quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

DERRUBAR, JÁ

É hoje que a senhora Cristas avança sobre o Palácio de Inverno para lá instalar os mencheviques do Caldas?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

SANDERS VS TRUMP?


Bernie Sanders, 77 anos, senador, independente (ex-Democrata), anunciou hoje a sua candidatura às eleições presidenciais americanas de 2020.

Não questiono as boas intenções do senador do Vermont. Até consigo imaginar os tremeliques de júbilo nos sofisticados círculos bem-pensantes da costa Leste e nas universidades da Ivy League. Mas espero que o Partido Democrata tenha juízo.

Entregar a candidatura democrata a Sanders, seria o equivalente a ter Ana Gomes como candidata oficial do PS às eleições presidenciais portuguesas.

Para brincadeiras, basta o que basta. Como sabemos, nunca se caçaram moscas com vinagre.

Clique na imagem do NYT.

KARL LAGERFELD 1933-2019


Morreu hoje o estilista alemão Karl Lagerfeld, director da Chanel desde 1982 e, nessa medida, um dos mandarins da haute couture francesa.

Natural de Hamburgo, mas criado na quinta que os pais possuíam perto de Bad Bramstedt, na região de Schleswig-Holstein, Lagerfeld transferiu-se para Paris em 1952. Discípulo de Balmain, passou por várias casas importantes (como a Fendi, que dirigiu a partir de 1965), teve a sua própria marca, mais tarde vendida, e um companheiro — Jacques de Bascher, personagem do beau monde parisiense, falecido em 1989, vítima da sida — com quem viveu dezoito anos.

Por, durante quinze anos, ter recusado pagar impostos em França, protagonizou e perdeu um litígio fiscal que o levou a pagar, em 2000, cerca de cem milhões de euros, valor inferior à dívida (260 milhões), graças ao perdão fiscal concedido por Dominique Strauss-Kahn, à época ministro das Finanças. Nessa altura vendeu parte da sua colecção de pintura e mobiliário, pondo ponto final no escândalo.

É de sua autoria a colecção de pronto-a-vestir denominada cápsula, da empresa sueca H&M. Trabalhou com vários realizadores de cinema, como Almodóvar e Zeffirelli, bem como directores de ópera e ballet.

Excêntrico, misantropo, ícone pop, proprietário de duas bibliotecas (a da mansão de Paris, onde morreu, e a da casa dos arredores de Hamburgo) que no seu conjunto acolhem para cima de trezentos mil volumes, não gostava de revelar o ano de nascimento. Nos anos 1990 submeteu-se a uma dieta que o fez perder 43 quilos. Se, como os documentos indicam, nasceu a 10 de Setembro de 1933, tinha 85 anos.

Desapareceu o Kaiser de Paris.

Clique na imagem.

ENFERMEIROS

O parecer do Conselho Consultivo da PGR publicado em Diário da República considera ilegal a greve dos enfermeiros por:

— Não corresponder ao pré-aviso [«o tempo e o modo como a greve se vai desenrolar»];

— A perda de salário não ter sido gerida e suportada pelos sindicatos que decretaram a paralisação.

Em conformidade, considera que:

— «Os descontos salariais devem ter em conta não só o período efectivo em que cada trabalhador se encontrou na situação de aderente à greve, mas também os restantes períodos que, em resultado daquela acção concertada, os serviços estiveram paralisados

Claro como água.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

AXIMAGE, HOJE


Sondagem AXIMAGE divulgada hoje no Correio da Manhã e no Negócios.

Maioria de Esquerda = 51,6%.

Sozinho, o PS ultrapassa o PSD em 12% e a PAF em 2,7%.

É muito estranha a ausência de resultado para o partido de Santana Lopes (Aliança), que deve alterar o score do PSD.

O gráfico aqui reproduzido não mostra a linha do BE, que corresponde a 8,9%.

Clique na imagem do Negócios.

MANDA QUEM PODE


Uma delegação de seis eurodeputados do grupo do PPE, chefiada pelo espanhol Esteban González Pons, tencionava encontrar-se com Guiaidó, autoproclamado Presidente interino da Venezuela.

Um deles, Paulo Rangel, do PSD, membro do PPE, perdeu o avião em Madrid, «devido a congestão de tráfego aéreo...», e não embarcou.

Os outros cinco (Pons, Esther de Lange, Ignacio Salafranca, Gabriel Mato e Juan Salafranca) embarcaram, mas foram impedidos de desembarcar em Caracas, tendo-lhes sido apreendidos os passaportes diplomáticos.

Nada disto constitui surpresa. A embaixadora da UE em Madrid tinha feito o aviso: Podem ser expulsos ou mesmo presos. Mas o senhor Pons quis levar o número até ao fim para poder tuitar.

Clique no tuíte de Pons.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

REMODELAÇÃO


A escolha de dois ministros para a lista com que o PS concorre às eleições europeias de Maio deu azo a uma mini-remodelação governamental. A posse é amanhã.

Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, escolhido para cabeça-de-lista do PS, será substituído por Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, lugar que será ocupado por Duarte Cordeiro, que sai da Câmara de Lisboa para o Governo.

Duarte Cordeiro, vice-presidente da CML até amanhã, será secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro e dos Assuntos Parlamentares.

Maria Manuel Leitão Marques, ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, de saída para o PE, será substituída por Mariana Vieira da Silva, actualmente secretária de Estado adjunta do primeiro-ministro.

O actual ministério do Planeamento e das Infraestruturas terá nova orgânica (e novo nome), uma vez que a gestão dos fundos comunitários terá ministro próprio: será Nelson de Souza, actual secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, ministro do Planeamento a partir de amanhã.

O ministério do Planeamento e das Infraestruturas passa a designar-se ministério das Infraestruturas e da Habitação.

Ana Cláudia Pinho será a nova secretária de Estado da Habitação.

Tiago Antunes será o novo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.

Rosa Lopes Monteiro será a nova secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade.

Luís Pinheiro será o novo secretário de Estado da Modernização Administrativa.

Maria do Céu Albuquerque será a nova secretária de Estado do Desenvolvimento Regional.

Jorge Moreno Delgado será o novo secretário de Estado das Infraestruturas.

Alberto Afonso Souto de Miranda será o novo secretário de Estado Adjunto e das Comunicações.
Na imagem, Pedro Nuno Santos. Clique.

PORTUGAL NÃO MUDA


Um ajudante de pedreiro a caminho de Bruxelas  — É desta forma  inqualificável que o Observador destaca uma peça do jornalista Pedro Raínho sobre a escolha de Pedro Marques, 43 anos, actual ministro do Planeamento e das Infraestruturas, para cabeça-de-lista do PS às eleições europeias. Passaram 45 anos da queda do Estado Novo e continua tudo na mesma. Chiça!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

A HORA DE ESPANHA

Sánchez marcou eleições gerais em Espanha para o próximo 28 de Abril. Se o PSOE não ganhar por maioria absoluta, tarefa difícil, nem, como alternativa, conseguir unir a Esquerda, os espanhóis podem contar com mais 50 anos de franquismo, em versão pós-moderna, mas franquismo.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

PRESUPUESTOS CHUMBADOS

Por 191 votos contra 151, foi chumbado o Orçamento de Estado de Espanha. Lá se foi o sonho do salário mínimo de 900 euros. O Governo de Sánchez já está em gestão corrente. Ainda esta semana serão marcadas as eleições gerais. A Direita quer que sejam a 14 de Abril, o PSOE prefere 14 de Maio. Acabou a Primavera de Madrid.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

ESPANHA EM TRANSE


Lembram-se da Primavera de Praga? Durou sete meses: começou a 5 de Janeiro de 1968, quando Dubček chegou ao poder, e acabou a 21 de Agosto, quando os tanques soviéticos entraram na capital checa.

A Primavera de Madrid está a chegar ao fim. Começou a 2 de Junho de 2018, quando Sánchez substituiu Rajoy em consequência de uma moção de censura contra o Governo do PP, mas tudo indica que termine antes do primeiro aniversário.

Porquê? Porque os Presupuestos (o Orçamento de Estado) vão cair. Nas Cortes, a discussão começa amanhã e a votação ocorre na quarta-feira, dia 13. Se houver chumbo, como se prevê, na medida em que a soma do PSOE e do PODEMOS não chega para aprovar o documento, a passagem pelo Senado será um pro forma.

Sánchez tem governado com o apoio dos independentistas catalães, mas Torra esticou demasiado a corda, e o Presidente do Governo de Espanha perdeu-se no labirinto. Se faz a vontade a Torra, os Presupuestos passam, mas o PSOE desaparece do mapa político de Espanha. Se faz o que deve fazer, perde os Presupuestos (e lá se vai o salário mínimo de 900 euros) e o Governo.

A manifestação que ontem, em Madrid, juntou cem mil manifestantes e os líderes do PP (Pablo Casado), de CIUDADANOS (Albert Rivera) e do partido de extrema-direita VOX (Santiago Abascal), foi um sinal claro do que aí vem. Os três tencionam mesmo aliar-se num Governo restauracionista. Ainda muita gente vai ter saudades de Rajoy.

Clique na foto de El País.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

ALBERT FINNEY 1936-2019


Vítima de infecção pulmonar, morreu ontem Albert Finney, um dos maiores actores ingleses da sua geração.

Era muito novo quando pela primeira vez o vi em Sábado à Noite e domingo de Manhã (1960), mas revi o filme anos mais tarde, e nos últimos tempos mal o reconheci em papéis secundários da saga Bourne. Mas todos nos recordamos dele em Tom Jones (1963), Crime no Expresso do Oriente (1974), O Armário (1983), Sob o Vulcão (1984), Miller's Crossing (1990), Washington Square (1997), Peixe Grande (2003) e outros.

Cinco vezes candidato ao Óscar, nunca o recebeu. Recusou a Ordem do Império Britânico e também o título de Cavaleiro com que a rainha o queria agraciar. Não obstante a sua origem proletária, Finney frequentou a Royal Academy of Dramatic Arts, privilégio hoje vedado a candidatos que não tenham passado por Eton, tornando-se um excelentíssimo actor do repertório shakespeariano.

Clique na imagem.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

DESOBEDIÊNCIA

A requisição civil dos enfermeiros foi decretada por incumprimento dos serviços mínimos em quatro hospitais:

Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto
Centro Hospitalar do Porto, integrado no Hospital de Santo António
Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga, em Santa Maria da Feira
Centro Hospitalar Tondela-Viseu, em Viseu

O que fará o Governo se a requisição civil não for cumprida?

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

A GREVE CIRÚRGICA

O Conselho de Ministros aprovou, e Marta Temido, ministra da Saúde, anunciou esta tarde a requisição civil dos enfermeiros.

Objectivo: pôr termo «a situações de incumprimento dos serviços mínimos reportados em diversos hospitais.» Não era sem tempo.

CRISTINA CARVALHO


Hoje na Sábado escrevo sobre A Saga de Selma Lagerlöf, de Cristina Carvalho (n. 1949). Biografias romanceadas há muitas. O que Cristina Carvalho fez foi outra coisa: chamou-lhe romance biográfico. Ainda hoje a escritora sueca de maior projecção internacional, Selma Lagerlöf rompeu a barreira da língua, impondo-se ao vasto mundo. Verdade que o Nobel da Literatura ajudou, mas, em 1909, quando o recebeu, era já autora de um livro que se tornou um clássico, A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson pela Suécia. Com a focalização omnisciente levada ao extremo, a autora introduz-se na narrativa em nome próprio. Utiliza o expediente ao longo do livro, desde logo na descrição do enterro de Selma no cemitério da colina de Östra Ämtervik: «Agradeço-te muito, Cristina Carvalho, o facto de estares a falar por mim, mas não te alongues muito, não faz sentido, pouco interessa.» Facto é que, sem ignorar nenhum detalhe relevante, a autora constrói o livro como um patchwork de memórias. Está lá tudo: a casa de Marbacka; a descoberta dos pavões, acontecimento de tal modo marcante que pôs fim às limitações provocadas pela deficiência no quadril esquerdo com que Selma havia nascido («De repente, caminhei»); a morte do pai; os anos da juventude; o intervalo de Falun; a docência com crianças; a descoberta da condição feminina; o combate sufragista; as relações lésbicas (com Sophie Elkan, sua companheira durante 27 anos, mas também com Valborg Olander, amante e consultora literária); as viagens pela Europa e pela Palestina; o sucesso estrondoso do primeiro livro, A Saga de Gösta Berling (1891); a carreira literária ao arrepio dos padrões da época; o Prémio Nobel; o ingresso na Real Academia Sueca em 1914, privilégio até então vedado a mulheres; a troca de cartas com a poetisa Nelly Sachs, vítima do Holocausto e futura Nobel; a amizade com o pintor Carl Larsson; etc. Mas estão sobretudo os rituais escandinavos, os estados de espírito, as sensações, o peculiar universo de lobos, ursos, gralhas, bruxas, pragas e terrores. Bem como a marca identitária de Selma: «Sim, sou homossexual. Mas então, se não fosse era o quê?» Em suma, um belo romance biográfico. Quatro estrelas. Publicou a Relógio d’Água.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

PRAÇA DE ESPANHA


No próximo dia 11, de manhã, Fernando Medina apresenta na Fundação Calouste Gulbenkian o projecto vencedor do concurso público internacional para o ora denominado Parque Público da Praça de Espanha.

Aquilo nunca foi bem uma praça. E, nos anos 1990, viu abortada a construção de seis edifícios assinados pela nata da arquitectura mundial no dia em que o Banco de Portugal desistiu de lá instalar uma sede faraónica.

Sucessivas hipóteses de túneis têm estado em cima da mesa. Agora virou parque público. Corresponderá a imagem do convite ao que vão lá fazer? Tremo. Monet não é a minha chávena de chá.

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domingo, 3 de fevereiro de 2019

IMPORTA-SE DE REPETIR?

Sigo há muitos anos o historiador britânico Timothy Garton Ash, 63 anos, director do centro de estudos europeus do St Antony’s College. Garton Ash é um homem de Direita, mas pensa bem.

Li esta manhã a longa entrevista que deu a Teresa de Sousa, que foi a Oxford falar com ele sobre o Brexit, a Europa e os populismos. A entrevista ocupa sete páginas do P2 do Público.

Garton Ash repete tudo o que tem escrito em dezenas de artigos e livros. A novidade é dizer, preto no branco, que a Europa tem hoje um único estadista, que não é outro senão... Macron. Discurso directo: «Finalmente, com a excepção de Macron, não temos líderes com qualidade

Conheço e admiro a excentricidade britânica, mas aqui estamos no domínio do proselitismo. O problema é que Garton Ash não é jornalista, é historiador.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

MARGARET DRABBLE


Hoje na Sábado escrevo sobre o romance mais recente de Margaret Drabble (n. 1939), Sobe a Maré Negra. Lembro-me da autora como ensaísta e editora do Oxford Companion to English Literature, mas, apesar de extensa, não conhecia a sua ficção. O título do romance remete para um conhecido poema de D.H. Lawrence (citado em epígrafe) sobre a finitude da vida. O romance põe em pauta a velhice tout court, bem como o ritual de sofrimento das doenças letais, “antecipando”, provavelmente, a morte recente da filha Rebecca, uma conhecida consultora literária, vítima de cancro aos 53 anos. E por vezes nem tanto. Frequentemente, o desconforto e as indignidades da velhice tornam-se tão incómodos que alguns preferem «embarcar num desses atos de loucura imprudente que leve tudo a um fim rápido…» Não se trata portanto de escrita light, antes pelo contrário, mas Margaret Drabble doseia bem o sarcasmo de forma a resgatar o romance da sua tonalidade sombria. A intriga é pontuada por citações ou alusões a Shakespeare, Beckett, Auden, Spender, Adorno, Edward Said e muitos outros, em parte por imperativo do tema, outro tanto porque as personagens do romance (como os próprios familiares da autora, irmã da romancista A.S. Byatt e da historiadora Helen Langdon) respiram literatura por todos os poros. Nem sequer escapa o casal gay formado por Ivor e Bennet. Certo pendor ensaístico (espécie de inventário histórico de mortes não relacionadas com a doença, tais como desastres naturais, guerras e crimes) mantém a narrativa suspensa num género fluido. Por exemplo, vejam-se as referências às vagas migratórias no Mediterrâneo: «Nenhum deles pode saber até que ponto a história dos imigrantes está longe de acabar [e] quanto mais gente se afogar, espera a Europa, mais se desencorajará a emigração e menos serão as bocas para a Europa alimentar.» Afinal, pode reflectir-se sobre a morte para lá dos muros das residências sénior. Verdade que o cinismo de Francesca Stubbs, a protagonista, prende o leitor. Quatro estrelas. Publicou a Quetzal.

GUAIDÓ RECONHECIDO PELA UE

Por 439 votos a favor, 104 contra e 88 abstenções, o Parlamento Europeu reconheceu hoje Juan Guaidó como Presidente da Venezuela.

Em caso de conflito armado, os países da UE pensam enviar tropas para resgatar os seus cidadãos. Santos Silva, o MNE português, confirmou que Portugal também o fará.

Algo me diz que esta história não vai acabar bem.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

TURNING POINT


Theresa May conseguiu impor a sua vontade: por 307 votos contra 301, a emenda de Graham Brady, apoiada pelo Governo, saiu vencedora. Catorze trabalhistas votaram ao lado dos conservadores. A primeira-ministra tem agora mais quinze dias para convencer Bruxelas a renegociar o backstop da Irlanda do Norte.

Juncker e Tusk repetiram que não há nada a renegociar, mas a alternativa é um Brexit desordenado daqui a 58 dias. Um Brexit unilateral, como lhe chamou May.

Foram rejeitadas todas as restantes emendas: adiamento do prazo do Brexit; novo referendo, proposto pelos deputados escoceses; revogação do art.º 50.º; extensão do período de transição para 2021; passagem da liderança das negociações do Governo para Westminster, etc. Uma proposta de Corbyn, o líder trabalhista, sobre «voto público», também foi chumbada: 327 contra 296 votos.

May venceu em toda a linha. O que conseguirá com esta vitória é outro campeonato.

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