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quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

BIBLIOTECA FLORBELA ESPANCA



Instantâneos da minha conversa com Patrícia Fernandes, na Biblioteca Florbela Espanca, de Matosinhos, esta tarde, no âmbito da 16.ª edição da Festa da Poesia.

Muito bem preparada, Patrícia Fernandes conduziu com sagesse uma conversa que durou cerca de uma hora. A sessão terminou com a leitura, por Isaque Ferreira e João Rios, de catorze poemas meus, muito bem escolhidos e melhor ditos.

Em suma: sala cheia, profissionalismo, empatia. Luís Coimbra, responsável pela logística, está de parabéns.

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MATOSINHOS 2021


É hoje. Clique na imagem.

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

FESTA DA POESIA DE MATOSINHOS


Amanhã, quarta-feira, dia 8, participarei com muito gosto na 16.ª edição da Festa da Poesia de Matosinhos, que decorre na Biblioteca Florbela Espanca, e este ano é dedicada a Ana Luisa Amaral, grande poeta e minha amiga.

A quem me pergunta o que vou exactamente fazer, deixo o recorte do programa.

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

MATOSINHOS


É já para a semana. A minha intervenção, na rubrica Vozes, terá lugar às 15:45 do próximo dia 8. Clique na imagem.

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

NATÁLIA NUNES, CEM ANOS


Passam hoje cem anos sobre o nascimento de Natália Nunes (1921-2018), romancista, contista, dramaturga, ensaísta, memorialista e tradutora. Entre outros, Óscar Lopes cedo destacou a importância da sua Obra, publicada entre 1952 e 2006.

Estreada em 1952 com Horas Vivas: Memórias da Minha Infância, foi sempre, à margem de holofotes mediáticos e respaldo partidário ou corporativo, uma feminista avant la lettre.

Autora de extensa bibliografia em vários géneros, Natália Nunes distinguiu-se sobretudo na área da ficção. Obras como Autobiografia de uma Mulher Romântica (1955), O Caso de Zulmira L. (1967), A Nuvem (1970), Da Natureza das Coisas (1985) e As Velhas Senhoras e Outros Contos (1992) fazem dela um nome de referência na literatura portuguesa do século XX.

Publicada em 1970, a peça de teatro Cabeça de Abóbora é uma farsa demolidora do totalitarismo de Estado.

Na área do ensaio, destaque para As Batalhas Que Nós Perdemos (1973), obra que colige estudos sobre Augusto Abelaira, José Cardoso Pires e Raul Brandão.

Traduziu Dostoievski, Tolstoi, Simonov, Elsa Triolet e Violette Leduc, tendo, durante quarenta anos, colaborado com regularidade nos títulos mais relevantes da imprensa portuguesa.

Foi casada com o cientista, pedagogo e professor Rómulo de Carvalho, mais conhecido pelo pseudónimo de António Gedeão. Exerceu o cargo de conservadora da Torre do Tombo (1957-68) e fez parte da última direcção da Sociedade Portuguesa de Escritores, extinta pelo Estado Novo em Maio de 1965.

Sua filha, a escritora Cristina Carvalho, participa hoje, juntamente com a professora Teresa Sousa de Almeida, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, num colóquio de homenagem moderado pela professora Margarida Braga Neves, do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que terá lugar via zoom, a partir das 18 horas.

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terça-feira, 16 de novembro de 2021

NONSENSE

Com um ano de antecedência, começaram esta manhã as comemorações do centenário do nascimento de José Saramago, nascido a 16 de Novembro de 1922. Hoje faria apenas 99 anos.

Percebo que a efeméride seja assinalada com pompa e circunstância: colóquios internacionais, conferências, reedições especiais, encontros com leitores, debates, etc. Trata-se, afinal, do único Nobel da literatura portuguesa. Mas, a ter de durar um ano, ou mesmo mais, não teria sido lógico começar em Novembro de 2022?

Tudo isto se passa no país que celebrou de forma quase clandestina os centenários de Fernando Namora (2019), Jorge de Sena (2019), Carlos de Oliveira (2021), Maria Judite de Carvalho (2021) e outros, preparando-se para fazer o mesmo, daqui a dias, com Natália Nunes (2021). Escapou Sophia (2019), mas Sophia foi apropriada pelo Regime.

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

ABRAPLIP, HOJE


Participo hoje, quando forem 19:30 em Portugal, no XXVIII Congresso Internacional da Associação Brasileira de Professores de Literatura Portuguesa, tendo como mediadores da minha intervenção os professores Emerson Inácio e Jorge Vicente Valentim.

Emerson Inácio é professor de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa no Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, especializado em poesia contemporânea de língua portuguesa, teoria queer, género, estudos culturais, etc. Jorge Vicente Valentim é professor de Literaturas de Língua Portuguesa na Universidade Federal de São Carlos, especializado em literatura portuguesa, estudos literários, género, homoerotismo, etc. Dito de outro modo, estou muito bem acompanhado.

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segunda-feira, 18 de outubro de 2021

ABRAPLIP 2021


Com uma conferência de Helena Carvalhão Buescu, professora catedrática da Universidade de Lisboa, começou hoje o XXVIII Congresso Internacional da Associação Brasileira de Professores de Literatura Portuguesa, que decorre até ao próximo dia 29.

Esta sessão inaugural é moderada por Sérgio Nazar David, doutor em Teoria da Literatura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Durante dez dias consecutivos, participam no ABRAPLIP 2021 um largo conjunto de académicos, poetas e escritores dos dois lados do Atlântico. A minha participação ocorrerá no próximo dia 21.

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segunda-feira, 11 de outubro de 2021

EM QUE FICAMOS?


Na última edição do Expresso, António Valdemar ocupa seis páginas para assinalar o centenário da revista Seara Nova. Numa delas afirma que Pedro da Silveira — poeta, crítico literário, investigador, tradutor, antigo director da Biblioteca Nacional de Portugal —, tido em vida como oposicionista ao Estado Novo, teria sido colaborador da PIDE. Revelação surpreendente. Verdadeira? Falsa? Resultado de equívoco? António Valdemar não é um jornalista de tablóide, há que aguardar desenvolvimentos

Há quem sustente que 'Pedro da Silveira' seria o pseudónimo de um informador da PIDE — um tal Duarte de Gusmão, professor de Braga, cuja ficha teria sido consultada por vários investigadores  —, e não o Pedro Laureano Mendonça da Silveira (1922-2003) nascido nos Açores, intelectual respeitado como Pedro da Silveira, antologiado por Sena, com obra publicada entre 1952 e 2002.

Em que ficamos?

Imagem: lápide na casa de Pedro da Silveira, em Campo de Ourique.

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quarta-feira, 15 de setembro de 2021

CÁTEDRA LÍDIA JORGE


É hoje apresentada na Université de Genève a cátedra Lídia Jorge, instituída no passado mês de Junho por aquela universidade centenária, com o fim de divulgar e promover a sua obra, mas também a língua portuguesa e as culturas de expressão portuguesa, como vem fazendo o respectivo Centre International d’Études Portugaises.

Integrada na Faculdade de Letras da referida universidade, a formalização da cátedra Lídia Jorge assenta num Colóquio internacional no qual participam cerca de vinte professores e investigadores portugueses, brasileiros, franceses, suíços, britânicos e norte-americanos, distribuídos por sete painéis, a partir do tema central — “o poder da imagem na obra de Lídia Jorge”.

Augusto Santos Silva, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, fará a primeira comunicação: A imagem de Portugal na obra de Lídia Jorge. Os trabalhos prosseguem amanhã.

Parabéns, Lídia.

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quarta-feira, 25 de agosto de 2021

FEIRA DO LIVRO


No próximo sábado, dia 28, estarei na Feira do Livro de Lisboa a partir das 18 horas.

O pavilhão da Dom Quixote fica no topo do Parque Eduardo VII, à direita de quem sobe do Marquês ou à esquerda de quem vem de cima.

Vou lá fazer o quê? Assinar os livros que publiquei na Dom Quixote (mas se aparecerem com outros não me farei rogado), em especial o mais recente, Devastação.

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domingo, 4 de julho de 2021

ANA LUÍSA AMARAL NO Y


Excelente entrevista de Ana Luisa Amaral, conduzida por Luís Miguel Queirós, publicada hoje no Público

Ao longo de sete páginas, Ana Luísa fala da obra, da traumática ida para o Norte quando tinha 9 anos (nasceu em Lisboa, vive em Leça da Palmeira desde 1965), do doutoramento em Dickinson, dos anos americanos, da docência, do prémio Reina Sofia de Poesia Ibérica que lhe foi atribuído há dois meses, de feminismo, da famosa despensa, do poema-panfleto de Amanda Gorman e do nonsense que representa a obrigatoriedade de ser uma mulher negra a traduzir, da cadela Milly, etc. Vale a pena ler.

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sábado, 5 de junho de 2021

ACABOU A FESTA


Com o lançamento de Devastação, o mais recente dos meus livros, terminou esta tarde a 5.ª edição de Alvalade Capital da Leitura.

Tudo aconteceu no Museu Bordalo Pinheiro e não podia ter corrido melhor. Cecília Andrade, editora da Dom Quixote, abriu a sessão com palavras de extrema generosidade. Teresa Sousa de Almeida apresentou a obra com o rigor académico a que nos habituou. Luis Lucas leu um dos contos com a sagesse de um grande actor.

A José António Borges, presidente da Junta de Freguesia de Alvalade, coube fazer a síntese da semana, fazendo-o com desenvoltura, eloquência e verdadeira empatia.

Os amigos que estavam vieram todos de longe. Em suma, foi deveras emocionante.

Nos instantâneos fotográficos vêm-se, de cima para baixo e da esquerda para a direita, Cecília Andrade, Teresa Sousa de Almeida, Luís Lucas, José António Borges e eu próprio no uso da palavra.

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segunda-feira, 24 de maio de 2021

ALVALADE CAPITAL DA LEITURA


Ainda falta uma semana, mas o programa já pode ser consultado.

Todas as sessões têm assistência, reduzida de acordo com as regras da DGS e sujeitas a marcação prévia através de cultura@jf-alvalade.pt

No Palácio Pimenta, uma vez que a sessão de poesia e música decorrerá nos jardins do museu, o número de espectadores será maior.

Por ser na rua, a inauguração do mural de Vanessa Teodoro, com poema meu, também permite outra folga.

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segunda-feira, 10 de maio de 2021

CICLO EM ALVALADE


No passado 23 de Abril, Dia Mundial do Livro, revelei ser eu, este ano, o autor homenageado em Alvalade Capital da Leitura. Hoje acrescento os nomes de quem participará nos vários momentos do ciclo literário, que tem curadoria de Carlos Vaz Marques.

A 31 de Maio | 14:30 | Colóquio sobre poesia, na Biblioteca Nacional de Portugal, com António Carlos Cortez, Fernando Pinto do Amaral, Helga Moreira, Joana Matos Frias, Nuno Júdice e eu próprio. 

A 1 de Junho | 17:00 | Inauguração de mural público, na Rua Flores do Lima. Poema meu, mural de Vanessa Teodoro. 

A 1 de Junho | 21:30 | Debate sobre crítica literária, no Mercado de Alvalade, com Helena Vasconcelos, Isabel Lucas, Manuel Frias Martins, Pedro Mexia e eu próprio. Moderação de Carlos Vaz Marques.

A 2 de Junho | 21:30 | Noite Laurentina (memórias coloniais), na Galeria 111, com Eugénio Lisboa, Isabela Figueiredo, José Gil e eu próprio. Moderação de Maria João Seixas.

A 3 de Junho | 21:00 | Exibição, no auditório do Caleidoscópio, do filme The Untold Tales of Amistead Maupin, de Jennifer M. Kroot, seguido de debate sobre literatura LGBT — Fractura exposta —,  com Ana Luísa Amaral, Marinela Freitas e eu próprio. Moderação de Miguel Vale de Almeida.

A 4 de Junho | 21:30 | Noite de poesia e música, nos jardins do Museu Palácio Pimenta, com Maria João Luís e Manuel Wiborg. Leitura de poemas de Alberto de Lacerda, Fiama Hasse Pais Brandão, Herberto Helder, Jorge de Sena, Luiza Neto Jorge, Mário Cesariny, Reinaldo Ferreira, Rui Knopfli, Sophia de Mello Breyner Andresen e Eduardo Pitta.

A 5 de Junho | 18:00 | No Museu Bordalo Pinheiro, lançamento de Devastação, o meu novo livro de contos, editado pela Dom Quixote. Teresa Sousa de Almeida apresenta e o actor Luís Lucas lerá um conto.

Oportunamente darei detalhes sobre as inscrições de quem quiser assistir presencialmente.

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sexta-feira, 23 de abril de 2021

ALVALADE CAPITAL DA LEITURA


Agora que é oficial, torno público: este ano serei o autor homenageado em Alvalade Capital da Leitura.

A semana começa no dia 31 de Maio, com um colóquio na Biblioteca Nacional de Portugal, terminando no dia 5 de Junho com o lançamento do meu livro Devastação, no Museu Bordalo Pinheiro, onde será apresentado pela professora Teresa Sousa de Almeida e o actor Luis Lucas lerá um dos contos.

Estou naturalmente feliz por se terem lembrado de mim. Sobretudo por suceder a três dos mais ilustres dos meus pares — José Cardoso Pires (2018), Aquilino Ribeiro (2019), Lídia Jorge (2020), todos antigos ou actuais moradores em Alvalade —, reunindo à minha volta um conjunto de personalidades que admiro: poetas, ficcionistas, ensaístas, críticos, professores de Literatura, cientistas sociais, actores, especialistas em estudos de género, jornalistas e gestores culturais.

Além do colóquio de abertura, sobre poesia, a realizar na BNP, e do lançamento do livro, haverá sessões temáticas: crítica literária, literatura LGBT, memórias de Lourenço Marques. Mas também uma noite de poesia e um mural público, de Vanessa Teodoro, inspirado num dos meus poemas. Tudo isto em locais icónicos de Alvalade, que divulgarei assim que o programa estiver impresso.

Embora estejam todos confirmados, não revelo nomes por enquanto. Uma coisa sei: não podia estar em melhor companhia.

Carlos Vaz Marques é o curador do evento.

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sexta-feira, 6 de novembro de 2020

O PRÉMIO


No passado 27 de Outubro foi anunciada a atribuição do Prémio Camões 2020 ao ensaísta Vítor Manuel de Aguiar e Silva. O júri desta 32.ª edição do prémio foi constituído pelos portugueses Clara Rowland e Carlos Mendes de Sousa, pelos brasileiros Antonio Cicero e Antônio Hohlfeldt, pelo guineense Tony Tcheka e pelo moçambicano Nataniel Ngomane.

Não tenho por hábito comentar prémios (aos amigos laureados felicito-os privadamente), excepto três: o Nobel da Literatura, o Camões e o Pessoa.

Ignorando o passado do professor de Coimbra, pessoa sobre quem toda a vida ouvi elogios, vindos de gente de Esquerda, sobretudo da Esquerda marxista, na sua maioria académicos de universidades de Lisboa, Porto, Braga e Coimbra, a distinção pareceu-me ajustada. Estava errado.

Aqui chegados, apercebi-me com surpresa da indignação gerada pela atribuição do prémio. Intelectuais que admiro, como Mario de Carvalho, Luis Filipe Castro Mendes e Jorge Silva Melo (nenhum dos três com propensão para delírios persecutórios) reagiram com violência, ora pedindo a demissão da ministra da Cultura, ora denunciando o conúbio do laureado com o Estado Novo, durante a crise académica de 1969, e mais tarde no III Congresso da Oposição Democrática (Aveiro, 1973). Amigas minhas, antigas alunas de Aguiar e Silva, também relataram episódios funestos da misoginia do professor.

Em Moçambique nunca ouvi falar de Aguiar e Silva. Quem se interessava por teoria da literatura comprava o livro de René Wellek e Austin Warren, no original (1948) ou na tradução da Europa-América. Já em Portugal, um catedrático amigo aconselhou-me a obra de Aguiar e Silva. Anos mais tarde, professores mais jovens, oriundos da extrema-esquerda, enfatizavam o carácter único, excelentíssimo, da obra. Os conservadores ignoravam o homem. Dito de outro modo: em 45 anos de gossip, nunca ouvi nada contra o carácter do laureado.

A controvérsia prossegue. A maioria lamenta a infelicidade do prémio, mas Manuel Alegre e Vítor Serrão (entre outros) consideram-no muito merecido. Tudo isto é lamentável. Ficaria bem ao laureado recusar o prémio. Não seria o primeiro e encerrava o assunto.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2020

MUDANÇA DE CICLO


Soube-se hoje: em Setembro, Manuel Alberto Valente abandona o cargo que ocupa há doze anos no Grupo Porto Editora (o de director da Divisão Editorial Literária de Lisboa). Palavras suas:

«A Porto Editora proporcionou-me 12 anos de trabalho editorial quando outros me consideravam já “velho” para me adaptar às novas realidades desse mundo. Só isso bastaria. Mas ajudar a salvar ou recuperar chancelas como a Sextante, a Assírio & Alvim e a Livros do Brasil — e fazê-lo sem constrangimentos de qualquer espécie e com o apoio e a cumplicidade de todos — foi realmente a cereja no topo do bolo

Manuel Alberto Valente, de quem sou amigo há quase trinta anos, marcou como poucos a edição portuguesa: primeiro na Editorial Inova (1969-1981), depois como director editorial da Dom Quixote (1981-1991), a seguir como director-geral da Asa (1991-2008), desde 2008 na Porto Editora. A partir de Setembro será consultor do Grupo.

Para o seu lugar entra Vasco David, o editor que garantiu o padrão de qualidade da Assírio & Alvim. Dispensa mais apresentações.

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sexta-feira, 28 de junho de 2019

HÉLIA CORREIA


Com Um Bailarino na Batalha (2018), Hélia Correia venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores.

Recorde-se que a autora recebeu em 2015 o Prémio Camões.

Nascida em Fevereiro de 1949, Hélia Correia é autora de doze romances, duas novelas, uma colectânea de contos, dois livros de poesia, cinco peças de teatro e um livro de histórias infantis.

Constituído por Clara Rocha, Cristina Robalo Cordeiro, Fernando Pinto do Amaral, Maria de Lurdes Sampaio, Salvato Teles de Menezes e, em representação da APE, José Manuel de Vasconcelos, o júri deliberou por unanimidade.

Parabéns, Hélia!

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sexta-feira, 14 de junho de 2019

ESTUÁRIO


Com Estuário (2018), Lídia Jorge acaba de vencer o Grande Prémio de Literatura DST.

Faz hoje exactamente um ano, publiquei na Sábado um texto de que transcrevo um breve excerto:

«A ficção portuguesa sofreu uma guinada quando Lídia Jorge publicou o primeiro livro. É bom verificar que, ao fim de 38 anos, a obra permanece incólume. O título mais recente, ‘Estuário’, mantém a pujança inaugural. Dominando na perfeição todos os recursos narrativos, a autora constrói o romance a partir da figura de Edmundo Galeano, um jovem regressado do inferno de Dadaab, um dos campos de refugiados que o ACNUR mantém no Quénia [...] Lídia Jorge é muito hábil na forma como ilustra o contraponto das premências. De um lado, os equívocos da ajuda humanitária. Do outro, o desajuste das famílias. [...]»

Parabéns, Lídia.

Foto de António Pedro Ferreira para a Visão. Clique.