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domingo, 11 de outubro de 2020

MAIS SAÚDE EM ALVALADE


Foi anteontem inaugurada a Unidade de Saúde Familiar de Alvalade. José António Borges foi o anfitrião da cerimónia, em que participaram Marta Temido, Fernando Medina, Luís Pisco (o presidente da ARS Lisboa e Vale do Tejo), Eunice Carrapiço e outras personalidades.

Instalada no vasto parque do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa e coordenada por Mariana Freire, a USF Alvalade vai dar cobertura total do serviço de medicina familiar a dezassete mil utentes.

As fotos são da Junta de Freguesia de Alvalade. Clique.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

CUF TEJO ABERTO

Começam hoje a funcionar algumas valências do novo hospital. A saber: ambulatório, consultas e exames, análises clínicas e de imagiologia, o hospital de dia oncológico. Até ao Natal abre o bloco operatório, composto por dez salas, sendo uma híbrida e outra de cirurgia robótica; a unidade de cuidados intensivos, com catorze camas; a área de internamento com 213 camas; as salas de exames especiais e o atendimento permanente (urgências) de adultos.

O novo hospital do Grupo Mello Saúde está dotado de Centro de Neurociências, Centro de Coração e Vasos, Centro de Oncologia, Centro de Cirurgia e Patologia Digestiva, Centro da Criança e do Adolescente, Centro da Mulher, Dermatologia, Oftalmologia, Endocrinologia e Nutrição, Urologia, Cirurgia Plástica e Estética, Prevenção e Envelhecimento, Ortopedia Músculo-Esquelético, Otorrinolaringologia, Pulmão, Neurocirurgia, Cirurgia Robótica, Radiologia de Intervenção, Medicina geral, etc.

Os 75 mil metros quadrados do edifício albergam ainda um hospital-escola, um Centro de Simulação (realidade aumentada), um anfiteatro cirúrgico, um auditório com 108 lugares, uma biblioteca digital e outros espaços.

Com seis pisos acima do solo, quatro pisos subterrâneos e estacionamento para 800 viaturas, o edifício desenhado por Frederico Valssassina veio alterar o perfil de Alcântara e, presumo, o fluxo de trânsito na zona.

Clique na imagem.

domingo, 3 de maio de 2020

MARTA TEMIDO


Mulher, 46 anos, ministra duas vezes, doutorada em Saúde Internacional, mestre em Gestão e Economia da Saúde, especialista em Administração Hospitalar pela Escola Nacional de Saúde Pública, licenciada em Direito, antiga presidente da Administração Central do Sistema de Saúde, antiga subdirectora do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, ex-membro do conselho de administração de vários hospitais do SNS, antiga docente universitária, autora e co-autora de publicações científicas no âmbito da saúde, etc., é natural que Marta Temido seja um osso difícil de roer pelo conservadorismo ultramontano.

Sobre a ministra da Saúde não tenho hoje a opinião que tinha há dois meses. Felizmente, a realidade não me deu razão e, com isso, ganhamos todos.

Clique na imagem.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

SERRALVES A TRÊS DIMENSÕES


Provavelmente o sítio mais cosmopolita do Porto, visitado por turistas de todas as origens, o Museu de Serralves distribui óculos de três dimensões de formato XXL às pessoas (um terço dos quais serão estudantes menores) que vão ver a mostra colectiva Electric.

Existem óculos para todas as pessoas? Não havendo, o museu desinfecta os que tem?

É que anda muita gente a crucificar a directora-geral da Saúde por, alegadamente, ter uma postura soft face ao problema do Covid-19 mas, neste caso concreto, nem um pio. A arte justifica o desleixo?

Clique na imagem da TVI.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

COVID 19


Já todos percebemos que a situação é mais grave do que nos fizeram crer. Estamos noutro patamar.

Entretanto, são cada vez mais as vozes (incluindo médicos de todo o mundo) que exigem o afastamento de Tedros Adhanom Ghebreyesus do cargo de director-geral da OMS, considerado por muitos incapaz de gerir a situação.

O etíope é acusado de usar paninhos quentes para não melindrar Pequim nem beliscar os grandes interesses económicos internacionais. Ontem, finalmente, descobriu que o Covid 19 é o inimigo público número um.

As Nações Unidas já receberam um relatório com mais de trezentas mil assinaturas questionando a actuação de Tedros Adhanom Ghebreyesus:

«Em 23 de Janeiro de 2020, ainda Tedros Adhanom Ghebreyesus se recusava a declarar emergência mundial de saúde o surto de vírus na China. A OMS tem de ser neutra em termos políticos. Sem nenhuma investigação, Tedros Adhanom Ghebreyesus acredita apenas nos dados fornecidos pelo Governo chinês. [...]»

Há quinze dias, com um mês de atraso relativamente aos primeiros casos identificados na China, onde tudo começou a 27 de Dezembro, a nova estirpe de coronavírus estava alegadamente controlada.

Hoje sabemos que não está. Pior: o período de incubação não é de 14 dias, mas de 24. Os números oficiais registam 1.115 mortos até ontem, mas na China nem sempre os números oficiais coincidem com a realidade.

Artigos publicados na imprensa chinesa, quem diria, reportam casos de dezenas de famílias infectadas, em Wuhan, as quais estariam sem qualquer tipo de acompanhamento médico.

Quatro navios de cruzeiros estão em regime de quarentena. E só no Diamond Princess, ancorado em Yokohama (Japão) com 2.670 passageiros e mil tripulantes a bordo, foram registados 174 casos de infecção letal.

Sem as amarras da UE, o Reino Unido (oito casos identificados) já decretou emergência de saúde pública.

Clique na imagem.

domingo, 2 de fevereiro de 2020

ACABOU O FOLHETIM?

Com a chegada, esta noite (20:20), à base militar de Figo Maduro, dos dezassete portugueses repatriados da China, espero que tenha acabado o folhetim do repatriamento de nacionais.

Pela conferência de imprensa que se seguiu, ficámos a saber duas coisas:

— Todos os repatriados se voluntariaram para ficar em isolamento durante 14 dias, uns no Hospital Pulido Valente, outros no Hospital Júlio de Matos, aka Parque da Saúde, ambos de Lisboa.

— Um avião que fazia a ligação entre Hong Kong e Reykjavik foi proibido de aterrar na Islândia, tendo de ser desviado para os Açores, onde os passageiros desembarcaram.

sábado, 25 de janeiro de 2020

CORONAVÍRUS GLOBAL


Por causa do Coronavírus, hoje, dia de Ano Novo chinês, mais de 56 milhões de pessoas estão impedidas de celebrar a data devido às restrições de circulação, não só em Wuhan, mas também em Pequim e noutras cidades.

O que são 56 milhões num país com 1,4 mil milhões de habitantes?, dirão alguns. Em todo o caso, a maior quarentena jamais posta em prática.

Foram cancelados os festejos públicos. A Grande Muralha e a Disneylândia de Xangai foram encerradas por tempo indeterminado, o mesmo acontecendo a templos e feiras de 30 províncias.

Até ao momento, estão reportados casos na China (com 1.372 doentes infectados e 41 mortos), Macau, Hong Kong, Taiwan, Coreia do Sul, Japão, Singapura, Tailândia, Nepal, Malásia, Vietname, Austrália, Estados Unidos e França. 

Vários países, entre os quais Portugal, estão a tomar medidas para retirarem os seus cidadãos (vivem 14 portugueses em Wuhan). O primeiro avião americano, com pessoal médico a bordo e capacidade para 230 passageiros, já aterrou em Wuhan. Mas só nessa cidade vivem mais de mil americanos.

Clique no gráfico do Guardian, que reporta às 15:20 de hoje.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

CIDADE SITIADA


Em Wuhan, na China, cerca de 20 milhões de pessoas (onze milhões no centro da cidade) vivem o terror do Coronavírus.

Sem transportes públicos de qualquer espécie, o aeroporto encerrado e as autoestradas bloqueadas, o pesadelo instalou-se. Fechados nos hotéis, os turistas não podem regressar aos seus países. Trata-se da maior operação de quarentena pública de todos os tempos.

Um novo hospital, com mil camas, começou hoje a ser construído. Prazo limite da obra: dez dias. No próximo 3 de Fevereiro terá de receber os primeiros doentes.

A coreografia das escavadoras antecipa a desmesura. É outra a escala chinesa.

Clique na imagem do Financial Times.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

A BOA SURPRESA

Falando no Parlamento, António Costa tinha prometido para hoje uma prenda no sapatinho (e menos ansiedade para Catarina Martins). Chegou.

Esta manhã, o Conselho de Ministros aprovou a contratação, em 2020-21, de 8.426 profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e outros. Oito mil quatrocentos e vinte e seis.

Ainda este mês, a dívida dos hospitais será abatida em 550 milhões de euros.

Para modernizar e requalificar a rede hospitalar, foram desbloqueados 190 milhões de euros. Mais cem milhões para prémios de desempenho.

Por junto, o SNS disporá de mais 800 milhões de euros. Se calhar o problema não é de dinheiro, mas de gestão [in]eficaz. A ver vamos.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

SAÚDE NO REINO UNIDO

Foi ontem divulgado mais um relatório sobre o caos do National Health Service britânico.

Então é assim: entre Novembro de 2018 e Outubro de 2019 registaram-se 4,3 milhões de incidentes de segurança. Número exacto: 4.356.227 pacientes afectados, sobretudo com medicação inadequada, infecções generalizadas, cuidados incorrectos, crianças deitadas no chão por falta de camas, etc. Nove em cada dez directores de serviço queixam-se de falta de condições. Isto acontece no reino de Sua Majestade.

As eleições estão à porta e, lá como cá, a saúde rende.

O caos britânico não nos serve de consolação. Lembrar apenas, a quem não reparou ainda, que a “disfunção” do nosso Serviço Nacional de Saúde não começou ontem. Dura há cerca de vinte anos, embora os media falam dela como se antes de Centeno fosse tudo um mar de rosas. Nunca foi. As urgências continuam a dar resposta eficiente aos grandes sinistrados, mas o resto tem dias, varia consoante a unidade hospitalar e o perfil do paciente, etc. Sempre assim foi e será. O que mudou foi a vozearia dos profissionais e o agitprop militante.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

SAÚDE PRIVADA


Por que será que não me admiro?
Clique na imagem do Jornal de Notícias.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

DANCOR 10


O DANCOR 10 (comprimidos) está esgotado há meses. Quem tem mesmo de o tomar vai a Espanha comprar.

Sucede que o DANCOR não é uma marca de rebuçado. Contendo nicorandilo, o DANCOR é um activador dos canais do potássio, ou seja, aumenta o fluxo de sangue através dos vasos do coração, melhorando o funcionamento do músculo, etc. Da bula: «É utilizado em doentes adultos que não toleram ou não podem tomar medicamentos para o coração chamados bloqueadores beta e/ou antagonistas do cálcio

Alegadamente, o DANCOR 20 estará disponível a partir de 9 de Setembro. Mas o busílis é o DANCOR 10.

Isto não se passa no Sudão. Acontece num país da UE e ainda não vi nenhum partido questionar o Infarmed sobre as razões dos laboratórios.

Clique na imagem.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

LEI DE BASES DA SAÚDE

O Presidente da República promulgou hoje sete diplomas. O mais importante é a Lei de Bases da Saúde, que revoga a Lei n.º 48/90, de 24 de Agosto, e o Decreto-Lei n.º 185/2002, de 20 de Agosto.

Advertência: «O presente diploma não corresponde, na sua votação, ao considerado ideal, nomeadamente por dela excluir o partido com maior representação parlamentar. Mas, ao invés, preenche o critério substancial determinante da decisão presidencial: o não comprometer, em nenhum sentido, as escolhas futuras do legislador, dentro do quadro definido pela Constituição. [...]»

Também promulgou a 11.ª alteração ao Decreto-Lei n.º 113/2011, de 29 de Novembro, «que dispensa a cobrança de taxa moderadora nos cuidados de saúde primários e demais prestações de saúde...»

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

DESOBEDIÊNCIA

A requisição civil dos enfermeiros foi decretada por incumprimento dos serviços mínimos em quatro hospitais:

Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto
Centro Hospitalar do Porto, integrado no Hospital de Santo António
Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga, em Santa Maria da Feira
Centro Hospitalar Tondela-Viseu, em Viseu

O que fará o Governo se a requisição civil não for cumprida?

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

A GREVE CIRÚRGICA

O Conselho de Ministros aprovou, e Marta Temido, ministra da Saúde, anunciou esta tarde a requisição civil dos enfermeiros.

Objectivo: pôr termo «a situações de incumprimento dos serviços mínimos reportados em diversos hospitais.» Não era sem tempo.

sábado, 26 de janeiro de 2019

EMA DEIXOU LONDRES


Em Londres, ontem foi o último dia da Agência Europeia de Medicamentos. Foram arriadas as bandeiras dos 28 Estados-membros e desocupado o edifício de Canary Wharf.

Um total de 900 técnicos e funcionários preferiram o desemprego à mudança para Amesterdão (cidade escolhida para acolher a agência), onde a EMA funcionará a partir da próxima segunda-feira.

«Perder a sede da Agência Europeia de Medicamentos é uma perda significativa para Londres e para o Reino Unido», disse Simon Fraser, vice-presidente de Chatham House.

A 63 dias do Brexit, este é o acontecimento mais marcante do atribulado processo em curso.

Imagem: tuíte da EMA, vendo-se as bandeiras dobradas. Clique.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

ADSE


O Observador publicou ontem um estudo muito detalhado sobre a ADSE, da autoria de Mário Amorim Lopes, professor da Universidade do Porto e da Católica Porto Business School. Trata-se de um trabalho sério, com início na criação (em 1963) deste subsistema de saúde dos funcionários públicos, anterior ao SNS, explicado até à actualidade.

Por exemplo: em 2016, a ADSE atingiu um pico de 336 milhões de euros de saldo positivo, «tendo plenamente consolidado o autofinanciamento... depende apenas das contribuições dos seus beneficiários...», que todos os meses descontam 3,5% do seu vencimento bruto, subsídios de férias e Natal incluídos.

Em 2016, a ADSE tinha 1.269.267 beneficiários, dos quais 848.665 são titulares no activo (41%) ou aposentados (27%), sendo os restantes 420.602 descendentes menores e cônjuges sem rendimentos.

É importante que estas coisas sejam esclarecidas para acabar de vez com a ideia de benesse.

Conclusão: «A ADSE é hoje financeiramente independente. Logo, é um subsistema de saúde pago pelos seus beneficiários e não pelos contribuintes. Os restantes argumentos para a sua extinção são de cariz ideológico.» O trabalho é complementado com meia dúzia de gráficos, um dos quais aqui se reproduz.

Clique na imagem.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

A FALÁCIA DO INFARMED

O tema da transferência para o Porto da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, vulgo Infarmed, ocupa várias páginas do Público. A choradeira de Rui Moreira não me interessa. Só lhe fica mal dizer que levou aquilo a sério. Qualquer pessoa com sentido prático percebia que, sem medidas radicais de logística e tesouraria (e porventura de natureza legislativa), a mudança não era viável. Tudo isso é claro desde 21 de Novembro de 2017, data em que o ministro da Saúde anunciou ao país uma medida que não tinha condições de concretizar a 1 de Janeiro de 2019.

O que me interessa no dossiê do Público são os números do relatório do grupo de trabalho criado pelo Governo para avaliar a viabilidade da mudança, mais os da Porto Business School sobre o funcionamento do Infarmed.

Dizem-nos esses números que as obras de adaptação do edifício onde o Infarmed ficaria instalado no Porto teriam o custo de 4,25 milhões de euros, não ficando prontas em menos de 30 meses (dois anos e meio). Esses 4,25 milhões de euros fazem parte do pacote de 17 milhões de euros que custaria a mudança. Verdade que há números sobre hipotéticas poupanças futuras, mas não vale contar com o ovo no cu da galinha.

O mais importante nem são os milhões para adaptar o edifício da Manutenção Militar (na zona ribeirinha), construir o laboratório e o data center. Nenhuma destas obras está sequer planeada, mas isso não preocupa o autarca-mor da Invicta.

Importantes são as pessoas. Ou seja, os 354 funcionários do Infarmed, dos quais apenas dez mostraram disponibilidade para a mudança. Se o Governo via vantagem na mudança do Infarmed para o Porto, tinha de o explicar. Em seguida, confrontado com recusa geral dos funcionários, devia, logo naquela altura, ter aberto concursos com carácter de urgência para recrutar na área do Grande Porto. Não acredito que ficassem desertos. Mesmo assim, com procedimentos concursais, adjudicações e obras, antes de 2022 nada aconteceria. Se nós tivéssemos uma imprensa atenta, e um jornalista que soubesse contar pelos dedos, o ministro da Saúde teria sido obrigado a esclarecer a natureza falaciosa do calendário.

Se vivêssemos na Coreia do Norte, os funcionários eram arrastados pelos cabelos. Vivendo em democracia, isso não acontece. Transferir 354 funcionários e respectivas famílias, significa obrigar perto de mil pessoas a mudar de vida. Não vale a pena entrar em detalhes de compra ou arrendamento de casa, vagas em escolas e faculdades, gestão de compromissos em Lisboa, etc.

Nas primeiras semanas (ainda em 2017) após a fake new, um punhado de técnicos especializados rescindiu com o Estado e foi trabalhar para o sector privado do medicamento. A sangria estancou quando foi garantido que a mudança não se faria. Mesmo um pólo de natureza administrativa, para manter as aparências, com pessoal reduzido a recrutar in loco, orçaria em seis milhões de euros.

Sobra ainda a posição das associações do sector do medicamento, a indústria farmacêutica, as empresas de dispositivos médicos, etc., todas contra a mudança.

É a Máquina? Claro que é a Máquina. Rui Moreira nasceu ontem?

sábado, 22 de setembro de 2018

INFARMED

Acabou a novela da transferência do Infarmed para o Porto, iniciada em Novembro de 2017. Ouvido ontem no Parlamento, o ministro da Saúde revelou que o Governo suspendeu a medida.

Integrada na candidatura falhada do Porto à sede da Agência Europeia do Medicamento, a transferência do Infarmed não podia fazer-se sem os seus 356 funcionários. Sucede que apenas 19 (nenhum dirigente, nenhum quadro superior, nenhum técnico especializado) manifestaram disponibilidade para se deslocar.

Alguém no seu perfeito juízo acreditou ser possível transferir 356 funcionários e respectivas famílias para mais de 300 quilómetros da sua residência?

domingo, 24 de junho de 2018

MARCELO

Ontem, o Presidente da República desmaiou no Santuário do Bom Jesus. Uma nota da Presidência da República esclarece:

«Os exames efetuados no Hospital de Braga confirmaram que o Presidente da República sofreu uma gastroenterite aguda. Os médicos recomendaram hidratação e repouso [...]»

Não esquecer que, há seis meses, o PR foi operado de urgência a uma hérnia umbilical. Esteve internado três dias, embora este tipo de cirurgia seja feita (salvo em casos de especial gravidade) em regime ambulatório. Não ficou no Curry Cabral para ver passar os comboios, ficou porque o seu estado de saúde o exigiu. A saúde do Chefe do Estado não é assunto do foro privado. A Casa Civil fez bem em esclarecer, porque a especulação mediática envenena a realidade.

Agora convinha esclarecer a urgência da viagem a Washington. O primeiro-ministro diz que é muito importante. Porquê? A NASA vai montar uma rampa de lançamento em Belém?