Mostrar mensagens com a etiqueta Migrações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Migrações. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 29 de junho de 2018

MIGRAÇÕES


Depois de vencer quatro etapas, derrotando sucessivamente os outros candidatos, António Vitorino, 61 anos, membro do PS, antigo comissário europeu, foi eleito por aclamação director-geral da Organização Internacional das Migrações.

Com sede em Genebra, a OIM foi criada em 1951 para dar resposta ao caos provocado pelas populações deslocadas (onze milhões de pessoas) na sequência de Segunda Guerra Mundial. Actualmente tem como prioridade os refugiados da Síria e da Líbia.

PLATAFORMAS DE DESEMBARQUE


Este gráfico é eloquente. Sobre o fundo da questão: eram 04:30 da madrugada quando os líderes da UE acordaram estabelecer, fora de território europeu, centros de acolhimento de imigrantes. A ideia é facilitar a triagem: os imigrantes à procura de trabalho são devolvidos à origem, os refugiados políticos que comprovarem essa condição (e só esses) podem candidatar-se a visto de entrada na UE. A monitorização dos centros seria feita pelo ACNUR.

Cereja em cima do bolo: os países da UE ficam obrigados a tomar «todas as medidas internas necessárias para impedir o movimento de migrantes...» Dito de outro modo, a filosofia do Espaço Schengen não se aplicará, doravante, a imigrantes.

Os países terceiros com que a UE conta são os países do Magreb. Mas a Argélia, Marrocos e a Tunísia já fizeram saber que recusam. A Albânia, país europeu, também não quer. E a Itália vai deixar de subvencionar a Turquia, que até aqui tem sido generosamente financiada pela UE para acolher imigrantes em campos de onde não podem sair.

Deste modo, o Grupo de Visegrado (Eslováquia, Hungria, Polónia e República Checa), opositor firme das migrações, vê as suas teses caucionadas à outrance.

Clique no gráfico de El País.