Como? Produzindo os lotes de mRNA, i.e. RNA mensageiro, sem os quais a vacina norte-americana sofreria considerável atraso.
Continua de parabéns a geração formada à sombra de Mariano Gago.
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Como? Produzindo os lotes de mRNA, i.e. RNA mensageiro, sem os quais a vacina norte-americana sofreria considerável atraso.
Continua de parabéns a geração formada à sombra de Mariano Gago.
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Mais 3.772 infectados e 79 mortos. Mais 5.572 recuperados.
NORTE + 2.244 infectados [+ 37 mortos]
CENTRO + 444 [+ 17]
LISBOA E VALE DO TEJO + 960 [+ 25]
ALENTEJO + 54
ALGARVE + 31
AÇORES + 35 / MADEIRA + 4.
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Depois de Matt Hancock, ministro britânico da Saúde, ter feito notar, com propriedade, que o Brexit permitiu ao Reino Unido aprovar a vacina antes de todos os outros, foi a vez de Gavin Williamson, ministro britânico da Educação, dizer, com ar maroto, que o UK tem melhores cientistas que os outros países. Um brincalhão, este Gavin.
Isto dito, sublinhar: no próximo dia 29, e não antes, a Comissão Europeia tenciona aprovar a 1.ª das três vacinas que encomendou. As outras duas serão aprovadas em Janeiro.
A burocracia de Bruxelas não tem emenda.
Oriundo da alta burguesia e da École Nationale d’Administration, antigo ministro da Economia e Finanças, europeísta convicto, foi um político reformista e liberal.
Membro da Academia Francesa, é autor de cinco romances e várias colectâneas de ensaios. As suas memórias estão registadas em vários títulos, em especial nos três volumes de Le Pouvoir et la Vie, publicados entre 1988 e 2006.
Charmant como nenhum outro antes ou depois dele, Giscard vem do tempo em que havia Direita civilizada. À sua maneira era um príncipe, o que faz sentido: afinal, a França nunca deixou de ser uma monarquia constitucional...
Morreu nos seus domínios de Authon, em Loir-et-Cher, e a família declinou funeral de Estado.
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Mais 3.384 infectados e 68 mortos. Mais 2.569 recuperados.
NORTE + 1.857 infectados [+ 36 mortos]
CENTRO + 401 [+ 7]
LISBOA E VALE DO TEJO + 939 [+ 23]
ALENTEJO + 129 [+ 3]
ALGARVE + 74
AÇORES + 22 / MADEIRA + 6.
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Conselheiro de Estado e antigo administrador não executivo da Fundação Calouste Gulbenkian, Eduardo Lourenço nasceu no seio de uma família conservadora, em São Pedro de Rio Seco, pequena aldeia raiana da Beira Alta, no dia 23 de Maio de 1923 (embora seu pai, à época 1.º sargento de Infantaria destacado em Coimbra, só o tenha registado no dia 29). Foi o primeiro dos sete filhos do casal. Depois dos primeiros estudos na aldeia Natal e na Guarda, ingressou em 1934 no Colégio Militar, estando já o pai colocado em Moçambique. A formação universitária fê-la na Universidade de Coimbra, cidade onde colaborou na imprensa local e concluiu a licenciatura em Ciências Histórico-Filosóficas.
Parte da sua dissertação, O Sentido da Dialética no Idealismo Absoluto (1946), seria mais tarde coligida em Heterodoxia I (1949), o livro de estreia. Até 1953 ficará em Coimbra como assistente universitário. Em simultâneo, obtém uma bolsa Fulbright para estagiar na Universidade de Bordéus. É o início de um périplo que o levará, como leitor de português, a universidades de Hamburgo, Heidelberg e Montpellier. Entretanto, após uma passagem (1959) pela Universidade Federal da Bahia, como professor convidado de filosofia, radica-se em França em 1960, a convite da Universidade de Grenoble. Mas em breve se transfere para a de Nice, onde seria jubilado em 1988 como maître de conferences associado. Mantém a residência em Vence mesmo no período em que exerce as funções de Conselheiro Cultural na embaixada de Portugal em Roma. Só a morte da mulher, Annie Salomon, uma reputada hispanista, o fez regressar definitivamente a Portugal.
Uma tão larga ausência (1953-2013) do país, fazendo dele um estrangeirado, não o distraiu da política nacional. São disso exemplo, entre outras, obras como O Fascismo nunca Existiu (1976), O Labirinto da Saudade. Psicanálise Mítica do Destino Português (1978), O Complexo de Marx ou o Fim do Desafio Português (1979), Cultura e Política na Época Marcelista (1996) e Do Colonialismo como Nosso Impensado (2014). Terá recusado convites para exercer funções docentes nas universidades de Coimbra, do Porto e de Lisboa, mas não desistiu de intervir, através de livros, prefácios — como o que escreveu para Alvorada em Abril, de Otelo Saraiva de Carvalho —, artigos, conferências, etc. É sabido que, em 1975, não aceitou ser ministro da Cultura do VI Governo Provisório. Militou na UEDS, foi apoiante de Eanes e, em 1985, integrou o grupo de intelectuais que apoiaram a criação do PRD, o partido presidencial.
Numa bibliografia tão vasta, a excelência reside nos estudos que dedicou à literatura ela-mesma. Obras como Sentido e Forma da Poesia Neo-Realista (1968), Fernando Pessoa Revisitado. Leitura Estruturante do Drama em Gente (1973), Tempo e Poesia (1974), Poesia e Metafísica. Camões, Antero, Pessoa (1983), Fernando, Rei da Nossa Baviera (1986) ou O Canto do Signo (2017), são de leitura obrigatória.
Órfã de pensadores, a Pátria quis fazer dele filósofo. Eduardo Lourenço recebeu todos os prémios portugueses que havia para receber, entre eles o António Sérgio (1992), o D. Dinis (1995), o Camões (1996), o Vergílio Ferreira (2001), o Pessoa (2011) e o Vasco Graça Moura (2016). Doutorado honoris causa por universidades de Lisboa, Bolonha, Coimbra e do Rio de Janeiro, recebeu comendas de vária índole, em Portugal e em França, entre elas o colar de Grande Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada (1981). Não foi pequeno mérito ter sido reconhecido em vida.
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Mais 2.401 infectados e 72 mortos. Mais 7.935 recuperados.
NORTE + 1.300 infectados [+ 43 mortos]
CENTRO + 349 [+ 13]
LISBOA E VALE DO TEJO + 538 [+ 11]
ALENTEJO + 129 [+ 3]
ALGARVE + 48 [+ 2]
AÇORES + 17 / MADEIRA + 20.
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Mais 3.262 infectados e 78 mortos. Mais 3.408 recuperados.
NORTE + 1.795 infectados [+ 42 mortos]
CENTRO + 407 [+ 6]
LISBOA E VALE DO TEJO + 839 [+ 28]
ALENTEJO + 148 [+ 2]
ALGARVE + 34
AÇORES + 32 / MADEIRA + 7.
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PS sozinho continua a valer mais que toda a Direita junta.
PS 37,2% / PSD 23,9% / BE 7,9% / CHEGA 7,5% / PAN 6,5% / CDU 5,8% / IL 2,2% / CDS 1%.
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Mais 4.093 infectados e 64 mortos. Mais 3.259 recuperados.
NORTE + 2.490 infectados [+ 31 mortos]
CENTRO + 444 [+ 8]
LISBOA E VALE DO TEJO + 979 [+ 22]
ALENTEJO + 84 [+ 2]
ALGARVE + 49 [+ 1]
AÇORES + 37 / MADEIRA + 10.
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O seu conteúdo reproduz parte das centenas de mensagens de ódio que lhe têm sido dirigidas nas redes sociais, tanto por anónimos como por autores de perfis falsos e indivíduos de todos os sexos. Um esgoto a céu aberto. Não obstante, Cristina Ferreira teve a delicadeza de apagar os nomes (verdadeiros ou falsos) da caterva.
Importante: os direitos de autor de Pra Cima de Puta revertem para acções de combate ao ciberbullying, actividade criminosa — o ciberbullying — a que os nossos legisladores têm feito vista grossa.
Alguém tinha de dar o primeiro passo. Deu ela. Bravo!
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Quem ficar, vê a massa salarial reduzida em 30%.
Isto acontece apesar do empréstimo de 1,2 mil milhões de euros feitos à empresa. Imaginem o que aconteceria se, como queria Rui Rio (e outros, como o soba Moreira), não tivesse havido ajuda.
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Mais 4.868 infectados e 87 mortos. Mais 6.829 recuperados.
NORTE + 2.496 infectados [+ 42 mortos]
CENTRO + 775 [+ 11]
LISBOA E VALE DO TEJO + 1.313 [+ 29]
ALENTEJO + 127 [+ 4]
ALGARVE + 94 [+ 1]
AÇORES + 39 / MADEIRA + 24.
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Isto dito, já não compreendo, ou talvez compreenda demasiado bem, que haja tantos assalariados dos media a invectivarem a directora-geral da Saúde.
Por exemplo, o «Público» escreve hoje: «Presidente e primeiro-ministro desautorizaram a DGS de uma forma inédita ao porem em causa as conclusões do grupo de trabalho que não deu prioridade na toma de vacinas a maiores de 75 anos.» Desautorizaram?
Vejamos: esse grupo de trabalho reporta directamente à ministra e tem um coordenador-chefe, de seu nome Francisco Ramos, médico, consultor da OMS, professor na Escola Nacional de Saúde Pública, antigo presidente do IPO de Lisboa e, desde 1997, secretário de Estado da Saúde em cinco governos.
Admitindo que o draft do relatório do grupo de trabalho encarregue de gerir a vacinação preconize aquilo que os media dizem que preconiza, as perguntas têm de ser feitas ao Dr. Francisco Ramos e não à Dra. Graça Freitas.
É muito estranho andar tanta gente a fazer de conta que não sabe da existência de um responsável pelo grupo de trabalho que vai gerir a vacinação covídica.
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Mais 5.444 infectados e 67 mortos. Mais 5.502 recuperados.
NORTE + 3.161 infectados [+ 39 mortos]
CENTRO + 631 [+ 8]
LISBOA E VALE DO TEJO + 1.380 [+ 15]
ALENTEJO + 136 [+ 2]
ALGARVE + 90 [+ 3]
AÇORES + 35 / MADEIRA + 11.
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Mais 6.383 infectados e 82 mortos. Mais 4.588 recuperados.
NORTE + 3.414 infectados [+ 43 mortos]
CENTRO + 964 [+ 6]
LISBOA E VALE DO TEJO + 1.782 [+ 26]
ALENTEJO + 87 [+ 4]
ALGARVE + 85 [+ 1]
AÇORES + 35 [+ 2] / MADEIRA + 2.
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Abstiveram-se o PCP, o PEV, o PAN e as duas deputadas não inscritas.
Votaram contra o BE, o CHEGA, a IL, o CDS e o PSD.
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Terminou a especulação em torno da identidade de Elena Ferrante, pseudónimo da tradutora Anita Raja (n. 1943), mas não o ritmo de publicação. Agora traduzido, A Vida Mentirosa dos Adultos mantém a exuberância descritiva da sua ficção. Quem leu a tetralogia A Amiga Genial sabe do que falo. Denominador comum à obra precedente: Nápoles, conflito de classes, a experiência das mulheres, a perversidade das relações familiares. Giovanna mente aos pais, coisa que ambos fazem com ela. Um romance sobre o poder e as consequências da mentira? De certo modo, sim. Aos doze anos, ouvindo o pai dizer à mãe que a filha «está a ficar com a cara de Vittoria» (a tia malvada), descobre-se feia. A partir daí, todo o plot gira em torno da aversão que julga causar. O aspecto mais interessante é o confronto entre a rudeza dos bairros populares e a “respeitabilidade” da cidade burguesa. Não é um livro amável, mas o contrário é que seria de admirar. Editou a Relógio d'Água.
Uma nova tradução do polaco Zbigniew Herbert (1924-1998) traz de volta um autor central à cultura europeia. Natureza Morta Com Brida colige seis ensaios e dez textos apócrifos sobre a cultura dos Países Baixos. Com enfoque nos costumes da Holanda dos séculos XVI e XVII, o ensaio que dá o título ao conjunto disseca a biografia e a obra homónima de Johannes van der Beeck, o pintor que passou à história da arte como Torrentius. O artista foi condenado à fogueira por pertencer à Rosa-Cruz, uma sociedade secreta, mas a repercussão internacional do veredicto valeu-lhe o exílio na corte inglesa. Deveras estimulante. Editou a Cavalo de Ferro.
Traduzidos directamente do russo por Nina e Filipe Guerra, chegaram a Portugal os contos que Ivan Búnin (1870-1953) escreveu durante o exílio no sul de França e reuniu em Alamedas Escuras. Famoso pelo seu diário Os Dias Malditos (1926), Búnin ganhou o Nobel da Literatura em 1933, antes de qualquer outro russo e numa altura em que, ao contrário do que hoje sucede, estava longe de ser um autor célebre, respeitado, traduzido e estudado. O amor e a natureza dominam a obra, embora a condição de émigré, bem como as mudanças ocorridas na Rússia pré e pós-1917, estejam sempre presentes. Esta edição inclui prefácio de Tatiana Mártchenko. Editou a Dom Quixote.
Quem acompanha a literatura espanhola reconhece a importância de Javier Cercas (n. 1962) e sabe que um dos seus traços distintivos radica no hábito de inserir factos reais na trama ficcional. Terra Alta não constitui excepção. Com acção centrada na comarca de Terra Alta, o protagonista, Melchor Marín, mosso d’Esquada com passado problemático, tem um crime nas mãos. O thriller não ignora os atentados islâmicos de Barcelona, o referendo catalão de 2017 e a Guerra Civil. Longe do seu melhor, Terra Alta ganhou o Prémio Planeta 2019. Editou a Porto Editora.
Mais de 30 anos passados sobre a fatwa que o aiatola Khomeini decretou contra si, Salman Rushdie (n. 1947) continua a ser uma das grandes vozes da literatura de língua inglesa. Cervantes deu o tiro de partida, mas Quichotte, a obra mais recente de Rushdie, faz vénia ao surrealismo, sem esquecer Voltaire e Ionesco. O «viajante de origem indiana...» que atravessa a América, radiografa o caos actual. Com reality shows no centro da intriga, Quichotte tem outro livro dentro, modo de ilustrar, em dois andamentos, o desconcerto do mundo. Uma coisa sabemos: Rushdie himself não é outro senão Miss Salma R., «estrela de uma dinastia de estrelas». Digamos que a obra do autor já conheceu melhores dias. Editou a Dom Quixote.
Organizado por António M. Feijó, João R. Figueiredo e Miguel Tamen, saiu O Cânone. A partir de autores nascidos entre 1391 (o rei Dom Duarte) e 1939 (Luiza Neto Jorge), os três editores, o historiador Rui Ramos e 22 ensaístas, escrevem sobre 47 autores, mais as Três Marias, poetas laureados, revistas e críticos. Entre outros textos, António M. Feijó assina a introdução, Miguel Tamen escreve sobre a lógica interna do livro, Anna M. Klobucka sobre mulheres na literatura, João R. Figueiredo sobre escritores homossexuais, etc. Como vem escrito, trata-se de «um livro de crítica literária para nos fazer pensar sobre a literatura portuguesa.» Meia dúzia de omissões geraram controvérsia, assente, como de regra, em clubismo. Tudo visto, o saldo é deveres positivo. Editaram, em co-edição, a Fundação Cupertino de Miranda e a Tinta da China.
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