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domingo, 29 de novembro de 2020

CIBERBULLYING


Almas púdicas ofenderam-se com o título deste livro de Cristina Ferreira, directora-geral de ficção e entretenimento da TVI.

O seu conteúdo reproduz parte das centenas de mensagens de ódio que lhe têm sido dirigidas nas redes sociais, tanto por anónimos como por autores de perfis falsos e indivíduos de todos os sexos. Um esgoto a céu aberto. Não obstante, Cristina Ferreira teve a delicadeza de apagar os nomes (verdadeiros ou falsos) da caterva.

Importante: os direitos de autor de Pra Cima de Puta revertem para acções de combate ao ciberbullying, actividade criminosa — o ciberbullying — a que os nossos legisladores têm feito vista grossa.

Alguém tinha de dar o primeiro passo. Deu ela. Bravo!

Clique na imagem.

sábado, 22 de dezembro de 2018

COLETES & REDES

O mito das redes sociais como factor de mobilização de massas ficou demonstrado ontem com o flop dos gilets indígenas. As redes sociais criam ilusões. Ponto.

Não vale a pena invocar a manifestação de 15 de Setembro de 2012 contra o anunciado (mas abortado) redesenho da TSU, que punha os trabalhadores a descontar mais 7% do salário bruto e os patrões a pagar menos 5,75% por cada um.

O 15 de Setembro foi o que foi porque os aparelhos do PS, do PCP, do BE, da CGTP e da UGT fizeram o trabalho de casa (com muita eficácia e ainda maior discrição), os bispos tomaram posição, e Manuela Ferreira Leite foi à televisão dizer que também ia à manifestação. Tão simples como isto. Até Cavaco, nas suas memórias póstumas, confessa ter considerado a medida um erro.

Não foram os blogues, nem o Facebook, nem o Twitter, nem o WhatsApp, nem o Instagram que mobilizaram as pessoas. As redes deram visibilidade à indignação. As pessoas mobilizaram-se porque estavam indignadas com o delírio de Passos, Gaspar & Portas.

Hoje temos uma sucessão de indignações tribais. Tumulto nacional é outra coisa.