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quinta-feira, 7 de outubro de 2021

NOBEL DA LITERATURA 2021


O Nobel da Literatura 2021 foi há pouco atribuído ao tanzaniano Abdulrazak Gurnah, 73 anos, natural de Zanzibar.

Autor de uma dezena de romances, um livro de contos e vários ensaios sobre autores de língua inglesa e literatura pós-colonial, Gurnah estudou na Inglaterra e deu aulas na Nigéria antes de transferir-se para a Universidade de Kent, onde se doutorou em 1982.

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quinta-feira, 8 de outubro de 2020

NOBEL DA LITERATURA 2020


A norte-americana Louise Glück, 77 anos, poeta, ensaísta, professora e, desde 2004, escritora-residente da Rosenkranz da Universidade de Yale, venceu o Nobel da Literatura 2020.

Nascida (1943) em Nova Iorque, Louise Glück tem ascendência judaico-húngara. Frequentou duas universidades, Sarah Lawrence e Columbia, mas não concluiu nenhum curso. O livro de estreia saiu em 1968, depois do primeiro divórcio.

Eleita Poet Laureate em 2003, recebeu, entre outros, o Prémio Pulitzer, o Bollingen, o PEN, o Lannan, o National Book Critics Circle Award, o Prémio da Academia Americana de Poetas e a Medalha Nacional de Humanidades conferida por Obama em 2015.

The Triumph of Achilles (1985) e Averno (2006) são dois dos seus melhores livros. A antologia Poems 1962-2012, principal recolha da obra, é uma boa abordagem de conjunto. Quem conheça o Oxford Book of American Poetry, a Norton Anthology of Poetry ou a Columbia Anthology of American Poetry, reconhece o nome de Louise Glück. Não conheço traduções da sua poesia em Portugal.

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quarta-feira, 7 de outubro de 2020

NOBEL DA LITERATURA


Atribuído desde 1901 pela Academia Sueca, o Nobel da Literatura ignorou autores do quilate de Lev Tolstoi (1828-1910), Marcel Proust (1871-1922), Robert Frost (1874-1963), Virginia Woolf (1882-1941), James Joyce (1882-1941), Franz Kafka (1883-1924), Jorge Luis Borges (1899-1986), Vladimir Nabokov (1899-1977), Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), Simone de Beauvoir (1908-1986), John Updike (1932-2009), Philip Roth (1933-2018) e outros. Cito apenas uma dúzia de mortos inquestionáveis.

Pode-se levar isto a sério? Pode, mas não do ponto de vista da Literatura. A geopolítica é determinante, mas também os idiomas dominantes, a militância de causas, o ar do tempo (vejam-se os prémios atribuídos durante a Guerra Fria), o poder dos lobbies transnacionais, etc. O resto não conta.

O gráfico ilustra bem a realidade. Clique.