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sexta-feira, 29 de maio de 2020

NÃO CONSIGO RESPIRAR


Apesar das ameaças de Trump, que mobilizou a Guarda Nacional, estendem-se de costa a costa os protestos, cada vez mais violentos, à morte de George Floyd, assassinado em Minneapolis no passado dia 25.

Floyd, de 46 anos, foi algemado com as mãos nas costas e deitado no chão, de bruços, enquanto um polícia, Derek Chauvin, mantinha o joelho sobre o seu pescoço até o ver morrer por asfixia.

A cena foi gravada e correu mundo, desmentindo a versão da polícia de que Floyd resistira à ordem de prisão.

O presidente da Câmara de Minneapolis, Jacob Frey, quer que os responsáveis sejam julgados por assassinato, mas a polícia limitou-se a demitir quatro agentes: Derek Chauvin, Thomas Lane, Tou Thao e J. Alexander Kueng.

Ontem, foi incendiada a esquadra de polícia a que pertenciam os agentes demitidos.

Entretanto, foram presos os cinco elementos da equipa de reportagem da CNN que fazia a cobertura dos protestos. Mas a pronta intervenção de Tim Walz, governador do Minnesota, levou à sua libertação ao fim de poucas horas.

Menos sorte tiveram as 40 pessoas que se reuniram em Union Square, uma elegante praça de Nova Iorque, para protestar pacificamente contra a brutalidade policial: foram arrastadas para carros celulares.

Na imagem, George Floyd. Clique.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

IMPENSÁVEL?

O Ministério Público acusou dezoito agentes da PSP da esquadra de Alfragide de tortura, sequestro, ódio racial, ofensa à integridade física, comportamento cruel, degradante e desumano, falsificação de documentos, denúncia caluniosa e injúria agravada. É muita coisa junta. «São indignos do cargo que exercem», lê-se. O despacho reporta a um alegado ‘assalto’ (nunca verificado) à referida esquadra de polícia, em 5 de Fevereiro de 2015, supostamente perpetrado por seis jovens negros. Os rapazes foram brutalizados e ficaram detidos dois dias. Ao fim de 29 meses, o MP deita por terra os relatórios da polícia. Isto não aconteceu na Tchetchénia. Aconteceu em Lisboa.