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segunda-feira, 8 de julho de 2019

MITSOTAKIS ABSOLUTO


Com maioria absoluta, Mitsotakis é o novo primeiro-ministro grego.

Entretanto, os neo-nazis da Estrela Dourada perderam representação parlamentar, uma vez que não conseguiram o score mínimo de 3% para entrar.

Mas em seu lugar entraram dez deputados da Solução Grega, partido de extrema-direita apoiado pela igreja ortodoxa, que em Maio elegeu deputados para o Parlamento Europeu.

Clique no gráfico de El País.

domingo, 7 de julho de 2019

GRÉCIA


Uma sondagem à boca das urnas feita após as eleições de hoje, dá a vitória, com maioria folgada, previsivelmente absoluta, ao partido Nova Democracia (centro-direita), actualmente liderado por Kyriakos Mitsotakis, 51 anos, antigo banqueiro, deputado desde 2004.

Mitsotakis é filho do antigo primeiro-ministro Konstantinos Mitsotakis.

O Syriza de Tsipras ficaria em segundo lugar, a uma distância de doze pontos.

Clique no gráfico do Guardian.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

INCÊNDIOS GREGOS


O número de mortos subiu para 80. Mas continuam desaparecidas cerca de 100 pessoas. Evangelos Bournous, presidente da Câmara de Rafina-Pikermi, confirmou terem sido destruídas mais de 1.500 residências. A área florestal ardida é superior a dois mil hectares.

Clique na manchete do jornal grego Kathimerini.

terça-feira, 24 de julho de 2018

GRÉCIA ARDE


Morreram até ao momento 62 pessoas, vítimas dos incêndios que deflagraram ontem na Grécia, três dos quais às portas de Atenas. Feridos com queimaduras são mais de 170, metade em estado grave. Este número inclui crianças.

Foram retirados dos arredores da cidade de Rafina, uma das áreas mais afectadas, os corpos carbonizados de 26 pessoas. O Governo decretou o estado de emergência e pediu ajuda internacional. A autoestrada Olympia, que liga Atenas ao Peloponeso, foi encerrada.

Na imagem, uma rua da estância balnear de Mati, na costa da Ática.

Foto de El País. Clique.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

GRÉCIA LIMPA

Apesar das reticências de Berlim, o Eurogrupo acaba de disponibilizar 15 mil milhões de euros à Grécia, a juntar aos 275 mil milhões recebidos desde 2010, para facilitar o regresso do país aos mercados, a partir de 1 de Agosto, data do fim do terceiro resgate.

Centeno dixit: «A dívida grega é sustentável daqui para a frente.» Com outro presidente, que não Centeno, o Eurogrupo teria este comportamento?

sexta-feira, 27 de abril de 2018

BDSM


A esquizofrenia talvez explique o súbito fascínio dos media portugueses por Yanis Varoufakis, o homem que mergulhou a Grécia no estado em que se encontra. Sejamos claros: foi a sua actuação desastrosa, um compósito de atrabílis, pose e nonsense, que deu azo à intolerância da UE, do BCE e do FMI. Alvo de desprezo e chacota por parte de largos sectores da opinião pública europeia, Varoufakis saiu pela esquerda baixa ao fim de cinco meses como titular das Finanças. Tivesse ele tido tomates para impor a solução que em 2015 esteve por um triz, ou seja, a saída da Grécia da moeda única, e teria legitimidade para dizer os disparates que diz. Continuavam a ser disparates, mas proferidos por alguém com autoridade. Enquanto os gregos sofrem toda a sorte de restrições, Varoufakis renunciou em 2015 ao lugar de deputado (o circuito Helena Rubinstein dá outra tusa). Incapaz de perceber a solução portuguesa, atordoado com o facto de Centeno presidir ao Eurogrupo, constrói narrativas paroxísticas para caucionar fantasias. Os seus aliados portugueses bem podem limpar as mãos à parede.

segunda-feira, 27 de março de 2017

TURQUIA VS GRÉCIA

Se calhar sou eu que ando distraído, mas ainda não vi os media nacionais referirem a escalada de tensão entre a Turquia e a Grécia. O clima azedou com a decisão do Supremo Tribunal grego de rejeitar a extradição de oito oficiais turcos que desertaram para a Grécia na sequência do golpe contra Erdogan. A Turquia voltou a suscitar a questão das ilhas ‘ocupadas’ (em 1996, pelo mesmo motivo, os dois países estiveram à beira de um conflito de grandes proporções), tendo nos últimos dias destacado para o Egeu vários navios de guerra, enquanto aviões sobrevoam diariamente o espaço aéreo grego. O ministro grego da Defesa já declarou: «As forças armadas gregas estão prontas para responder a qualquer provocação.» Chipre pode ser o detonador.

domingo, 14 de agosto de 2016

BARBÁRIE


Impressionante esta reportagem publicada ontem no Observer sobre abuso sexual de crianças em campos de refugiados na Grécia, em especial o de Salónica. Clique na imagem.

domingo, 20 de setembro de 2015

COMO SERÁ?

Hoje é dia de eleições na Grécia. Varoufakis saiu de cena: não quis dar a cara pelo Syriza, mas também não se candidatou pelo Unidade Popular, o partido fundado por Panagiotis Lafazanis, antigo ministro da Energia do executivo de Tsipras, e mais 25 deputados dissidentes do Syriza. A ver vamos como o eleitorado reage, com o país a dançar à beira do abismo. A ver vamos até que ponto o affaire Flambouraris afecta o score do Syriza. Lembrar que Alekos Flambouraris, ministro de Estado de Tsipras e seu principal conselheiro, é o accionista maioritário da Diatimisi, a empresa de construção, com dívidas ao fisco desde 2002, que em Maio fez um contrato público no valor de quatro milhões de euros (o escândalo só foi tornado público no passado dia 15). As sondagens não são animadoras.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

A VIDA COMO ELA É

A notícia não é uma novidade absoluta, mas até aqui só alguns jornais estrangeiros a tinham referido, de forma discreta e com reticências. Agora faz parangona na imprensa grega. Tsipras queria mesmo voltar ao dracma mas, para isso, precisava de dinheiro para emitir a nova moeda e garantir reservas monetárias. Varoufakis e Kammenos (o líder dos Gregos Independentes) andaram meses a monitorizar a equipa técnica que tratava dos aspectos práticos e jurídicos da operação. Por isso Tsipras foi a Moscovo, mas Putin é contra a saída da Grécia do euro e recusou abrir os cordões à bolsa. Pequim e Teerão também recusaram emprestar dinheiro para esse fim. Agora, dezenas de deputados exigem ser informados dos detalhes deste imbróglio.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

COUP d'ÉTAT


Zoe Constantopoulos, presidente do Parlamento grego: «Genocídio social.» Varoufakis: «Tratado de capitulação do país.» Tsakalotos: «Não temos alternativa.» E assim foi aprovado o Diktat alemão: 229 votos a favor, 64 contra (sendo 39 do Syriza, um deles Varoufakis), seis abstenções e uma ausência. Eram duas da madrugada em Atenas. Tsipras esteve ausente do Parlamento durante quase todo o debate. Teria estado reunido com Prokopis Pavlopoulos, o Presidente da República, com quem discutiu a hipótese de demitir-se esta sexta-feira e serem convocadas eleições gerais. Um total de 109 membros do Comité Central do Syriza assinou uma moção demarcando-se do Acordo. Não consta que tenham sido dadas explicações aos 61,7% dos gregos que votaram OXI no referendo do passado dia 5. A imagem é do Expresso. Clique.

terça-feira, 14 de julho de 2015

OS DIAS DE ATENAS

Na iminência de receberem os salários de Julho em promissórias, por não haver dinheiro vivo, os funcionários públicos gregos fazem hoje uma greve geral de 24 horas. Dezenas de contentores com medicamentos permanecem fechados nos cais do Pireu: não há dinheiro para os desalfandegar. E o Governo não pode invocar necessidade pública? O hipotético empréstimo intercalar que permitiria à Grécia manter a funcionar serviços básicos até obter o terceiro resgate, vai demorar. Enquanto Atenas não tiver aprovado tudo o que lhe foi imposto, o Eurogrupo não mexe um dedo. Os Parlamentos da Alemanha, Áustria, Eslováquia, Estónia, Finlândia e Holanda, que têm de aprovar o terceiro resgate da Grécia, vão entrar de férias. Três ministros do Syriza anunciaram a sua demissão. Pános Kamménos, ministro da Defesa e líder do ANEL (o parceiro do Syriza), já disse que o seu partido vai chumbar no Parlamento o acordo obtido por Tsipras. Entretanto, ontem, Atenas falhou mais um pagamento ao FMI. Os bancos continuam naturalmente fechados. O controlo de capitais impede centenas de empresas de funcionar. Sem surpresa, Dijsselbloem, ministro das Finanças da Holanda, foi ontem reeleito presidente do Eurogrupo.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

PROTECTORADO

Dezassete horas de reuniões (ontem) serviram apenas para deixar claro que Atenas não tem alternativa. Ou dança conforme Schäuble impõe, ou vai dar uma volta ao jardim da Celeste. Aconteça o que acontecer, a humilhação não decorre do anunciado veto finlandês. A humilhação suprema vem da “bondade” de Hollande, que mandou para Atenas uma equipa de técnicos, chefiados por um alto-funcionário do Eliseu. Esse petit comité vai redigir as leis que a UE quer ver aprovadas, no Governo e no Parlamento da Grécia, até ao meio-dia de quarta-feira. Isto tem um nome: colonialismo. E um significado: Hollande não acredita na capacidade técnica dos funcionários gregos. Vindo de ondem vem, não admira. A França nunca disfarçou a sua vocação imperial. A solidariedade (evitar um rombo nos bancos franceses) põe a Grécia ao nível do Mali. É isto que os gregos querem? Ninguém pede contas a Tsipras por ter virado o referendo do avesso?

domingo, 12 de julho de 2015

ESTALOU

Um dia acontecia: a fina camada de verniz quebrou. Uma dezena de ministros das Finanças disse em voz alta o que pensava da Grécia, da cambalhota de Tsipras (o desrespeito pelo resultado do referendo), da inutilidade da reunião que os juntou. A Finlândia foi peremptória: vetará qualquer tipo de auxílio à Grécia. A Eslováquia foi curta e grossa: a Grécia ultrapassou o prazo de validade. A França foi convidada a pagar sozinha, do seu bolso, o terceiro resgate. Parlamentos de seis países fizeram saber que chumbariam novo auxílio. Já ninguém discute a veracidade do paper, teoricamente apócrifo, com a proposta de Grexit durante cinco anos. Neste clima, a reunião cessou pouco antes da meia-noite. Será retomada hoje, quando forem 10 da manhã em Lisboa. Após duas semanas de corralito, amanhã começa o corralón na Grécia. Neste ínterim, Varoufakis está a banhos na Austrália (saudades da filha, disse). Os 61% de votantes do NÃO entraram em estado catatónico?

sábado, 11 de julho de 2015

CINCO ANOS OUT

 
A notícia foi desmentida por algumas fontes, confirmada por outras, mas já toda a gente percebeu que é uma forma de pôr o assunto em agenda de forma “oficiosa”. Escrevendo no Twitter, Varoufakis dá-lhe crédito.

Segundo o Frankfurter Allgemeine, que não é um jornal qualquer, Schäuble propõe a saída da Grécia do euro durante cinco anos. Ou isso, ou a imediata alienação de património da Grécia no valor de 50 mil milhões de euros. O ministro das Finanças alemão teria reagido desse modo à proposta que Tsakalotos levou ao Eurogrupo, considerando-a insuficiente. Clique na imagem.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

TSAKALOTOS

 
Euclides Tsakalotos, 55 anos, até ontem ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros, é a partir de hoje o ministro das Finanças da Grécia. Formado em Oxford, Tsakalotos chefiava a equipa negocial grega desde 27 de Abril. A imagem é do Público.

VAROUFAKIS SAIU

Tsipras ganhou o referendo. A vitória do Não é inequívoca: 61,3% contra 38,7% do Sim. A abstenção foi de 37,6%. Vamos ver o que a Grécia ganhou ou poderá vir a ganhar com este desfecho. Para já, Varoufakis demitiu-se: Excerto do statement de despedida: «Soon after the announcement of the referendum results, I was made aware of a certain preference by some Eurogroup participants, and assorted ‘partners’, for my… ‘absence’ from its meetings; an idea that the Prime Minister judged to be potentially helpful to him in reaching an agreement. For this reason I am leaving the Ministry of Finance today.» Foi uma pena ter levado cinco meses a perceber o óbvio.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

O DINHEIRO OU DISPARO


Capa do jornal alemão Handelsblatt, especializado em assuntos económicos. Clique.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

A ESPIRAL


Um grupo de 246 professores gregos de Economia tornou público um dramático apelo ao Sim no referendo de domingo (se houver referendo). A imagem é do Ekathimerini. Clique na imagem.

CONTRADIÇÃO NOS TERMOS

A ver se falamos português. Tsipras diz que votar no Não, como ele pretende, não significa sair da zona euro. Verdade que, dos 28 Estados-membros da UE, apenas 19 adoptam o euro. Os restantes não abdicaram das moedas nacionais. Mas é uma manobra de prestidigitação (a palavra certa é vigarice) induzir o eleitorado no sentido do Não, tendo como pressuposto a manutenção do status quo. O Não obrigará a Grécia a romper com o protocolo do Eurogrupo. Votar no Não e recomeçar no dia seguinte a ponte aérea para as reuniões de Bruxelas é uma contradição nos termos.