Muito bem. Direitos, liberdades e garantias não se referendam.
Votaram contra: PS, BE, PCP, PEV, PAN, nove deputados do PSD (entre eles Rui Rio) e as duas deputadas não inscritas. CDS e IL votaram a favor. André Ventura não compareceu à votação.
Muito bem. Direitos, liberdades e garantias não se referendam.
Votaram contra: PS, BE, PCP, PEV, PAN, nove deputados do PSD (entre eles Rui Rio) e as duas deputadas não inscritas. CDS e IL votaram a favor. André Ventura não compareceu à votação.
Sondagem da Intercampus para o Negócios e o Correio da Manhã, hoje divulgada.
Ana Gomes é a única a subir desde o barómetro anterior.
Marcelo 56,2% / Ana Gomes 17,2% / André Ventura 8,2% / Marisa Matias 6,1% / João Ferreira 2,6%.
Na secção Photomaton os visitantes podem ser retratados «através do uso de algoritmos de visão computacional e de técnicas generativas não deterministas [...] usando apenas elementos tipográficos, mais especificamente letras.» Cada retrato será único e irrepetível.
Lembrar que no mesmo edifício encontra-se instalado o Centro Português do Surrealismo, dotado de um excelente museu.
A Torre Literária abre de segunda-feira a sábado. Encerra aos domingos, feriados nacionais, Páscoa, Natal e Ano Novo.
Começou a nova temporada de Sei onde enfiaste o Covid. Com a progressão de casos a Norte, os caciques do costume voltaram ao destrambelho.
Isto deixa mal as pessoas do Norte, que não têm culpa nenhuma, e deviam estar representadas por políticos sensatos.
Quando, no início do Verão, uma vaga de infecções (com origem em núcleos de imigrantes hospedados em condições degradantes) alastrou na Grande Lisboa, nenhum autarca da região veio rasgar as vestes para a televisão.
Não vale a pena chover no molhado: a pandemia instalou-se, afecta gente de todos os estratos sociais, não distingue geografias nem etnias específicas. Os chiliques napolitanos estavam na moda nos anos 40 do século passado, mas hoje ninguém dá para esse peditório.
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O BE quer um novo Orçamento de Estado. Ora bem! E eu quero quadruplicar a minha pensão líquida e trocar (sem encargos) o Volkswagen por um Bentley.
Sondagem da Intercampus hoje divulgada no Negócios e no Correio da Manhã —
PS 37,5% / PSD 24,8% / BE 11% / CHEGA 7,7% / CDU 4,3% / PAN 4,1% / CDS 4,1% / IL 2,4%.
O BE exige a contratação de mais médicos. Parece-me bom que haja mais médicos, embora Portugal já ocupe um dos melhores lugares (o terceiro) no ranking europeu de médicos por cada cem mil habitantes.
Isto dito, gostaria de saber se existem médicos desempregados no nosso país. Como presumo que não existam, vamos contratar esses médicos onde?
A partir de autores nascidos entre 1391 e 1939 — ou seja, entre Dom Duarte e Luiza Neto Jorge —, a obra estabelece quem são os 50 nomes centrais da literatura portuguesa. Mas também analisa grupos, escolas, movimentos, revistas e palavras importantes.
Além dos organizadores, o volume conta com a colaboração de diversos críticos, tais como, entre outros, Abel Barros Baptista, Gustavo Rubim e Pedro Mexia.
Foi lançado anteontem e, como ainda não vi, não posso comentar, excepto dizer que a lista dos 50 me parece sensata.
São, por ordem alfabética, os seguintes: Agustina Bessa-Luís, Alexandre Herculano, Alexandre O’Neill, Almada Negreiros, Almeida Garrett, Antero de Quental, António José da Silva, António Nobre, António Vieira, Aquilino Ribeiro, Bernardim Ribeiro, Bocage, Camilo Castelo Branco, Camilo Pessanha, Carlos de Oliveira, Cesário Verde, Dom Duarte, Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Fernão Lopes, Fernão Mendes Pinto, Fiama Hasse Pais Brandão, Florbela Espanca, Frei Luís de Sousa, Gil Vicente, Gomes Leal, Herberto Helder, Irene Lisboa, João de Deus, Jorge de Sena, José Régio, José Rodrigues Miguéis, José Saramago, Júlio Dinis, Luís de Camões, Luiza Neto Jorge, Maria Judite de Carvalho, Mário Cesariny, Mário de Sá-Carneiro, Miguel Torga, Oliveira Martins, Raul Brandão, Ruben A., Ruy Belo, Sá de Miranda, Teixeira de Pascoaes, As Três Marias, Vitorino Nemésio.
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A rentrée trouxe novidades há muito aguardadas. Entre elas, a edição em volume único da autobiografia de Ruben A., a edição da poesia reunida de Leonor de Almeida, romances novos de Colson Whitehead, David Grossman e Bernardine Evaristo, mas também a oportuna reedição do clássico de Daniel Defoe sobre a Grande Peste de Londres.
No ano do centenário do nascimento de Ruben A. (1920-2020), o mais secreto dos grandes autores portugueses, reeditam-se num único volume os três tomos de O Mundo À Minha Procura, autobiografia publicada entre 1964 e 68. Natural de Lisboa, Ruben Alfredo Andresen Leitão morreu em Londres, cidade onde viveu vários anos. Em Setembro de 1975, um ataque de coração impediu que assumisse o cargo de Senior Fellow no St Antony’s College de Oxford. Tinha 55 anos e uma obra dividida entre ficção (contos e romances), dramaturgia, narrativa de viagem, diarística e História. Salazar chamava-lhe “o maluco”. Não obstante, após ter trabalhado cerca de 20 anos na embaixada do Brasil em Lisboa, foi administrador da Imprensa Nacional e director-geral dos Assuntos Culturais do ministério da Educação e Cultura. A Torre da Barbela, romance de 1964, é um dos títulos centrais do cânone nacional. Escrito em registo desembaraçado e culto, O Mundo À Minha Procura conta agora com um prefácio de Marcelo Rebelo de Sousa.
Leonor de Almeida (1909-1983) é hoje um nome ignorado por quase toda a gente. Em boa hora decidiu Vladimiro Nunes reunir os quatro livros que constituem a sua poesia completa. Na Curva Escura dos Cardos do Tempo é o resultado desse trabalho, com o detalhe de seriar os livros por ordem inversa à da publicação original. Estabelecendo, no prefácio, o guião da recepção crítica da poeta, Ana Luísa Amaral estranha a desatenção de que Leonor de Almeida, uma feminista avant la lettre, tem sido alvo. Publicada quase em simultâneo, a monografia biogáfica Tatuagens de Luz, de Cláudia Clemente, ilumina a personalidade de uma autora que urge descobrir.
Quem acompanha a ficção norte-americana não ignora Colson Whitehead (n. 1969), duas vezes laureado com o Pulitzer de Ficção — proeza até ao momento apenas lograda por Tarkington, Faulkner e Updike —, primeiro com A Estrada Subterrânea, agora com Os Rapazes de Nickel, acabado de traduzir. Voltamos à escavação do passado, neste caso aos horrores da Dozier School, o reformatório da Flórida onde desde 1899 rapazes negros foram torturados e enterrados num cemitério secreto. O romance ficciona essa realidade macabra, descoberta por estudantes universitários de arqueologia. Dito de outro modo: a experiência pessoal de Elwood transforma o terrorismo racial em Literatura.
O mais recente romance do israelita David Grossman (n. 1954), A Vida Brinca Comigo, confirma-o como uma das grandes vozes actuais. O livro inspira-se em factos verídicos, em particular nos vividos por uma sobrevivente de Goli Otok, a ilha croata do Mar Adriático que serviu de prisão e campo de trabalhos forçados. Quando as personagens do romance (Vera, Nina, Guili e Rafi) visitam o local, é todo o passado que regressa. Não obstante a secura da linguagem, A Vida Brinca Comigo é o relato envolvente e doloroso da história de duas famílias.
Com o vibrante Rapariga, Mulher, Outra, a britânica Bernardine Evaristo (n. 1959) venceu, ex-aequo com Margaret Atwood, o Man Booker Prize de 2019. Bernardine, filha de pai nigeriano, constrói um mosaico com 12 personagens principais (Amma, Yazz, Dominique, Carole, Bummi, LaTisha, Shirley, Winsome, Penelope, Megan-Morgan, Hattie, Grace) através de cujas vidas, cosidas num patchwork multicultural, vão sendo abordadas questões pós-coloniais e de identidade de género. É pena que Nzinga, feminista radical e rainha do vodu, não tenha direito a capítulo próprio. Logo a abrir, não é difícil identificar em Amma, uma dramaturga lésbica negra, o alter-ego da autora. Nem todas são jovens habitantes de Londres. Hattie, por exemplo, tem 93 anos e mora no Norte da Inglaterra. Em suma, um retrato muito nítido do Reino Unido contemporâneo.
Pelas piores razões, vem a propósito a reedição de Diário do Ano da Peste, o clássico que Daniel Defoe (1660-1731) publicou em 1722 a seguir ao sucesso planetário de Robinson Crusoe. Defoe era uma criança quando a peste bubónica dizimou 200 mil pessoas em Londres, mas o livro faz um relato impressivo da epidemia, incluindo listas com as directivas impostas pelo Lord Mayor para controlo de danos. Precursor do romance moderno inglês, Defoe foi, além de homem de negócios, um político muito interventivo e ocasional espião. Rui Tavares assina o prefácio.
«Recomendar o uso de máscara ou viseira a pessoas com idade superior a 10 anos, para o acesso, circulação ou permanência nos espaços e vias públicas [...] sempre que o distanciamento físico recomendado pela Autoridade de Saúde Nacional se mostre impraticável ou o respetivo uso seja incompatível com a atividade que as pessoas se encontram a realizar.»
— Resolução do Conselho de Ministros n.º 88-A/2020, de 14 de Outubro, in Diário da República n.º 200, Série I, 1.º suplemento.
Elementar. Bravo, senhora ministra.
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Estão representadas vinte galerias (na visita online são quarenta) e dezenas de artistas de várias gerações, de Paula Rego a Pedro Barateiro, passando por Manuel San-Payo, Helena Almeida, Sergio Mora, Marlene Stamm, Rui Ferreira, Maria Condado, Pedro Tudela, Rosana Ricalde, Martinho Costa, Sara Mealha, José Loureiro, Vera Mota, Nuno Gil, Pedro Calapez e outros.
Mónica Álvarez Careaga, a directora, e Ivânia Gallo, responsável pelas relações institucionais, estão novamente de parabéns. Encerra domingo.
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Foto de Erin Schaff para o New York Times. Clique.
Na Cultura, o OE 2021 contempla um reforço de 11% relativamente ao Orçamento em vigor.
São cerca de 49 milhões de euros (verba insuficiente para comprar uma mansão discreta em Mayfair ou um apartamento decente no Upper East Side) com dois destinos: 35,6 milhões para o ministério de Graça Fonseca e o restante para áreas culturais não tuteladas pelo ministério da Cultura, tais como o ensino artístico não superior, as Faculdades de Belas Artes, o cinema e o audiovisual, as actividades artísticas do Instituto Camões, etc. A ver vamos a sua execução.
O diploma é hoje entregue na Assembleia da República.
Instalada no vasto parque do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa e coordenada por Mariana Freire, a USF Alvalade vai dar cobertura total do serviço de medicina familiar a dezassete mil utentes.
As fotos são da Junta de Freguesia de Alvalade. Clique.
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Segundo o FBI, existem provas de treino de armas de fogo, exercícios de combate e construção de explosivos.
Os treze indivíduos, membros do Wolverine Watchmen, uma milícia supremacista branca, foram acusados de conspirar para invadir o Capitólio do Estado e iniciar uma guerra civil antes do dia da votação presidencial. O plano previa sequestrar a governadora na sua casa de férias, efectuando de seguida um julgamento popular por traição. Recorde-se que, em Abril, Gretchen Whitmer contrariou as directivas de Trump sobre gestão da pandemia, tornando-se um alvo a abater pelos grupos extremistas.
Faltam 25 dias para a eleição presidencial.
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Nascida (1943) em Nova Iorque, Louise Glück tem ascendência judaico-húngara. Frequentou duas universidades, Sarah Lawrence e Columbia, mas não concluiu nenhum curso. O livro de estreia saiu em 1968, depois do primeiro divórcio.
Eleita Poet Laureate em 2003, recebeu, entre outros, o Prémio Pulitzer, o Bollingen, o PEN, o Lannan, o National Book Critics Circle Award, o Prémio da Academia Americana de Poetas e a Medalha Nacional de Humanidades conferida por Obama em 2015.
The Triumph of Achilles (1985) e Averno (2006) são dois dos seus melhores livros. A antologia Poems 1962-2012, principal recolha da obra, é uma boa abordagem de conjunto. Quem conheça o Oxford Book of American Poetry, a Norton Anthology of Poetry ou a Columbia Anthology of American Poetry, reconhece o nome de Louise Glück. Não conheço traduções da sua poesia em Portugal.
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