sábado, 10 de dezembro de 2016

ITALO CALVINO


Esta semana escrevo na Sábado sobre Um Otimista na América, de Italo Calvino (1923-1985), o italiano que nasceu em Cuba, lutou na Resistência italiana contra os nazis e viveu treze anos em Paris. Nome central da Literatura do século XX, autor de romances e ensaios, Calvino também escreveu este diário da primeira viagem que fez aos Estados Unidos, entre Novembro de 1959 e Maio de 1960, a convite da Fundação Ford, depois de abandonar o Partido Comunista Italiano em Agosto de 1957. Em 1961, já com provas revistas, desistiu de publicar o livro, «demasiado modesto como obra literária e não suficientemente original como reportagem jornalística», confissão feita a Luca Baranelli, de certo modo contrariando a sua própria premissa: «Os livros de viagens são uma maneira útil, modesta e no entanto completa de fazer literatura.» Seria preciso esperar por 2014 para que Um Otimista na América visse a luz do dia. Calvino não foi o primeiro, nem terá sido o último intelectual marxista a deixar-se fascinar pelos Estados Unidos, melhor dito, a América. Em 1948, já Simone de Beauvoir publicara o magnífico L’Amérique au Jour le Jour, relato da sua estadia de quatro meses no ano anterior. Mas há uma diferença de tom: enquanto a Beauvoir, que visitou o país praticamente em cima do fim da guerra, usa um arsenal de reticências, Calvino não disfarça o fascínio pelo “milagre” americano. Nada lhe escapa: costumes, arquitectura, o Village pós-Henry James, volatilidade do quotidiano, hábitos e tiques do meio literário (viajou na dupla qualidade de escritor e consultor literário da editora Einaudi), colégios privados, psicanálise, a obsessão com o agendamento de qualquer compromisso, dress code e códigos de classe, imigrantes italianos, ensino da literatura, cultura da negritude, o Mardi Gras, a intolerância do segregacionismo, o Sul profundo, sexo e automóveis, vida nocturna, Las Vegas, imprensa, peculiaridades das mulheres, hotéis (item que também seduziu a Beauvoir), os vinhos do Vale de Sonoma, Chicago vs Nova Iorque, ditadura da publicidade, o porquê da Broadway “entortar” a partir da Rua 10, etc., em suma, um minucioso tour d’horizon sobre a sociedade americana. Seria pleonástico acrescentar que tudo flui em prosa excelentíssima. Cinco estrelas. Publicou a Dom Quixote.

domingo, 4 de dezembro de 2016

ATÉ JÁ


Desiludam-se: não vou almoçar com Mario Draghi. Clique na imagem.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

CAIXA

Paulo Macedo, que estava na calha para vice-governador do Banco de Portugal, aceitou ser o próximo CEO da Caixa Geral de Depósitos. Apesar dos salários “milionários”, que se vão manter, o BE e a comissão de trabalhadores da Caixa aplaudem a escolha de Costa. Rui Vilar fica como Chairman. O PCP aos costumes disse nada.

Os nomes da nova administração, da qual fará parte Esmeralda Dourado, seguem hoje para Frankfurt, ou seja, para o BCE. Lembrar que Esmeralda Dourado foi convidada para CEO da Caixa e recusou, levando à escolha do António Domingues.

Macedo foi administrador executivo e director-geral do Millennium BCP, director-geral dos Impostos (auferindo 23 mil euros mensais, em vez dos cinco mil da tabela da Função Pública) entre 2002 e 2007, fundador da seguradora Médis, ministro da Saúde (2011-15), sendo neste momento administrador da Ocidental Vida.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

ISABELA FIGUEIREDO


Por amanhã ser feriado, a Sábado saiu hoje. Nesta edição escrevo sobre A Gorda, de Isabela Figueiredo (n. 1963). Não é novidade mas convém repetir: a autora mudou o paradigma da literatura pós-colonial em língua portuguesa. Dito de outro modo, pôs um ponto final nos relatos delicodoces da borrasca imperial. Fez isso ao publicar o corrosivo Caderno de Memórias Coloniais, obra estudada em várias universidades, sobretudo anglo-americanas, e não amacia o tom no romance A Gorda, acabado de chegar às livrarias. Como Isabela não tem medo das palavras, nem escreve para agradar aos lobbies dominantes, o resultado desconcerta os incautos. Em Portugal há temas que qualquer aspirante a escritor interiorizou como interditos. O resultado é uma ficção dissociada da realidade. Os mais inteligentes (estou a falar da geração sub-50) deslocam o epicentro das narrativas para fora de fronteiras, e os outros, com raras excepções, debitam prosas pífias sobre vacuidades. Isabela faz tudo ao contrário. Chama as coisas pelos nomes, ignora os moldes que sobraram do nouveau roman, exorciza o beatério pequeno-burguês e fornica a céu aberto: «Montada sobre ele […] não pertenço a lugar algum, sexo e cérebro são uma esfera de luz-prata na qual nos suspendemos por segundos, não mais, cegos, só dor luminosa no lugar do nada…» Nenhum resquício de auto-complacência: internato da Lourinhã, formação escolar, clivagens sociais, gastrectomia como móbil, impecilhos da meia-idade, fronda dos professores durante o socratismo, Diktat alemão, o filho que não houve, doença e morte do pai e da mãe. Nos interstícios, percalços de um amor proibido. Mesmo quando nos fala de psichés de umbila ou de botecos da Arrentela, Isabela não faz outra coisa senão desmontar os clichês do realismo indígena. Tudo visto da outra margem. A história de Maria Luísa, a tal que deveio Gorda, expatriada de Moçambique aos 12 anos de idade, crescendo e fazendo-se mulher até ao regresso da família dez anos mais tarde. O fluxo de consciência ou, se preferirem, o monólogo interior, isenta-se de qualquer espécie de edulcorante: «A triagem remeteu-me para a psicanalista do Campo de Santana, na qual passaria os cinco anos seguintes a matar o papá.» Desenganem-se aqueles que supõem A Gorda uma obra sobre as sequelas da descolonização. Não é. O livro inclui a trilha sonora adequada. Da lista proposta recomendaria One, dos U2. Cinco estrelas. Publicou a Caminho.

Escrevo ainda sobre Paris França, de Gertrude Stein (1874-1946). A minha geração ainda se lembra dela, porque ela foi uma percursora do que mais tarde se chamaria literatura gay. Em 1903, Gertrude publicou Q.E.D., o primeiro livro em que o termo gay foi utilizado no sentido actual. Mesmo em 1933, quando saiu The Autobiography of Alice B. Toklas (as memórias de Gertrude por intermédio da voz de Alice, sua companheira de toda a vida), ainda era pouco comum. Tendo vivido parte da infância em Paris, Gertrude regressou aos Estados Unidos para fazer estudos universitários (medicina, psicologia e filosofia), radicando-se em Paris aos 26 anos. Não admira que a obra suscite curiosidade. Afinal, trata-se do livro em que Gertrude discorre sobre a cidade onde viveu até morrer. Pela sua casa passaram todos os Modernistas, bem como toda a gente que foi importante na primeira metade do século XX. Picasso, Hemingway e Pound eram habitués. Mas Paris França não se ocupa do salão da Rue de Fleurus. É uma memorabilia dos primeiros anos, cheia de aforismos: «a França podia ser civilizada sem pensar no progresso». Os puritanos vão execrar o lugar de destaque dado à gastronomia. Quatro estrelas. Publicou a Relógio d’Água.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

OE 2017 APROVADO

O OE 2017 foi hoje aprovado em votação final global. Votaram a favor o PS, o BE, o PCP, o PEV e o PAN. O PAF (PSD+CDS) votou contra. Igualmente aprovadas, com a mesma votação, as Grandes Opções do Plano. E vamos no segundo Orçamento de Estado da maioria de Esquerda.

TRAGÉDIA

A queda do avião da LAMIA que transportava para Medellín a equipa de futebol do Chapecoense, provocou 76 mortos. Sobreviveram cinco passageiros: três jogadores (Alan, Danilo e Jackson), um dos 21 jornalistas que acompanhavam a equipa, e uma hospedeira de bordo. A equipa brasileira ia disputar o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana, que se realiza na Colômbia.

TERROR


É muito estranho o silêncio dos media nacionais (aparentemente só o Observador se ocupou do caso) relativamente ao ataque de ontem na Universidade Estatal do Ohio, situada em Columbus. Até porque o quadro docente inclui portugueses. Tudo começou às 10 da manhã locais, quando um rapaz somali de 18 anos atropelou aleatoriamente vários estudantes do campus, ferindo outros com uma faca de talho. Por junto parece haver onze vítimas. A polícia abateu o atacante no local. A Ohio State University foi fundada em 1870. 

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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

CAIXA DOIS

A ver se a gente se entende. As declarações de rendimento & património dos detentores de cargos políticos têm, por Lei, que ser entregues no Tribunal Constitucional. Sublinhar: cargos políticos. Um bom princípio.

A partir daí, o TC, após análise, e em caso de irregularidade ou omissão, devia alertar os interessados. Não havendo resposta, o TC teria por obrigação accionar os mecanismos adequados num prazo razoável (digamos, um mês). Não imagino que mecanismos possam ser esses.

Isto dito, em circunstância nenhuma os media teriam acesso às referidas declarações. Quem diz os media diz qualquer tipo de coscuvilheiro. Naturalmente que, em casos de natureza judicial, o Ministério Público poderia, mediante autorização prévia de um juiz, ter acesso a elas. Para o interesse público é irrelevante saber se A ou B têm veleiros, mansões ou carros de alta cilindrada.

CAIXA UM

António Domingues demitiu-se ontem de CEO e Chairman da Caixa Geral de Depósitos. A decisão tem efeitos a 31 de Dezembro. Devia tê-lo feito no dia em que começou o folhetim entrega-não-entrega declaração de rendimentos & património ao Tribunal Constitucional. Além de Domingues, também bateram com a porta Emídio José Bebiano Moura da Costa Pinheiro, Henrique Cabral de Noronha e Menezes, Paulo Jorge Gonçalves Pereira Rodrigues da Silva (administradores executivos), Pedro Norton de Matos, Angel Corcóstegui Guraya e Herbert Walter (não-executivos). Ainda sobram quatro, um deles Rui Vilar.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

SONDAGEM DA CATÓLICA


O PS encontra-se à beira da maioria absoluta. Maioria de Esquerda = 57%. PAF = 36%. CDS empatado com CDU: 6% cada.

Resultados do CESOP da Universidade Católica para o Diário de Notícias, a RTP, o Jornal de Notícias e a Antena Um.

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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

EUCANAÃ FERRAZ


Hoje na Sábado escrevo sobre Poesia, do brasileiro Eucanaã Ferraz (n. 1961). Não é a primeira vez que o autor escolhe Portugal para publicar obras inéditas no Brasil. Foi assim com Desassombro, sucede de novo com Poesia, grosso volume de mais de seiscentas páginas que colige a poesia publicada entre 1990 e 2016, editado com a seriação invertida (começa pelo mais recente, fecha com o de estreia). Carlos Mendes de Sousa assina o extenso prefácio: «Este livro é o livro que esperávamos.» Com efeito, raras vezes o grão voz devém com tanta nitidez. O poeta celebra a vida em versos de exemplar tessitura: «Você não entendeu nada, como eu poderia / pôr um porre ou um raio de sol ou um Tylenol / sobre a tristeza, se ela é a verdade que fala? // Você não sabe amar, meu bem, não sabe / o que é o amor, como na canção. Que foi / que lhe ensinaram na escola?» Mas o arroubo amoroso não o distrai do mundo, e a tensão retórica (e prosódica) tem momentos deveras conseguidos: «De repente a cúpula de Santa Maria in Trastevere hasteou a tarde / bizantina no ouro das linhas retas». Leitura obrigatória. Cinco estrelas. Publicou a Imprensa Nacional.

AFINAL FORAM NOVE

A restauração portuguesa não passou de 17 para 34 Estrelas Michelin, como chegou a ser antecipado, mas de 17 para 26. Nada mau.

Dois saltam de uma para duas estrelas: The Yeatman e Il Gallo d’Oro, o primeiro no hotel homónimo de Vila Nova de Gaia, o segundo no Funchal.

Com uma estrela entram Alma (Lisboa), Loco (Lisboa), Lab by Sergi Arola (Sintra), Casa de Chá da Boa Nova (Leça da Palmeira), Antiqvvm (Porto) e William, no Hotel Reid’s Palace do Funchal. O L’And Vineyards de Montemor-o-Novo, que tinha perdido a sua em 2015, volta a ter uma.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

PRÉMIOS & ESTRELAS

Por uma série de razões, as pessoas impressionam-se muito com prémios, sem terem em conta os factores objectivos e subjectivos que os determinam. Isto vale para Literatura, Ciência, Música, Arte, Teatro, Cinema ou Gastronomia. Adiante. Agora estamos na fase Estrela Michelin.

No momento em que escrevo, Portugal detém dezassete estrelas em catorze restaurantes. Três (o Belcanto, o Ocean e o Vila Joya) com duas, os restantes com uma estrela cada. Logo ao fim da tarde são anunciadas as Estrelas 2017 para Portugal e Espanha. Sim, é o que estão a pensar. Existem padrões específicos para cada região: Europa, Reino Unido, Península Ibérica, Estados Unidos, Médio Oriente, Ásia, etc. Consta que Portugal passará das actuais 17 para 34. O dobro, portanto.

Enfim, eu conheço alguma coisa do universo estrelado português (a Fortaleza do Guincho, o Eleven, a Casa da Calçada, o Pedro Lemos, o Ocean, o Henrique Leis, o São Gabriel e o Gallo d’Oro) e, francamente, não percebo um salto desta natureza. A ver vamos. A título de curiosidade: nenhum dos meus restaurantes preferidos faz parte desta lista. Mas gostos não se discutem.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

QUASE DOIS, AFINAL


Alguns media portugueses insistem, como acabo de ler, que a vantagem de Hillary sobre Trump é de «cerca de um milhão de votos». Que raio de fontes consulta esta gente? Na realidade, Hillary tem 1,7 milhões de vantagem sobre Trump. Não serve para ser eleita. Mas isso é outro campeonato.

Hillary obteve 63,6 milhões de votos (48%) e Trump 61,9 milhões (46,7%).

Imagem do Independent. Clique.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

FILLON AFASTA SARKOZY

Com 44,1 % dos votos expressos, François Fillon, 62 anos, primeiro-ministro de Sarkozy entre 2007 e 2012, venceu a primeira volta das Primárias da Direita francesa. Alain Juppé (28,6 %) ficou em segundo lugar, contra as sondagens que o davam como vencedor absoluto logo à primeira. Sarkozy (20,6 %) em terceiro vê-se afastado da corrida.

domingo, 20 de novembro de 2016

PRIMÁRIAS DA DIREITA EM FRANÇA

Realizaram-se hoje as Primárias dos candidatos de Direita às presidenciais francesas de Abril do próximo ano. Até às quatro da tarde (cinco em França) já tinham votado 2,5 milhões de eleitores. Quando forem 19:30 em Portugal haverá projecções. Se nenhum candidato obtiver 50%, terá de haver segunda volta. Para votar, cada eleitor pagou dois euros.

Candidataram-se:

Alain Juppé, 71 anos, republicano, antigo primeiro-ministro e actual maire de Bordéus, o favorito das sondagens;
Bruno Le Maire, 47, republicano;
François Fillon, 62, republicano, antigo primeiro-ministro;
Jean-François Copé, 52, republicano;
Jean-Frédéric Poisson, 53, democrata-cristão, maire de Rambouillet;
Nathalie Kosciusko-Morizet, 43, republicana;
Nicolas Sarkozy, 61, republicano, antigo Presidente da República.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

TRAGÉDIA

A capotagem e explosão de um camião-cisterna cheio de combustível, na região de Tete, em Moçambique, provocou 73 mortos e 110 feridos em estado grave. No momento em que escrevo é provável que o número de mortos seja superior. Aconteceu ontem ao fim da tarde e o feedback noticioso tem sido residual. Se fosse na Europa tínhamos folhetim televisivo para vários dias.

ELE LEU O GUIÃO

Ontem, Lobo Xavier repetiu o óbvio na Quadratura do Círculo: o affaire CGD está mal contado. Mas disse mais: «Eu não vou em peças de teatro sobretudo quando conheço o enredo. Como eu li o guião, não vou em peças de teatro mal contadas.» Para os menos esclarecidos, acrescentou: «Havia uns senhores que tinham belíssimos lugares nos sítios onde estavam e foram desafiados pelo governo para tratar da Caixa. Puseram as suas condições, como acontece sempre, e foi-lhes prometido, foi-lhes prometido até por escrito... etc.» Sendo Lobo Xavier amigo de António Domingues, está-se mesmo a ver que não fez as afirmações que fez sem ter conferido. Isto não deixa nada bem o ministério das Finanças. E é pena, porque Centeno é o homem certo no lugar certo.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

RUY CINATTI


Hoje na Sábado escrevo sobre Obra Poética de Ruy Cinatti (1915-1986). A sua publicação é um acontecimento. Acaba de sair o primeiro volume, organizado e anotado por Luis Manuel Gaspar, com prefácio de Joana Matos Frias e cronologia de Peter Stilwell. Nas suas 1.407 páginas em papel bíblia, colige todos os livros de poesia que o autor publicou em vida. Em próximo volume será publicada a obra póstuma. Cinatti foi sempre um outsider da cena literária nacional. Nascido em Londres, homem de formação científica (agronomia e antropologia), católico-pagão, oxbridge, arredio aos círculos que controlaram a vida cultural portuguesa entre os anos 1940 e 1980, radicado em Timor por longos períodos, não-marxista, viajante permanente, o seu perfil nunca encaixou no padrão dominante. Sirva de exemplo um título como Nós Não Somos Deste Mundo (1941). Salvo Gaspar Simões, Sena, Joaquim Manuel Magalhães e Fernando Pinto do Amaral, a intelligentsia assobiou sempre para o lado. O presente volume resgata o autor do silêncio a que foi votado, em grande parte pelo seu sentido de estranhamento: «Vulnerável, sim, até ao ponto / de ter provado, entre mãos e enigmas, / mas sem confronto, / frutos ácidos. […]» O volume inclui uma tábua de notas e variantes. Cinco estrelas. Publicou a Assírio & Alvim.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

UM MILHÃO


Afinal, a diferença entre Hillary e Trump é de um milhão de votos, a favor da candidata Democrata. Conheço as normas constitucionais há pelo menos 50 anos, não questiono a legalidade do sistema — quem o fez foi Trump, em 2012 , mas temos de convir que é perverso e desmotivador para quem vota.

Ficam duas imagens, uma em português, outra em inglês. Clique em cada uma.