quarta-feira, 3 de junho de 2020

O QUE FAZER COM A TAP?

Não sabemos o que vai acontecer à TAP. Mas já sabemos o que aconteceu à Lufthansa. Hoje ficou a saber-se que, no primeiro trimestre do ano, a companhia registou um prejuízo de 2,1 biliões de euros.

O Governo alemão está disposto a injectar 9 mil milhões em troca de 20% do capital da empresa. Em contrapartida, exige ter dois membros no conselho executivo. E não dará um cêntimo sem uma reestruturação global: despedimento nunca inferior a 40% dos trabalhadores, eliminação de rotas, venda imediata de cem aviões (a frota actual é de 760), diminuição de custos em todas as áreas, etc. A resposta terá de chegar até 25 de Junho.

Na British Airways o cenário não é diferente. Com a quase totalidade da frota em terra, se o Governo não avançar com 25 mil milhões de libras a insolvência é o corolário óbvio. Mas, mesmo sem insolvência, já toda a gente percebeu que os actuais 105 mil trabalhadores serão drasticamente reduzidos, e quem ficar sofrerá cortes nos salários, prática que está a ser seguida desde Fevereiro nas grandes companhias asiáticas, onde as remunerações levaram um rombo de 30%.

Olhando para estes dois gigantes, e pensando na TAP, só podemos ter suores frios.