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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

RESULTADOS OFICIAIS


O Tribunal Constitucional indeferiu o recurso do PSD sobre a forma de classificação dos votos nulos da emigração. A birra não serviu para nada. O recurso interposto pelo ALIANÇA foi rejeitado. A Comissão Nacional de Eleições publicou hoje em Diário da República o mapa oficial com os resultados finais globais das eleições.

Com representação parlamentar:

PS = 36,35% e 108 deputados

PSD = 27,77% e 79 deputados
BE = 9,52% e 19 deputados
CDU = 6,34% e 12 deputados 
CDS = 4,22% e 5 deputados
PAN = 3,32% e 4 deputados

CHEGA = 1,35% e 1 deputado
IL = 1,29% e 1 deputado
LIVRE = 1,09% e 1 deputado

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

GANZA


O PSD pediu a recontagem dos votos da emigração. Para quê? Por desconfiar que não são dois mais dois? Por achar que são três mais um? Por achar que tem direito aos quatro? Nada disso.

Rui Rio aceita o resultado que deu 2 ao PS e outros 2 ao PSD.

O que o PSD quer saber é se os nulos contam como nulos ou, como o partido defende, como votos da abstenção, caso em que a percentagem do PSD subiria para 27,8%.

Isto não é um sketch dos Monty Python.

Clique na imagem do Expresso.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

NÚMEROS OFICIAIS

Encerrada ontem à noite a contagem da votação dos emigrantes, o PS ganhou mais dois deputados e o PSD outros dois. Cada um dos partidos elegeu um deputado pelo círculo da Europa e um deputado pelo círculo Fora da Europa.

Nos últimos vinte anos, é a 1.ª vez que o PS elege um deputado pelo círculo Fora da Europa.

Os 230 deputados ficam assim distribuídos: 

PS com 108
PSD com 79
BE com 19
PCP com 10
CDS com 5
PAN com 4
PEV com 2
CHEGA com 1
IL com 1
LIVRE com 1

Dos pequenos partidos, o mais votado foi o PAN. 

Por esta ordem, BE, CDS e CDU tiveram menos votos que o PAN.

A abstenção final global foi de 48,5%. Votos nulos foram 22,3%.

O atraso ficou a dever-se à contagem dos votos de Macau.

sábado, 12 de outubro de 2019

GENTLEMEN'S AGREEMENT


Meio mundo atordoado com o alegado fim da coisa G. Não percebo.

As pessoas esqueceram-se do que se passou em Novembro de 2015. Os acordos assinados entre o PS, o BE, o PCP e o PEV foram uma exigência de Cavaco.

Convencido da inexequibilidade de um protocolo formal, o homem de Boliqueime julgou, desse modo, entalar Costa. Sem papéis assinados, não permitiria um Governo liderado pelo PS.

Passos continuaria em gestão (o XX Governo Constitucional foi chumbado a 10 de Novembro de 2015, onze dias após tomar posse) até que um novo Presidente da República pudesse dissolver o Parlamento, ou seja, no termo dos primeiros seis meses de mandato.

Enganou-se. PS, BE, PCP e PEV assinaram o que cada um decidiu (não existiu texto comum), Cavaco empossou Costa com azedume e um tom de acrimónia indigno do cargo que ocupava, e o PS governou a legislatura inteira com o apoio parlamentar dos partidos à sua esquerda.

O que se passou agora foi outra coisa. O PS falou com o BE, o PCP, o PAN, o PEV e o LIVRE. E só o BE se mostrou disponível para assinar um acordo. Nestas circunstâncias, que sentido faria manter a coisa G.? Pura ficção.

Um acordo PS-BE seria o equivalente a uma coligação informal, deixando os outros numa segunda linha descartável.

Portanto, bem andou o PS em exarar o óbvio: não haverá acordo escrito com nenhum partido, serão negociadas caso a caso as propostas de Orçamento, bem como todas as que sejam relevantes para a estabilidade governativa.

Entre pessoas de bem, um gentlemen's agreement tem valor de lei.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

ESCOLHA CERTA


Por decisão da Comissão Política Nacional do PS, reunida ontem à noite, António Costa esclareceu a posição do partido:

«Serão negociadas as propostas de orçamento do Estado e todas as que sejam relevantes para a estabilidade governativa. Não haverá acordo escrito com nenhum partido

O primeiro-ministro indigitado foi entretanto mandatado para proceder à formação do novo Governo.

Clique na imagem do Expresso.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

COSTA INDIGITADO


Tendo em conta os resultados eleitorais e ouvidos todos os partidos com representação na nova Assembleia da República, o Presidente da República indigitou hoje António Costa como primeiro-ministro do XXII Governo Constitucional.

Clique na imagem.

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

NOTAS SOLTAS


No essencial, o conjunto das sondagens publicadas até 4 de Outubro aproximou-se da realidade. Não se pode dizer o mesmo das sondagens à boca das urnas, com números delirantes.

A excepção foi a do ICS/ISCTE para a SIC. Correcta.

A RTP fez uma cobertura passional dos resultados. Lamentável.

A triagem “fina” dos resultados, concelho a concelho, demonstra que Lisboa é uma coisa e o resto do país outra.

A anunciada subida do BE não se concretizou. O partido de Catarina Martins perdeu cerca de 58 mil votos, limitando-se a manter os deputados eleitos em 2015.

Assunção Cristas, a mulher que andou quatro anos a dizer (sem se rir e quase sempre de mão na anca) que ia ser primeira-ministra, assumiu cedo a derrota e declarou ir abandonar a liderança do CDS.

Rui Rio evitou a implosão do PSD, mas o partido foi derrotado em toda a linha. Por junto, a PAF perdeu cerca de 350 mil votos e 22 deputados (mas só 9 eram do PSD). É obra, mas 27,9% é muito mais do que conseguiria a tropa fandanga do passismo. O pior foi o discurso borderline.

Ainda Rio: com tanto ódio acumulado na Invicta, obteve um resultado respeitável [15 vs 17 deputados] na cidade de que foi edil.

Ao fim de 24 anos no Parlamento, Heloísa Apolónia, do PEV, não conseguiu ser eleita.

Os 39 mil votos do ALIANÇA não foram suficientes para eleger Santana Lopes.

Marinho Pinto não conseguiu eleger o Pardal.

António Costa fez um discurso muito longo. O mesmo se diga de Rio e outros. Uma velha pecha portuguesa.

Clique na imagem do Público.

VAMOS A CONTAS


Quatro anos de imprensa marrom ou, se preferirem, de yellow journalism, não foram suficientes para impedir a vitória do Parido Socialista.

Sem contar com os votos dos emigrantes, ainda por apurar:

— O PS ganhou mais 124.395 votos e elegeu mais 21 deputados.
— A PAF [PSD+CDS] perdeu 344.458 votos e 22 deputados.
— O PSD perdeu 9 deputados.
— O CDS perdeu 13 deputados.
— O BE perdeu 57.391 votos mas manteve os 19 deputados.
— A CDU [PCP+PEV] perdeu 115.838 votos e 5 deputados.
— O PEV manteve dois deputados.
— O PAN ganhou 92.102 votos e elegeu mais 3 deputados.
— O CHEGA, de extrema-direita, elegeu um deputado (66.442 votos).
— A IL também elegeu um deputado (65.545 votos).
— O LIVRE conseguiu eleger um deputado (55.656 votos)

ESQUERDA = 142 deputados / DIREITA = 84

Os 4 deputados da emigração devem ser repartidos [2+2] pela Esquerda e pela Direita.

Juntos, o BE e a CDU perderam 173.229 votos.

A abstenção foi de 45,5%. Maior que em 2015 (44,1%) mas longe das previsões das sondagens.

Grande surpresa da noite, a eleição do deputado da Iniciativa Liberal, um partido do Norte (eixo Porto-Braga).

Finalmente, 45 anos após o 25 de Abril, a comunidade negra residente em Portugal terá deputados — neste caso três deputadas — negros a defender os seus interesses. Os outros que por lá passaram nunca assumiram essa condição.

Ainda é cedo para fechar o balanço, mas, para já, foram eleitos sete deputados assumidamente gays: quatro homens e três mulheres.

Clique na imagem do ministério da Administração Interna.

PS VENCEU


Vitória clara do PS, com todas as freguesias apuradas, faltando apenas contar o voto dos emigrantes, que representam quatro mandatos, dois dos quais (no mínimo) serão previsivelmente atribuídos ao PS.

A imagem apenas mostra os partidos que obtiveram representação parlamentar:

PS = 106 / PSD = 77 / BE = 19 / CDU = 12 / CDS = 5 / PAN = 4 / CHEGA = 1 / IL = 1 / LIVRE = 1

Clique na imagem do ministério da Administração Interna.

domingo, 6 de outubro de 2019

NOITE DE VITÓRIA


Celebrar a vitória com amigos. Clique na imagem.

LEGISLATIVAS


Para as eleições de hoje estão recenseados 10,8 milhões de portugueses, mais 1,1 milhão do que em 2015.

O voto dos emigrantes triplicou. O voto antecipado, em Portugal, idem.

É necessário inverter a tendência abstencionista: nas legislativas de 2015 abstiveram-se 44,14% dos eleitores. Hoje era bom que, pelo menos, dois terços dos eleitores votassem. Quem não vota não tem direito a protestar.

Não gostam do Governo? Têm 20 alternativas. Concorrem 21 partidos, quinze dos quais em todos os círculos. O importante é votar.

Clique na imagem: Costa a descer o Chiado, anteontem, vendo-se (entre outros), da esquerda para a direita, Mário Centeno, Fernando Medina, Carlos César, Ferro Rodrigues, Jamila Madeira e o primeiro-ministro António Costa.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

PS, OBVIAMENTE


Na medida em que é público o meu apoio ao partido, parece-me redundante dizer que no próximo domingo irei votar no PS.

Faço-o desde 1976 (vivendo em Lourenço Marques, em 1975 não pude votar para a Constituinte) e nunca me arrependi, fossem eleições legislativas, autárquicas ou europeias. O mesmo se diga relativamente a eleições presidenciais, exceptuando 2016, ano em que apoiei e votei em Marisa Matias.

Espero que uma hipotética pulverização do Parlamento não dinamite o essencial, ou seja, consolidar o trabalho feito nos últimos quatro anos.

Clique na imagem.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

VITÓRIA DE PIRRO?

A leitura atenta da sondagem do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa divulgada ontem à noite pela RTP e hoje de manhã pelo Público, demonstra várias coisas.

Não vou aqui dissecar todos os dados, mas alguns merecem reflexão.

Apesar da persistente contestação interna e do boicote sistemático dos seus barões, tudo indica que Rui Rio coloque o PSD no patamar de 2015. O anunciado descalabro do partido foi uma miragem.

O povo de Direita não vai em fantasias. Fantasias: votar no ALIANÇA ou no CHEGA com o único intuito de apear o homem do Porto.

Do mesmo passo, grande parte dos votantes do CDS prefere transferir-se para o antigo parceiro do que votar num partido que se foi progressivamente abimbalhando e não tem pudor de apresentar um programa com medidas inexequíveis. Exemplo: redução de 15% no IRS de todos os portugueses

Infelizmente, o instinto de sobrevivência nunca foi um traço distintivo da Esquerda.

Foi sempre a classe média (médicos, advogados, professores, enfermeiros, quadros médios e superiores do Estado e das empresas privadas, pequenos empresários e comerciantes, etc.) quem decidiu as eleições. Não são os clubes de opinião.

Aqui chegados, tudo indica que o PS será o partido mais votado, mas não é de descartar uma vitória de Pirro.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

VOTAR

O próximo domingo, dia 29, é dia de voto antecipado. Quem se registou para o efeito (mais de 40 mil pessoas, 30% das quais em Lisboa) poderá fazê-lo, sem direito às 24 horas de nojo a que obrigam os votantes de 6 de Outubro.

Espero que o façam em consciência. Votem em que partido votarem, façam-no de acordo com aquilo em que acreditam.

O impropriamente chamado voto útil é uma falácia. Votar no partido A ou B para «impedir» uma vitória do PS (como faz muita gente que conheço, incluindo amigos de Direita que votam BE para travar o passo a Costa), não é só um disparate. É um jogo perigoso.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

TROPEÇOU NA BÍLIS

Mais depressa eu escrevesse sobre a estratégia de Rui Rio na campanha eleitoral — afastamento dos trauliteiros saudosos de Passos, discurso de bom senso, aparente frieza no raciocínio, profissão de fé nos princípios —, mais depressa o presidente do PSD tropeçava na sua verdadeira natureza.

A pretexto da acusação, divulgada esta tarde, sobre o Caso Tancos, Rui Rio perdeu a compostura encenada até ontem. Em conferência de imprensa, fazendo coro com o desvario da líder do CDS — Querem dar o voto a criminosos? É isso que querem?, disse a passionária do Caldas —, ameaçou mandatar o PSD para convocar a Comissão Permanente da Assembleia da República. E ainda a procissão vai no adro.

O primeiro-ministro foi claro na resposta: «Não mudo de princípios de dois em dois dias». 

TRAULITEIRICES

Ao contrário de Assunção Cristas, que aposta numa política de terra queimada (e, com isso, vai reduzir o CDS a um grupelho irrelevante), Rui Rio tem tido, até ao momento, a inteligência de afastar os trauliteiros da campanha do PSD. Se mantiver a postura, isso terá como resultado evitar a pré-anunciada hecatombe do partido. A ver vamos.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

VALE TUDO?

Não me contaram. Eu vi. Vi hoje pela 1.ª vez, e em diferido, mas vi.

O Polígrafo da SIC, transmitido esta noite, naturalmente focado nas eleições do próximo 6 de Outubro, foi buscar as eleições de 2011, disputadas por Sócrates. Não foi na RTP Memória. Foi na SIC. Eu repito: hoje, o Polígrafo da SIC foi buscar as eleições de 2011, disputadas por Sócrates.

Argumento: naquele ano, o PS teria arregimentado anónimos de cor (indianos, sobretudo) para encher os seus comícios.

Como isto não é jornalismo, é o quê?

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

RIO VS PASSOS

Vi ontem o debate entre Catarina Martins e Rui Rio. Ambos falaram em português, ignorando a língua de pau associada a estes rituais.

Mas não é o debate que me interessa. Continuo sem perceber a má-vontade generalizada contra Rio. Por sua causa, dizem, o PSD terá estagnado em 22 ou 23%. Mas com Passos Coelho chegaria no mínimo aos 30%. É um mistério.

Eu lembro-me. Apoiado por uma clique de economistas que hoje não dão um pio (o catastrofismo de Medina Carreira e do pessoal menor que fazia coro deu azo à vitória do PSD em 2015), Passos liderou uma coligação apostada em rasurar o 25 de Abril.

A tentativa gorada de alterar a Constituição, a doutrina do ir além da Troika (Catroga foi o Richelieu de serviço), a introdução da CES em todas as pensões, a sobretaxa de IRS, o brutal aumento da carga fiscal, o corte das pensões de reforma e aposentação, o corte de rendimentos dos funcionários públicos (mais horas de trabalho, doze salários por ano em vez de catorze), os cortes no Rendimento Social de Inserção, as privatizações a favor dos seus (como se viu na TAP e nos Correios), o congelamento de carreiras na Função Pública, o vale-tudo no arrendamento urbano consignado na Lei Cristas, o desinvestimento em obras públicas, a tentativa de privatizar a RTP, a tentativa de estabelecer um tecto para as pensões de sobrevivência, a tentativa de aumentar a TSU dos trabalhadores diminuindo a dos patrões, etc., tudo isso Passos fez, ou teria feito sem o travão do Tribunal Constitucional. Aparentemente, é disso que o povo do PSD gosta.

Isso explica a idolatria por Passos em detrimento da atrabílis contra Rio? O PSD não merece mais que 18 ou 19% (nada mau), mas a responsabilidade é do gang que apoiou Passos, não me parece que seja de Rio.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

MAIORIAS ABSOLUTAS

Se pararmos uns minutos para pensar com frieza, depressa concluímos que a maioria absoluta não interessa (ou não deveria interessar) ao Partido Socialista.

A razão é simples. As maiorias absolutas permitem aprovar tudo sem dar satisfações à Oposição. Mas não livram o detentor dessa maioria absoluta de, em matérias sensíveis ou simplesmente polémicas, ter contra si uma parte significativa da opinião pública, o grosso da Oposição (a qual faria exactamente o mesmo se estivesse no Governo mas, por estar out, alimentaria o tumulto popular), os media e, em determinadas circunstâncias, o próprio Presidente da República.

Vejamos: no passado 3 de Maio, o primeiro-ministro ameaçou demitir-se caso fosse aprovado o decreto da contagem de tempo dos professores. Consequência imediata: PSD e CDS recuaram estrondosamente.

Com maioria absoluta, Costa não teria tido necessidade de pôr tudo em causa, na medida em que o PS sozinho faria o que quisesse. Mas, em vez de recuarem, PSD e CDS exigiriam não 9 mas 27 anos de retroactivos, viatura própria para professores colocados a mais de 20 quilómetros de casa, etc., etc. O mesmo se diga da greve dos motoristas de matérias perigosas. Os maus da fita foram os trabalhadores (a CGTP pôs-se ao largo) e o PS pôde impor Lei & Ordem sob aplauso geral.

Nenhum destes dois casos, e são apenas exemplos, teria tido o desfecho que teve com maioria absoluta.

Portanto, maioria absoluta por maioria absoluta, só com apoio parlamentar alargado.

É claro que este arrazoado racional não invalida a minha preferência por maiorias absolutas. Que é, bem vistas as coisas, o que temos tido desde 2015.

domingo, 28 de julho de 2019

MANTRA

Por que carga de água toda a gente começou de súbito a especular nos media sobre a  muito previsível maioria absoluta do PS?

Os estudos de opinião mais favoráveis oscilam entre 38 e 40%. Ora, pelo método de Hondt, a maioria absoluta obtém-se algures entre 44 e 45% (conforme a distribuição dos votos). Salvo se — a ressalva é decisiva — o primeiro partido obtiver o dobro do segundo. Seria preciso o PSD não passar de 21 ou 22%.

Eu sou a favor de maiorias absolutas (o Tribunal Constitucional existe para lhes pôr travão, como aconteceu nos ominosos anos passistas), o PS merecia, mas não me parece que isso vá acontecer.