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domingo, 6 de dezembro de 2020

BA LEILOA


O leilão da British Airways é o retrato cru destes dias de incerteza. Com cerca de seis mil milhões de euros (aliás 5,1 mil milhões de libras) de prejuízo entre Janeiro e Setembro, a companhia britânica está a leiloar, desde o mês passado, as baixelas e outros acessórios que usava nas primeiras classes.

Com a redução brutal da frota, do número de voos e das rotas de destino, o cancelamento da encomenda de 68 novos aviões, e a saída de cena do 747, a companhia viu-se obrigada a despedir mais de dez mil trabalhadores.

Agora pôs em leilão as baixelas (copos para todo o tipo de bebidas, flûtes de champanhe, chávenas de chá e café, pratos, talheres, molheiras, travessas, bandejas...), mas também cestos de pão, guardanapos e toalhas, carrinhos de bebidas, tigelas para bombons, caixas de refeições, sapatilhas de descanso, máscaras de sono, mantas e roupa de cama, etc. As porcelanas William Edwards estão entre o itens mais caros.

As obras de arte que decoravam os gabinetes dos gestores de topo (muitos deles despedidos) já haviam sido leiloadas em Outubro.

Trágica antecipação daquilo a que vamos assistir em 2021.

Clique na imagem da BBC.

segunda-feira, 16 de março de 2020

COLAPSO DA AVIAÇÃO?


O Covid-19 já provocou na aviação comercial perdas maiores que as registadas na sequência do 11 de Setembro.

Com um terço da frota imobilizada, a British Airways informou o Governo britânico: sem uma injecção de 7,5 mil milhões de libras, será obrigada a fechar. Para já, cancelou 75% dos voos.

Na Alemanha, a Lufthansa faz exigências parecidas e cancelou 80% dos voos.

Paris e Haia tentam não deixar colapsar a Air France/KLM.

O Governo italiano prepara-se para impedir a falência da Alitalia.

E nós por cá? Com cada vez mais destinos interditos, a TAP está muito perto do turning point. O que pensa o Governo fazer?

O potencial comprador da posição de David Neeleman (ou seja, de 45% do capital da companhia) na TAP, a Lufthansa, bateu no fundo. Portanto...

Clique na imagem.