segunda-feira, 18 de março de 2019

BERA DESTRUÍDA


Estive a ver imagens da cidade da Beira após a passagem do Idai, o ciclone que atravessou o Malawi, o Zimbabwe (antiga Rodésia do Sul) e a província de Sofala, no centro de Moçambique.

Na Beira, que actualmente tem meio milhão de habitantes, e ficou com 90% da área urbanizada destruída, residem cerca de dois mil portugueses. No centro, o número de mortos é de cerca de cem, mas nas periferias e no conjunto da província de Sofala serão aos milhares, estando mais de cem mil pessoas em risco de vida. Por estarem submersas, dezenas de aldeias desapareceram do mapa, pontes e estradas abateram com a força das chuvas e da água dos rios, em especial o Púngué.

No conjunto dos três países atingidos pelo Idai, o número de vítimas é superior a um milhão e meio.

Uma tragédia.

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AXIMAGE


Sondagem Aximage divulgada hoje no Correio da Manhã e no Negócios.

Maioria de Esquerda = 52,3%. Sozinho, o PS ultrapassa o PSD em 12,4%. E a PAF (PSD+CDS) em 2,7%. Com 9,7% o CDS volta a ser o terceiro partido. O PAN obtém 2,2% e a ALIANÇA (Santana) 1,8%.

Imagem: Negócios. Clique.

domingo, 17 de março de 2019

O MISTÉRIO


Existe um mistério em Portugal, acentuado pelo descaso do Estado, a abulia dos trabalhadores e a indiferença dos media, para quem a questão é um não-assunto.

Como sobrevivem os reformados da Segurança Social entre o momento em que, por vontade própria ou imposição da Lei, entram na situação de reforma, e o momento em que começam a receber a pensão a que têm direito?

A pergunta não é retórica. E também se aplica aos que, por morte do cônjuge, têm direito a pensão de sobrevivência.

Neste momento, o intervalo é de um ano. UM ANO. Como é que, durante doze meses, sobrevive o trabalhador na situação de reforma sem pensão atribuída? Ou o cônjuge sobrevivo?

Como é que essas pessoas honram os encargos com a habitação, com os fornecedores de água, electricidade e gás, com os operadores de comunicações fixas, móveis e de internet, com o Serviço Nacional de Saúde (as taxas moderadoras não foram abolidas, as consultas não são gratuitas), com o uso de medicina privada, com a farmácia, com os seguros obrigatórios, com as despesas dos ascendentes a cargo, com a Autoridade Fiscal, com a alimentação? Como? Alguém me consegue explicar?

A bengada do cônjuge que continua no activo, ou já tem pensão atribuída, não serve de argumento. E quem não tem cônjuge?

Verdade que o pagamento dos retroactivos está garantido, mas isso não resolve a questão.

Um grande mistério. 

Algumas grandes empresas (muito poucas) têm fundos de reforma. Continuam a pagar aos trabalhadores como se estivessem no activo, efectuando o acerto no momento em que a Segurança Social liberta a pensão. Mas isso não acontece em 99% do mundo laboral.

Como é, então? Como é que esta situação ainda não provocou tumulto geral?

FREI LUÍS DE SOUSA


Acontece com o Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett, epítome do drama romântico, o mesmo que acontece com os Lusíadas, poema épico por excelência. Décadas de leituras enviesadas erigiram uma barragem de anticorpos.

Quem teve de aturar professores tacanhos, tal como quem viu o filme que António Lopes Ribeiro fez em 1950 (vi muito mais tarde na televisão), jurou não voltar a ver a peça que põe em pauta o casamento “ilegítimo” de D. Manuel de Sousa Coutinho, capitão-mor de Almada, com D. Madalena de Vilhena, alegada “viúva” de D. João de Portugal. Tudo se passa no fim do século XVI, quando, por força da crise dinástica, Filipe II de Espanha era rei de Portugal,

Almeida Garrett escreveu Frei Luís de Sousa em 1843, após a morte de Adelaide Pastor, com quem viveu entre 1835 e 1839, embora continuasse casado com Luísa Cândida da Silva Midosi. Garrett e Adelaide, falecida com 21 anos, tiveram uma filha tão problemática como a Maria da peça. A vida de D. Manuel de Sousa Coutinho, mais tarde Frei Luís de Sousa, autor canónico do século XVII, serviu de pretexto para recriar o drama pessoal do autor.

Isto pode ter muitas leituras. Miguel Loureiro fez a dele numa encenação brilhante, enriquecida pelo trabalho de luz de José Álvaro Correia, a cenografia de André Guedes, os figurinos de José António Tenente e, last but not least, as interpretações de Álvaro Correia, Ângelo Torres (um Telmo inesperado e magnífico), Carolina Amaral, Gustavo Salvador Rebelo, João Grosso, Maria Duarte, Rita Rocha, Sílvio Vieira e Tónan Quito. Gonçalo Ferreira de Almeida é o assistente de encenação. A música que encerra os actos não podia ter sido melhor escolhida.

Vi as versões de Ricardo Pais (1979) e de Carlos Avillez (1999), mas não gostei absolutamente nada da primeira (um patchwork de Garrett, Alexandre O'Neill e Maria Velho da Costa), nem me entusiasmei com a segunda. As que foram feitas nos últimos vinte anos não vi.

Miguel Loureiro reconciliou-me com o texto, belíssimo, mas só agora — a dicção dos actores é decisiva — isso me foi evidente. A clareza do texto é o princípio de tudo e talvez seja por isso que este Frei Luís de Sousa nos interpela.

Parabéns a toda a equipa e ao Miguel Loureiro em particular.

A foto é de Filipe Ferreira. Clique.

sábado, 16 de março de 2019

INSCRIÇÃO, OF COURSE


Numa altura em que, acerca do estado do mundo, em geral, e da situação política portuguesa em especial, ninguém sabe o que pensam os artistas, os escritores e os intelectuais portugueses com visibilidade mediática, este statement de Leonor Antunes, a artista plástica escolhida para representar Portugal na Bienal de Veneza deste ano, é eloquente:

«A situação no mundo é bastante triste, com países que se estão a tornar regimes fascistas e populistas. Se tivéssemos um regime diferente, de direita, eu nunca teria aceitado o convite. [...] A situação que vivemos é muito grave. Vivo em Berlim, o governo não é assim tão desinteressante, mas a extrema-direita está no parlamento e era uma voz até há muito pouco tempo proibida, digamos. Sou uma estrangeira que vive em Berlim e não são esses os valores que quero dar à minha filha. Se estivesse o PSD ou o CDS no governo, eu não aceitaria. Embora sejam partidos democráticos, defendem valores em que não acredito

Leonor Antunes está muito acima do patamar partidário, não havia necessidade, mas a frontalidade (a inscrição) é de louvar.

Passou-se isto durante a conferência de imprensa em que foi anunciada a sua escolha entre dezasseis artistas a concurso, doze homens e quatro mulheres, escolha feita por um júri constituído por Cristina Góis Amorim, Nuno Moura, Catarina Rosendo, Jürgen Bock e Sérgio Mah.

A Direita já começou a dar pinotes. Nuno Melo exige a sua cabeça: Tem que ser substituída. Nonsense. Barreto Xavier esperneou.

Leonor Antunes tem 47 anos, vive em Berlim desde 2005, e obras suas fazem parte das colecções de museus importantes em vários países: Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Brasil, México e Estados Unidos. Em Portugal pode ser vista na Gulbenkian e em Serralves.

O trabalho que vai apresentar em Veneza, Uma costura, uma superfície, uma dobradiça e um nó, será exposto no Palazzo Giustinian Lolin, exposição comissariada por João Ribas, antigo director artístico de Serralves.

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sexta-feira, 15 de março de 2019

MASSACRE NA NOVA ZELÂNDIA


Quatro terroristas brancos, supremacistas, atacaram duas mesquitas na cidade de Christchurch (seiscentos mil habitantes), na ilha Sul da Nova Zelândia.

Até ao momento estão confirmados 49 mortos e mais de 50 feridos em estado grave. As duas mesquitas estão separadas uma da outra por pouco mais de seis quilómetros. A maioria dos mortos (41) estava na mesquita de Deans Avenue.

Através de Patsy Reddy, governadora-geral da Nova Zelândia, Isabel II (a rainha) tem estado a acompanhar a situação.

Antes do massacre, o australiano Brenton Tarrant, membro do bando terrorista, escreveu no Twitter um statement de ódio: ‘The Great Replacement’. Deduz-se das suas palavras que o ataque visou vingar a condenação a prisão perpétua de Darren Osborne, autor do ataque à mesquita de Finsbury Park, em Londres (2017).

A equipa de críquete do Bangladesh, que está em Christchurch e se preparava para a ir a uma das mesquitas, encontra-se sob fortes medidas de segurança.

Dois sinais preocupantes: o porta-voz da polícia local diz que a culpa é das fronteiras abertas à imigração; os media neo-zelandezes não utilizam palavras como terrorismo e terroristas.

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quinta-feira, 14 de março de 2019

FOLHETIM BREXIT


Continuam as votações em Westminster, que hoje começaram mais cedo.

Por 334 votos contra 85, foi rejeitada a hipótese de um segundo referendo. Ainda se usa o termo cabazada? Entre os 334 que votaram contra a hipótese de um segundo referendo, estão 18 deputados trabalhistas (a maioria dos trabalhistas absteve-se).

Por 412 votos contra 202, foi aprovada uma moção para estender o art.º 50 até 30 de Junho. Para surpresa de todos, Steve Baker foi um dos que votou contra. E explica porquê no Twitter.

Por 314 votos contra 312, foi chumbada a tentativa de tirar o Brexit das mãos do Governo, entregando o processo aos Comuns. Por apenas dois votos, Theresa May não perdeu o controlo do Brexit.

Agora resta saber se os 27 estão dispostos a prorrogar o Brexit até 30 de Junho. Em princípio, a Itália e a Polónia vão vetar. E Bruxelas já fez saber que o pedido tem que ser muito bem fundamentado: não é automático.

Clique no tuíte de Steve Baker.

RICHARD ZIMLER


Hoje na Sábado escrevo sobre Os Dez Espelhos de Benjamin Zarco, o romance mais recente do ciclo sefardita de Richard Zimler (n. 1956). O Holocausto continua a ser um dos temas centrais da obra do autor. Trata-se de ficcionar a “culpa” sentida por Benjamin e seu primo Shelley, dois sobreviventes que carregam o peso desse acto de transgressão (a sobrevivência em si mesma). O ponto não é despiciendo: houve quem sobrevivesse aos campos e fosse morto no regresso a casa. Citado de passagem a pretexto da relação amorosa de George com Shelley, o pogrom de Kielce (Polónia), ocorrido em 1946, é eloquente. Para quem vê de fora, parece estranho, mas Zimler dilucida a questão, manipulando com desenvoltura as várias personagens e os tempos da história. Dividida em seis capítulos, a narrativa vai de 1944 a 2018. Uma das chaves encontra-se num manuscrito do século XVI que só na actualidade, depois de lido, esclarece parte do sentido do plot. A fechar, um glossário hebraico/português ajuda o leitor interessado nos interstícios da intriga. Quatro estrelas. Publicou a Porto Editora.

COMER O BOLO E FICAR COM ELE


A esquizofrenia dos parlamentares britânicos ultrapassou todos os limites. Ontem, em duas votações diferentes, rejeitaram o hard Brexit, ou seja, uma saída sem acordo. A primeira votação incidiu sobre o diploma do Governo, chumbada por 312 votos contra 308. Chumbo à tangente. Mas uma segunda votação, incidindo já sobre a nova redacção do diploma (a denominada emenda Spelman), teve resultado mais folgado: 321 votos contra 278. Também rejeitaram uma extensão do art.º 50 até 22 de Maio.

Os cavalheiros e as cavalheiras querem comer o bolo e ficar com o bolo.

Hoje é o terceiro capítulo. Theresa May vai tentar aprovar uma pequena prorrogação técnica do art.º 50, que vigoraria até 30 de Junho, mas Bruxelas já fez saber que o pedido teria que ser muito bem fundamentado. E, claro, aprovado por unanimidade pelos outros 27 Estados-membros, tarefa difícil, porque tanto a Itália como a Polónia tencionam vetar a extensão.

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quarta-feira, 13 de março de 2019

ATÉ QUANDO?


Em vez de se preocupar com publicidade partidária em períodos de campanha eleitoral, um disparate sem classificação, a Comissão Nacional de Eleições devia sensibilizar as autarquias a removerem do espaço público os outdoors gigantes que abastardam o espaço público.

Em Lisboa, sirvam de exemplo o Marquês de Pombal, o Saldanha, o Campo Pequeno, Entrecampos, a Praça de Espanha e outras áreas nobres da cidade.

Para não ferir nenhuma sensibilidade ideológica, e todas estão representadas em Lisboa (incluindo proto-partidos ainda não legalizados), a imagem reporta a um anúncio comercial, o qual não faz sentido ter aquelas dimensões.

Será que queremos, como gente insuspeita quis em 1974-75, ser iguais à Albânia?

TAXA ZERO


Para obviar à desordem aduaneira que se prevê após um Brexit sem acordo, o Reino Unido vai manter em zero as taxas de 87% dos produtos importados de países da UE. Os 13% não contemplados incluem carne de bovino, atum em lata, calçado, vestuário, lingerie masculina e feminina em fibra sintética e automóveis.

Com carácter temporário, a medida visa evitar duas coisas. Primeiro, o choque imediato que representaria o previsto acréscimo de nove mil milhões de libras junto dos importadores britânicos. Segundo, impedir a Irlanda do Norte de transformar-se num paraíso de contrabandistas.

Clique na imagem do Guardian.

terça-feira, 12 de março de 2019

BREXIT AGAIN


Por 391 contra 242 votos, o Parlamento britânico chumbou novamente o acordo de saída controlada da UE.

A questão da fronteira da Irlanda do Norte, parte integrante do Reino Unido, com a República da Irlanda, continua a ser a pedra no sapato dos parlamentares.

Face à derrota, os Comuns votam amanhã duas opções: sair sem nenhum acordo (a forma mais sensata de resolver o assunto), ou pedir uma extensão curta do art.º 50.

Patético como sempre, Corbyn, o líder trabalhista, exorta os deputados a aprovarem a sua opção sugar-Brexit.

Imagem de Theresa May após a divulgação do resultado. Clique.

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No momento em que a sociedade se confronta com o sexo clandestino dos padres, a história de Amaro e Amélia (com aborto pelo meio) vem muito a propósito.

Em 2008, adaptei para os mais novos O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queiroz. A segunda edição do livro foi agora posta à venda, ao preço imbatível de 4 euros por exemplar, por se tratar de uma edição exclusiva para o Pingo Doce, editada pela Glaciar de Jorge Reis-Sá.

Mantém as ilustrações originais de Carla Nazareth — razão determinante para ter autorizado a reedição —, que são magníficas. Difere da edição de há 11 anos pelas dimensões: 25cmx23cm em 2008, 20cmx20cm actualmente. Capa dura e grafismo limpo.

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domingo, 10 de março de 2019

LIA EM ALTA DEFINIÇÃO


Lia Gama foi a entrevistada de ontem no programa Alta Definição, do jornalista Daniel Oliveira, na SIC. Vi agora. Um daqueles momentos raros de televisão.

Lia, que no próximo dia 24 vai receber o prémio Sophia Carreira (assunto omisso da conversa), expõe a sua vida com uma naturalidade desarmante, por vezes crua: violência doméstica na infância, maioridade aos 13, Paris, vigilância da Pide, o teatro, o dedo amputado do fotógrafo Sérgio Guimarães, outros amores, noitadas, bezanas, o casamento, os meses de Angola nos anos de brasa da guerra colonial, o filho, a disciplina do actor, a solidão.

Conheci a Lia em Lourenço Marques, no dia do meu 21.º aniversário (1970), em circunstâncias peculiares. Ainda há três dias estivemos juntos, a rir-nos muito, mas ela foi incapaz de mencionar que estava para sair a entrevista, tal como, na conversa com Daniel Oliveira, não faz referência aos autores que interpretou, e foram alguns dos maiores (Shakespeare, Gorki, Beckett, Genet, Sartre, Fassbinder, Gombrowicz e outros), nem aos encenadores com quem trabalhou, e também aí podia ter puxado dos galões, porque trabalhou com toda a gente que importa. Quem a ouvir, parece que só fez teatro de boulevard na companhia de Vasco Morgado. Também não fala dos filmes, e foram tantos, de realizadores tão diferentes como Manoel de Oliveira, Fernando Lopes, Fonseca e Costa, Solveig Nordlund, Alberto Seixas Santos, Joaquim Leitão, Alain Tanner e outros. Nenhuma pose, apenas a vida como ela tem sido. Vale a pena ir ver.

Na imagem, Lia Gama fotografada por Jorge Gonçalves durante a representação de Aos Que Nasceram Depois de Nós, de Brecht, dirigida por Jorge Silva Melo para os Artistas Unidos e Companhia de Teatro de Braga, em 1998.

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sábado, 9 de março de 2019

LIBERDADES & GARANTIAS LGBT


Num total de 197 países, Portugal, a Suécia e o Canadá são os países mais amigáveis ​​e seguros para as pessoas LGBT viajarem.

Portugal passou do 27.º para o primeiro lugar.

A Índia passou de 104.º para 57.º (enquanto a França desceu onze posições). Devido ao aumento da violência homofóbica, a situação também piorou na Alemanha, que caiu da 3.ª para a 23.ª posição, no Brasil e nos Estados Unidos.

Os países mais perigosos são Arábia Saudita, o Irão, a Rússia, a Somália e a Tchetchênia.

O Spartacus Gay Travel Index utiliza catorze critérios em três categorias. A primeira categoria reporta a direitos civis: idade de consentimento, casamento e adopção entre pessoas do mesmo sexo, leis anti-ódio, paridade legislativa com os heterossexuais e outras. A segunda categoria inclui restrições de viagem para pessoas seropositivas, proibição de marchas de orgulho gay e outro tipo de manifestações. A terceira categoria analisa ameaças de perseguição, sentenças de prisão e pena de morte.

As fontes são creditadas pela Human Rights Watch, a campanha “Free & Equal” da ONU, bem como informações oficiosas sobre violações de direitos humanos contra membros da comunidade LGBT.

Clique na imagem para ler.

sexta-feira, 8 de março de 2019

SONDAGEM EXPRESSO/SIC


A sondagem do ICS/ISCTE, com trabalho de campo feito pela GfK Metris, para o Expresso e a SIC, diz-nos que somando o PS (37%) ao BE (8%) e à CDU (8%) existe uma maioria de Esquerda de 53%.

A PAF [PSD+CDS] soma 33%. O partido de Santana, a ALIANÇA, obtém 2%.

Diz mais: 54% dos inquiridos considera que o Governo de António Costa está a fazer um bom trabalho.

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quinta-feira, 7 de março de 2019

EBA VAI PARA PARIS

Nathalie Loiseau, ministra francesa dos Assuntos Europeus, confirmou esta manhã a mudança da sede da EBA de Londres para Paris. A EBA — European Banking Authority —, órgão regulador dos bancos da UE, vai ocupar os andares superiores da Torre Europlaza, localizada na Défense.

A decisão tem efeitos práticos a partir de 29 de Março próximo, mas os cerca de 160 funcionários têm até Junho um prazo para a recolocação. Paris foi escolhida após um inquérito efectuado juntos dos mais importantes bancos europeus.

terça-feira, 5 de março de 2019

PRITZKER 2019


Vemos aqui um ângulo do Weill Cornell Medical College, no Qatar, obra de 2004 do arquitecto japonês Arata Isozaki, 87 anos, o mais recente laureado com o Prémio Pritzker.

Quem não possa ir tão longe, encontra obras suas na Coruña, em Bilbao, Barcelona, Milão e outras cidades europeias.

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segunda-feira, 4 de março de 2019

GUAIDÓ VOLTOU


Aguardado por treze embaixadores — sete de países do Grupo de Lima, seis de países da União Europeia, um deles o de Portugal —, Guaidó desembarcou esta tarde em Caracas.

Clique no tuíte do autoproclamado Presidente interino da Venezuela.

FOLHETIM PEDRÓGÃO GRANDE

Numa entrevista hoje publicada no Diário de Notícias, Valdemar Alves, presidente da Câmara de Pedrógão Grande, diz estar convencido de ter feito «tudo bem dentro da lei». Não é uma certeza, é um convencimento. Diz mais: «Tenho a consciência tranquila, não fiquei com um cêntimo de ninguém.» Não terá ficado, mas não é isso que está em causa. Também não percebe a razão pela qual foi constituído arguido.

Sucessivas reportagens de Ana Leal, na TVI, têm ilustrado o desnorte do autarca e o modus operandi da sua camarilha. Mas não só. A Cruz Vermelha Portuguesa não sai ilesa do retrato.

Afinal, quem responde pela incúria? Por que razão continuam por distribuir os 360 mil euros de donativos (em dinheiro depositado no BPI) de particulares?

Por que razão continuam armazenados e a degradar-se os bens que deviam ter sido distribuídos há 20 meses?

As reportagens da TVI são eloquentes. Foram reconstruídas cerca de 150 casas, mas nem todas eram de primeira habitação, como a lei prescreve, tendo algumas sido construídas em lugares onde, antes dos incêndios, repito, ANTES dos incêndios, só existiam ruínas.

No passado 28 de Fevereiro, Ana Leal entrevistou Francisco George, antigo director-geral da Saúde e actual presidente da Cruz Vermelha Portuguesa. Balbúrdia total, com o entrevistado a pôr um fim violento aos ‘esclarecimentos’. Ficámos sem saber quem tinha mandado demolir, e porquê, uma habitação em fase de reconstrução. Lembrar que estão por reconstruir cerca de 30 primeiras habitações.

Face a toda esta trapalhada, causa perplexidade o facto de Valdemar Alves continuar à frente da autarquia. Também é muito estranho que nenhum media ‘de referência’ tenha entrevistado Francisco George. Um alto funcionário (como é o presidente da Cruz Vermelha Portuguesa) não pode, como fez George, arrogar-se o direito de falar off the record. Pode recusar entrevistas, claro que sim. Mas, uma vez concedida, o mais que pode é ficar pelo ‘não comento’.

Fui só eu que fiquei admirado com o silêncio dos media à peixeirada de 28 de Fevereiro? Será que o DN, agora que entrevistou Valdemar Alves, tenciona ouvir o que Francisco George não disse na televisão?