sábado, 10 de junho de 2017

CLAUDEL, WOOLF & AMARAL


Anteontem, na Sábado, escrevi sobre A árvore dos Toraja, penúltimo romance do francês Philippe Claudel (n. 1962), autor que se divide entre a literatura e o cinema. Como o próprio autor, também o narrador é cineasta. Um homem que se vê confrontado com o cancro de Eugène, o seu melhor amigo. O ponto de partida da narrativa terá sido uma viagem feita pelo autor à Indonésia, mais exactamente ao arquipélago das Célèbes, onde se situa a ilha de Sulawesi, território do povo Toraja. Os Toraja enterram os seus mortos precoces (crianças) na cavidade de uma árvore. O livro é uma reflexão sobre a morte e o poder da amizade, com envios ao passado comum: afinidades electivas, remorsos, afectos. Em suma, uma subtil elegia branchée. Como bom francês, Philippe Claudel não consegue abstrair-se de citar alguns dos seus pares. Ao fim de duas páginas apanhamos com Ismaïl Kadaré, «que leio pelo menos uma vez a cada dois anos». Mas também temos direito a Kundera. Afinal de contas, era o autor dilecto de Eugène. Até Michel Piccoli tem a sua quota, no cenário improvável de um McDonalds. Móbil, a erosão do tempo: «Pertenço a um tempo que acabou. Como os dinossauros…», sublinha o actor. Philippe Claudel pretende contrapor a cultura da morte, conforme ritualizada no Oriente, à rasura da tradição ocidental. Agora que a doença se tornou uma obsessão das sociedades industrializadas, entaladas entre os interesses dos lobbies farmacêuticos e a cultura do medo, é natural que a literatura dê voz a essa espécie de ansiedade colectiva. É o que pretende fazer o autor, pondo em pauta a camaradagem de dois homens unidos por inextricáveis laços de cumplicidade. Havendo matéria para um romance, é pena que Philippe Claudel fique pelo récit de perfil ensaístico. A título de exemplo, um texto de Mario Rigoni Stern é trazido à colação a propósito do suicídio de Primo Levi: «Ambos tinham tido de atravessar a pé a Europa dos mortos para regressarem ao seu país.» Um cínico dirá que A árvore dos Toraja não anda longe dos livros de auto-ajuda. Para intelectuais, evidentemente. Três estrelas. Publicou a Sextante.

Escrevo ainda sobre Momentos de Vida, de Virginia Woolf (1882-1941), cuja importância no contexto da Literatura do século XX seria fútil sublinhar. Romancista, contista, ensaísta e crítica literária, Virginia escreveu ainda um importante diário, parcialmente traduzido em Portugal. Em 1976 foram descobertos cinco textos autobiográficos, inéditos, escritos entre 1907 e 1939, editados e reunidos por Jeanne Schulkind com o título Momentos de Vida. Não se tratando de uma obra que de algum modo interfira com o cânone da autora, é um documento importante para a compreensão de um largo período da vida inglesa e, em especial, para a forma como os bloomsberries viam o seu tempo. Vem a propósito lembrar a síntese de Quentin Bell: «considerado como uma entidade ética, social e estética...», o mundo moderno nasceu em 1910, no Bloomsbury. O livro abre com “Reminiscências”, ensaio dividido em cinco capítulos, fechando com os textos lidos no Clube de Memórias, criado por Mary MacCarthy (não confundir com a americana Mary McCarthy, trinta anos mais nova). No meio, “Um Esboço do Passado”, escrito em 1939, pouco antes do suicídio de Virginia, analisa o Bloomsbury de um novo ângulo. Além de fac-símiles, o volume inclui portfolio fotográfico. Quatro estrelas. Publicou a Ponto de Fuga.

E também sobre What’s in a Name, de Ana Luísa Amaral (n. 1956). Depois da novela autobiográfica com que em 2013 expôs publicamente a sua orientação sexual, a autora continuou a publicar colectâneas de poemas, mas é com  What’s in a Name, chegado agora às livrarias, que reencontramos o melhor da sua obra. No poema que dá o título ao conjunto, pergunta a autora: «[…] o que há num nome?» Poeta central da poesia portuguesa contemporânea, a autora tem-se destacado pela forma hábil como, sem se afastar do classicismo da tradição anglo-americana (Emily Dickinson e Anne Sexton são referências próximas), consegue impor a voz que dá «nome a estas coisas», fazendo-o sempre com o rigor oficinal que faz da sua escrita um lugar de alto conseguimento: «Mas não há nada de natural num nome: / como uma roupa, um hábito, normalmente para a vida inteira, / ele nada mais faz do que cobrir / a nudez em que nascemos» A identidade é um ferrete. Que quase todos estes poemas tenham por objecto matéria improvável (abacates, castanhas bravas, azeite, especiarias, ostras, etc.) e o cenário heterodoxo de uma cozinha, dá a medida do virtuosismo da autora. Afinal, a grande poesia tende a evitar a grandiloquência. Cinco estrelas. Publicou a Assírio & Alvim.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

EUROSONDAGEM


Maioria de Esquerda = 56,1%. A diferença entre o PS e o PSD passou para onze pontos. Sozinho, o PS ultrapassa a PAF, que continua a descer e soma agora 35,4%. Clique na imagem do Expresso para ler melhor.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

ANEL DE FOGO


A crise do Golfo pode mergulhar aquela região do mundo numa guerra de consequências imprevisíveis. Não é vulgar um grupo de países (neste caso a Arábia Saudita, o Bahrein, o Egipto, os Emirados Árabes Unidos e o Iémen) decidir, em bloco, cortar relações com outro, neste caso o Qatar. O argumento de que o Qatar financiaria o Daesh, a al-Qaeda e a Irmandade Muçulmana, acolhendo outros grupos terroristas no seu território, é de peso, sim senhor, mas caiu do céu? Descobriram isso ontem? Descobriram todos ao mesmo tempo? Estranho.

Com todas as ligações terrestres, marítimas e aéreas cortadas, o Qatar fica isolado do mundo (sete companhias aéreas suspenderam os voos). Dependendo das importações dos países vizinhos, a escassez de alimentos está no horizonte. Há notícias de que em Doha, a capital, os supermercados já estariam sem stock. Os diplomatas acreditados em Doha foram chamados à origem, e os do Qatar têm 48 horas para sair. Os cidadãos do Qatar têm 14 dias para sair desses países.

domingo, 4 de junho de 2017

LONDRES

Estão confirmados 7 mortos e 48 feridos vítimas dos três ataques de ontem à noite em Londres. Três atacantes foram abatidos pela polícia (elevando para dez o número de mortos). A campanha eleitoral foi suspensa, mas o Governo descartou a hipótese de adiar as eleições do próximo dia 8. Theresa May convocou para esta manhã o gabinete de emergência COBRA.

sábado, 3 de junho de 2017

LONDRES. TERROR DE NOVO


Em dois pontos diferentes da capital britânica, primeiro na London Bridge, depois no Borough Market, transeuntes foram deliberadamente atropelados. Para já, vinte feridos. A ponte está encerrada. Tudo se passou por volta das 23 horas. Clique na imagem para ler melhor o comunicado da Polícia Metropolitana.

IRLANDA COM PM GAY


Leo Varadkar, médico, 38 anos, homossexual assumido, filho de pai indiano (médico imigrante) e mãe irlandesa, foi eleito líder do Fine Gael, o partido maioritário irlandês. Por essa razão vai ocupar daqui a dias o lugar de primeiro-ministro da Irlanda.

COINCIDÊNCIAS

Há coincidências tramadas. No momento em que António Mexia é constituído arguido por alegada corrupção activa e passiva e participação económica em negócio, o Público entrevista Jorge Jardim Gonçalves, o fundador do BCP, que aproveita a oportunidade para envolver o CEO da EDP na queda da sua administração, em 2007: «Foram muitos milhões de euros de crédito dados, a partir de 2006, pelo BCP, pela CGD e pelo BES aos grupos que se movimentaram com António Mexia para comprarem acções do BCP.» Note-se o punctum: aos grupos que se movimentaram com António Mexia para...

quinta-feira, 1 de junho de 2017

ARMANDO SILVA CARVALHO 1938-2017


Não sendo uma surpresa para os mais próximos, a morte de Armando Silva Carvalho, ocorrida esta manhã, no Hospital Particular Montepio Rainha D. Leonor, nas Caldas da Rainha, representa um duro golpe na vida literária portuguesa. Poeta, ficcionista e tradutor, deixou uma obra ímpar, de que destacaria Armas Brancas (1977), Técnicas de Engate (1979), Alexandre Bissexto (1983), Lisboas (2000), um dos mais importantes livros de poesia portuguesa do século XX, O Amante Japonês (2008) e A Sombra do Mar (2016), seis títulos que dão a medida do fulgor da sua poesia. Mas também Portuguex (1977), narrativa singularíssima que passou incólume entre os holofotes da desatenção nacional.

Publicado em 2007, O Que Foi Passado a Limpo colige os doze livros de poesia que publicou entre 1965 e 2001. Como a Obra não parou nesse ano, uma reedição acrescentada dos livros posteriores seria bem-vinda. Armando Silva Carvalho exerceu advocacia, foi professor do ensino secundário e publicitário. Entre outros, traduziu Beckett, Voznesensky, Genet, Mallarmé, Cummings e a Duras, bem como a correspondência trocada entre Rilke, Pasternak e Marina Tsvétaïeva. Os livros publicados entre 1965 e 1983 foram assinados Armando da Silva Carvalho. Com Maria Velho da Costa, foi co-autor de um curioso livro de memórias oblíquas, O Livro do Meio (2006). Colaborou extensamente na imprensa e recebeu todos os prémios que havia para receber. Agora acabou. Tinha 79 anos. Até sempre, Armando!

BARRY & McCULLERS


Hoje na Sábado escrevo sobre Dias Sem Fim, o romance mais recente do irlandês Sebastian Barry (n. 1955). O autor não é um desconhecido dos portugueses, tendo a sua ficção sido bem recebida pelo público e pela crítica, o que não acontece com a poesia e o teatro, inéditos em Portugal. Narrativa de fôlego, trata das aventuras e da relação amorosa entre Thomas McNulty e John Cole, companheiros de armas durante a Guerra de Secessão (1861-1865) nos Estados Unidos. Quem conheça a obra anterior, sabe que Dias Sem Fim é o quarto livro do autor sobre a família McNulty, obrigada a cruzar o Atlântico para fugir à Grande Fome na Irlanda. Por volta de 1850, Thomas, o narrador, chegou ao Missouri e alistou-se como voluntário. Tinha então dezassete anos. John, com dezasseis, mas parecendo já um homem, tinha um ar janota e era bisneto de uma índia. Os dois tornaram-se amigos para a vida. Mas a história não começa aí. Antes da experiência militar, ambos arranjaram emprego como taxi girls num cabaré de Daggsville. Falando dos clientes, ou seja, dos mineiros da região, o empregador adverte: «Eles só precisam da ilusão […] nada de beijos, nem abraços, nem sentimentos ou apalpadelas. Só uma boa dança respeitosa.» E foi assim que Thomas e John, dois belos rapazes, se tornaram as primeiras raparigas em Daggsville, verdadeiras fadas da pradaria: «Todas as noites, ao longo de dois anos, dançámos com eles.» Era isso ou morrer à fome. Por sinal, Thomas até se sentia bem vestido de mulher. Quando acabou o tempo do cross-dressing (os rapazes eram agora homens), alistaram-se no exército. A elegância da escrita de Barry faz do romance uma elegia. Nenhuma vulgaridade ou proselitismo belisca a intriga, pontuada de fina ironia e anotações subtis sobre questões identitárias: as idiossincrasias irlandesas de Thomas («O irlandês acha que tem razão e é capaz de matar toda a gente para fazer valer a sua ideia»), o sangue índio de John, virilidade vs ambivalência, etc. Os episódios de batalha são descritos com invulgar fluência, com o seu estendal de medos, hidropisia, escorbuto e varíola. De certo modo, um romance de formação. Quatro estrelas. Publicou a Bertrand.

Escrevo ainda sobre Frankie e o Casamento, terceiro e penúltimo romance de Carson McCullers (1917-1967). Não tendo a mística dos anteriores, que fizeram lenda, não deixa por isso de ser uma vigorosa narrativa auto-referencial. Como a autora, também o pai de Frankie foi proprietário de uma joalharia. A história de Frankie, uma rapariguinha de doze anos, órfã de mãe, atinge o paroxismo por ocasião do casamento do irmão mais velho: «Era a manhã diferente de todas as manhãs que conhecera…» Tudo se passa num fim-de-semana de Agosto de 1944, algures no Sul americano. Frankie é aquilo a que chamamos uma adolescente disfuncional, enredada nos seus fantasmas, casmurra, estranha a convenções, “estrangeira” em todos os lugares. Como de regra, McCullers é imbatível nos retratos psicologistas. A partir de certa altura, Frankie passa a denominar-se F. Jasmine. Hoje, uma personagem com doze anos seria tratada como criança, sem os traços de carácter que McCullers lhe atribui. Mas nos anos 1940 foi possível imaginar Frankie como alguém que fantasiava uma união a três: ela, o irmão que vai casar, e Jasmine, a futura cunhada. A escrita por vezes elíptica permite vários ângulos de leitura. Cinco estrelas. Publicou a Relógio d’Água.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

ANDA TUDO DOIDO?


O Festival Nyansapo, um happening feminista para mulheres negras, agendado para 28 a 30 de Julho, em Paris, foi proibido por Anne Hidalgo. A presidente da Câmara proibiu o festival e reserva-se o direito de processar os organizadores por alegada discriminação. O argumento de Madame Higalgo radica no facto de o evento ser proibido a brancos, salvo um número muito restrito de convidados, os quais nem nessa qualidade teriam acesso a todas as áreas do espaço onde decorreria o evento. Clique na imagem do Twitter para ler melhor.

CENTENÁRIO DE KENNEDY


Celebra-se hoje o centenário do nascimento de John F. Kennedy (1917-1963), assassinado aos 46 anos, em Dallas, naquele que terá sido o assassinato mais dissecado na literatura, no cinema e na televisão. A fracassada invasão da Baía dos Porcos (Cuba), em Abril de 1961, terá sido o principal detonador da sua morte. Kennedy tentou (e, em parte, conseguiu) reformar a América profunda, em especial no tocante ao apartheid de que eram vítimas as populações de cor, dando uma guinada na forma como os segmentos mais conservadores e xenófobos da sociedade americana entendiam os direitos civis. No breve período do seu mandato como 35.º Presidente dos Estados Unidos, ao lado de Jackie, transformou a Casa Branca em Camelot. O rapaz (catorze anos) cinéfilo que eu era acordou para a política no dia da sua morte. Afinal, o homem não tinha sido só o amante de Marilyn Monroe. Kennedy não gostava de Salazar e ainda menos da política ultramarina de Salazar, e nunca fez segredo disso.

domingo, 28 de maio de 2017

O 27 DE MAIO


Assinalando os 40 anos da chacina contra os nitistas ou, se preferirem, contra a Revolta Activa, tragédia que passou à História como «o 27 de Maio», o Expresso dedica oito páginas ao assunto. Sita Valles, em corpo inteiro, é capa da revista. O trabalho inclui depoimentos de vários sobreviventes, bem como o excerto de um discurso de Agostinho Neto. O texto não omite pormenores macabros, nem o previsível número de vítimas, nunca inferior a 30 mil pessoas: «A Amnistia Internacional estima um intervalo entre 20 mil e 40 mil [...] a Fundação 27 de Maio apontou para 80 mil desaparecidos.» O livro dos historiadores Dalila Cabrita Mateus e Álvaro Mateus é citado de raspão. O que me faz confusão é nenhum dos autores se ter lembrado de citar o nome do ministro responsável pela polícia política, a DISA, nem a ominosa Comissão das Lágrimas e principais inquiridores. O que não falta é bibliografia atinente. Também omite a prisão (e vamos ficar por aqui) de Maria da Luz Veloso, secretária pessoal de Agostinho Neto. Porquê?

sábado, 27 de maio de 2017

UM MARIDO ENTRE MULHERES


Gauthier Destenay, marido de Xavier Bettel, primeiro-ministro do Luxemburgo, posou no retrato oficial das primeiras-damas que acompanharam os maridos à Cimeira da NATO. Destenay e Bettel, que em 2010 tornaram pública a sua união, casaram em Maio de 2015, antes das eleições que deram a vitória a Bettel.

Na foto, tirada no Castelo Real de Laeken, em Bruxelas, vêem-se Brigitte Trogneux, mulher de Macron, Emine Erdogan, mulher do presidente turco, Melania Trump, mulher do presidente americano, a rainha Mathilde da Bélgica, anfitriã do encontro (vestido estampado), Ingrid Schulerud, mulher do secretário-geral da NATO, as primeiras-damas da Islândia, Noruega e Bulgária, e, na ponta direita, de vestido branco, Amelie Derbaudrenghien, mulher do primeiro-ministro belga.

Clique na imagem.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

BRASÍLIA JÁ ESTÁ A ARDER?

Uma manifestação contra Temer juntou em Brasília, ontem, cerca de duzentas mil pessoas. Foi incendiado o edifício onde estão instalados os ministérios da Agricultura, do Planejamento e da Cultura. Os funcionários receberam ordem para abandonar o local de trabalho a seguir ao almoço. No momento mais crítico da manif, quando a polícia militar entrou em força, bloqueando o acesso ao Congresso, já só estariam no local 35 mil manifestantes. Por decisão de Temer, as Forças Armadas vão assegurar o perímetro de segurança que envolve a denominada Esplanada dos Ministérios.

terça-feira, 23 de maio de 2017

HORROR EM MANCHESTER


Acordo com a terrível notícia do atentado de Manchester: até ao momento, confirmados 22 mortos e 59 feridos graves. Tudo aconteceu no fim do espectáculo da cantora americana Ariana Grande, quando (eram 22:33) um bombista-suicida se fez explodir no foyer do Manchester Arena. Por razões que não vêm ao caso, estive desligado do mundo a partir do princípio da tarde de ontem, razão pela qual só hoje de manhã soube do acontecido.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

PDE

Portugal saiu hoje do Procedimento por Défice Excessivo, situação em que se mantinha desde 2009. Valdis Dombrovskis, vice-presidente da Comissão Europeia, sublinhou: «Este é um dia importante para Portugal.» A gajada da PAF esgotou todo o stock de Guronsan.

domingo, 21 de maio de 2017

TAPAR OU NÃO TAPAR


Na Arábia Saudita, Melania e Ivanka Trump, respectivamente mulher e filha do Presidente americano, desembarcaram e têm participado dos actos oficiais de cabelos ao léu. Fazem elas muito bem. Michelle Obama, Angela Merkel e Theresa May fizeram o mesmo quando ali estiveram em visitas oficiais. O lado anedótico da questão é que Trump havia criticado duramente Michelle Obama por ter feito, em Janeiro de 2015, o que a mulher e a filha estão a fazer. Clique na imagem para conferir.

sábado, 20 de maio de 2017

TEMER O PIOR

Michel Temer, Presidente do Brasil,  foi ontem formalmente acusado de corrupção, organização criminosa e obstrução à justiça. Rodrigo Janot, procurador-geral da República, considera as provas consistentes e «estarrecedoras». Neste momento, o Congresso tem em carteira um total de doze pedidos de impeachment do Presidente. Ministros de três partidos da coligação que sustenta o Governo já se demitiram, alegando indisponibilidade para fazer parte de um executivo que perdeu toda a legitimidade para governar o Brasil. Nas ruas, o povo ulula.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

TIME


Ironias da História. No momento em que a Casa Branca se encontra capturada por um Presidente xenófobo e isolacionista, a Time faz a capa entre todas improvável. Clique na imagem.

NÃO SAIO, DIZ ELE

O Supremo Tribunal Federal do Brasil vai tornar pública, hoje, a gravação da conversa que compromete Temer. Ficaremos a saber o que disse exactamente o Presidente do Brasil. Para quem não sabe, recordar que tudo começou com as denúncias dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS (uma das cinco maiores empresas mundiais da indústria alimentar), no âmbito da processo Lava Jato. Até ontem à noite, tinham dado entrada no Congresso um total de oito pedidos de impeachment de Temer. Nas ruas, o povo grita como gritou contra Dilma.