sexta-feira, 13 de setembro de 2019

AXIMAGE


A sondagem da AXIMAGE para o Jornal Económico hoje divulgada confirma o PS no limiar da maioria absoluta.

PS = 38,4% / PSD = 20,6% / BE = 10,2% / CDU = 5,4% / PAN = 4,9% / CDS = 4,6% 

Sozinho, o PS obtém mais 13,2% que a PAF [PSD+CDS].

Maioria de Esquerda = 54%. Juntando o PAN, seriam 58,9%.

Clique no gráfico do JE.

INTERCAMPUS


De acordo com uma sondagem da INTERCAMPUS para o Negócios e o Correio da Manhã, divulgada hoje, o PS está a dois deputados da maioria absoluta.

PS = 37,9% / PSD = 23,6% / BE = 9,8% / CDU = 8,6% / CDS = 6,3% / PAN = 5,2%

Deputados  PS 114 / PSD 67 / BE 18 / CDU 16 / CDS 9 / PAN 6

Sozinho, o PS obtém mais 8% que a PAF [PSD+CDS]. E mais 38 deputados.

Maioria de Esquerda = 56,3%. Em deputados seriam 148 mas, juntando o PAN, somariam mais de dois terços.

Clique no gráfico do Negócios.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

TRADUÇÕES


Nos últimos vinte anos traduz-se mais e melhor em Portugal. Mas há autores que permanecem no limbo. O poeta escocês Douglas Dunn (1942) é um deles. Cito-o por ser um autor que muito prezo. Podia citar outros.

Apesar de tudo, Plath e Akhmatova, que também se vêem na imagem, estão traduzidas, embora a russa em doses homeopáticas.

O que me faz confusão é a insistência dos editores em traduzir toda a tralha premiada e, pior, autores de todos os sexos oriundos de escolas de escrita criativa. Não há necessidade. Existe uma galáxia de AUTORES inéditos em português.

Clique na imagem.

ROONEY & McGREGOR


Hoje na Sábado escrevo sobre Pessoas Normais, da irlandesa Sally Rooney (n. 1991), autora de dois romances finalistas de prémios de prestígio. Além desses, tem publicado contos em revistas, entre elas a New Yorker e a Granta. Também publicou poesia em The Stinging Fly, uma revista de Dublin de que é editora. Aos 28 anos, a recepção crítica tem sido unânime dos dois lados do Atlântico: Ms Rooney é a grande revelação dos últimos anos. Pessoas Normais, cuja acção decorre entre 2011 e 2015, ou seja, durante o colapso da economia irlandesa, é a história de como, a partir da cidadezinha de Carricklea (nome fictício de Castlebar, cidade natal da autora), Connell e Marianne fazem a sua educação sentimental. Connell é o típico aluno bem-sucedido, jogador de futebol «com uma postura muito boa», oriundo da working class, e Marianne a rapariga que lê Proust na cantina da escola e tem de lidar com as idiossincrasias da mãe, uma advogada neurótica e viúva. A mãe dele trabalha como empregada em casa da mãe dela, e a relação aprofunda-se quando ele começa a ir buscar a mãe a casa de Marianne. Mas o gap social é um óbice que a mudança para o Trinity College, de Dublin, acentua. Nunca como então as clivagens foram tão nítidas. Connell nunca quis saber quem era o pai. Educado pela mãe no respeito pelos valores da solidariedade, interessava-se pela causa palestiniana e era capaz de dizer que «um pouco mais de comunismo não fazia mal nenhum a este país». Estamos na Irlanda da recessão, em plena crise das dívidas soberanas, no auge da turbulência austeritária, com o Fine Gael e o Sinn Féin representados no Parlamento. E nem por isso Marianne deixou de ter um affaire com o filho de um dos responsáveis pelo descalabro financeiro. Com muito sexo à mistura, é de tudo isto que o romance trata. Sem grande ênfase, Sally Rooney faz o retrato da geração que chegou à idade adulta no pior momento que a Irlanda atravessou no século XXI. Quatro estrelas. Publicou a Relógio d’Água.

Escrevo ainda sobre Até os Cães, do britânico Jon McGregor (n. 1976), romance que em 2010 venceu o International Dublin Literary Award. Não é frequente colocar fantasmas como personagens de romance, mas está longe de ser novidade. Quem tenha lido Incidente em Antares (1971), do brasileiro Érico Verissimo, identifica o déjà vu nas primeiras páginas do livro. McGregor tornou-se conhecido dos leitores portugueses com Reservatório 13. Noutro registo, Até os Cães é realismo urbano em versão ghost. Os fantasmas são antigos amigos de Robert Radcliffe, encontrado morto algures nas Midlands: «Não nos veem, à medida que nos amontoamos e abrimos caminho entre eles. É claro que não. E nem podiam. Mas já estamos habituados a isso.» Quem não os pode ver são os polícias que arrombam a porta. Marginais em vida (alcoólicos, drogados, sem abrigo), une-os a proximidade com o falecido. Há também a filha Laura, compinchas da tropa, etc. Todos passam em revista a vida de Robert. A escrita é escorreita mas não exaltante. Duas estrelas. Publicou a Elsinore.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

EMÍLIA


Foi com Emília do argentino Claudio Tolcachir que os Artistas Unidos inauguraram hoje, no Teatro da Politécnica, a temporada 2019/20. Isabel Muñoz Cardoso, Américo Silva, Andreia Bento, João Estima e Pedro Carraca interpretam esta tragicomédia negra encenada por Jorge Silva Melo com cenografia de Rita Lopes Alves e José Manuel Reis.

O inferno são os outros, como disse Sartre?

Emília fica até 19 de Outubro.

No fim do espectáculo dê um salto à galeria do teatro para ver Descontinuando — pintura e desenho — de Nikias Skapinakis.

Na fotografia de Jorge Gonçalves vêem-se Isabel Muñoz Cardoso e João Estima. Clique.


HOTÉIS VS CINEMAS


Vai ser demolido o edifício da Rua Francisco Sanches, em Arroios, onde funcionou in illo tempore o Cinema Imperial. Em seu lugar consta que será construído um hotel.

O desaparecimento dos cinemas-em-edifício-próprio começou há trinta ou mais anos. As últimas duas gerações vêem cinema em casa ou em salas de centro comercial. E a minha geração vai ao Corte Inglês, que ainda consegue juntar uma média de vinte espectadores por sala e por sessão.

Quando deixei Cascais (onde em 1975 havia seis cinemas e em 1997 não havia nenhum) e vim viver para Lisboa, ia todas as semanas ao Quarteto, ao Londres e ao King. O Quarteto fechou em Novembro de 2007. O Londres e o King fecharam ambos em 2013, o primeiro em Fevereiro, o segundo em Novembro. Denominador comum: eu era, por regra, um de três espectadores. E em várias estive sozinho na sala. Falo de sessões da tarde. À noite não experimentei, mas amigos relatam experiências iguais.

O Quarteto é hoje um condomínio de startups, o Londres é uma loja chinesa, e o King parece estar sem utilização. Quem deixou morrer esses cinemas foram as pessoas que durante anos a fio não puseram lá os pés.

Sobrevivem o São Jorge, porque a Câmara de Lisboa, via EGEAC, gere a sua programação; o Tivoli, porque o BBVA patrocina a exibição de peças com actores brasileiros; e o Império, porque a Igreja Universal do Reino de Deus fez dele uma catedral.

É a vida.

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A NOVA COMISSÃO


Ursula von der Leyen mudou os nomes e o âmbito de intervenção dos pelouros atribuídos aos 27 comissários. Por exemplo: a pasta dos Fundos Estruturais passou a designar-se por Política de Coesão e Reformas, tutelando duas importantes direcções-gerais: a da Política Regional e Urbana, que já existia e gere os referidos fundos estruturais, e a de Apoio às Reformas Estruturais, que surge agora.

É a pasta de Elisa Ferreira. Costa e Marcelo ficaram satisfeitos, a vice-governadora do Banco de Portugal também, e qualquer pessoa com dois dedos de testa percebe que é uma pasta importante. Importante para Portugal e importante tout court.

Mas o coro dos ressabiados já se faz ouvir. Estão piurços! Paciência.

Elisa não foi escolhida para nenhum dos sete lugares de vice-presidente da Comissão? Pois não, mas obteve um cargo concreto, com orçamento próprio, e não um poleiro simbólico.

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terça-feira, 10 de setembro de 2019

MAIORIAS ABSOLUTAS

Se pararmos uns minutos para pensar com frieza, depressa concluímos que a maioria absoluta não interessa (ou não deveria interessar) ao Partido Socialista.

A razão é simples. As maiorias absolutas permitem aprovar tudo sem dar satisfações à Oposição. Mas não livram o detentor dessa maioria absoluta de, em matérias sensíveis ou simplesmente polémicas, ter contra si uma parte significativa da opinião pública, o grosso da Oposição (a qual faria exactamente o mesmo se estivesse no Governo mas, por estar out, alimentaria o tumulto popular), os media e, em determinadas circunstâncias, o próprio Presidente da República.

Vejamos: no passado 3 de Maio, o primeiro-ministro ameaçou demitir-se caso fosse aprovado o decreto da contagem de tempo dos professores. Consequência imediata: PSD e CDS recuaram estrondosamente.

Com maioria absoluta, Costa não teria tido necessidade de pôr tudo em causa, na medida em que o PS sozinho faria o que quisesse. Mas, em vez de recuarem, PSD e CDS exigiriam não 9 mas 27 anos de retroactivos, viatura própria para professores colocados a mais de 20 quilómetros de casa, etc., etc. O mesmo se diga da greve dos motoristas de matérias perigosas. Os maus da fita foram os trabalhadores (a CGTP pôs-se ao largo) e o PS pôde impor Lei & Ordem sob aplauso geral.

Nenhum destes dois casos, e são apenas exemplos, teria tido o desfecho que teve com maioria absoluta.

Portanto, maioria absoluta por maioria absoluta, só com apoio parlamentar alargado.

É claro que este arrazoado racional não invalida a minha preferência por maiorias absolutas. Que é, bem vistas as coisas, o que temos tido desde 2015.

sábado, 7 de setembro de 2019

O ARMÁRIO GAY DA LITERATURA NACIONAL


Já está em linha a entrevista que o Bruno Horta me fez para o Observador.
Clique nas imagens.

EUROSONDAGEM


Estudo da Eurosondagem divulgado hoje no SOL, Porto Canal, Diário de Notícias da Madeira e Diário Insular dos Açores.

PS = 38,3% / PSD = 23,3% / BE = 9,5% / CDU = 7,1% / CDS = 5,5% / PAN = 4,5%

O PS obtém mais 15% que o PSD.

Maioria de Esquerda = 54,9%. Juntando o PAN, seriam 59,4%.

Clique na imagem do SOL.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

A GALINHA E O BREXIT


Em três votações consecutivas, o projecto-lei de Hilary Benn (ministro-sombra do Labour), destinado a prorrogar o Brexit até 31 de Janeiro e, desse modo, impedir um Brexit sem acordo, foi aprovado por 329 votos contra 301. Já de madrugada, os Lordes aprovaram a decisão dos Comuns. Falta o agreement da rainha.

Boris Johnson quer convocar eleições antecipadas para 15 de Outubro, mas essa pretensão também foi chumbada.

Corbyn, o chefe da Oposição que andou meses a pedir eleições, agora não as quer. Sabe que as perderia, porque nenhum eleitor sensato o quer ver no n.º 10 de Downing Street.

Como é que um partido como o Labour, que conta seis primeiros-ministros no seu historial, chega ao estado a que chegou pelas mãos deste indivíduo anti-semita?

É claro que o folhetim não termina aqui. A ver vamos os próximos episódios.

Clique nas imagens do Sun e do Daily Mail.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

DOR E GLÓRIA


Vi ontem Dor e Glória de Almodóvar, provavelmente o filme mais secreto do realizador. A interpretação de Banderas, no papel de Salvador Mallo, valeu-lhe o prémio de melhor actor no Festival de Cannes deste ano. Alegadamente, Mallo é Almodóvar. Banderas, que não aprecio, tem o registo certo, mas Asier Etxeandia (o amigo Alberto) é melhor.

Sobre Penélope Cruz: quem teve a ideia bizarra de maquilhar uma lavadeira de rio, na Espanha dos anos 1950, como se fosse uma socialite do Upper East Side?

Tem-se especulado sobre se o filme é a autobiografia do realizador. Almodóvar não confirma nem desmente.

Em todo o caso, em entrevistas, confirmou serem factuais: o reencontro com Carmen Maura em 2017; serem suas algumas roupas usadas por Banderas; ser seu algum mobiliário da casa de Mallo (o aparador Fornasetti, a poltrona Rietveld, etc.), bem como os quadros de Pérez Villalta, Manolo Quejido, Dis Berlin e Sigfrido Martín Begué, além de vasos e outros objectos decorativos; o hábito de deslocar-se sempre de táxi; uma foto de seu pai; as lavadeiras do rio (sendo a mãe uma delas); o facto de, em criança, escrever cartas para os vizinhos analfabetos; o corte de relações com os seus actores (esteve 32 anos sem falar com Eusebio Poncela, protagonista de A Lei do Desejo); a cicatriz nas costas; o travestismo dos anos 1980; a produtora El Deseo, fundada em 1986.

Em paralelo, desmentiu a existência de Eduardo: «Nunca vivi numa caverna e nunca me apaixonei por um pedreiro, embora ambas as coisas pudessem ter acontecido.» Pois podia, digo eu, e o desmaio do miúdo (ao ver o rapaz nu) é verosímil. Também desmentiu o uso de drogas. Dito de outro modo: confirmou as trivialidades e desmentiu factos plausíveis.

Quem gosta do Almodóver frenético, kitsch, glam rock, pós-punk, libertário, não apreciará este biopic. Mas se aguentar os primeiros dez minutos, vai gostar do resto.

Clique na imagem: Almodóvar (ao centro), Penélope Cruz e Banderas, na estreia mundial do filme, em Cannes 2019.

HARD BREXIT

Por 328 votos contra 301, a Câmara dos Comuns aprovou ontem a moção que permite a votação, hoje, de uma lei que prorrogue o Brexit até 31 de Janeiro. O adiamento visa impedir um Brexit sem acordo.

Os 21 tories que votaram contra o Governo foram, ontem mesmo, expulsos do Partido.

Hoje, portanto, ocorre a votação da denominada Lei Benn. Se, como se prevê, o diploma de Mr Benn (ministro-sombra do Labour) for aprovado, Boris Johnson convoca eleições antecipadas para 15 de Outubro.

São más notícias para Corbyn, o líder do Labour, porque, aconteça o que acontecer, ele sabe que ninguém o colocará no n.º 10 de Downing Street.

A convocação de eleições antecipadas exige o voto de dois terços dos deputados, mas o primeiro-ministro não é obrigado a seguir a decisão de Westminster.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

A BICA FECHOU


Fechou anteontem um dos restaurantes mais conhecidos de Lisboa, o Bica do Sapato. Foi na Bica que se realizou o jantar do meu casamento com o Jorge. Foi também lá que fiz algumas refeições memoráveis (em grande medida pelo prazer de estar com quem me acompanhava), embora a última tenha sido um desastre.

Aberto em 1999 por José Miranda e Fernando Fernandes, teve Manuel Reis e John Malkovich na estrutura accionista. Miranda e Reis já morreram, os mais recentes chefs de cozinha, Pedro Rezende Pereira e Henrique Mouro, não entusiasmavam (nada a ver com os tempos de Fausto Airoldi, Alexandre Silva, Joaquim Figueiredo e João Rodrigues) e, factor porventura decisivo, a Lisboa de 2019 não é a de 1999, porque a média etária dos happy few de 1999 era de 45-50 anos, e hoje é de 65-70.

O restaurante tem novos proprietários e vai alegadamente para obras. Se reabre ou não e se manterá o mesmo nome não se sabe. Certeza: o staff foi dispensado.

Clique na imagem.

ALEMANHA


Não podemos ficar descansados pelo facto da extrema-direita alemã ter ficado em segundo lugar nos Estados da Saxónia e de Brandeburgo, outrora parte da RDA. Verdade que não se confirmou a vitória anunciada nas sondagens, mas o AfD — Alternative für Deutschland não obteve um segundo lugar simbólico. Pelo contrário.

Na Saxónia praticamente triplicou a votação, passando de 9,8% para 27,5% (mordendo as canelas da CDU), e em Brandeburgo quase duplicou, subindo de 12,2% para 23,5% (colando-se objectivamente ao SPD). São números muito inquietantes.

Clique nos gráficos do Spiegel.

domingo, 1 de setembro de 2019

BREXIT EM MARCHA


Os cidadãos do Reino Unido têm ao seu dispor, desde ontem à noite, o Get Ready, um site com toda a informação disponível sobre o Brexit.

Além de legislação actualizada, contém um extenso inventário de conselhos práticos.

Alguns exemplos:

— Necessidade de renovar o passaporte.
— Como levar o carro para o estrangeiro, após obtida documentação própria e carta de condução internacional.
— Obrigatoriedade de colar no pára-choques traseiro um “selo grande” com indicação GB (mesmo as viaturas cuja matrícula tenha essa indicação).
— Novos passaportes e exames de sangue para animais de estimação.
— Os cidadãos da UE que vivem no Reino Unido têm de registar-se, de preferência antes de 31 de Outubro.
— Os estudantes oriundos de países da UE são avisados ​​da possível caducidade das suas colocações Erasmus nas universidades britânicas.
— Caducidade das tarifas de roaming nos telemóveis.

Clique nas imagens: ao alto, outdoor nas ruas; em baixo, home do site.

sábado, 31 de agosto de 2019

MAIORIAS ABSOLUTAS

Excerto do texto de José Sócrates hoje publicado no Expresso.

«[...] Gostaria, no entanto, de recordar que essa maioria absoluta foi a única que o PS obteve em democracia; que esse Governo conseguiu, em dois anos, tirar o país do défice excessivo em que se encontrava e, no mesmo período, alcançar o maior crescimento económico verificado nesses anos difíceis (2007); que esse Governo fez das energias renováveis uma prioridade política; que esse Governo fez o programa escola a tempo inteiro, as novas oportunidades e iniciou a requalificação das escolas secundárias; que esse Governo fez o maior aumento da percentagem de investimento em ciência; que esse Governo fez da balança tecnológica um saldo positivo; que esse Governo fez uma reforma da Segurança Social, mantendo-a pública, forte e sustentável; que esse Governo propôs e ganhou o referendo do aborto; que esse Governo fez o complemento solidário de idosos, fez as unidades de cuidados continuados, fez as unidades de saúde familiar — e ainda teve tempo de concluir o Tratado de Lisboa e ganhar as eleições de 2009, já no meio da maior crise económica mundial. Eis o que instantaneamente recordo no momento em que escrevo, sob reserva de melhor balanço político. [...] Devo isso a mim próprio, aos meus colegas nesse Governo e ainda a todos os que, livre e conscientemente, deram ao Partido Socialista a primeira maioria absoluta da sua história política

PITAGÓRICA 2


Sondagem da Pitagórica divulgada hoje pela TSF e o Jornal de Notícias.

Obtendo 43,6% o PS fica à beira da maioria absoluta.

O score do PS corresponde a mais do dobro do PSD, que fica em 20,4%.

PS = 43,6% / PSD = 20,4% / BE = 10% / CDU = 6,6% / CDS = 4,9% / PAN = 3,2% 

Sozinho, o PS obtém mais 18,3% que a PAF [PSD+CDS].

Maioria de Esquerda = 60,2%. Em deputados seriam mais de dois terços.

Clique na imagem do JN.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

PITAGÓRICA


Sondagem da Pitagórica para a TSF e o Jornal de Notícias divulgada hoje. Entre parêntesis os valores da sondagem anterior.

Clique para abrir a imagem do JN.

MATÉRIAS PERIGOSAS

O Governo publicou hoje uma Portaria que proíbe, aos domingos e feriados, a circulação rodoviária de automóveis pesados que transportem matérias perigosas em cisterna.

A proibição abrange túneis, pontes (sobre o Tejo, Douro e outras) e algumas vias de acesso «aos principais aglomerados urbanos», em horários específicos, e nas segundas-feiras de manhã entre as 7 e as 10 horas.

Percursos abrangidos: A1 entre Alverca e Lisboa / A5 entre a ligação à CREL e Lisboa / A8 entre Loures e Lisboa / IC19 entre o nó da CREL e Lisboa [Damaia] / EN6 entre Cascais e Lisboa / EN10 entre Vila Franca de Xira e Alverca / IC22 na ligação da A9 com Odivelas / A3 entre a ligação ao IC24 e o Porto / A4 entre o nó com a A3 e Matosinhos / A28 entre a Ponte da Arrábida e a A4 / EN13 entre Moreira e o Porto / EN209 entre Gondomar e o Porto / EN222 [ER] entre Avintes e o Porto / A20 entre a Ponte do Freixo e a A3.

Na Ponte 25 de Abril, a circulação desses veículos só é permitida entre as 2 e as 5 da madrugada.