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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

BRASIL CENSURA


Chegou a vez de São Paulo. A portuguesa Isabela Figueiredo junta-se a outros autores (Camus, Padura, García Márquez, Harper Lee, etc.) cujos livros não podem ser distribuídos por intermédio da campanha Remissão em Rede, um programa de incentivo à leitura nas prisões do Brasil.

Este acto de censura junta-se à recente decisão dos governos estaduais da Rondônia e de Roraima de proibirem, no ensino público, a divulgação de obras clássicas de autores como Camilo Castelo Branco, Machado de Assis e outros.

Assim vai o mundo.

Na imagem, capa da edição brasileira do livro de Isabela. Clique.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

ÁLVARO DE CAMPOS RASURADO


O livro escolar Encontros 12.º ano, da Porto Editora, omite três versos da Ode Triunfal, de Álvaro de Campos, por se tratar de «versos que têm linguagem explícita e se relacionam com a prática da pedofilia». A versão do mesmo livro destinada aos professores insere o poema na íntegra.

Os argumentos morais do comunicado da equipa de autores do livro [«Os professores conhecem as suas turmas e conhecem o poema integralmente, pelo que saberão também se têm ou não condições para abordarem os referidos versos com o tempo e o cuidado necessários, uma vez que podem, obviamente, constituir fator de desestabilização ou de desvio da atenção dos alunos.»] não merecem comentário.

Imagem: excerto da Ode Triunfal, in Álvaro de Campos, Poesia, Lisboa: Assírio & Alvim, 2002, p. 87, edição de Teresa Rita Lopes. Clique para ler melhor.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

MAPPLETHORPE AGAIN


Se, como revela hoje o Público, João Ribas foi forçado a tirar da parede obras já penduradas, aceitando, do mesmo passo, a substituição do vídeo Still Moving por uma tela que veda quase completamente a entrada numa das salas reservadas, por que razão compareceu ao vernissage...?

Sol na eira e chuva no nabal nunca deu bom resultado.

Clique na foto de António Lagarto.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

ASFIXIA

 
A cessação unilateral do contrato que a TVI tinha com Augusto Santos Silva não surpreende. Numa frase curta, Santos Silva tem um poder letal (não isento de pedagogia) que a maioria dos comentadores profissionais não consegue numa hora de verborreia. Era preciso afastar o professor catedrático e antigo ministro. Até prova em contrário, a decisão será da responsabilidade de Sérgio Figueiredo, director de informação, e de José Alberto Carvalho, presidente do comité editorial da TVI. O contrato cessa no fim do mês, mas faz-me espécie que Santos Silva não tenha batido com a porta no dia em que soube do seu afastamento. Teria evitado a afronta de ontem: o seu espaço de opinião na TVI-24 foi substituído sem aviso prévio por um “debate” sobre a entrevista do primeiro-ministro à SIC. Isto dito, ainda me faz mais espécie que Fernando Medina, o presidente da Câmara de Lisboa, tenha aceite o convite da TVI para substituir Santos Silva a partir de Setembro.