande parte da população dos Estados Unidos não concorda com os confinamentos que, neste momento, afectam os 50 Estados, mais o Distrito de Columbia (Washington), as 23 tribos índias e os 5 territórios do país.

E tem-se manifestado de forma agressiva, exigindo a reabertura de escolas, comércio, restaurantes, cinemas, teatros, discotecas, etc. Dito de outro modo, Trump tem o apoio de uma parte significativa da população.

A título de exemplo, no Michigan e no Ohio os protestos estão a assumir proporções de insurreição civil, e a situação tende a agravar-se com os tuítes incendiários do Presidente — LIBERATE MICHIGAN / LIBERATE MINNESOTA / LIBERATE VIRGINIA —, desautorizando Governadores que não pensam como ele.

Embora no discurso da Casa Branca tenha dito que cada Governador faria o que quisesse, acrescentou que os Estados teriam de o fazer com os seus próprios meios. Claro como água: Washington lava daí as suas mãos.

segunda-feira, 30 de março de 2020

NAVIO HOSPITAL EM NOVA IORQUE


O navio-hospital USNS Comfort chegou a Nova Iorque. Sempre são mais mil camas.

Clique na imagem.

quarta-feira, 25 de março de 2020

TERRENCE McNALLY 1938-2020


Vítima do Covid-19, morreu ontem o dramaturgo e libretista americano, Terrence McNally, uma das primeiras celebridades a não resistir ao coronavírus. Deixa viúvo o produtor teatral Tom Kirdahy.

Considerado o maior dramaturgo americano vivo, quatro vezes laureado com o Tony, McNally é autor de 40 peças de teatro, dez musicais, do libreto de quatro óperas, etc.

Tinha 81 anos e morreu em casa.

Imagem: New York Times. Clique.

quinta-feira, 12 de março de 2020

SHUTDOWN


Andrew Cuomo, governador de Nova Iorque, já tinha mandado encerrar os museus da cidade, o Lincoln Center, a Ópera, o Carnegie Hall, a New York Philharmonic, etc.

Hoje mandou fechar, até 12 de Abril, todos os teatros da Broadway.

Clique na imagem do New York Times.