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sábado, 23 de fevereiro de 2019

ARNALDO MATOS 1939-2019


A propósito da morte de Arnaldo Matos, fundador do MRPP em 1970, advogado, Pacheco Pereira escreve hoje no Público um texto que põe os pontos nos is.

Lembra, por exemplo, que, «Depois do 25 de Abril, [o MRPP] entrou em choque com o MFA, tendo sido a única organização que foi sujeita a uma prisão em massa por parte dos militares no poder, com a preciosa ajuda do PCP, que os considerava “contra-revolucionários” e agentes da CIA. Arnaldo Matos foi igualmente preso e gerou um grande movimento exigindo a sua libertação

Detido pelo Copcon, a polícia revolucionária de Otelo, Arnaldo Matos foi o primeiro preso político após o 25 de Abril. E o MRPP foi proibido de concorrer às eleições para a Assembleia Constituinte.

Percebo as razões da má-vontade de muita gente contra Arnaldo Matos, porque vivi os anos em que, como recorda Pacheco Pereira, assumiu posições que o colocaram «próximo do PS e de um grupo de militares ligados a Eanes, na resistência ao PCP e às outras organizações da extrema-esquerda, como a UDP

Se estivesse vivo, faria amanhã 80 anos. A História não deve ser apagada.

Clique na imagem.

sábado, 24 de outubro de 2015

ELES TÊM UM ROSTO


Honra ao Público que dá rosto aos presos de Luanda. De cima para baixo e da esquerda para a direita vêem-se Nuno Álvaro Dala, Sedrick de Carvalho, Arante Kivuvu, Inocêncio Brito “Drux”, José Hata, Domingos da Cruz, Hitler Samussuko, Manuel “Nito Alves”, Afonso Matias “Mbanza Hamza”, Albano Bingobingo (ou Albano Liberdade), Benedito Jeremias, Fernando Tomás “Nicola Radical”, Nelson Dibango e Osvaldo Caholo. Falta Luaty Beirão, que não é negro e continua em greve de fome.

Lembrar que estes activistas foram presos pela DNIC quando, numa livraria da capital de Angola, foram surpreendidos a ler um livro de Gene Sharp, From Dictatorship do Democracy, que a Tinta da China vai traduzir e publicar em Portugal. Clique na imagem.